| Starlink Services, LLC | |
|---|---|
Instalação de fabricação de equipamentos de usuário da Starlink em Bastrop, Texas | |
| Razão social | Starlink Services, LLC |
| Nome comercial | Starlink |
| Subsidiária | |
| Atividade | Telecomunicações |
| Fundação | janeiro de 2015 |
| Sede | Redmond, Washington, Estados Unidos |
| Clientes | 12 milhões de assinantes (junho de 2026) |
| Empresa-mãe | SpaceX |
| Divisões | Starshield |
| Receita | US$ 11,4 bilhões (2025) |
| Lucro | US$ 4,4 bilhões (lucro operacional, 2025) |
| Website | «Página oficial» |
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Starlink Services, LLC, que opera sob o nome Starlink, é uma subsidiária de telecomunicações da empresa aeroespacial norte-americana SpaceX. Ela fornece acesso à Internet de banda larga em cerca de 160 países e territórios. A empresa também pretende oferecer banda larga móvel em escala mundial. A SpaceX começou a lançar satélites Starlink em 2019. Em junho de 2026, a rede tinha cerca de 10.413 satélites, dos quais 10.397 estavam operacionais, em órbita terrestre baixa (LEO). Eles se comunicam com terminais de usuário e estações terrestres de acesso que conectam a constelação à infraestrutura terrestre da Internet. A Starlink também fornece acesso à Internet em voo para companhias aéreas. A constelação correspondia a cerca de 75% de todos os satélites ativos e manobráveis em órbita da Terra e tinha mais de 12 milhões de assinantes em junho de 2026.
Em maio de 2018, a SpaceX estimou em pelo menos US$ 10 bilhões o custo de projetar, construir e implantar a constelação. No fim de 2025, a Starlink havia se tornado o maior segmento de negócios da SpaceX, com receita de US$ 11,4 bilhões e lucro operacional de US$ 4,4 bilhões.
Além do serviço civil de banda larga, a Starlink é usada em comunicações governamentais e militares, entre elas as empregadas na Guerra Russo-Ucraniana. A grande quantidade de satélites da constelação recebeu críticas de astrônomos por aumentar a poluição luminosa e o congestionamento orbital.
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Pessoal Empresas Cultura popular Administração Trump Relacionado |
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Constelações de satélites em órbita terrestre baixa foram concebidas em meados da década de 1980 como parte da Iniciativa Estratégica de Defesa dos Estados Unidos. O trabalho chegou ao projeto Brilliant Pebbles, no qual armas seriam posicionadas em órbitas baixas para interceptar mísseis balísticos rapidamente. Também se reconheceu a possibilidade de comunicações de baixa latência. Projetos derivados na década de 1990 levaram a sistemas comerciais em órbita baixa com menos de cem satélites, entre eles Celestri, Iridium e Globalstar. A Teledesic propôs uma rede de banda larga chamada "Internet in the Sky", semelhante à Starlink, com 840 satélites. Algumas dessas empresas, entre elas Iridium e Globalstar, entraram em falência. A Teledesic encerrou voluntariamente suas operações devido às dificuldades de financiamento depois do estouro da bolha da Internet.

Em 2004, Larry Williams, vice-presidente de Relações Estratégicas da SpaceX e ex-vice-presidente da Teledesic, abriu o escritório da SpaceX em Washington, D.C. Em junho daquele ano, a SpaceX adquiriu uma participação de 10% na Surrey Satellite Technology (SSTL), numa iniciativa apresentada como parte de uma "visão estratégica compartilhada". A SSTL trabalhava então para estender a Internet ao espaço. A participação da SpaceX foi vendida à EADS Astrium em 2008, depois que a SSTL passou a se concentrar mais em navegação e observação da Terra.
No início de 2014, Elon Musk e Greg Wyler trabalharam juntos no planejamento de uma constelação de cerca de 700 satélites chamada WorldVu, mais de dez vezes maior que a maior constelação da época, a Iridium. As conversas terminaram sem acordo em junho de 2014. A SpaceX então apresentou à União Internacional de Telecomunicações (UIT), por intermédio da autoridade norueguesa de comunicações, um pedido sob o nome STEAM. A SpaceX confirmou essa relação no pedido de licença da Starlink apresentado em 2016 à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC). A empresa registrou a marca Starlink nos Estados Unidos para sua rede de banda larga por satélite. O nome foi inspirado no romance de 2012 A Culpa É das Estrelas.
A Starlink foi anunciada publicamente em janeiro de 2015, quando a SpaceX abriu sua instalação de desenvolvimento de satélites em Redmond, Washington. Na inauguração, Musk afirmou que ainda havia no mundo uma demanda não atendida por banda larga de baixo custo. Ele disse que a Starlink buscaria capacidade suficiente para transportar até 50% de todo o tráfego de backhaul de comunicações e até 10% do tráfego local de Internet em cidades densamente povoadas. Musk afirmou ainda que o fluxo de caixa positivo obtido com a venda de serviços de Internet via satélite seria necessário para financiar os planos da SpaceX para Marte. A SpaceX também mantém planos de longo prazo para desenvolver e implantar em Marte uma versão do sistema de comunicações por satélite.
A operação começou com sessenta engenheiros em cerca de 2.800 m² de espaço alugado. Em janeiro de 2017, a empresa ocupou uma segunda instalação de 2.800 m², também em Redmond. Em agosto de 2018, a SpaceX reuniu suas operações da região de Seattle numa instalação maior, composta por três edifícios no Redmond Ridge Corporate Center, para apoiar a fabricação de satélites e a pesquisa e desenvolvimento. Em julho de 2016, a empresa havia adquirido outros cerca de 743 m² de espaço em Irvine, Califórnia. O escritório de Irvine abrigaria atividades de processamento digital de sinais, desenvolvimento de circuitos integrados de radiofrequência e de circuitos integrados de aplicação específica para o programa de satélites.
Em outubro de 2016, a divisão de satélites concentrava-se no desafio comercial de chegar a um projeto suficientemente barato para o equipamento do usuário. A presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, disse que o projeto permanecia na "fase de projeto, enquanto a empresa procura resolver questões relacionadas ao custo do terminal do usuário".
Em novembro de 2016, a SpaceX pediu à FCC licença para operar um "sistema de satélites em órbita não geoestacionária (NGSO) no serviço fixo por satélite, usando as faixas de frequência das bandas Ku e Ka". Em setembro de 2017, a FCC concedeu uma licença que exigia que metade da constelação estivesse em órbita em seis anos e que o sistema completo funcionasse em até nove anos a partir da data da licença.
No fim de 2017, a SpaceX apresentou documentos à FCC para esclarecer seu plano de mitigação de detritos espaciais. A empresa se comprometeu a:
implementar um plano de operações para a retirada ordenada de órbita de satélites próximos do fim de sua vida útil, de cerca de cinco a sete anos, num ritmo muito mais rápido do que o exigido pelas normas internacionais. Os satélites serão retirados de órbita por propulsão até uma órbita de descarte, da qual reentrarão na atmosfera terrestre aproximadamente um ano após o fim de sua missão.

Em março de 2018, a FCC autorizou os 4.425 satélites iniciais da SpaceX, com algumas condições. A empresa ainda precisaria obter uma autorização separada da União Internacional de Telecomunicações. A FCC acolheu um pedido da NASA para que a SpaceX atingisse uma confiabilidade de retirada de órbita ainda maior que o padrão então usado pela própria agência, com a retirada confiável de 90% dos satélites após o fim das missões.
Uma apresentação usada pela SpaceX para captar recursos em 2015 projetava que a Starlink chegaria a quase US$ 12 bilhões de receita e US$ 7 bilhões de lucro operacional em 2022. Em maio de 2018, a SpaceX estimava que o custo total de desenvolvimento e implantação da constelação chegaria perto de US$ 10 bilhões.
Em meados de 2018, a SpaceX reorganizou a divisão de desenvolvimento de satélites em Redmond e demitiu integrantes da alta administração.

Depois do lançamento de dois satélites de teste em fevereiro de 2018, o primeiro lote de sessenta satélites Starlink operacionais foi lançado em 24 de maio de 2019.
No fim de 2019, a SpaceX passava de pesquisa e desenvolvimento para a fabricação em série dos satélites. A empresa planejava o primeiro lançamento de um grande grupo e precisava alcançar uma média de "44 espaçonaves de alto desempenho e baixo custo construídas e lançadas por mês nos próximos sessenta meses" para colocar 2.200 satélites em órbita e cumprir as condições da licença de espectro da FCC. A SpaceX afirmou que cumpriria o prazo de colocar metade da constelação "em órbita dentro de seis anos da autorização [...] e o sistema completo em nove anos".
Em julho de 2020, o serviço limitado de Internet em versão beta da Starlink foi aberto a convidados do público. Eles precisavam assinar acordos de confidencialidade e pagavam apenas US$ 2 por mês, para testar o sistema de cobrança. Em outubro de 2020, começou um beta público mais amplo. Os participantes pagavam o valor mensal integral e podiam falar livremente sobre a experiência. Testadores relataram velocidades acima de 150 Mbit/s, superiores ao intervalo anunciado para o beta público.

As pré-encomendas foram abertas pela primeira vez ao público nos Estados Unidos e no Canadá no início de 2021.
A FCC havia concedido à SpaceX US$ 885,5 milhões em subsídios federais do Rural Digital Opportunity Fund (RDOF) para atender, pela Starlink, clientes rurais de banda larga em 35 estados norte-americanos. Os subsídios foram revogados em agosto de 2022. A FCC afirmou que a Starlink "não demonstrou" ser capaz de prestar o serviço prometido. A SpaceX recorreu, dizendo ter cumprido ou superado todos os requisitos de implantação do RDOF que existiam durante a licitação e que a FCC havia criado "novos padrões que nenhum licitante poderia cumprir hoje". Em dezembro de 2023, a FCC rejeitou definitivamente o recurso porque a Starlink "não havia demonstrado ser razoavelmente capaz de cumprir os requisitos do RDOF para implantar uma rede com o escopo, a escala e o tamanho" exigidos para receber o subsídio.
Em março de 2021, a SpaceX apresentou à FCC um pedido para versões móveis do terminal destinadas a veículos, embarcações e aeronaves. Em junho, pediu autorização para usar transceptores móveis da Starlink em veículos lançadores rumo à órbita terrestre, depois de testar em maio de 2021 o uso móvel em grande altitude e baixa velocidade num protótipo de foguete. A FCC aprovou o pedido em junho de 2022. A Starlink teve prejuízo anual em 2021.
Em 2022, a SpaceX anunciou o plano Starlink Business, uma versão de maior desempenho do serviço. O plano oferecia uma antena maior, velocidades anunciadas entre 150 e 500 Mbit/s, preço de US$ 2.500 pela antena e mensalidade de US$ 500. O serviço incluía suporte prioritário 24 horas por dia. As entregas eram anunciadas para o segundo trimestre de 2022. A produção dos terminais foi atrasada pela escassez global de chips de 2020–2023, e apenas 5.000 assinantes aderiram ao serviço nos dois últimos meses de 2021. A receita da Starlink em 2022 teria sido de US$ 1,4 bilhão, acompanhada de prejuízo líquido. A unidade de negócios Starlink teve um único trimestre com fluxo de caixa positivo naquele ano.
Em 1.º de dezembro de 2022, a FCC autorizou a SpaceX a lançar os 7.500 satélites iniciais de sua constelação de segunda geração, Gen2, em três camadas orbitais de órbita terrestre baixa, a 525, 530 e 535 km de altitude. A SpaceX havia pedido autorização para até 29.988 satélites Gen2, com cerca de 10.000 em camadas de 525 a 535 km, cerca de 20.000 em camadas de 340 a 360 km e quase 500 em camadas de 604 a 614 km. A FCC observou que isso não representava aumento líquido no número de satélites da SpaceX autorizados em órbita, pois a empresa já não planejava implantar 7.518 satélites de banda V a 340 km, anteriormente autorizados.
Em março de 2023, a empresa informou que fabricava seis satélites Starlink "v2 mini" por dia, além de milhares de terminais de usuário. O v2 mini reunia recursos dos satélites Gen2 numa estrutura menor que a dos satélites Gen2 de tamanho integral. Estes últimos exigiam o Starship de 9 m de diâmetro para serem lançados.
A Starlink registrou prejuízo de US$ 30,7 milhões em 2023. Seu primeiro ano lucrativo foi 2024, com lucro líquido de US$ 72,7 milhões.
Em novembro de 2024, a SpaceX propôs uma constelação de satélites Starlink em torno de Marte, chamada "Marslink". O sistema proposto poderia fornecer mais de 4 Mbit/s de largura de banda entre a Terra e Marte, além de serviços de imageamento.
Em março de 2025, o diretor do programa de banda larga rural do Departamento de Comércio dos Estados Unidos renunciou e afirmou que o governo Trump dava atenção excessiva à Starlink. No mesmo mês, o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) instalou um terminal Starlink no complexo da Casa Branca, o que levantou preocupações sobre conflito de interesses. A Casa Branca respondeu que o terminal havia sido doado pela Starlink e aprovado pela assessoria jurídica e pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos.
As tensões entre o Brasil e os empreendimentos de Elon Musk aumentaram em 2024, quando a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ameaçou sancionar a Starlink depois que o Supremo Tribunal Federal manteve o bloqueio do X, plataforma de mídia social de Musk. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoiou a decisão e citou o papel atribuído ao X na disseminação de ódio e desinformação que enfraqueceriam a democracia brasileira. O ministro Alexandre de Moraes bloqueou as contas da Starlink, e a empresa se recusou a cumprir uma ordem judicial para impedir o acesso ao X no Brasil enquanto o bloqueio não fosse suspenso, o que colocou em risco sua licença de operação.
Em outubro de 2024, The Wall Street Journal informou que Musk mantinha contato regular desde o fim de 2022 com o presidente russo Vladimir Putin e outros altos funcionários do governo da Rússia, conversando sobre assuntos pessoais, negócios e questões geopolíticas. O jornal informou que Putin pediu a Musk que não ativasse o sistema Starlink sobre Taiwan, para agradar o secretário-geral do Partido Comunista da China, Xi Jinping. As comunicações eram mantidas em segredo dentro do governo dos Estados Unidos devido ao envolvimento de Musk na candidatura presidencial de Donald Trump e à sua autorização de segurança para acessar informações sigilosas. Uma pessoa ouvida pelo jornal disse que o governo norte-americano não havia emitido alertas e apontou o dilema causado por sua dependência das tecnologias de Musk. Musk havia apoiado inicialmente a defesa da Ucrânia contra a invasão russa de 2022, com a doação de terminais Starlink, mas depois tomou decisões que limitaram o acesso ucraniano ao serviço e coincidiram com pressões russas públicas e privadas. Numa ligação com o presidente Volodymyr Zelenskyy em novembro de 2024, Musk disse que continuaria apoiando a Ucrânia por meio da Starlink.
Em 2024, a SpaceX pediu a fornecedores taiwaneses que transferissem sua produção para outros países, citando riscos geopolíticos. A medida foi questionada pelo governo de Taiwan e provocou forte reação pública. Parte dos taiwaneses apontou que a Starlink não estava disponível na ilha apesar de fornecedores locais produzirem a tecnologia usada no sistema, e houve pedidos de boicote aos produtos da Tesla.

A partir de julho de 2024, a SpaceX começou a testar a Starlink em cooperação com o Ministério da Defesa Nacional da Romênia e a Autoridade Nacional de Administração e Regulamentação das Comunicações (ANCOM). Os testes buscavam verificar se o limite de densidade de fluxo de potência equivalente (EPFD) poderia ser aumentado com segurança, elevando a velocidade e a área de cobertura da Starlink sem afetar satélites geoestacionários tradicionais. Os resultados seriam usados em esforços para alterar uma regra da União Internacional de Telecomunicações estabelecida na década de 1990 para limitar satélites não geoestacionários.
Em fevereiro de 2025, a Starlink fazia parte de uma investigação da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) sobre a supervisão, pela agência, dos terminais Starlink entregues ao governo ucraniano. O inspetor-geral da USAID foi demitido pelo presidente Trump e todos os funcionários foram colocados em licença administrativa. O site da agência teve removidas as informações relacionadas à investigação sobre a Starlink.
Em março de 2025, clientes da Starlink no Reino Unido protestaram contra a participação de Musk na política.
Em maio de 2025, depois de o governo Trump lançar uma série de tarifas, o Departamento de Estado pressionou países a autorizar empresas norte-americanas de satélites, entre elas a Starlink.

A Starlink fornece conexão à Internet por satélite a áreas remotas ou com atendimento insuficiente, e também concorre com provedores terrestres de banda larga em mercados urbanos e suburbanos. A empresa oferece serviços móveis para veículos recreativos, embarcações e aviação. Os terminais destinados a esses mercados mantêm a conexão durante o deslocamento.
A velocidade e a latência variam com a carga da rede, a localização e o plano contratado. A latência costuma ser menor que a de sistemas tradicionais de Internet por satélites geoestacionários, pois os satélites Starlink operam em órbita terrestre baixa. Testes independentes encontraram mudanças de desempenho conforme o número de assinantes, a implantação de satélites e as atualizações da rede alteraram a capacidade disponível.
Como a capacidade dos satélites é compartilhada entre usuários de uma mesma região, a Starlink adotou políticas de gerenciamento da rede em alguns mercados. Entre elas estão listas de espera em áreas de alta demanda, planos com prioridade reduzida e sistemas de prioridade de dados para administrar congestionamentos em períodos de uso intenso.
Os preços variam por país, plano e tipo de uso. A SpaceX alterou os valores em resposta à demanda regional e à capacidade da rede, inclusive com reduções em mercados onde a capacidade disponível excedia a procura.


A Starlink conta como assinante cada linha de serviço ativa. Uma linha de serviço corresponde a uma assinatura de Internet, em geral vinculada a um terminal específico e cobrada nos planos pessoais padrão ou empresariais padrão da Starlink. Cada linha conta como um assinante mesmo que seja usada por mais de uma pessoa. Da mesma forma, uma pessoa ou empresa pode ter mais de uma linha, e cada uma é contada separadamente. Grandes contratos empresariais ou governamentais não entram nessa contagem.
Antes da oferta pública inicial da SpaceX, a Starlink usava os termos "clientes", "assinantes" e "pessoas" sem apresentar essas definições.
| Ano | Assinantes aproximados | ARPU | Fonte |
|---|---|---|---|
| fevereiro de 2021 | 10.000 | ||
| junho de 2021 | 100.000 | ||
| novembro de 2021 | 140.000 | ||
| fevereiro de 2022 | 250.000 | ||
| junho de 2022 | 500.000 | ||
| setembro de 2022 | 700.000 | ||
| dezembro de 2022 | 1.000.000 | ||
| maio de 2023 | 1.500.000 | ||
| setembro de 2023 | 2.000.000 | ||
| dezembro de 2023 | 2.300.000 | US$ 99 | |
| março de 2024 | 2.600.000 | ||
| maio de 2024 | 3.000.000 | ||
| setembro de 2024 | 4.000.000 | ||
| dezembro de 2024 | 4.400.000 | US$ 91 | |
| março de 2025 | 5.000.000 | US$ 86 | |
| junho de 2025 | 6.000.000 | ||
| agosto de 2025 | 7.000.000 | ||
| novembro de 2025 | 8.000.000 | ||
| dezembro de 2025 | 8.900.000 | US$ 81 | |
| março de 2026 | 10.300.000 | US$ 66 | |
| junho de 2026 | 12.000.000 |
O serviço direto ao celular usa satélites Starlink equipados para se conectar a telefones celulares comuns, sem equipamento de satélite incorporado ao aparelho. O desempenho varia conforme a carga da rede, a localização e a disponibilidade de espectro, e a capacidade é limitada em comparação com redes móveis terrestres.
A T-Mobile US e a SpaceX lançaram a primeira implementação comercial nos Estados Unidos, usando espectro PCS de banda média da T-Mobile para cobrir áreas sem serviço móvel terrestre. O serviço inicial oferecia mensagens de texto por SMS, com expansão planejada para voz e dados limitados. O sistema foi projetado para funcionar com aparelhos compatíveis com LTE já existentes. Em 8 de janeiro de 2024, a SpaceX informou ter testado com sucesso mensagens SMS pela rede da T-Mobile.
Em abril de 2023, a Rogers Communications anunciou um acordo com a SpaceX para estudar serviços de satélite diretamente para telefones no Canadá. A One NZ anunciou no mesmo mês uma parceria para ampliar a cobertura móvel na Nova Zelândia, com SMS previsto para 2024 e voz e dados para 2025. Em julho de 2023, a Optus anunciou parceria semelhante na Austrália. Em 12 de agosto de 2025, a operadora ucraniana Kyivstar testou o serviço. O serviço comercial de SMS foi lançado em 24 de novembro de 2025, e testes de dados para aplicativos selecionados começaram em 2026.
Em dezembro de 2022, a SpaceX anunciou a Starshield, um serviço separado baseado na Starlink e voltado a clientes governamentais e militares. O sistema foi concebido para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e órgãos aliados, com opções de propriedade ou aluguel de satélites. Os satélites Starshield dão suporte a comunicações criptografadas e resistentes a interferência de sinal e podem receber diferentes cargas úteis. Eles foram projetados para se conectar aos satélites Starlink por enlaces ópticos entre satélites.
Em setembro de 2023, a Força Espacial dos Estados Unidos concedeu o primeiro contrato relacionado à Starshield dentro de seu programa Proliferated Low Earth Orbit para comunicações por satélite. O contrato fazia parte de uma contratação mais ampla com fornecedores diferentes para serviços militares em órbita terrestre baixa.

A SpaceX também projeta, constrói e lança satélites militares personalizados baseados em variantes da plataforma de satélite da Starlink. O maior cliente conhecido publicamente é a Space Development Agency (SDA).
A SDA acelera o desenvolvimento de capacidades de defesa antimíssil, principalmente por meio de plataformas de observação, usando plataformas de satélite de baixo custo em órbita terrestre baixa adquiridas da indústria.
Em outubro de 2020, a SDA concedeu à SpaceX um contrato inicial de uso duplo no valor de US$ 150 milhões para desenvolver quatro satélites destinados à detecção e ao rastreamento de mísseis balísticos e hipersônicos. O primeiro lote estava previsto inicialmente para setembro de 2022 e faria parte da Tracking Layer Tranche 0 da National Defense Space Architecture (NDSA), rede da Força Espacial dos Estados Unidos com funções que incluem rastreamento de mísseis. O lançamento sofreu adiamentos e ocorreu em abril de 2023.
Em 2020, a SpaceX contratou o general aposentado de quatro estrelas Terrence J. O'Shaughnessy. Algumas fontes o relacionaram ao desenvolvimento dos satélites militares da Starlink, e uma delas o listou como "diretor de operações" da SpaceX. Quando ainda estava na ativa, O'Shaughnessy defendeu perante o Comitê das Forças Armadas do Senado dos Estados Unidos uma capacidade em camadas com resposta letal, usando aprendizado de máquina e inteligência artificial para reunir dados de sensores e agir rapidamente a partir deles.
A SpaceX não recebeu contrato para a Tranche 1, de maior porte. Os contratos foram concedidos à York Space Systems, à Lockheed Martin Space e à Northrop Grumman Space Systems.
Em 2019, testes do Air Force Research Laboratory (AFRL) dos Estados Unidos demonstraram um enlace de dados de 610 Mbit/s pela Starlink com uma aeronave Beechcraft C-12 Huron em voo. No fim do mesmo ano, a Força Aérea dos Estados Unidos testou com sucesso uma conexão Starlink numa aeronave AC-130.
Em 2020, a Força Aérea usou a Starlink para apoiar seu sistema Advanced Battlefield Management durante um exercício de tiro real. O teste conectou a Starlink a uma "variedade de meios aéreos e terrestres", entre eles o Boeing KC-135 Stratotanker.
O especialista em comunicações no campo de batalha Thomas Wellington argumentou que os sinais da Starlink, por usarem feixes estreitos e direcionados, são menos vulneráveis à interferência e ao bloqueio inimigo em tempo de guerra do que os de satélites em órbitas mais altas.
Em maio de 2022, pesquisadores militares chineses publicaram em um periódico com revisão por pares uma estratégia para destruir a constelação Starlink caso ela ameaçasse a segurança nacional. O trabalho tratava em especial das capacidades militares atribuídas à Starlink. Musk declarou que a Starlink se destina apenas ao uso pacífico e propôs que o sistema poderia impor a paz ao tomar uma iniciativa estratégica. Autoridades russas, entre elas o então chefe da agência espacial russa Dmitry Rogozin, advertiram Musk e criticaram a Starlink, inclusive com a afirmação de que o sistema poderia se tornar um alvo militar legítimo.
Em resposta ao uso da Starlink pela Ucrânia na guerra com a Rússia, inclusive para orientar drones e mísseis contra alvos em território russo, a Rússia desenvolveu um sistema chamado Volna Kupol Garant para bloquear temporariamente as comunicações Starlink. O sistema usa transmissões de alta potência que sobrecarregam o receptor Starlink e impedem a recepção de sinais. As transmissões não danificam os satélites, embora os terminais possam levar alguns minutos para se recuperar depois que a interferência termina. O sistema foi anunciado em agosto de 2026. As fontes divergem sobre o tamanho da área afetada, com uma delas apontando 20 km² e outra, um raio de 20 km, equivalente a cerca de 1.260 km².

A Starlink foi ativada durante a invasão da Ucrânia pela Rússia, após um pedido do governo ucraniano. As forças armadas e o governo da Ucrânia passaram rapidamente a depender do sistema para manter o acesso à Internet. A Starlink é usada para comunicações, inclusive para manter contato com o exterior e sustentar o funcionamento da infraestrutura de energia.
O serviço também é empregado em operações de combate. A Starlink conecta drones de combate, drones navais, sistemas de coordenação de fogo de artilharia e operações contra posições russas. A SpaceX manifestou reservas quanto ao uso ofensivo da Starlink pela Ucrânia para além das comunicações militares e restringiu o uso da tecnologia em sistemas de armas, mas manteve a maior parte do serviço em funcionamento. O Kremlin criticou seu emprego em ataques contra alvos russos.
Musk afirmou que o serviço custava US$ 20 milhões por mês à empresa, e um funcionário ucraniano estimou em mais de US$ 100 milhões a participação financeira da SpaceX. Em junho de 2023, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos assinou um contrato com a SpaceX para financiar o uso da Starlink na Ucrânia.
Em outubro de 2023, depois do início da guerra em Gaza, usuários compartilharam a hashtag #starlinkforgaza na rede social X, de Elon Musk, e pediram que ele ativasse a Starlink na Faixa de Gaza após a interrupção do serviço de Internet na região. Musk respondeu que a conexão Starlink seria fornecida a grupos de ajuda humanitária em Gaza. No fim de novembro, afirmou que o serviço seria fornecido na Faixa de Gaza apenas com aprovação do governo de Israel.
A Global Initiative Against Transnational Organized Crime informou que grupos jihadistas como Jama'at Nasr al-Islam wal-Muslimin e Estado Islâmico na Província da África Ocidental vinham usando uma cadeia de fornecimento ilícita para adquirir equipamentos Starlink e contornar as normas de uso. A comunicação mais segura proporcionada pelos dispositivos dificultou a interceptação dos planos de grupos armados por forças governamentais, permitindo que evitassem as autoridades e mantivessem economias ilícitas. Um dirigente da União dos Nigerinos para Vigilância e Patriotismo, grupo de apoio à junta do Níger na região de Agadez, afirmou:
Hoje em dia, todo veículo suspeito parece carregar um desses aparelhos Starlink. Os grupos armados perto de Emi Lulu, as milícias que Haftar expulsou e que agora se escondem na fronteira com o Níger, todos dependem desses aparelhos para permanecer conectados e coordenar seus movimentos.
fevereiro de 2025
Em resposta, os governos do Níger e do Chade passaram a legalizar a Starlink na tentativa de regular melhor a tecnologia mediante o registro dos equipamentos. Essas medidas, porém, dificilmente interromperiam a cadeia de fornecimento.
A Starlink também foi adotada pelo grupo separatista azawadiano Frente de Libertação do Azawad (FLA) e pelas forças armadas do Mali. Um dirigente da FLA na região de Tinzaouaten afirmou que o grupo usa a Starlink para coordenar operações, compartilhar informações de inteligência e divulgar sua própria narrativa. Na Batalha de Tinzaouaten, em 2024, o sistema permitiu à FLA manter comunicações seguras entre unidades dispersas e publicar atualizações nas redes sociais, ampliando sua visibilidade para públicos externos.
Durante a guerra no Irã em 2026, surgiram tensões entre o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e a SpaceX sobre o preço dos serviços Starlink usados em operações com drones militares. A SpaceX argumentou que os drones LUCAS operavam em condições compatíveis com o plano de aviação da Starlink, enquanto funcionários do Pentágono sustentaram que o preço havia sido pensado para aeronaves e não para drones kamikaze de curta duração. A disputa terminou com a aceitação, pelo Pentágono, de preços mais altos, o que elevou o custo de comunicação de cada drone LUCAS. As conversas também passaram a tratar do possível uso do Starlink Direct-to-Cell no Irã durante bloqueios da Internet que afetavam as comunicações civis.
The Telegraph informou depois que Elon Musk acusou o Pentágono de violar os acordos de uso civil da Starlink ao empregar a rede para apoiar operações com drones armados no conflito.
