TSLAQ | |
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| Coletivo de críticos da Tesla | |
| Emblema do TSLAQ | |
| Outros nomes | $TSLAQ e TESLAQ |
| Origem | |
| Atuação | Internacional |
| Participantes citados | Lawrence Fossi, Randeep Hothi, Martin Tripp e os usuários Paul91701736 e TESLAcharts |
| Sítio | tslaq.org |
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Pessoal Empresas Cultura popular Administração Trump Relacionado |
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TSLAQ é um coletivo informal e internacional de vendedores a descoberto, pesquisadores e outros críticos da Tesla, Inc. e de seu diretor executivo, Elon Musk. Muitos participantes usam pseudônimos. Trocam notícias, análises e opiniões sobre a empresa e suas ações nas redes sociais, sobretudo pelo marcador $TSLAQ no Twitter e em fóruns do Reddit.
O nome combina TSLA, o código das ações da Tesla, com a letra Q, usada no mercado norte-americano para indicar empresas em processo de falência. O escritor Edward Niedermeyer situou a formação do grupo em julho de 2018, após a divulgação da identidade de Lawrence Fossi, que escrevia no Seeking Alpha e vendia ações da Tesla a descoberto sob o pseudônimo Montana Skeptic.
Os participantes denunciam o que consideram práticas perigosas, enganosas, ilegais ou fraudulentas da empresa. Parte das atividades envolve fotografar fábricas, estacionamentos e automóveis ainda não vendidos, inclusive por meio de imagens aéreas. As discussões nas redes sociais também provocaram confrontos com apoiadores da Tesla.
Em 2019, participantes do TSLAQ afirmavam que a Tesla cometia fraudes, exagerava as vendas e enfrentava uma queda da procura que acabaria derrubando o preço de suas ações. Diziam buscar mudar a opinião de investidores favoráveis à empresa e da imprensa. Em dezembro de 2020, a Tesla era a companhia com o maior valor de ações vendidas a descoberto nos Estados Unidos, que chegou a US$ 34,5 bilhões.
Rebecca Ungarino, do Business Insider, observou em 2019 que os participantes compartilhavam pesquisas, notícias e também teorias da conspiração que considerou extravagantes. Escreveu que, ao apostar no fracasso da companhia, haviam conseguido irritar Elon Musk.
Os processos e controvérsias da Tesla fornecem temas para o grupo. Entre eles estão as investigações da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos e do Departamento de Justiça. A compra da SolarCity em 2016 motivou acusações de conflito de interesses e fraude, discutidas pelos participantes. Em 2022, a Justiça de Delaware decidiu a favor de Elon Musk no processo movido por acionistas sobre a aquisição.
O usuário TESLAcharts questionou se as telhas solares apresentadas em outubro de 2016 eram funcionais. A apresentação usou peças que ainda não eram produtos operacionais. Participantes também levantaram suspeitas sobre as reservas contábeis para garantias, as contas a receber e os créditos regulatórios da Tesla.
O TSLAQ divulgou a decisão de um juiz administrativo de 2019 que considerou ilegais punições impostas pela Tesla a trabalhadores envolvidos na organização sindical. O participante Paul91701736 criticou as previsões de produção da companhia, que considerava excessivamente otimistas e repetidamente descumpridas.
Em 2012, Elon afirmou que a Tesla não precisaria fazer novas captações. Críticos contrastaram essa declaração com os aportes posteriores. Em uma entrevista de 2020, o jornalista Russ Mitchell citou fluxo de caixa acumulado negativo superior a US$ 8 bilhões e mais de US$ 18 bilhões levantados em dívida e capital.
Elon havia proposto uma fábrica de automóveis altamente automatizada para produzir o Tesla Model 3, que comparou a uma nave alienígena. Um participante do TSLAQ filmou atividades na fábrica de Fremont e usou as imagens para contestar o grau de automação anunciado, mostrando trabalho manual na montagem.
Em abril de 2019, a Tesla moveu uma ação e pediu uma ordem de restrição contra Randeep Hothi, participante do TSLAQ que usava o nome skabooshka. A empresa alegou que, em fevereiro, ele havia saído perigosamente de um estacionamento da fábrica de Fremont após ser abordado pela segurança. Também afirmou que, em abril, ele dirigira de forma perigosa ao seguir e filmar um carro de testes equipado com câmeras. Randeep acreditava que o veículo estava gravando uma demonstração do Autopilot e contestou as acusações.
Participantes liderados por Lawrence Fossi arrecadaram mais de US$ 100 mil para a defesa de Randeep. A Tesla desistiu da ação em julho de 2019, após se recusar a entregar gravações solicitadas pelo juiz. Alegou que a divulgação colocaria em risco a segurança e a privacidade dos funcionários. A polícia de Fremont examinou as imagens do estacionamento e não apresentou acusação criminal pelo incidente de fevereiro.
Em agosto de 2020, Randeep processou Elon por difamação. A ação contestava a afirmação de que ele quase havia matado funcionários da Tesla, feita pelo empresário em mensagens ao proprietário do PlainSite, Aaron Greenspan. O juiz recusou um pedido de Elon para encerrar o caso em janeiro de 2021. Em janeiro de 2022, também foi rejeitado o recurso baseado na legislação contra processos destinados a intimidar a participação pública, conhecida como anti-SLAPP. As partes fizeram um acordo em abril de 2023, com pagamento de US$ 10 mil a Randeep.