| Francine Benoît | |
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Francine Benoît no Conservatório Nacional (1928) | |
| Informações gerais | |
| Nome completo | Francine Germaine Van Gool Benoît |
| Nascimento | 30 de julho de 1894 |
| Origem | Périgueux, França |
| País | Portugal |
| Morte | 27 de janeiro de 1990 (95 anos) Lisboa, Portugal |
| Período em atividade | 1942 - 1990 |
Francine Germaine Van Gool Benoît, conhecida como Francine Benoît (Périgueux, 30 de Julho de 1894 - Lisboa, 27 de Janeiro de 1990), foi uma compositora, professora, crítica musical e ensaísta francesa naturalizada portuguesa.
Francine Germaine Van Gool Benoit nasceu na comuna francesa de Périgueux, região de Dordogne, a 30 de Julho de 1894, filha de mãe belga e pai francês. Nos primeiros anos de vida, devido à profissão do seu pai como engenheiro, viveu na Argélia, Bélgica, Suíça e Espanha, tendo se fixado com a sua família finalmente em Setúbal em 1906.
Dotada para a música, teve inicialmente aulas de piano com a sua mãe, ingressando depois na Academia de Amadores de Música e no Conservatório Nacional, onde foi aluna de Alexandre Rey Colaço. Posteriormente viajou para França, onde estudou composição musical com Vincent D´Indy na Schola Cantorum entre 1917 e 1918.
Regressada a Portugal, após a morte de seu pai, para ajudar a sustentar a sua família, começou a trabalhar como pianista no Cinema Olympia, onde acompanhava a trilha sonora dos filmes mudos que eram exibidos, até ser convidada por Maria Rey Colaço para conduzir o Canto Coral de Lisboa, tornando-se esse o seu trabalho como maestra.
Entre 1920 e 1931, ensinou na Escola Oficina n.º1 de Lisboa.
Após obter a nacionalidade portuguesa em 1929, venceu um concurso público para o cargo de professora de solfejo no Conservatório Nacional, contudo, a sua candidatura, e todo o concurso, foram cancelados sob a alegação de que Francine Benoît não possuía nacionalidade portuguesa há mais de cinco anos, embora nada no regulamento indicasse que isso fosse um requisito. A vaga foi posteriormente republicada, com prazo para a decisão de dois meses antes da compositora completar os anos exigidos. Segundo a própria, a decisão teria sido política, uma vez que era militante do Partido Comunista Português desde 1933 e membro da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, ambos movimentos de oposição ao Estado Novo. Militarmente, nos anos seguintes, assinou as listas do MUD, além da sua presença ter sido frequente em encontros de elites oposicionistas. No âmbito das associações feministas, colaborou também com o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e Movimento Democrático de Mulheres.
Foi uma das fundadoras da Sociedade de Concertos Sonata, em 1942, com Fernando Lopes-Graça, Maria da Graça Amado da Cunha, Joaquim Silva Pereira e Macario Santiago Kastner.
Foi professora de nomes sonantes da música portuguesa como Maria da Graça Amado da Cunha, Maria João Pires ou Emanuel Nunes. Escreveu para diversas publicações, entre as quais: A Seara Nova, Gazeta Musical, Diário de Lisboa, O Diário, A Capital e a revista Renovação (1925-1926) .
O seu espólio literário e musical encontra-se dividido entre a Biblioteca Nacional de Portugal, a Academia de Amadores de Música e a biblioteca da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Encontra-se sepultada no Cemitério de Benfica, em Lisboa.
Em 1986, o Ministério da Cultura português distinguiu-a com a Medalha de Mérito Cultural.
Entre as suas obras encontram-se:
Escreveu os livros: