| "Invading My Mind" | ||||
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| Canção de Jennifer Lopez do álbum Love? | ||||
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| Duração | 3:20 | |||
| Editora | Island | |||
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| Faixas de Love? | ||||
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| Vídeo de áudio | ||||
| "Invading My Mind" no YouTube | ||||
"Invading My Mind" é uma canção da cantora norte-americana Jennifer Lopez, gravada para o seu sétimo álbum de estúdio, Love? (2011). Composta e produzida por RedOne, com auxílio de AJ Junior, BeatGeek, Teddy Sky, Bilal Hajji e Jimmy Joker na escrita e Lopez, Lady Gaga, BeatGeek e Joker na produção. A faixa enquadra-se sonoramente nos géneros electropop e dance, com uma instrumentação assente no recurso a sintetizadores, batidas aceleradas de bateria eletrónica, linhas pulsantes de baixo e acordes de guitarra elétrica, enquanto a narrativa lírica explora o sentimento avassalador de ter os pensamentos e a mente inteiramente dominados por uma atração amorosa.
A receção crítica atribuída à faixa foi predominantemente favorável: diversos analistas elogiaram a sua dinâmica dançante e a produção polida, traçando comparações com os arranjos de "On the Floor", com a fase inicial de Lady Gaga no álbum The Fame (2008) e com o reportório de grupos como os Ace of Base e da cantora Kylie Minogue. Comercialmente, apesar de não ter sido disponibilizada como single de trabalho nas emissoras de rádio, a composição alcançou a 37.ª posição da tabela internacional de descarregamentos digitais da Coreia do Sul na semana de edição do disco. O tema esteve igualmente envolvido numa disputa jurídica em 2011, quando a cantautora Rebecca Francescatti alegou no tribunal distrital de Chicago que elementos melódicos da sua autoria haviam sido indevidamente incorporados por Gaga e RedOne nas gravações de "Judas" e no próprio registo de Lopez.
Durante a fase de preparação do álbum Love?, que marcou a sua transição contratual para a Island Records, Lopez encetou uma colaboração estreita com o produtor marroquino RedOne, responsável pela conceção de várias faixas orientadas para as pistas de dança, incluindo "On the Floor". As sessões criativas congregaram ainda a participação de compositores da equipa editorial do produtor, como BeatGeek, Jimmy Joker e Teddy Sky, bem como de Lady Gaga, que foi creditada como produtora na versão final da obra. Em declarações públicas prestadas em abril de 2011, Lopez elogiou a versatilidade de Nadir Khayat, salientando que a sua vivência entre Marrocos, a Suécia e os Estados Unidos lhe conferia uma perceção apurada para arquitetar melodias de apelo global, capazes de transitar entre as linguagens urbana, pop e eletrónica. Em março de 2011, semanas antes do lançamento oficial do disco, uma maquete preliminar da gravação surgiu na Internet à revelia da editora, gerando atenção mediática pela sua matriz rítmica acelerada.
O tema é uma composição acelerada enquadrada nos géneros electropop e dance, com influências de eurodance, com uma duração temporal de 3 minutos e 20 segundos. As sessões de gravação decorreram entre 2010 e 2011 nos estúdios Cove Studios, na cidade de Nova Iorque, e Henson Recording Studios, em Los Angeles, sob a coordenação técnica de Kuk Harrell, com o apoio de Josh Gudwin e Jim Annunziato. A edição e a engenharia vocal suplementar foram asseguradas por Chris "Tek" O'Ryan, enquanto Trevor Muzzy dirigiu o processo de mistura e partilhou a programação instrumental com RedOne, BeatGeek e Jimmy Joker. A sua estrutura instrumental conjuga camadas vigorosas de sintetizadores, batidas de percussão eletrónica, acordes de guitarra elétrica e modulações de baixo.
Melinda Newman, do sítio HitFix, caracterizou a peça como um número robótico e eufórico, enquanto Swagata Panjari, do portal Radio and Music, salientou a intensidade das batidas concebidas para os clubes noturnos. Analistas notaram afinidades estruturais com "On the Floor", apontando que este tema apresenta arranjos eletrónicos mais compactos e síncopas rítmicas que lhe conferem uma dinâmica dançante mais vincada, evocando a sonoridade de "Beautiful Life" (1995), dos suecos Ace of Base, e produções de Kylie Minogue. No plano lírico, a composição retrata a sensação de obsessão mental gerada pelo enamoramento, recorrendo a metáforas térmicas como contraste dramático: "Frio como gelo, vapor quente / Gotas, gotas de suor".
