| Musk | |
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2026 • cor • 235 min | |
| Gênero | documentário |
| Direção | Alex Gibney |
| Roteiro |
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| Música | Daniel Pemberton |
| Cinematografia | Benjamin Bloodwell |
| Edição | Michael J. Palmer |
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| Lançamento |
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| Idioma | inglês |
Musk é um longa-metragem documental estadunidense e britânico de 2026 dirigido por Alex Gibney, centrado na trajetória do empresário Elon Musk e sua influência nos setores tecnológico, econômico e político, além de sua crescente aproximação com movimentos e lideranças da direita contemporânea. A obra investiga, também, a construção da imagem pública de Musk, sua ascensão à condição de uma das figuras mais influentes do mundo e as implicações políticas e sociais da concentração de poder econômico e tecnológico.
A produção estreou mundialmente em 8 de setembro de 2026, durante a 83.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, na seção Venice Open, fora de competição. A distribuição cinematográfica nos Estados Unidos ficou a cargo da Bleecker Street, que lançou o documentário em salas de cinema em 9 de outubro de 2026.
Após sua apresentação em Veneza, o filme recebeu avaliações predominantemente favoráveis da crítica especializada, que destacou a amplitude da investigação e a abordagem sobre o poder político e econômico de Musk, embora alguns críticos tenham apontado ressalvas quanto à duração e às escolhas estilísticas da produção.
Ao apresentar o documentário, Gibney afirmou que muitas pessoas relutaram em falar sobre Musk por medo de possíveis consequências. O diretor também explicou que ampliou o escopo da produção após a aproximação do empresário com Donald Trump, passando a abordar sua influência política e seu apoio a movimentos de direita em diferentes países.
Por sua vez, Elon Musk reagiu de forma contundente, classificando-o como um ataque pessoal e criticando duramente o cineasta em publicações na rede social X. Musk chamou Gibney de "homem amargurado" e afirmou que ele não tinha credibilidade nem integridade, além de descrever o filme como tendencioso e entediante. Também contestou alegações apresentadas na produção e, por meio de seu advogado, ameaçou recorrer judicialmente contra o documentário, alegando que ele continha informações difamatórias.
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Pessoal Empresas Cultura popular Administração Trump Relacionado |
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O documentário apresenta uma análise da trajetória pessoal e profissional do empresário Elon Musk, examinando sua atuação à frente de empresas de tecnologia, sua influência econômica e seu papel no cenário político contemporâneo. Descrito como um exame abrangente e sem concessões da vida e da carreira do empresário. Ademais, busca explorar as diferentes dimensões de sua figura pública e o alcance de seu poder e influência na sociedade contemporânea.
Entre as pessoas que participam do documentário estão a ex-esposa de Musk, Justine Musk, Ashley St. Clair, com quem o empresário disputa questões relacionadas à guarda de um filho, as jornalistas Kara Swisher e Zoë Schiffer, e os engenheiros Martin Eberhard e Geoffrey Hinton.
Alex Gibney revelou, em março de 2023, que havia iniciado a produção do documentário e que já trabalhava no projeto havia vários meses. Além de dirigir o filme, Gibney participa da produção por meio da Jigsaw Productions, ao lado de Jessie Deeter. Também integram a equipe de produção Dana O'Keefe, pela Double Agent; Joey Marra e Zhang Xin, pela Closer Media; e Nick Shumaker e Jessica Grimshaw, pela Anonymous Content.
O músico David Byrne compôs e interpretou a canção «Let Me Sell You a Dream» para o documentário, em parceria com o compositor da trilha sonora, Daniel Pemberton. A música incorpora declarações de Musk, reproduzidas diretamente de suas falas públicas. Byrne afirmou que a composição utiliza exclusivamente as palavras do empresário, sem comentários editoriais adicionais. A canção foi divulgada em setembro de 2026 e teve sua criação associada à campanha do filme na temporada de premiações cinematográficas.
Em maio de 2023, a HBO Documentary Films adquiriu os direitos de exibição televisiva e de distribuição por transmissão via internet (streaming) do documentário na América do Norte. Na mesma ocasião, a Black Bear International, divisão internacional da Black Bear Pictures, obteve os direitos de venda internacional da produção e planejou apresentá-la no Marché du Film, mercado cinematográfico realizado em paralelo ao Festival de Cannes. A Double Agent, uma joint venture entre a Black Bear e a New Regency, também participou da coprodução do filme. Em outubro de 2023, a Universal Pictures Content Group adquiriu da Black Bear os direitos de distribuição internacional do documentário.
Porém, em agosto de 2025, a Bleecker Street adquiriu os direitos de distribuição cinematográfica do documentário nos Estados Unidos. O acordo não incluiu os direitos televisivos e de streaming na região, previamente adquiridos pela HBO. O lançamento nos cinemas estadunidenses ocorreu em 9 de outubro de 2026, pela Bleecker Street, após a antecipação da data de estreia, inicialmente prevista para 16 de outubro do mesmo ano.
O filme recebeu críticas positivas após sua estreia no Festival Internacional de Cinema de Veneza. No agregador de críticas Rotten Tomatoes, No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, 98% das 41 avaliações dos críticos são positivas, com uma classificação média de 7.9/10. O consenso do site afirma: "O documentário de Alex Gibney, "Musk" apresenta um retrato incisivo e revelador da transformação de Elon Musk, de inovador celebrado a influente e controverso agente de poder, examinando as amplas consequências de sua influência.". No Metacritic, o filme obteve média ponderada de 76 de 100, com base em 20 críticas, indicando avaliações geralmente favoráveis.
Em sua crítica para a revista Variety, Owen Gleiberman avaliou positivamente o documentário, descrevendo-o como uma obra contundente e relevante, marcada pelo domínio de Alex Gibney da linguagem documental. O crítico destacou que o filme examina a maneira como Musk concilia seus interesses pessoais com uma influência que alcança a sociedade como um todo.
Em março de 2023, quando foi noticiada a produção do documentário, Elon Musk manifestou-se na rede social X, afirmando que o filme provavelmente seria uma produção tendenciosa destinada a prejudicá-lo. Em resposta, Gibney questionou como o empresário poderia chegar a essa conclusão antes de assistir à obra.
Em setembro de 2026, após a estreia do filme, Musk voltou a criticá-lo, classificando-o como uma produção difamatória que, segundo ele, não atingia seu objetivo, e descrevendo-o como uma operação psicológica. Na mesma ocasião, um de seus advogados ameaçou processar Gibney por difamação em razão de uma alegação relacionada a lasers espaciais apresentada no documentário, segundo a NPR.