Em 2023, grupos do crime organizado brasileiro faziam uso intenso da Starlink na exploração de regiões remotas da Amazônia.
Em fevereiro de 2025, a Wired e a BBC informaram que a Starlink era uma opção central de conectividade para centros de golpes no Sudeste Asiático. A Wired encontrou mais de cem equipamentos Starlink em uso em apenas um desses centros, o KK Park, em Myanmar. Em outubro de 2025, a SpaceX anunciou ter bloqueado o acesso de pelo menos 2.500 aparelhos Starlink usados em centros de golpes em Myanmar.
No Irã, Elon Musk anunciou pessoalmente a ativação da Starlink em 2022 depois que o governo bloqueou a Internet para impedir a difusão dos protestos contra o governo, permitindo que parte da população voltasse a ter acesso sem a censura oficial. Esses casos expuseram a dificuldade de governos para controlar comunicações por satélite não autorizadas em seu território. A operação descentralizada e autônoma da Starlink passou a criar dificuldades para a aplicação de regras nacionais de soberania e cibersegurança.
Durante o bloqueio da Internet em meio aos protestos iranianos de 2025–2026, a Starlink também foi ativada no país. Em 11 de janeiro de 2026, o governo iraniano conseguiu interromper pela primeira vez a conectividade da Starlink. O bloqueio e a interferência tiveram eficácia variável, e alguns usuários conseguiram ocasionalmente contornar a censura da Internet no Irã. As forças de segurança também apreenderam antenas parabólicas para impedir acesso externo. O Departamento de Estado dos Estados Unidos havia concedido à SpaceX uma isenção de sanções para permitir os serviços Starlink no Irã. Organizações não governamentais, entre elas Holistic Resilience e ASL19, ajudaram a contrabandear terminais para o país. The New York Times informou que as autoridades iranianas usaram falsificação de sinais de GPS, o que impediu o funcionamento de muitos dos cerca de 50.000 terminais Starlink existentes.
Companhias aéreas adaptaram aeronaves ou anunciaram planos de instalar terminais Starlink para oferecer Internet em voo. Empresas que adotaram o sistema citaram a grande largura de banda, a baixa latência e a conectividade ao longo do voo entre as vantagens sobre sistemas anteriores.
Em 25 de abril de 2022, a Hawaiian Airlines anunciou um acordo com a Starlink para fornecer Internet em suas aeronaves, tornando-se a primeira companhia aérea a adotar o sistema.
Em setembro de 2024, a United Airlines anunciou planos para equipar toda a sua frota principal e regional com Starlink. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos aprovou a instalação dos equipamentos Starlink nas aeronaves da United em março de 2025.
A Qatar Airways começou a instalar terminais Starlink em outubro de 2024. Em novembro de 2025, o International Airlines Group (IAG) anunciou que instalaria o sistema em cerca de quinhentas aeronaves de sua frota, formada por Aer Lingus, British Airways, Iberia, Level e Vueling. A British Airways foi a primeira companhia do IAG a realizar um voo com Starlink, em março de 2026. No mesmo mês de novembro de 2025, a Emirates anunciou instalações em todas as 230 aeronaves de sua frota ativa. Em dezembro de 2025, o Hanjin Group anunciou um acordo para instalar terminais em todas as aeronaves das frotas da Korean Air, Asiana Airlines, Air Busan, Air Seoul e Jin Air. Em janeiro de 2026, o Lufthansa Group anunciou a instalação em cerca de 850 aeronaves, entre elas as da Lufthansa, Austrian Airlines, Brussels Airlines, ITA Airways, Swiss International Air Lines, Air Dolomiti, Edelweiss Air, Eurowings e Discover Airlines.
Outras companhias que anunciaram acordos com a Starlink foram a Zipair Tokyo, em janeiro de 2023, a Air France, em setembro de 2024, a WestJet e a Air New Zealand, em dezembro de 2024, a airBaltic, em fevereiro de 2025, a SAS, em maio de 2025, a Virgin Atlantic, em julho de 2025, a Alaska Airlines, em agosto de 2025, a Air Canada, em setembro de 2025, a FlyDubai, em novembro de 2025, a Gulf Air, em janeiro de 2026, e a Southwest Airlines, em fevereiro de 2026. Singapore Airlines e American Airlines anunciaram acordos em maio de 2026, Wizz Air e El Al em junho, e Frontier Airlines, Cebu Pacific, Volaris, Copa Airlines e JetSmart em julho.
Na navegação comercial, a Starlink permite que tripulantes acessem telecomunicações sem depender da localização da embarcação. Empresas de carga que instalaram o serviço em seus navios incluem Maersk, Hapag-Lloyd, Hyundai Glovis, Korea Line, SK Shipping e Pan Ocean.
Em agosto de 2022, a SpaceX obteve seu primeiro contrato no transporte marítimo de passageiros. O Royal Caribbean Group instalou Internet Starlink no navio Freedom of the Seas. Em novembro de 2025, a Royal Caribbean já havia instalado o serviço em todos os navios de sua frota. A Carnival Corporation & plc adicionou a Starlink em 2024. Viking, Disney Cruise Line e Norwegian Cruise Line Holdings adotaram o serviço em 2023, e a MSC Cruises, Virgin Voyages e TUI Cruises o adicionaram em 2024.

A rede Starlink tem alcance quase mundial, incluindo as calotas polares. Em julho de 2025, o serviço de banda larga estava licenciado em 115 países. As operações comerciais da SpaceX e fatores econômicos da política dos Estados Unidos podem afetar os países em que o serviço é oferecido, sua ordem de entrada e a velocidade da implantação. A SpaceX, por exemplo, só pediu formalmente autorização no Canadá em junho de 2020. A autoridade reguladora canadense aprovou o serviço em novembro daquele ano, e a empresa o lançou dois meses depois, em janeiro de 2021. Em setembro de 2022, a Starlink era oferecida em quarenta países, e aguardava aprovação regulatória em muitos outros.
O Innovation, Science and Economic Development Canada tornou o Canadá o primeiro país estrangeiro a aprovar o serviço ao conceder, em 6 de novembro de 2020, autorização regulatória à constelação Starlink em órbita terrestre baixa.
Em Portugal, o serviço passou a estar disponível em 10 de agosto de 2021. No Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações autorizou a oferta do serviço em 28 de janeiro de 2022.
Em maio de 2022, a Starlink entrou no mercado das Filipinas, sua primeira implantação na Ásia. A entrada ocorreu após uma mudança na legislação, a Republic Act 11659, Public Services Act, que passou a permitir propriedade integralmente estrangeira em empresas de serviços públicos como Internet e telecomunicações. A Starlink recebeu autorização provisória do conjunto de reguladores do país e começou pouco depois a prestar serviço comercial, com foco em regiões de menor conectividade.
Em junho de 2023, autoridades da Zâmbia concederam à Starlink uma licença para oferecer acesso à Internet depois da conclusão de projetos-piloto no país. O serviço entrou oficialmente em operação na Zâmbia em outubro de 2023.
Em julho de 2023, o governo da Mongólia concedeu duas licenças à SpaceX para fornecer acesso à Internet no país.
No mesmo mês, a Bloomberg informou que as tentativas de vender o serviço em Taiwan em 2022 fracassaram quando a SpaceX insistiu em deter 100% da subsidiária taiwanesa que operaria a Starlink. A exigência contrariava a legislação local, segundo a qual provedores de acesso à Internet precisam ter pelo menos 51% de controle por empresas taiwanesas, condição difícil de compatibilizar com um provedor de escala mundial.
A KDDI, uma das maiores operadoras móveis do Japão, anunciou uma parceria com a SpaceX para ampliar, a partir de 2022, a conexão de clientes rurais por meio de 1.200 torres móveis remotas.
Em 25 de abril de 2022, a Hawaiian Airlines anunciou um acordo para oferecer gratuitamente Internet Starlink em suas aeronaves, tornando-se a primeira companhia aérea a usar o sistema. Em julho de 2022, o serviço estava disponível em 36 países e 41 mercados.
Em maio de 2022, foram anunciadas aprovações regulatórias na Nigéria e em Moçambique, além das Filipinas. A oferta comercial filipina começou em 22 de fevereiro de 2023.
Em setembro de 2022, começaram testes na Estação McMurdo, na Antártida, e em dezembro o serviço passou a ser testado em missões de campo. Como a Antártida não possui estações terrestres da Starlink, satélites em órbitas polares com enlaces ópticos entre si conectam-se a estações na América do Sul, na Nova Zelândia e na Austrália.
Em setembro de 2023, a organização norte-americana United Against Nuclear Iran começou a doar assinaturas e terminais a iranianos para permitir que contornassem o bloqueio da Internet no país.
No mesmo mês, veículos de imprensa indianos informaram que a Starlink receberia em breve licença para operar na Índia após cumprir os requisitos regulatórios, embora ainda precisasse solicitar a atribuição de espectro antes de prestar o serviço. A SpaceX havia vendido antes 5.000 pré-encomendas da Starlink no país. Em 2021, a empresa anunciara Sanjay Bhargava, que havia trabalhado com Musk na equipe que fundou a PayPal, para dirigir a operação indiana de banda larga por satélite. Três meses depois, Bhargava renunciou "por motivos pessoais" após o governo indiano ordenar que a SpaceX interrompesse as pré-encomendas até obter autorização regulatória para oferecer Internet por satélite. Em abril de 2024, jornais indianos informaram que a Starlink havia recebido uma "aprovação governamental em princípio" e que a decisão dependia então do ministro das Comunicações, Ashwini Vaishnaw.
Em novembro de 2023, a Starlink recebeu licenças para operar em Fiji. O serviço foi lançado no país em maio de 2024.
Em abril de 2024, foi informado que a empresa iniciaria um serviço de teste na Indonésia em maio. A Starlink recebeu a licença de operação no início daquele mês.
Em maio de 2024, o serviço foi oferecido em pré-venda no Sri Lanka, ainda sujeito à aprovação da Telecommunications Regulatory Commission of Sri Lanka (TRCSL). Em agosto, a Starlink Lanka (Private) Limited recebeu da TRCSL uma licença de prestadora de serviços de telecomunicações, o que lhe permitiu operar Internet por satélite no país. Em março de 2025, o governo suspendeu a implantação por preocupações com a ausência de regras de interceptação legal na licença, exigidas por razões de segurança nacional. Em 2 de junho de 2025, o vice-ministro da Tecnologia confirmou que todas as condições regulatórias haviam sido cumpridas, inclusive a integração de mecanismos de supervisão, abrindo caminho para o lançamento. A Starlink iniciou oficialmente seus serviços no Sri Lanka em 2 de julho de 2025.
Em abril de 2025, a autoridade nacional de comunicações da Somália aprovou a licença da Starlink. No Iêmen, as licenças haviam sido concedidas em agosto de 2024. A implantação previa pontos de venda em grande parte das províncias para vender aparelhos, ativar o serviço, receber assinaturas e prestar suporte técnico direto. Em abril de 2025, rebeldes houthis exigiram que moradores entregassem seus equipamentos Starlink.
Em setembro de 2024, a United Airlines anunciou a instalação da Starlink em toda a frota, principal e regional, com a intenção de oferecer Wi-Fi gratuito de alta velocidade a todos os passageiros. Em março de 2025, a FAA deu aprovação definitiva para que a United começasse a equipar suas aeronaves com antenas Starlink.
Em 22 de outubro de 2024, a Qatar Airways realizou o primeiro voo de um Boeing 777 equipado com Starlink, de Doha para Londres. Em novembro de 2024, o Marrocos planejava conceder aprovação regulatória ao serviço em 2025.
Em 11 e 12 de março de 2025, as empresas indianas de telecomunicações Airtel e Jio firmaram parcerias com a Starlink para levar Internet por satélite à Índia, com foco na conexão de áreas remotas. A implantação ainda dependia das aprovações governamentais necessárias. Os acordos tinham como objetivo ampliar o acesso à banda larga em regiões mal atendidas.
Embora a Starlink não estivesse oficialmente disponível na África do Sul, em junho de 2025 foi constatado que o serviço era usado ilegalmente no país desde 2022. Sul-africanos haviam usado por quase dois anos e meio o serviço de roaming como forma de contornar a ausência de oferta oficial. Em junho de 2025, a Starlink começou a avisar usuários dos planos Roam Unlimited e Global Roaming na África do Sul de que o serviço seria suspenso. Em março daquele ano, Musk afirmara que "a Starlink não consegue obter uma licença para operar na África do Sul simplesmente porque eu não sou negro". A declaração fazia referência provável às disposições da Electronic Communications Act de 2005, que exige de licenciados de telecomunicações pelo menos 30% de participação acionária destinada a grupos historicamente desfavorecidos. Autoridades do governo sul-africano contestaram a afirmação de Musk.
Em fevereiro de 2026, o Ministério da Ciência e Tecnologia do Vietnã concedeu à Starlink licenças para operar redes fixas e móveis por satélite por meio de sua unidade local, sediada em Hanói. A previsão era instalar quatro estações terrestres de acesso e oferecer Internet por satélite a até 600.000 terminais de usuário.
Em junho de 2026, a Índia congelou as aprovações finais necessárias para o início das operações comerciais da Starlink. Órgãos de segurança subordinados ao Ministério do Interior retiveram a autorização devido a preocupações sobre o uso relatado de terminais Starlink no conflito em curso no Irã. Reportagens afirmaram que os aparelhos teriam sido usados sem autorização na guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, o que provocou preocupações em Nova Deli sobre o controle, em tempos de guerra, de sistemas de comunicação por satélite operados por empresas estrangeiras. A suspensão ocorreu apesar de a Starlink ter obtido uma Unified License e autorização GMPCS em 2025.
Em 15 de maio de 2026, a Uganda Communications Commission (UCC) assinou com a Starlink um memorando de entendimento e um acordo de licença operacional. O serviço passou a estar disponível para assinaturas diretas de consumidores em Uganda em 1.º de setembro de 2026.
Em 2022, os departamentos de Estado e do Tesouro dos Estados Unidos alteraram as regras de exportação de tecnologia ao Irã e permitiram a entrada da Starlink para apoiar os protestos iranianos contra a obrigatoriedade do hijab, que haviam provocado forte censura governamental. O serviço foi ativado no país logo depois. Em 2023, o governo iraniano apresentou uma queixa à UIT contra a SpaceX pela operação não autorizada da Starlink no Irã. Em outubro de 2023 e março de 2024, a UIT decidiu em favor do Irã e rejeitou a alegação da SpaceX de que não deveria ser obrigada a verificar a localização de cada terminal conectado aos satélites. O Irã afirmou que a empresa conseguia determinar a localização dos terminais e citou uma publicação de Musk de outubro de 2022, na qual ele dizia que o número de terminais Starlink em funcionamento no país estava "se aproximando de cem". Apesar da ilegalidade do serviço no Irã, o número de usuários cresceu rapidamente por meio da venda de terminais no mercado negro. Autoridades iranianas reconheceram a presença de 30.000 terminais, que davam acesso a cerca de 100.000 usuários. Num bloqueio cibernético em resposta aos protestos no início de 2026, as autoridades usaram interferidores de nível militar que interromperam grande parte do sinal da Starlink.
A Starlink opera uma fábrica de satélites em Redmond, Washington, e uma fábrica de terminais de usuário em Bastrop, Texas.
O campus de desenvolvimento e fabricação de satélites ocupa mais de 29.000 m² distribuídos por prédios em Redmond, a leste de Seattle. A primeira instalação abriu em 2015, e a empresa depois se expandiu para outros edifícios do Redmond Ridge Corporate Center.
A Starlink abriu em dezembro de 2023 uma fábrica de terminais de usuário em Bastrop, a leste de Austin. Nos primeiros nove meses de operação, a instalação de cerca de 93.000 m² produziu um milhão de terminais. Declarações da empresa citadas pela PCMag projetavam que o local se tornaria a maior fábrica de placas de circuito impresso dos Estados Unidos.

Nas primeiras informações divulgadas publicamente em 2015, os satélites de comunicação pela Internet seriam pequenos satélites com massa de 100 a 500 kg e operariam em órbita terrestre baixa a cerca de 1.100 km de altitude. A primeira implantação em grande escala, com sessenta satélites em maio de 2019, usou unidades de 227 kg. A SpaceX optou por colocá-los a uma altitude relativamente baixa, cerca de 550 km, devido às preocupações com detritos gerados por falhas ou falta de combustível no ambiente espacial e porque isso permitia usar menos satélites que o previsto inicialmente. Em janeiro de 2015, os planos iniciais previam uma constelação de aproximadamente 4.000 satélites interconectados, mais que o dobro do número de satélites operacionais que existiam em órbita naquele mês.
Os satélites usam enlaces ópticos entre si e tecnologias de formação digital de feixe por arranjo de fase nas bandas de micro-ondas Ku e Ka, que vão de frequência superalta a frequência extremamente alta, conforme documentos apresentados à FCC. Embora detalhes das tecnologias de arranjo de fase tenham sido divulgados no pedido de frequências, a SpaceX manteve sob sigilo os detalhes dos enlaces ópticos entre satélites. Os primeiros aparelhos foram lançados sem enlaces a laser. Esses enlaces foram testados com sucesso no fim de 2020.
Os satélites são produzidos em massa, com custo muito menor por unidade de capacidade que os satélites anteriores. Musk afirmou: "Vamos tentar fazer pelos satélites o que fizemos pelos foguetes". Também disse que "para revolucionar o espaço, precisamos tratar dos satélites e dos foguetes" e que "satélites menores são essenciais para reduzir o custo da Internet e das comunicações espaciais".
Em fevereiro de 2015, a SpaceX pediu à FCC que considerasse futuros usos da banda Ka antes de adotar regras para comunicações 5G que criariam barreiras à entrada, pois a SpaceX era uma nova participante do mercado de comunicações por satélite. A constelação não geoestacionária da empresa operaria em faixas acima de 24 GHz, "onde antenas transmissoras direcionáveis de estações terrestres teriam efeito geográfico mais amplo, e altitudes de satélite muito menores ampliam o efeito da interferência agregada de transmissões terrestres".
O tráfego de Internet por um satélite geoestacionário tem latência teórica mínima de ida e volta de pelo menos 477 milissegundos entre o usuário e a estação terrestre, mas, na prática, satélites desse tipo apresentam latências de 600 ms ou mais. Como os satélites Starlink orbitam a uma pequena fração da altitude de uma órbita geoestacionária, a latência prática entre a Terra e o satélite fica em torno de 25 a 35 ms, comparável à de redes de cabo e fibra. O sistema usa um protocolo ponto a ponto apresentado como "mais simples que o IPv6" e incorpora criptografia nativa de ponta a ponta.
Os satélites Starlink usam propulsores de efeito Hall com gás criptônio ou argônio como massa de reação para elevar a órbita e manter a posição orbital. Propulsores Hall a criptônio tendem a sofrer erosão maior do canal de fluxo que sistemas semelhantes de propulsão elétrica com xenônio, mas o criptônio é muito mais abundante e tem preço de mercado menor. A SpaceX afirma que o propulsor de segunda geração a argônio tem 2,4 vezes o empuxo e 1,5 vez o impulso específico do modelo abastecido com criptônio.
Os satélites V2 Mini de segunda geração são implantados desde fevereiro de 2023. Eles têm dois painéis solares, cada um maior que o painel único dos satélites de primeira geração, e massa relatada de cerca de 800 kg. Os futuros V2 de tamanho integral, previstos para lançamento pelo Starship, devem pesar cerca de 2.000 kg e levar painéis solares de 20 m de comprimento. Em 1.º de agosto de 2026, a frota da Starlink reunia 10.895 satélites ativos de hardware de primeira e segunda gerações.