Após o lançamento de Love?, a faixa colheu apreciações predominantemente favoráveis da imprensa musical. Monica Herrera, na revista Billboard, considerou que a produção de RedOne e Lady Gaga assegurava eficácia comercial ao tema, enquanto a prestação de Lopez garantia calor humano à interpretação, adjetivando o resultado como "uma manifestação irresistível de euforia inspirada na década de 1980". Tim Stack, na revista Entertainment Weekly, atribuiu a classificação de B+ à criação e ironizou os céticos que duvidavam da capacidade da cantora em lançar gravações de impacto comercial, salientando que, assim que a pulsação eletrónica atinge os ouvidos do ouvinte, torna-se difícil afastá-la do pensamento. Tanner Stransky, na mesma publicação, formulou uma crítica positiva, observando que o registo assinalava um retorno consistente às raízes de música de clube consagradas pela vocalista em "Waiting for Tonight" (1999), notando que a melodia ascende de imediato desde os primeiros compassos e mantém a energia sem oscilações.
Robert Copsey, do portal britânico Digital Spy, comentou que, embora a sonoplastia não rompesse com fórmulas eletrónicas conhecidas, a gravação exibia qualidade suficiente para sustentar um lançamento promocional autónomo. Em texto para a página Hot Spots, Shane Phoenix manifestou algumas reservas quanto à repetição dos versos, considerando-a, todavia, uma sucessora natural de "On the Floor" para efeitos recreativos em discotecas. Os redatores do portal Idolator assinalaram afinidades evidentes com os primeiros trabalhos de Lady Gaga em The Fame, salientando a forte consonância rítmica entre este número e outras colaborações dirigidas por RedOne no mesmo período: "Num universo paralelo, podemos definitivamente ouvir Gaga a cantar 'Invading My Mind', embora tenha mais em comum com faixas iniciais de Fame do que qualquer coisa que a p-p-p-provocadora tenha feito ultimamente", escreveram. Em sentido adverso, Sal Cinquemani, na revista Slant Magazine, elogiou a vitalidade global do álbum, mas qualificou o tema como uma adição descartável e pouco memorável, criticando o simplismo das rimas empregues.
Em agosto de 2011, a cantautora Rebecca Francescatti interpôs uma ação judicial no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Chicago contra Lady Gaga e RedOne, alegando que o single "Judas" incorporava elementos substanciais da sua composição de 1999 intitulada "Juda". O advogado de Francescatti afirmou o seguinte ao TMZ: "Mesmo que o estilo das músicas seja diferente, a composição, o coro e a melodia são os mesmos. [Francescatti] está a procurar o reconhecimento pelo que criou". Rebecca notou que as semelhanças entre os dois temas poderiam provir do facto de que o seu ex-baixista e engenheiro, Brian Gaynor, ter trabalhado para a empresa responsável pela elaboração de alguns registos do segundo álbum de estúdio de Gaga, Born This Way.
No decurso das alegações preliminares em dezembro de 2012, os representantes legais de Francescatti associaram "Invading My Mind" ao litígio, sustentando que uma demonstração melódica sem licença teria sido empregue tanto em "Judas" como na faixa interpretada por Lopez. A acusação argumentou que o crédito de produção atribuído a Gaga na obra de Jennifer constituíra uma manobra com o propósito de justificar semelhanças e ocultar a origem dos elementos musicais disputados, citando registos de comunicações eletrónicas trocadas entre os produtores. O processo judicial viria a ser integralmente arquivado em 2014 pelo juiz Marvin Aspen, que concluiu não existirem semelhanças substanciais passíveis de proteção de direitos de autor entre as peças musicais envolvidas.
Mesmo sem ter sido alvo de um lançamento comercial individual como single nem ter beneficiado de apresentações promocionais em programas televisivos, o registo entrou nas tabelas na sequência da edição mundial de Love?. Na Coreia do Sul, a gravação estreou-se na 10.ª posição da contagem agregada, Gaon International Download Chart, e fixando-se no 23.º lugar da listagem de descarregamentos digitais internacionais.
| Tabela musical (2011) | Melhor posição |
|---|---|
| Coreia do Sul (Gaon International Download Chart) | 37 |
| Coreia do Sul (Gaon Download Chart) | 23 |
Todo o processo de elaboração da canção atribui os seguintes créditos pessoais: