| Iridium Communications Inc. | |
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| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | NASDAQ: IRDM, componente do S&P 600 |
| Atividade | Telecomunicações por satélite |
| Fundação | 2001 |
| Sede | McLean, Virgínia, Estados Unidos |
| Área(s) servida(s) | Mundo |
| Pessoas-chave | Matthew J. Desch, diretor executivo Vincent J. O'Neill, diretor financeiro Suzanne E. McBride, diretora de operações |
| Empregados | 975, 2025 |
| Produtos | Equipamentos de comunicação por satélite |
| Serviços | Serviços de voz e dados por satélite |
| Ativos | |
| Receita | |
| LAJIR | |
| Renda líquida | |
| Website | www |
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Iridium Communications Inc. é uma empresa estadunidense de comunicações por satélite com ações negociadas em bolsa e sede em McLean, na Virgínia. Sua principal subsidiária operacional é a Iridium Satellite LLC. A Iridium opera um sistema de 80 satélites, dos quais 66 estão em serviço e catorze ficam em órbita como reserva. Esses satélites permitem comunicação mundial de voz e dados por telefones via satélite portáteis, comunicadores por satélite e transceptores integrados. A empresa também desenvolve conexão direta entre satélites e dispositivos, baseada em padrões técnicos, para aparelhos móveis comuns e equipamentos da Internet das coisas. Os satélites ainda carregam receptores de Transmissão de Vigilância Dependente Automática, ou ADS-B, operados pela Aireon, que se tornou uma subsidiária integral da Iridium em 2026. As órbitas quase polares e a comunicação entre os satélites por enlaces próprios tornam o serviço disponível em todo o planeta.
O serviço de comunicações Iridium, antes chamado Iridium SSC, foi lançado em 1 de novembro de 1998. A primeira chamada da rede partiu do vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, para Gilbert Grosvenor, bisneto de Alexander Graham Bell e presidente da National Geographic Society. A Motorola forneceu a tecnologia e grande parte do apoio financeiro. O logotipo da empresa mostra o Grande Carro, um asterismo da Ursa Maior. O nome vem do elemento químico irídio, cujo número atômico é 77. Esse era o total de satélites que os cálculos iniciais apontavam como necessário para cobrir o planeta. Ajustes nas trajetórias orbitais, avanços tecnológicos e as condições encontradas na operação reduziram esse total para 66. Foram lançados 95 satélites da primeira geração.
Em 13 de agosto de 1999, nove meses após o lançamento do serviço, a empresa que o criou pediu recuperação judicial sob o Capítulo 11 da legislação dos Estados Unidos. Os aparelhos não podiam operar como anunciado antes que toda a constelação estivesse em órbita, o que exigia um investimento inicial de bilhões de dólares. O preço do serviço afastou muitos possíveis clientes. A recepção em ambientes fechados era difícil e os aparelhos portáteis eram maiores e mais caros do que os telefones celulares terrestres, o que também prejudicou a adesão.
A má administração foi citada como outro fator no fracasso do programa original. O jornalista David Rohde escreveu em 1999 que solicitou o serviço, recebeu material informativo e nunca foi procurado por um representante de vendas. Também encontrou problemas de programação no site da Iridium e foi passado de um representante a outro sem conseguir atendimento. Ao pedir recuperação judicial, a Iridium alegou que enfrentava "dificuldade para conquistar assinantes".
O fracasso comercial inicial da Iridium arrefeceu outros projetos de constelações comerciais, entre eles a Teledesic. A Orbcomm, a ICO Global Communications e a Globalstar também buscaram proteção judicial contra falência. Outros sistemas propostos nem chegaram a ser construídos.
Em agosto de 2000, a Motorola anunciou que os satélites Iridium teriam de ser retirados de órbita. Eles permaneceram em órbita e em funcionamento. Em dezembro de 2000, o governo dos Estados Unidos pagou US$ 72 milhões em troca de um contrato de dois anos e evitou o encerramento da rede. Em março de 2001, o governo também aprovou a venda da empresa, então no tribunal de falências, por US$ 25 milhões. Com a operação, foram cancelados mais de US$ 4 bilhões em dívidas.
O serviço voltou a funcionar em 2001 sob a recém-criada Iridium Satellite LLC, controlada por um grupo de investidores privados.
Em 10 de fevereiro de 2009, o satélite Iridium 33 colidiu com o satélite russo inativo Kosmos-2251, a 800 km de altitude sobre a Sibéria. A colisão gerou duas grandes nuvens de detritos.