O sistema Starlink oferece mais de uma forma de conexão, entre elas o serviço direto ao celular e o acesso à Internet de banda larga por satélite. O modo direto ao celular conecta telefones comuns, sem modificações, e é oferecido em parceria com operadoras móveis nacionais. O serviço de banda larga usa terminais planos do tamanho aproximado de uma caixa de pizza, com antenas de arranjo de fase que acompanham os satélites. Os terminais podem ser instalados em qualquer local com visão livre do céu. Isso inclui objetos em movimento rápido, como trens e aeronaves. Fotografias das antenas destinadas aos clientes começaram a circular na Internet em junho de 2020 e correspondiam a uma descrição anterior de Musk, que dissera que os terminais pareceriam um "OVNI numa haste" e teriam motores para ajustar automaticamente o melhor ângulo de visão do céu. Internamente, a antena recebeu o apelido "Dishy McFlatface".
Em outubro de 2020, a SpaceX lançou nos Estados Unidos um beta pago chamado "Better Than Nothing Beta". O terminal custava US$ 499, e o serviço prometia "50 a 150 Mbit/s e latência de 20 a 40 ms nos próximos meses". A partir de janeiro de 2021, o beta pago chegou a outros continentes, começando pelo Reino Unido.
Uma versão maior e de maior desempenho da antena foi oferecida para o plano Starlink Business.
Em setembro de 2020, a SpaceX pediu autorização para instalar terminais em dez de seus navios, com a intenção de entrar futuramente no mercado marítimo.
Em agosto de 2022, depois de a SpaceX convidar a comunidade de segurança a examinar o terminal, o especialista Lennert Wouters apresentou detalhes da arquitetura técnica do modelo então usado. A unidade principal de controle da antena empregava um SoC Catson desenvolvido sob medida pela STMicroelectronics, com processador de quatro núcleos baseado em ARM Cortex-A53, núcleo Linux e inicialização por U-Boot. O processador principal trabalhava com outros chips personalizados, entre eles um formador digital de feixe chamado Shiraz e um módulo de front-end chamado Pulsarad. A unidade principal controlava um conjunto de formadores digitais de feixe, e cada formador controlava dezesseis módulos de front-end. O terminal também tinha receptor GPS, controladores de motor, geração síncrona de relógio e circuitos de Power over Ethernet, todos fabricados pela STMicroelectronics.
Em junho de 2024, foi anunciado um terminal portátil chamado "Starlink Mini". O aparelho suporta download de 100 Mbit/s e cabe em uma mochila. A implantação inicial ocorreu na América Latina, por US$ 200.
A SpaceX apresentou pedidos à FCC para pelo menos 32 estações terrestres nos Estados Unidos e, em julho de 2020, tinha aprovação para cinco delas, distribuídas por cinco estados. Até fevereiro de 2023, a Starlink usava a banda Ka na conexão com essas estações. Com o lançamento do v2 Mini, foram acrescentadas frequências de 71 a 86 GHz, na banda W, também chamada de banda E em guias de onda.
Um projeto de estação terrestre na França divulgado em janeiro de 2022 previa nove antenas de 2,86 m numa área cercada de 400 m².
Em documentos regulatórios, a SpaceX também previu instalar estações terrestres em centros de dados do Google pelo mundo.
Os MicroSat-1a e MicroSat-1b foram planejados inicialmente para órbitas circulares de 625 km, com inclinação aproximada de 86,4°, e teriam câmeras pancromáticas de vídeo para registrar imagens da Terra e do próprio satélite. Os dois seriam lançados juntos como cargas secundárias em um dos voos Iridium NEXT, mas acabaram usados em testes terrestres.
Quando fez o anúncio de junho de 2015, a SpaceX planejava lançar os dois primeiros satélites de demonstração em 2016, mas a data foi adiada para 2018. A empresa começou a testar em voo sua tecnologia de satélites em 2018 com o lançamento de duas unidades idênticas. Durante o desenvolvimento, elas se chamavam MicroSat-2a e MicroSat-2b, mas foram rebatizadas de Tintin A e Tintin B quando entraram em órbita em 22 de fevereiro de 2018. Um Falcon 9 lançou os satélites como cargas secundárias junto ao satélite Paz.
Tintin A e B entraram numa órbita de 514 km. Documentos da FCC previam que elevassem a própria órbita até 1.125 km, altitude operacional prevista para os satélites Starlink nos primeiros pedidos regulatórios, mas permaneceram perto da órbita original. Em novembro de 2018, a SpaceX anunciou a intenção de operar uma camada inicial de cerca de 1.600 satélites a aproximadamente 550 km, altitude semelhante à mantida por Tintin A e B.
Os dois satélites permaneceram em órbitas terrestres baixas, circulares e de alta inclinação, a cerca de 500 km, para uma missão planejada de seis a doze meses. Eles se comunicavam com três estações terrestres de teste no estado de Washington e na Califórnia, em experimentos curtos, com menos de dez minutos e frequência aproximada de uma vez por dia.
Os sessenta satélites Starlink v0.9 lançados em maio de 2019 tinham as seguintes características:
Os satélites Starlink v1.0, lançados inicialmente em novembro de 2019, acrescentaram as seguintes características:
Os satélites Starlink v1.5, lançados inicialmente em 24 de janeiro de 2021, acrescentaram:
Os satélites Starshield usam plataformas com dois painéis solares derivadas dos Starlink v1.5 e v2.0. Destinam-se ao uso militar e podem receber cargas úteis governamentais ou militares sigilosas.
A SpaceX se preparava para produzir satélites Starlink v2 no início de 2021. Musk afirmou que eles seriam "uma ordem de grandeza melhores que o Starlink 1" em largura de banda de comunicação.
A SpaceX esperava começar a lançar o Starlink v2 em 2022. Em maio daquele ano, a empresa dizia publicamente que os satélites da segunda geração precisariam ser lançados pelo Starship, pois eram grandes demais para a coifa de carga útil de um Falcon 9. Em agosto de 2022, documentos regulatórios apresentados à FCC mostraram que a SpaceX construiria os satélites Gen2 em dois formatos fisicamente diferentes, mas tecnicamente idênticos: um adaptado ao Falcon 9 e outro ao Starship. O Starlink v2 é maior e mais pesado que os satélites v1.
Em 2022, os satélites de segunda geração planejados para lançamento pelo Starship tinham as seguintes características previstas:
Em outubro de 2022, a SpaceX divulgou a configuração dos primeiros v2 destinados ao Falcon 9. Em maio de 2023, apresentou dois outros formatos com capacidade de conexão direta ao celular.
Em agosto de 2025, a Starlink testou um "mini laser" destinado a conectar satélites de terceiros e estações espaciais à constelação.
O projeto da plataforma dos satélites Starlink variou bastante desde a implantação das primeiras unidades em 2019:
Os seis primeiros F9-3 com capacidade direta ao celular foram lançados em 2 de janeiro de 2024 na missão do Grupo 7-9.
| Nome | Componente | Comprimento (m) | Largura (m) | Quantidade | Área (m²) | Área no Debris Assessment Software, DAS (m²) | Massa no DAS (kg) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| F9-1 (v1.5) | Painel solar | 8,1 | 2,8 | 1 | 22,68 | ||
| Corpo | 2,8 | 1,3 | 1 | 3,64 | |||
| Total | 26,32 | 30 | 303 | ||||
| F9-2 (v2 mini) | Painel solar | 12,8 | 4,1 | 2 | 104,96 | ||
| Corpo | 4,1 | 2,7 | 1 | 11,07 | |||
| Total | 116,03 | 120 | 800 | ||||
| F9-3 (v2 mini com DtC) | Painel solar | 12,8 | 4,1 | 2 | 105 | ||
| Corpo | 7,4 | 2,7 | 1 | 20 | |||
| Total | 125 | 130 | 970 | ||||
| Starship-1 (v2) | Painel solar | 20,2 | 6,36 | 2 | 256,94 | ||
| Corpo | 6,4 | 2,7 | 1 | 17,28 | |||
| Total | 274,22 | 294 | 2.000 | ||||
| Starship-2 (v2 com DtC) | Painel solar | 20,2 | 6,36 | 2 | 256,94 | ||
| Corpo | 10,1 | 2,7 | 1 | 27,27 | |||
| Total | 284,21 | 294 | 2.000 |
Entre fevereiro de 2018 e maio de 2024, a SpaceX lançou com sucesso mais de 6.000 satélites Starlink em órbita, incluindo protótipos e satélites que depois falharam ou foram retirados de órbita antes de entrar em serviço operacional. Em março de 2020, a SpaceX informou que produzia seis satélites por dia.
O lançamento dos primeiros 1.440 satélites foi planejado em 72 planos orbitais de 20 satélites cada, com solicitação de um ângulo mínimo de elevação menor para os feixes, a fim de melhorar a recepção, 25° em vez dos 40° das outras duas camadas orbitais. A SpaceX lançou os primeiros 60 satélites da constelação em maio de 2019, em uma órbita a 550 km, e na época previa até seis lançamentos em 2019, chegando a 720 satélites, 12 grupos de 60, para cobertura contínua em 2020.
Os satélites Starlink v3 estão planejados para lançamento pela Starship, foguete da SpaceX ainda em desenvolvimento e com capacidade de carga muito maior. O anúncio inicial, em 2019, previa lançar até 400 satélites Starlink versão 1.0 por voo da Starship.

Em março de 2017, a SpaceX apresentou à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, FCC, planos para instalar uma segunda camada orbital com mais de 7.500 satélites de banda V em órbitas não geossíncronas para prestar serviços de comunicação, usando uma faixa do espectro eletromagnético até então pouco empregada em serviços comerciais de telecomunicações. Chamada de constelação de órbita terrestre muito baixa, VLEO, ela teria 7.518 satélites em órbitas a apenas 340 km de altitude, enquanto o grupo menor, originalmente planejado com 4.425 satélites, operaria nas bandas Ka e Ku a 1.200 km. Em 2022, a SpaceX já havia abandonado os planos para o sistema de 7.518 satélites em banda V, substituindo-o por um projeto mais amplo para a rede Starlink de segunda geração, Gen2.
