| Instituto Euvaldo Lodi do Rio de Janeiro (Firjan IEL) | |
|---|---|
Novo logo da Firjan IEL, desde julho de 2018. | |
| Tipo | Organização sem fins lucrativos |
| Fundação | 29 de janeiro de 1969 (57 anos) |
| Sede | Avenida Calógeras, 15 / 3º andar, Rio de Janeiro, RJ, Brasil |
| Filiação | Firjan |
| Pres. da Firjan | Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira |
| Website | firjan.com.br/iel/ |
Firjan IEL é a equivalente fluminense do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) nacional, que foi criado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em conjunto com o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em 1969.
A função básica da Firjan IEL é unir universidades e instituições de pesquisa com a indústria. Dentre suas funções, desenvolve programas de empreendedorismo a fim de promover a criação de novas lideranças e a adoção, no currículo universitário, de disciplinas voltadas para a ação empreendedora.
Além disso, estimula programas e projetos inovadores, bem como a gestão da inovação e da tecnologia, inserindo produtos tecnológicos e intelectuais de instituições de ensino nas empresas, o que gera mais competitividade industrial.
A Firjan IEL, entidade integrante da Firjan, se concentra na relação entre universidades e mercado, mais especificamente em duas áreas:
As principais universidades do Estado do Rio de Janeiro são parceiras da Firjan IEL.
No que diz respeito a tecnologia e inovação, a Firjan IEL desenvolve programas e projetos como os abaixo:
| EDIÇÃO | ANO | TEMA |
|---|---|---|
| I | 2007 | Seminário e feira de empreendedorismo (vários temas) |
| II | 2008 | II Seminário de Empreendedorismo (vários temas) |
| III | 2009 | Oportunidades e desafios no mundo virtual |
| IV | 2010 | Fazendo as ideias acontecerem |
| V | 2011 | Rio empreendedor |
| VI | 2012 | Acesso a capital e inovação |
| VII | 2013 | Grandes empresas que estão investindo em startups no Brasil |
| VIII | 2014 | Empreendedorismo Inovador |
| 2011 | 2012 | 2013 | |
|---|---|---|---|
| Alunos | 3.282 | 4.564 | 4.750 |
| Universidades | 7 | 8 | 9 |
Em geral, os cursos tinham duração de três meses, com encontros uma vez por semana, o que soma doze aulas. Renomados empresários já ministraram aulas, representando companhias como Spoleto, Koni, Niely, Via Mia e Peixe Urbano. Eles abordaram suas experiências como empreendedores, enquanto os representantes da Firjan ensinavam sobre competitividade empresarial. Costumam participar alunos das áreas de Design, Administração, Engenharia, Comunicação e Arquitetura, que desejam dar o primeiro passo para elaborar novos projetos e novas empresas. Já para Alberto Besser, superintendente da Firjan IEL, a intenção é “inspirar os alunos para gerar ideias e transformá-las em negócio.” O curso fez parte do Programa de Formação de Empreendedores (PFE) da Coordenação de Ensino de Empreendedorismo (CEMP) do Instituto Gênesis da PUC-Rio.
Olhando para a história do Instituto, é possível identificar algumas fases. Nos seus primeiros dezessete anos, de 1969 até 1986, seu foco era restrito à integração da indústria com a universidade. Depois disso, os esforços também se concentraram na análise dos resultados alcançados por meio dos projetos voltados para a união do setor produtivo com a academia, além do agrupamento desses projetos em programas operacionais. Já o terceiro período é marcado pela edição do Plano Nacional de Interação Indústria-Universidade para 1990, visando apoiar projetos de desenvolvimento tecnológico da indústria mediante as seguintes estratégias: “tecnológica, sindical, das vocações regionais, do apoio às pequenas e médias indústrias, da integração institucional do Sistema CNI, da defesa dos valores da livre iniciativa e do intercâmbio permanente das partes envolvidas na política.”[14]
E apesar de buscar maior produção e melhor qualidade na indústria, o IEL também procura “erradicar o analfabetismo, expandir o ensino básico e qualificar profissionalmente expressivos contingentes humanos” e, assim, inserir o Brasil no mercado internacional.[15]
No que tange à sua atuação local, o Instituto considera importante desenvolver uma visão particular de cada realidade do Brasil. Por isso, o Núcleo Central do IEL mantém as Comissões Regionais e as Comissões Setoriais.16 Na verdade, no primeiro artigo de seu próprio estatuto de criação está previsto que o Instituto pode usar Núcleos Regionais nos estados e no Distrito Federal a fim de executar seus objetivos. No capítulo V, mais especificamente, ele estabelece que o Núcleo Central tem o poder de “delegar a execução de atividades aos Núcleos Regionais na implementação de programas, projetos, convênios e outras ações” (capítulo V, artigo 26). Dessa forma, cada núcleo teria a direção do “presidente da Federação de Indústrias local, contaria com um diretor regional e um Conselho Consultivo composto por um representante da Federação, um do Senai e um do Sesi”. É por causa dessa premissa que existe a Firjan IEL e os demais que se encontram espalhados pelo país.
O político Euvaldo Lodi e o engenheiro Roberto Simonsen foram homenageados pela indústria devido à dimensão do trabalho de ambos: enquanto o primeiro deu nome ao IEL, o segundo virou nome de “um instituto de estudos e pesquisas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que compreende sua estrutura o COPS - Conselho Superior de Orientação Política e Social.”