A Iridium substituiu a constelação original com o envio de 75 novos satélites em foguetes Falcon 9, fabricados pela SpaceX, durante oito lançamentos. A campanha também renovou a infraestrutura terrestre da empresa.
A campanha Iridium NEXT foi anunciada em 2007. Três anos depois, a Iridium concluiu o financiamento e começou os preparativos para os lançamentos. Em junho de 2010, a empresa assinou um contrato de preço fixo com a Thales Alenia Space para projetar e construir os satélites da nova geração. Duas semanas mais tarde, anunciou um contrato de US$ 492 milhões que designava o Falcon 9 como um dos veículos de lançamento da campanha. Era o maior contrato comercial individual de lançamento já assinado e fixou uma nova referência de custo para o envio comercial de satélites ao espaço. Parte dos gastos totais, próximos de US$ 2,9 bilhões, foi financiada por empréstimos. Entre 2010 e 2017, a dívida da Iridium Communications Inc. cresceu de US$ 37,4 milhões para US$ 1,4556 bilhão.
O primeiro dos oito lançamentos da Iridium NEXT ocorreu em 14 de janeiro de 2017, dez anos após o anúncio da campanha. A SpaceX partiu da Base da Força Aérea de Vandenberg, na Califórnia. Nos dois anos seguintes, outros 65 satélites foram colocados em órbita terrestre baixa e substituíram por completo a constelação original. O último lançamento ocorreu em 11 de janeiro de 2019, menos de dois anos após o primeiro.
A rede Iridium NEXT começou a operar com 66 satélites de serviço e nove reservas em órbita. Em 20 de maio de 2023, cinco satélites que estavam guardados em terra foram lançados. O total em órbita subiu para 80, dos quais catorze eram reservas.
A Iridium Communications Inc. foi constituída em novembro de 2007 com o nome GHL Acquisition Corp., uma empresa de aquisição de propósito específico, e abriu seu capital em 2008. Em setembro de 2009, comprou a participação societária remanescente da Iridium Holdings LLC e adotou o nome Iridium Communications Inc. A Iridium Satellite LLC permaneceu como a principal subsidiária operacional. As ações da companhia são negociadas na Nasdaq sob o código "IRDM".
Em 30 de junho de 2026, a Iridium tinha 2,627 milhões de assinantes faturáveis no mundo. A constelação é operada a partir de um centro de controle de rede em Leesburg, na Virgínia. A estação de acesso comercial principal fica em Tempe, no Arizona, e outra funciona em Ijevsk, na Rússia, para o tráfego dentro do território russo. O governo dos Estados Unidos opera uma estação própria compatível com a rede.
Em 29 de junho de 2026, a Rocket Lab e a Iridium anunciaram um acordo definitivo para a compra da Iridium pela Rocket Lab. A operação, avaliada em cerca de US$ 8 bilhões, combina pagamento em dinheiro e ações. Pelo acordo, os acionistas da Iridium receberiam US$ 27 em dinheiro e ações da Rocket Lab com valor nominal combinado de US$ 54 para cada ação da Iridium. A conclusão era esperada para meados de 2027, condicionada à aprovação dos acionistas da Iridium, dos órgãos reguladores e ao cumprimento das demais exigências do contrato.
A Iridium presta serviços de satélite ao governo dos Estados Unidos, que mantém sua própria estação de acesso à rede. A maior parte do tempo de comunicação fornecido ao governo está coberta pelo contrato plurianual Enhanced Mobile Satellite Services. A empresa também presta manutenção e serviços de engenharia nessa estação por contratos administrados pela Força Espacial dos Estados Unidos.
A Iridium é uma das fundadoras da Hosted Payload Alliance, ou HPA, aliança que reúne empresas da indústria de satélites. Podem participar operadoras, fabricantes de satélites, integradores de sistemas e outras partes interessadas.
Em julho de 2011, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos aprovou o uso da Iridium em enlaces de dados do Future Air Navigation System, ou FANS. A decisão permitiu enlaces por satélite entre aeronaves e o controle de tráfego aéreo em áreas cobertas pelo FANS, inclusive regiões acima de 70 graus de latitude norte ou abaixo de 70 graus de latitude sul, fora da cobertura da Inmarsat. Entre elas estão as rotas polares.
A Iridium criou a Aireon em 2011 para desenvolver um serviço mundial de vigilância do tráfego aéreo com Transmissão de Vigilância Dependente Automática, ou ADS-B, por satélite. Provedores de serviços de navegação aérea passaram a investir na empresa. Os receptores ADS-B da Aireon ficam nos satélites Iridium NEXT. Eles recebem a posição transmitida por aeronaves equipadas e enviam os dados pela rede Iridium. Com isso, os provedores podem acompanhar aviões sobre oceanos, regiões polares e outras áreas sem cobertura dos sistemas terrestres convencionais. O sistema entrou em operação em 2019.