Em novembro de 2018, a SpaceX recebeu autorização regulatória dos Estados Unidos para lançar 7.518 satélites de banda larga em banda V, além dos 4.425 já autorizados. Os planos em banda V foram abandonados até 2022. Na mesma época, a SpaceX apresentou novos pedidos à FCC para alterar a licença já concedida e operar cerca de 1.600 dos 4.425 satélites em bandas Ka e Ku, antes autorizados a 1.150 km, em uma nova camada mais baixa da constelação, a apenas 550 km. Na prática, esses satélites operariam em uma terceira camada orbital a 550 km. As órbitas mais alta e mais baixa, a cerca de 1.200 km e 340 km, seriam usadas mais adiante, quando fosse possível lançar um número bem maior de satélites. A FCC aprovou o pedido em abril de 2019, autorizando quase 12.000 satélites em três camadas orbitais. O plano previa inicialmente cerca de 1.600 satélites a 550 km, depois cerca de 2.800 satélites nas bandas Ku e Ka a 1.150 km e aproximadamente 7.500 satélites em banda V a 340 km. No total, estavam previstos quase 12.000 satélites, com uma possível ampliação posterior para 42.000, conforme os planos de 2019.
Em fevereiro de 2019, uma empresa irmã da SpaceX, a SpaceX Services Incorporated, solicitou à FCC licença para operar até um milhão de estações terrenas fixas de satélite que se comunicariam com o sistema Starlink em órbita não geoestacionária.
Em junho de 2019, a SpaceX pediu à FCC licença para testar até 270 terminais terrestres, 70 distribuídos pelos Estados Unidos e 200 no estado de Washington, nas residências de funcionários da SpaceX, além de operar antenas em aeronaves a partir de quatro aeródromos distribuídos pelo país e realizar testes entre cinco locais terrestres.
Em 15 de outubro de 2019, a FCC enviou à União Internacional de Telecomunicações pedidos em nome da SpaceX para reservar espectro a outros 30.000 satélites Starlink, que se somariam aos 12.000 já autorizados pela agência norte-americana. Naquele mês, Musk fez um teste público da rede Starlink ao usar uma conexão de Internet roteada pela constelação para publicar uma mensagem no Twitter.
Em janeiro de 2026, a SpaceX anunciou planos de baixar cerca de 4.400 satélites de suas órbitas a 550 km para 480 km ao longo do ano. A empresa citou maior segurança espacial e menor tempo de decaimento orbital para satélites desativados.
A tabela abaixo reúne todos os satélites v0.9 e de primeira geração. Tintin A e Tintin B, usados em testes, não estão incluídos.
| Grupo | Camadas orbitais | Planos orbitais | Data prevista de conclusão | Satélites lançados 12 de julho de 2025 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Altitude (km) |
Satélites autorizados | Inclinação | Quantidade | Satélites por plano |
Metade | Total | Ativos | Em decaimento ou fora de órbita |
A descartar ou fora da constelação | |
| Grupo 1 | 550 | 1.584 | 53,05° | 72 | 22 | março de 2024, meta 1 de agosto de 2022, alcançada |
março de 2027 | 919 | 746 | 167 |
| Grupo 2 | 570 | 720 | 70° | 36 | 20 | 368 | 40 | 17 | ||
| Grupo 3 | 560 | 348 | 97,6° | 6 | 58 | 221 | 22 | 11 | ||
| Grupo 4 | 540 | 1.584 | 53,22° | 72 | 22 | 1.459 | 178 | 32 | ||
| 560 | 172 | 97,6° | 4 | 43 | 0 | 0 | 0 | |||
Os primeiros projetos colocavam todos os satélites da fase 1 entre cerca de 1.100 e 1.300 km de altitude. A SpaceX pediu inicialmente para baixar os primeiros 1.584 satélites e, em abril de 2020, solicitou a redução de todas as demais órbitas mais altas para cerca de 550 km. Em abril de 2020, a SpaceX alterou a arquitetura da rede Starlink. A empresa apresentou à FCC um pedido para operar mais satélites em órbitas baixas na primeira fase do que havia sido autorizado. Essa fase ainda teria 1.440 satélites na primeira camada, a 550 km, em planos com inclinação de 53,0°, sem mudanças na primeira camada da constelação, lançada em sua maior parte em 2020. A SpaceX também pediu autorização nos Estados Unidos para usar a banda E na constelação. A FCC aprovou o pedido em abril de 2021.
Em 24 de janeiro de 2021, a SpaceX lançou um novo grupo de dez satélites Starlink, os primeiros da constelação em órbitas polares e heliossíncronas. O lançamento superou o recorde da Organização Indiana de Pesquisa Espacial para o maior número de satélites lançados em uma única missão, com 143, e elevou a 1.025 o número acumulado de satélites Starlink colocados em órbita até então.
Em 3 de fevereiro de 2022, 49 satélites foram lançados como o grupo Starlink 4-7. Uma tempestade geomagnética de classe G2 em 4 de fevereiro aqueceu a atmosfera e aumentou sua densidade nas baixas altitudes de inserção. As previsões indicavam que até 40 dos 49 satélites poderiam ser perdidos por causa do arrasto. Depois do evento, 38 satélites reentraram na atmosfera até 12 de fevereiro. Os 11 restantes conseguiram elevar suas órbitas e evitar a perda causada pela tempestade.
Em março de 2023, a SpaceX solicitou autorização para acrescentar cargas úteis em banda V aos satélites de segunda geração, em vez de lançar satélites separados de fase 2 em banda V, como originalmente planejado e autorizado. O pedido dependia de aprovação da FCC.
| Grupo | Camadas orbitais | Planos orbitais | Data prevista de conclusão | Satélites lançados 16 de maio de 2025 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Altitude nominal | Altitude real | Satélites planejados | Inclinação | Quantidade | Satélites por plano |
Metade | Total | Ativos | Em decaimento ou fora de órbita |
Necessários para conclusão | |
| Grupo 5 | 530 km | 559 km | 2.500 | 43° | 28 | 120 | 1 de dezembro de 2028 | 1 de dezembro de 2031 | 671 | 28 | 33 |
| Grupo 6 | 488 e 559 km | 1.779 | 75 | ||||||||
| Grupo 7 | 525 km | 482, 510 e 549 km | 2.500 | 53° | 28 | 120 | 377 | 12 | 2.123 | ||
| Grupo 8 | 535 km | 535 km | 2.500 | 53° | 28 | 120 | 220 | 5 | 2.280 | ||
| Grupo 9 | 535 km | 53° | 276 | 27 | |||||||
| Grupo 10 | 480 km | 53° | 271 | 1 | |||||||
| Grupo 11 | 535 km | 53° | 269 | 1 | |||||||
| Grupo 12 | 559 km | 43° | 454 | 1 | |||||||
| Grupo 13 | 559 km | 43° | 21 | ||||||||
| Grupo 15 | 535 km | 70° | 100 | ||||||||
Por causa dos atrasos no desenvolvimento da Starship, a SpaceX adaptou os satélites Starlink v2 para um formato mais compacto e com menor capacidade, chamado "v2 mini", o que permitiu lançá-los no Falcon 9. O primeiro conjunto, com 21 satélites, foi lançado em 27 de fevereiro de 2023. Para reduzir detritos, a SpaceX passou a manter no segundo estágio do Falcon 9 as hastes de tensão que prendem os v2 mini durante o lançamento, de modo que elas reentrem junto com o estágio, em vez de serem descartadas em órbita como acontecia com versões anteriores. Observações confirmaram que os v2 mini têm dois painéis solares, como os satélites v2 maiores.
| Grupo | Camadas orbitais | Planos orbitais | Data prevista de conclusão | Satélites lançados 16 de maio de 2025 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Altitude nominal | Altitude real | Satélites planejados | Inclinação | Quantidade | Satélites por plano |
Metade | Total | Ativos | Em decaimento ou fora de órbita |
Necessários para conclusão | |
| Simuladores | 146 km (transatmosférica) |
146 km (transatmosférica) |
30 | 26,4° | — | — | — | — | 0 | 8 | — |
Até outubro de 2025, a SpaceX havia realizado vários testes do sistema de implantação da Starlink na Starship. Até dez "simuladores" Starlink foram levados como carga útil em cada voo de teste a partir do Voo 7, com a expectativa de serem liberados em trajetória suborbital e reentrarem sobre o oceano Índico. O Voo 7 não alcançou esse objetivo, assim como os voos 8 e 9. Os primeiros testes bem-sucedidos ocorreram no Voo 10 e no Voo 11, com oito de oito simuladores Starlink liberados em cada um.
Depois do lançamento bem-sucedido do Starlink 11-4, o segundo estágio saiu de controle e reentrou na atmosfera terrestre sobre o leste da Europa. Uma bola de fogo foi vista de Berlim e da Suécia, e fragmentos de detritos espaciais caíram na Polônia, perto da cidade de Poznań. Ninguém ficou ferido. Fragmentos menores foram encontrados na aldeia de Wiry, e é possível que alguns tenham caído na Ucrânia, onde as autoridades não investigaram a possibilidade. A Agência Espacial Polonesa, POLSA, enviou por engano seu relatório sobre a aproximação dos detritos para um endereço de e-mail incorreto no Ministério da Defesa da Polônia, o que deixou outras partes do governo sem informação sobre o risco. O presidente da POLSA, Grzegorz Wrochna, acabou demitido.




O grande número de satélites planejado para a constelação recebeu críticas de astrônomos por causa da poluição luminosa. Astrônomos afirmam que o brilho dos satélites, em comprimentos de onda ópticos e de rádio, prejudica observações científicas. Embora seja possível programar observações para evitar regiões onde os satélites passam, isso fica mais difícil à medida que mais unidades entram em operação. A União Astronômica Internacional, o National Radio Astronomy Observatory e o Square Kilometre Array Observatory divulgaram manifestações formais de preocupação. Pesquisas posteriores constataram que radiação eletromagnética não intencional dos satélites interfere em radiotelescópios, produzindo distorções e ruído excessivo. A União Astronômica Internacional criou o Centre for the Protection of the Dark and Quiet Sky from Satellite Constellation Interference para lidar com esses obstáculos de origem humana à observação do espaço.
