| Kate Moss | |
|---|---|
A modelo Kate Moss em campanha publicitária da Decorté | |
| Nome completo | Katherine Ann Moss |
| Nascimento | 16 de janeiro de 1974 (52 anos) Croydon, Grande Londres |
| Residência | Londres, Inglaterra |
| Nacionalidade | inglesa |
| Fortuna | US$ 70 milhões |
| Ocupação | |
| Atividade | 1988–presente |
| Altura | 1,70 m |
| Progenitores | Mãe: Linda Rosina Moss Pai: Peter Edward Moss |
| Parentesco | Nick Moss (irmão) Charlotte Moss (meia-irmã) |
| Cônjuge | Jamie Hince (c. 2011; div. 2016) |
| Filhos | Lila Moss |
| Prêmios |
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| Carreira como modelo | |
| Cor do cabelo | loiro (tingido) |
| Cor dos olhos | avelã |
| Medidas | 87–58–89 cm |
| Calçado | 9 (US) |
| Agência |
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| Página oficial | |
| katemoss | |
Katherine Ann Moss (Londres, 16 de janeiro de 1974), é uma supermodelo e empresária britânica. Foi capa da Vogue mais de 30 vezes ao longo de 25 anos de carreira. Segundo a revista Forbes Kate Moss foi, em 2006, a segunda modelo mais bem paga do mundo, com ganhos estimados em 9 milhões de dólares, ficando atrás apenas da Gisele Bündchen. Em 2007, 2008 e 2009 foi a terceira mais bem paga, com ganhos a rondar os 7,5, 8,5 e 9 milhões, respectivamente.
Os prêmios que Kate Moss recebeu por sua carreira de modelo incluem o British Fashion Awards de 2013, que reconheceu sua contribuição para a moda ao longo de 25 anos, enquanto a revista Time a nomeou uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2007.
Kate Moss nasceu em Croydon, na Grande Londres. Ela estudou na escola Ridgeway Primary School. Nunca se destacou pelo seu desempenho acadêmico, embora fosse boa praticando esportes. De acordo com o livro Addicted to Love: Kate Moss, Moss tinha notas baixas nas demais matérias escolares. Sua mãe trabalhou como barmaid (garçonete) e seu pai era empregado de companhia aérea (airline employee), profissões que faziam parte de sua vida familiar antes de ela se tornar uma modelo internacional. Os dois se divorciaram quando Moss tinha cerca de 13 anos.
Durante a adolescência, já no início de sua carreira como modelo, Kate Moss relatou ter passado por situações que a deixaram desconfortável e emocionalmente abalada. Em entrevistas posteriores, ela contou que participou de uma sessão de fotos para a revista The Face quando ainda era muito jovem, na qual foi orientada a posar de topless. Moss também mencionou um episódio envolvendo a conduta inadequada de uma fotógrafa quando tinha cerca de 15 anos.

Kate Moss foi descoberta aos 14 anos por Sarah Doukas, em 1988, no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, na cidade de Nova Iorque, depois de uma viagem às Bahamas. Sua carreira começou quando Corinne Day tirou fotos suas em preto e branco para a revista britânica The Face quando tinha 15 anos, e as fotos foram intituladas como “O Terceiro Verão de Amor”. Moss transformou-se numa antimodelo dos anos 90, comparada às supermodelos de sucesso da época, como Cindy Crawford, Claudia Schiffer e Naomi Campbell, que eram conhecidas por serem altas e terem corpos curvilíneos.
Moss ganhou notoriedade internacional após suas primeiras campanhas para a Calvin Klein, em 1992, incluindo a icônica campanha de roupas íntimas ao lado de Mark Wahlberg, que contribuiu para a popularização de uma estética de moda mais minimalista e alternativa, posteriormente associada ao termo heroin chic. No ano seguinte, ela fez a campanha do perfume Obsession. Fotografada por Mario Sorrenti, então seu namorado, a campanha apresentava imagens intimistas e sensuais da modelo, sendo considerada um marco tanto em sua carreira quanto na publicidade de moda da década. Em 1994, Moss participou de campanhas associadas à expansão da marca, incluindo o lançamento da fragrância unissex CK One.
Ao longo de sua longa carreira, ela trabalhou com algumas das maiores grifes do mundo e apareceu em centenas de capas de revistas de moda, sendo frequentemente citada como uma das modelos mais influentes de sua geração.
Em 1997, o então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, comentou publicamente sobre a tendência estética heroin chic, associada à imagem da supermodelo. Durante uma declaração na Casa Branca, Clinton criticou a forma como a indústria da moda estaria glamorizando a aparência extremamente magra e associada ao uso de drogas, condenando a estética que se tornara popular em campanhas e editoriais da época. A fala ocorreu após a morte por overdose do fotógrafo Davide Sorrenti e marcou um dos raros momentos em que um presidente norte-americano comentou diretamente tendências da moda e sua influência cultural:
"Nos últimos dias, vimos na imprensa reportagens que mostram muitos dos nossos líderes da moda admitindo — e eu os admiro por isso — que as imagens projetadas em fotos de moda nos últimos anos fizeram o vício em heroína parecer glamoroso, sexy e descolado. E agora que algumas dessas pessoas nessas imagens começaram a morrer, ficou óbvio que isso não é verdade […] a glorificação da heroína não é criativa, é destrutiva… não é bonita, é feia.”
Moss é amplamente reconhecida na indústria da moda como um ícone de estilo, sobretudo pela influência duradoura que seu visual e suas escolhas estéticas exerceram sobre tendências e comportamentos de moda ao longo de várias décadas.
Durante a década de 1990, Kate Moss fez parte do grupo das “Big Six”, termo informal usado para descrever seis modelos que dominaram campanhas publicitárias, capas de revistas e passarelas internacionais. Além de Kate, o grupo inclui Naomi Campbell, Cindy Crawford, Linda Evangelista, Christy Turlington e Claudia Schiffer. Inicialmente, a mídia de moda referia-se a cinco dessas modelos como as “Big Five”, mas a inclusão de Moss, cuja ascensão na primeira metade dos anos 1990 redefiniu os padrões estéticos da indústria, levou à popularização da expressão “Big Six”.
A top model protagonizou um dos momentos mais comentados da moda dos anos 90 em um desfile da estilista Vivienne Westwood. Durante a apresentação, a modelo apareceu seminua usando uma microsaia extremamente curta, visual que refletia a estética provocativa característica das coleções de Westwood e que ganhou grande atenção da imprensa de moda da época.
Em 2006, The Widows of Culloden foi apresentado na Paris Fashion Week no desfile de outono/inverno do estilista britânico Alexander McQueen. No final do desfile, as luzes se apagaram e uma pirâmide de vidro iluminada apareceu no centro da passarela. Dentro dela surgiu lentamente a imagem de Moss vestindo um longo vestido branco de chiffon, girando no ar como uma aparição etérea antes de desaparecer.
Apesar de ser frequentemente chamado de “holograma”, o efeito não era um holograma verdadeiro. Ele foi criado usando a técnica teatral chamada Pepper's ghost, inventada no século XIX, que usa reflexos em vidro para projetar uma imagem previamente filmada.
Além do impacto visual, o momento tinha significado pessoal: McQueen criou a cena como um gesto de apoio a Moss durante um escândalo midiático envolvendo drogas que estava afetando sua carreira na época. Hoje, essa cena é considerada uma das finais de desfile mais icônicas da história da moda.
Em 2006, Moss firmou uma parceria com a varejista de moda Topshop para desenvolver uma coleção própria de roupas. No ano seguinte, lançou sua primeira fragrância, intitulada Kate. Em 2008, apresentou o perfume Velvet Hour, seguido por outras fragrâncias, como Love Blossoms. Em 2010, Moss lançou uma linha de bolsas em parceria com a marca Longchamp. Em 2011, chegou às lojas sua primeira coleção de batons desenvolvida em colaboração com a Rimmel. Em 2020, foi lançada uma coleção de joias em parceria com a Messika.
Em 2016, Kate Moss fundou a agência de talentos "Kate Moss Agency" (KMA), sediada em Londres. A empresa foi criada após a modelo encerrar sua relação profissional de longa data com a agência Storm Model Management, que havia representado Moss desde o início de sua carreira. A nova agência foi estabelecida com o objetivo de gerenciar e desenvolver carreiras de modelos e outros talentos criativos, incluindo artistas e influenciadores, com foco em direção artística e gestão de imagem. A Kate Moss Agency passou a representar novos talentos da moda e também a filha da modelo, Lila Moss, que iniciou sua carreira na indústria através da agência. O anúncio ocorreu durante a London Fashion Week e marcou a transição da modelo para atividades empresariais dentro da indústria da moda.
Moss também ganhou atenção por aspectos de sua vida pessoal. Em entrevistas, afirmou ter iniciado o consumo de álcool e maconha aos doze anos de idade. Durante a ascensão de sua carreira, manteve um estilo de vida associado a festas. Em 1998, passou por um período de tratamento em uma clínica em Londres para lidar com problemas relacionados ao consumo de álcool.
"Nada tem um gosto tão bom quanto se sentir magra."
— Kate Moss, citado em Laura Fitzpatrick, Top 10 T-Shirt-Worthy Slogans, revista Time, 8 de dezembro de 2009.
A frase é frequentemente associada à modelo britânica Kate Moss. A declaração ganhou notoriedade após uma entrevista publicada em 2009 pelo site de moda Women's Wear Daily (WWD), na qual Moss citou a frase ao ser questionada sobre possíveis “mantras” pessoais.
A frase gerou críticas de organizações e especialistas em transtornos alimentares, que argumentaram que o comentário poderia reforçar padrões corporais extremos ou incentivar comportamentos associados à anorexia e outros distúrbios alimentares.
Anos depois, Moss afirmou que se arrepende da frase. Em uma entrevista de 2018 ao programa Megyn Kelly Today, da NBC, a modelo disse que o comentário era originalmente uma espécie de “jingle” repetido entre amigas quando viviam juntas e que lamentava a repercussão da declaração. Na mesma ocasião, Moss também comentou que a indústria da moda passou a apresentar maior diversidade de corpos, afirmando que isso era “correto” e refletia melhor a variedade de pessoas.

Tabloides britânicos, particularmente o Daily Mirror, várias vezes afirmaram que Kate Moss costumava consumir cocaína. Em entrevistas, Moss disse que essas afirmações eram ridículas.
No dia 15 de setembro de 2005, o Daily Mirror publicou na capa e dentro do tabloide fotos que mostravam Moss cheirando várias ‘fileiras’ de cocaína. Muitos tabloides afirmaram que a modelo utilizou uma nota de cinco euros para cheirar cinco fileiras da substância em quarenta minutos. Pete Doherty, namorado de Moss e, naquele ano, cantor e compositor da banda The Libertines, alegou que James Mullord, seu empresário, vendeu as fotos para o jornal por mais de cento e cinquenta mil euros. Pouco tempo depois da publicação das fotos, Moss perdeu a maioria dos contratos de companhias internacionais.
Em 20 de setembro de 2005, a companhia sueca de moda H&M, anunciou que ‘despediria’ Kate Moss, mas somente depois da publicação das fotos. De acordo com o contrato de Moss, a modelo ganhava cerca de 4 milhões de euros por ano. Um dia depois, a casa de moda Chanel anunciou que também não renovaria o contrato com Moss, que expiraria em outubro, porém alegou que a decisão não foi influenciada pelo escândalo das drogas. Burberry também decidiu expirar a campanha de Moss com eles.
Moss continuou a aparecer em campanhas durante esse período para a Dior. Na edição de novembro de 2005 da revista W, Moss apareceu na capa e muitas outras páginas dentro da revista. Também foi defendida por amigos e ‘admiradores’, incluindo as modelos Naomi Campbell e Helena Christensen, a atriz francesa Catherine Deneuve, seu ex-namorado Johnny Depp e o designer Alexander McQueen. A defesa de McQueen foi especialmente notável e durante um show de moda, ele usou uma camiseta, na qual estava escrito “Nós amamos você, Kate”. A artista Stella Vine também amparou Moss. O cantor de pop Robbie Williams disse sobre a relação entre Moss e Doherty, “Eu entendo porque Kate acha difícil deixar Pete; ele é muito carismático”.
Em uma revelação inédita, Nicole Richie, alegou ter usado heroína com Melissa Joan Hart, Lindsay Lohan, Paris e sua irmã Nicky Hilton, Amanda Bynes, Kate Moss, Nick Carter e possivelmente Britney Spears (apesar de não ter citado diretamente seu nome, ela disse que Britney e Melissa eram muito próximas nessa época) ainda em sua juventude. A revelação foi feita como parte do livro "Império – Uma viagem sem volta ao inferno das drogas", uma biografia escrita por Brandon Hurst (que também escreveu uma biografia de Lady Gaga em 2010), lançado em 2018.

Kate Moss manteve relacionamentos que receberam ampla atenção da mídia, especialmente durante os anos 90 e 2000. Um dos mais conhecidos foi com o ator Johnny Depp, com quem namorou entre 1994–1998. Em 2002, Moss tornou-se mãe de Lila Moss, fruto de seu relacionamento com o editor Jefferson Hack.
Anos depois, em julho de 2011, ela se casou com o músico britânico Jamie Hince, integrante da banda The Kills, em uma cerimônia realizada em Gloucestershire, na Inglaterra. Moss usou um vestido de casamento desenhado por John Galliano. O vestido tinha inspiração nos anos 1930 e era decorado com bordados dourados e lantejoulas. O casamento terminou em divórcio, formalizado em 2016.