A Iridium detinha cerca de 39% do capital totalmente diluído da Aireon antes de acertar, em maio de 2026, a compra dos 61% restantes por aproximadamente US$ 366,7 milhões. A aquisição foi concluída em 2 de julho de 2026, quando a Aireon se tornou subsidiária integral da Iridium.
Em janeiro de 2020, a constelação Iridium recebeu certificação para uso no Sistema Global de Socorro e Segurança Marítima, ou GMDSS. Com a certificação, terminou o monopólio da Inmarsat sobre os serviços marítimos de socorro, existente desde a entrada do sistema em operação em 1999.
Em 2023, a Qualcomm e a Iridium anunciaram um acordo para levar mensagens bidirecionais por satélite a smartphones com o sistema Android. Chamado Snapdragon Satellite, o serviço deveria funcionar em aparelhos com o chipset Snapdragon 8 Gen 2 a partir do segundo semestre de 2023. A solução usaria o espectro da banda L da Iridium na transmissão entre o satélite e o telefone.
Em 9 de novembro de 2023, a Iridium anunciou que a Qualcomm encerrara a parceria por falta de interesse dos fabricantes de smartphones na solução proprietária. Um porta-voz da Qualcomm afirmou: "Os fabricantes de smartphones manifestaram preferência por soluções baseadas em padrões para a conexão entre satélite e telefone. Esperamos continuar trabalhando com a Iridium em soluções baseadas em padrões, ao mesmo tempo que encerramos o desenvolvimento da solução proprietária apresentada no início deste ano."
Em 2024, a Iridium anunciou o Projeto Stardust, criado para desenvolver conectividade por satélite baseada nas especificações do 3GPP para redes não terrestres 5G, conhecidas pela sigla NTN. O projeto passou a ser desenvolvido como Iridium NTN Direct, serviço baseado em padrões técnicos para conexão direta com dispositivos e aplicações de baixo custo da Internet das coisas. Em julho de 2026, a Iridium fazia demonstrações ao vivo pelo ar com operadoras móveis, fabricantes de semicondutores e outros parceiros. A empresa esperava lançar o NTN Direct ainda em 2026.
Após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, a Iridium adaptou suas operações às sanções dos Estados Unidos e de outros países e parou de enviar equipamentos para usuários finais na Rússia. Mesmo assim, manteve serviços de comunicação por satélite no país por meio de duas subsidiárias locais e prestadores russos autorizados. Em 2025, a operação russa empregava cerca de 40 pessoas e usava uma estação de acesso dedicada em Ijevsk. A Rússia respondeu por aproximadamente 2% da receita total da Iridium em cada ano entre 2023 e 2025.
Em 2023, o Euromaidan Press publicou uma investigação da organização ucraniana Trap Aggressor sobre o uso de equipamentos e serviços da Iridium por organizações militares russas. A investigação alegava que a subsidiária russa dera acesso à rede de satélites para a Guarda Nacional da Rússia em 2022 e que equipamentos Iridium continuavam a entrar no país por intermediários em 2023. A Iridium disse à publicação que não aprovava o uso de sua tecnologia em drones militares russos. Pediu informações que permitissem investigar os casos citados e declarou que seus parceiros tinham obrigação contratual de cumprir as sanções aplicáveis.
O sistema Iridium usa 66 satélites em serviço na órbita terrestre baixa e mantém outros catorze em órbita como reserva. Os satélites de serviço ficam distribuídos em seis planos orbitais quase polares, com onze unidades em cada plano, a cerca de 780 km de altitude. Eles se comunicam com os vizinhos por enlaces entre satélites na banda K, em 23 GHz. As frequências da banda Ka são usadas nos enlaces de alimentação entre os satélites e as estações terrestres da Iridium. A constelação original foi lançada no fim da década de 1990, antes da falência da empresa. Em janeiro de 2017, começaram os lançamentos da nova geração como parte da campanha Iridium NEXT, que custou aproximadamente US$ 3 bilhões. Os satélites seguiram ao espaço em foguetes Falcon 9 da SpaceX. Os oito lançamentos partiram do Complexo de Lançamento Espacial 4 da Base de Vandenberg, na Califórnia, entre janeiro de 2017 e janeiro de 2019. Em 14 de janeiro de 2017, a SpaceX colocou em órbita dez dos novos satélites. O segundo lançamento da série ocorreu em 25 de junho de 2017, quando um Falcon 9 partiu de Vandenberg. Era o segundo dos oito voos programados. O terceiro lançamento levou dez satélites NEXT em 9 de outubro de 2017. Outros dez foram colocados em órbita em 22 de dezembro daquele ano. Em 22 de maio de 2018, a SpaceX lançou mais cinco satélites Iridium NEXT de Vandenberg.