Em 20 de novembro de 2019, o telescópio Blanco de quatro metros do Observatório Interamericano de Cerro Tololo registrou forte perda de sinal e 19 linhas brancas em uma imagem da DECam. O ruído foi relacionado à passagem de um grupo de satélites Starlink lançado uma semana antes.
Representantes da SpaceX e Musk afirmaram que os satélites teriam efeito mínimo e que as interferências poderiam ser atenuadas com mascaramento de pixels e empilhamento de imagens. Astrônomos profissionais contestaram essas afirmações com base nas primeiras observações dos satélites Starlink v0.9, logo depois de sua liberação pelo veículo lançador. Em mensagens posteriores no Twitter, Musk disse que a SpaceX trabalharia para reduzir o albedo dos satélites e, se necessário, ajustaria sua orientação sob demanda para experimentos astronômicos. Um satélite Starlink, o Starlink 1130, chamado DarkSat, foi lançado com um revestimento experimental para reduzir o albedo. A redução na magnitude da banda g foi de 0,8 magnitude, ou 55%. Mesmo assim, astrônomos concluíram que os satélites ainda eram brilhantes demais, e o DarkSat foi abandonado como solução.
Em 17 de abril de 2020, a SpaceX declarou em um documento enviado à FCC que testaria novos métodos para reduzir a poluição luminosa e daria aos astrônomos acesso a dados de rastreamento dos satélites para melhorar a coordenação das observações. Em 27 de abril, Musk anunciou que a empresa introduziria um novo para-sol para reduzir o brilho dos satélites Starlink. Em 15 de outubro de 2020, mais de 200 satélites Starlink já tinham o para-sol. Uma análise publicada naquele mês concluiu que eles eram apenas um pouco menos brilhantes que o DarkSat. Um estudo de janeiro de 2021 estimou o brilho em 31% do projeto original.
Um estudo publicado em maio de 2021 concluiu que um grande número de estações transmissoras em movimento rápido, isto é, os satélites, causaria interferência adicional. Novos métodos de análise poderiam reduzir parte desses efeitos, mas haveria perda inevitável de dados, aumentando o tempo necessário para cada estudo e limitando a quantidade total de pesquisa científica realizada.
Em fevereiro de 2022, a União Astronômica Internacional criou um centro para ajudar astrônomos a lidar com efeitos adversos de constelações de satélites como a Starlink. O trabalho inclui o desenvolvimento de ferramentas de software, propostas de políticas nacionais e internacionais, comunicação com comunidades interessadas e cooperação com a indústria em tecnologias relacionadas.
Em junho de 2022, a União Astronômica Internacional lançou um site para ajudar astrônomos a reduzir parte desses efeitos por meio do rastreamento de satélites, permitindo planejar observações de modo a minimizar interferências.
O primeiro grupo de espaçonaves da geração 2 foi lançado em fevereiro de 2023. Esses satélites são chamados de "Mini" porque são menores que as espaçonaves Gen 2 de tamanho completo planejadas para etapas posteriores. A SpaceX usa técnicas de redução de brilho na Gen 2, incluindo uma superfície espelhada que reflete a luz solar de volta para o espaço e a orientação dos painéis solares de modo que observadores no solo vejam apenas seus lados escuros. Um estudo observacional publicado em junho de 2023 concluiu que os Minis eram menos brilhantes que os satélites Gen 1, apesar de terem quatro vezes o tamanho. Tinham 44% do brilho dos VisorSats, 24% do brilho dos v1.5 e 19% do brilho do projeto original, que não possuía medidas para redução de luminosidade. Antes de chegar à órbita de destino, porém, os Minis parecem 12 vezes mais brilhantes.
Em outubro de 2023, uma pesquisa publicada em Astronomy & Astrophysics Letters constatou que satélites Starlink emitiam sinais de rádio não intencionais. No local do futuro Square Kilometre Array, essas emissões eram mais brilhantes do que qualquer fonte natural no céu nas frequências analisadas. O artigo concluiu que, sem medidas de mitigação, as emissões prejudicariam objetivos científicos centrais do SKA.
O grande número de satélites usado pela Starlink pode aumentar, a longo prazo, a quantidade de detritos espaciais e o risco de colisões em órbita, com a possibilidade de desencadear uma cascata conhecida como síndrome de Kessler. A SpaceX afirma que a maior parte dos satélites é lançada em altitudes mais baixas e que satélites que falhem devem sair de órbita em até cinco anos, mesmo sem propulsão.
Relatórios semestrais apresentados pela SpaceX à FCC mostram que os satélites Starlink realizaram cerca de 50.000 manobras para evitar colisões entre 1 de dezembro de 2023 e 31 de maio de 2024, aproximadamente o dobro do período anterior de seis meses. Isso correspondeu a uma média de 14 manobras por satélite no semestre.
No começo do programa, ocorreu uma quase colisão quando a SpaceX não moveu um satélite que tinha probabilidade de 1 em 1.000 de atingir um satélite europeu, dez vezes acima do limite usado pela Agência Espacial Europeia para manobras de prevenção. A SpaceX corrigiu depois um problema em seu sistema de alertas que havia interrompido e-mails entre a agência europeia e a empresa. A Agência Espacial Europeia anunciou que pretendia investir em tecnologias para automatizar manobras de prevenção de colisões.
Em 2021, autoridades chinesas apresentaram uma reclamação às Nações Unidas afirmando que a estação espacial do país havia realizado manobras evasivas naquele ano para evitar satélites Starlink. O documento chinês afirmou que os satélites Starlink em manobra contínua criavam risco de colisão e que dois encontros próximos, em julho e outubro, haviam colocado em risco a vida ou a saúde dos astronautas a bordo da Estação Espacial Tiangong.
A destruição do satélite russo Kosmos 1408, em novembro de 2021, por um teste de arma antissatélite afetou as operações da Starlink. Relatórios da SpaceX apontam que mais de 1.700 das 6.873 manobras de prevenção de colisões realizadas pelos satélites Starlink entre 1 de dezembro de 2021 e 31 de maio de 2022 tiveram como objetivo evitar detritos do Kosmos 1408.
Esses problemas e os planos de ampliação da constelação levaram a National Telecommunications and Information Administration a enviar, em nome da NASA e da Fundação Nacional da Ciência, uma carta à FCC em 8 de fevereiro de 2022. O documento alertou para possíveis efeitos na órbita terrestre baixa, aumento do risco de colisões, prejuízos a missões científicas, lançamentos de foguetes, à Estação Espacial Internacional e a radiofrequências.
Os satélites da SpaceX realizam manobras quando a probabilidade de colisão supera 10−6, uma chance em um milhão, enquanto o padrão da indústria é de 10−4, uma chance em dez mil. A SpaceX reservou propelente suficiente para cerca de 5.000 manobras propulsivas durante a vida útil de um satélite Gen2, incluindo aproximadamente 350 manobras de prevenção de colisões por satélite. Em maio de 2022, o satélite Starlink médio havia realizado menos de três manobras desse tipo nos seis meses anteriores.
Além da constelação OneWeb, anunciada quase ao mesmo tempo que a da SpaceX, uma proposta da Samsung de 2015 previa uma constelação de 4.600 satélites a 1.400 km, capaz de oferecer uma capacidade global de um zettabyte por mês, equivalente a 200 gigabytes mensais para cinco bilhões de usuários de Internet. Até 2020, não havia sido divulgada nova informação pública sobre a constelação da Samsung. A Telesat anunciou em 2015 uma constelação menor, com 117 satélites, e planejava iniciar o serviço em 2021. A Amazon anunciou em abril de 2019 uma grande constelação de satélites para Internet de banda larga, com planos de lançar 3.236 satélites na década seguinte no projeto então chamado Project Kuiper, em conjunto com uma rede de doze estações terrestres de satélite da AWS anunciada em novembro de 2018.
Em fevereiro de 2015, analistas financeiros perguntaram a operadores tradicionais de frotas de satélites de comunicação em órbita geossíncrona como pretendiam responder à concorrência dos sistemas de comunicação em órbita terrestre baixa da SpaceX e da OneWeb. Em outubro de 2015, a presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, disse que, embora o desenvolvimento prosseguisse, o modelo de negócios para a implantação de longo prazo de uma rede operacional ainda estava em fase inicial.
Em outubro de 2017, a expectativa de grande aumento da capacidade das redes de satélite com constelações de banda larga em órbitas mais baixas levou participantes do mercado a cancelar parte dos investimentos planejados em novos satélites de comunicação de banda larga em órbita geossíncrona.
Em fevereiro de 2021, a National Rural Electric Cooperative Association, NRECA, grupo de interesse que representa provedores tradicionais de Internet em áreas rurais dos Estados Unidos, pediu à FCC uma análise rigorosa dos pedidos de subsídio da SpaceX e de outros provedores de banda larga. Na época, a SpaceX havia obtido provisoriamente US$ 886 milhões para atender cerca de 643.000 locais em 35 estados pelo Rural Digital Opportunity Fund. A NRECA criticou o fato de a verba destinada à Starlink abranger lugares que não eram rurais, como Harlem e terminais nos aeroportos internacionais de Newark Liberty e Miami. O grupo também observou que a SpaceX planejava construir a infraestrutura e atender clientes que solicitassem o serviço com ou sem o subsídio da FCC. Jim Matheson, diretor executivo da NRECA, questionou ainda tecnologias que não haviam comprovado capacidade para atingir as altas velocidades exigidas pela categoria do financiamento. A Starlink foi criticada por ainda estar em testes beta e usar tecnologia cuja capacidade para cumprir aqueles requisitos não havia sido demonstrada.
A expansão internacional da Starlink também encontrou disputas de marca em países como México e Ucrânia.