Moss apareceu em vários clipes musicais como “Kowalski”, de Primal Scream, “I Just Don’t Know What to do with Myself”, de The White Stripes, e “Delia’s Gone” de Johnny Cash. Também trabalhou com vários artistas e escultores, incluindo o artista e fotógrafo Chuck Close.
Em março de 2003, Moss deu uma longa entrevista para Penny Martin no site Showstudio, o que não foi uma decisão usual, já que Moss raramente dá entrevistas ou fala em público. Ela respondeu ao tópico que dizia que a mídia a considerava ‘fora dos padrões’ de imagem do corpo:
É apenas o tempo. Eles estavam acostumados com garotas com corpo curvilíneo como Cindy Crawford e se chocaram ao ver o que eles chamaram de ‘waif’ {garotas magras demais}. O que se pode dizer? Quantas vezes você pode dizer ‘Eu não sou anoréxica’?
Em fevereiro de 2005, um retrato de Moss nua quando estava grávida feito por Lucian Freud foi vendido por 3,93 milhões de euros. Moss planejou e posou para a sua versão do retrato The Madonna.
Ao longo de sua carreira, Moss também participou de atividades beneficentes e apoiou diversas instituições e campanhas sociais. Ela já colaborou com organizações como a War Child, que ajuda crianças afetadas por conflitos, e o Small Steps Project, que arrecada fundos para apoiar crianças que trabalham em grandes aterros sanitários.
Kate também apoiou causas ligadas à pesquisa e conscientização sobre câncer, incluindo iniciativas associadas ao câncer de mama, e participou de ações ligadas à prevenção do abuso infantil por meio de doações para leilões beneficentes de obras e fotografias. Além disso, ela tem se associado a campanhas que apoiam a Elton John AIDS Foundation, uma grande organização internacional focada no combate ao HIV/AIDS e redução do estigma relacionado à doença. Ao longo dos anos, Moss contribuiu com diversas outras instituições e eventos de arrecadação de fundos para causas sociais e humanitárias.
Kate Moss encontrou o então presidente sul-africano Nelson Mandela no final da década de 90 durante eventos ligados à indústria da moda e a iniciativas beneficentes associadas ao Nelson Mandela Children's Fund. Em 1998, Moss esteve na África do Sul e participou de atividades e encontros sociais com Mandela em sua residência em Cape Town, juntamente com outras supermodelos, incluindo Naomi Campbell.
Em 2012, a Rizzoli Publications lançou "Kate: The Kate Moss Book", escrito por Moss em colaboração com o diretor criativo Jefferson Hack, Fabien Baron e Jess Hallett. O livro é uma retrospectiva pessoal de sua carreira, traçando sua evolução de "nova garota com potencial" para uma das modelos mais icônicas de todos os tempos.
Kate: The Kate Moss Book inclui fotografias de Arthur Elgort, Corinne Day, Craig McDean, David Sims, Hedi Slimane, Inez Vinoodh, Juergen Teller, Mario Sorrenti, Mario Testino, Mert & Marcus, Nick Knight, Patrick Demarchelier, Peter Lindbergh, Roxanne Lowit, Steven Klein, Terry Richardson e outros.
| Ano | Prêmio | Categoria | Resultado |
|---|---|---|---|
| 1996 | VH1 Fashion and Music Awards | Modelo do Ano | Venceu |
| 2006 | British Fashion Awards | Modelo do Ano | Venceu |
| 2009 | British Fashion Awards | Modelo do Ano | Venceu |
| 2013 | British Fashion Awards | Prêmio de Reconhecimento Especial | Venceu |
| 2013 | British Fashion Awards | Modelo do Ano | Indicado |
| 2014 | GQ Awards | Ícone de Estilo | Venceu |

| Ano | Título | Papel | Notas |
|---|---|---|---|
| 1999 | Blackadder: Back & Forth | Ela mesma | Curta-metragem comemorativo |
| 2001 | Zoolander | Ela mesma | Participação especial |
| 2016 | Absolutely Fabulous: The Movie | Ela mesma | Participação especial |
| Ano | Título | Papel | Notas |
|---|---|---|---|
| 2007 | Project Runway | Jurada convidada | Episódio especial |
| 2012 | Absolutely Fabulous | Ela mesma | Participação especial |
| Ano | Título | Notas |
|---|---|---|
| 1995 | Catwalk | Ela mesma |
| 2016 | Absolutely Fashion: Inside British Vogue | Participação |
| 2018 | McQueen | Arquivos e entrevistas |