Em 11 de janeiro de 2019, a SpaceX colocou em órbita os dez últimos satélites da campanha.

A Iridium oferece quatro telefones via satélite. São eles o 9555, o 9575A, disponível apenas para clientes do governo dos Estados Unidos, o Extreme e o Extreme PTT.
Em 2014, a Iridium passou a oferecer o ponto de acesso Wi-Fi Iridium Go!, que também pode ser usado como sinalizador de socorro em certas situações. Até setembro de 2020, a Beam Communications, contratada para fabricar o aparelho, havia produzido 50 mil unidades.
Dois pagers foram fabricados para a rede Iridium, o Motorola 9501 e o Kyocera SP-66K. Eram aparelhos unidirecionais, capazes de receber mensagens enviadas por SMS.
As mensagens chegam a áreas de distribuição predefinidas, conhecidas pela sigla MDA, que cobrem regiões geográficas determinadas. O usuário pode escolher três delas em um portal na internet. A seleção também pode ser atualizada automaticamente quando o serviço de pager está vinculado a um telefone Iridium. Cada país tem uma MDA baseada em seu código de país. Alguns países maiores são divididos em mais de uma MDA. Há áreas próprias para trechos dos oceanos e rotas aéreas comuns.
Os pagers recebem números do código de área 480. Também podem ser contatados por correio eletrônico, SMS e pela interface usada para enviar mensagens aos telefones Iridium.
Em 2017, a Garmin anunciou os comunicadores inReach SE+ e inReach Explorer+, que usam a rede Iridium para oferecer cobertura mundial. O Garmin inReach Mini, um comunicador por satélite, foi anunciado no ano seguinte. Esses aparelhos enviam e recebem mensagens de texto de números de telefone celular, endereços de correio eletrônico e outros dispositivos inReach. Também permitem compartilhar a localização, navegar e falar diretamente com serviços de emergência.
O comunicador por satélite ZOLEO usa a rede Iridium quando não há cobertura celular ou Wi-Fi. Uma conexão Bluetooth oferece mensagens bidirecionais a um smartphone ou tablet conectado.
Outros telefones usam a rede Iridium. Entre eles estão telefones públicos e equipamentos instalados em navios e aeronaves. Alguns desses produtos combinam o telefone DPL da NAL Research com um transceptor 9522. A interface do telefone é quase idêntica à dos aparelhos da série 9505.

Essas unidades podem registrar dados em áreas remotas, como ocorre em satélites de coleta de dados. Certos tipos de boias, entre eles os empregados em sistemas de alerta de tsunami, usam os satélites Iridium para se comunicar com a base. O aparelho remoto é programado para telefonar ou enviar dados em rajadas curtas, ou SBD, em intervalos definidos. Também pode aceitar chamadas para transferir os dados coletados.
Os seguintes transceptores foram lançados:
Esses aparelhos aceitam apenas SBD para serviços de Internet das coisas e não usam cartão SIM.
O Iridium OpenPort é um sistema de comunicação de voz e dados em banda larga por satélite para embarcações. Ele é usado em chamadas da tripulação e no correio eletrônico de frotas mercantes, navios governamentais e militares, barcos de pesca e iates particulares.
O OpenPort oferecia uma conexão de dados por IP com taxas escolhidas pelo usuário entre 9,6 e 128 kbit/s, além de até três circuitos telefônicos simultâneos.
O Iridium Certus é um dos serviços da rede Iridium NEXT. A banda larga por satélite está disponível em todo o planeta e alcança até 704 kbit/s em aplicações marítimas, aeronáuticas, terrestres móveis, governamentais e da Internet das coisas. Os terminais são fornecidos pela Cobham, pela Intellian Technologies e pela Thales.
A Iridium fornece o serviço Satellite Time & Location, ou STL. O serviço foi desenvolvido pela Satelles, comprada pela Iridium Communications em abril de 2024.
A empresa afirma que, em abril de 2024, esse era o único serviço comercial de posicionamento, navegação e sincronização, ou PNT, baseado em satélites de órbita terrestre baixa.