| Law School Admission Test | |
|---|---|
Logotipo do LSAT | |
| Sigla | LSAT |
| Tipo | Exame padronizado |
| Organização responsável | Law School Admission Council (LSAC) |
| Habilidades avaliadas | Compreensão de leitura, raciocínio lógico e redação sem pontuação |
| Finalidade | Admissão a cursos de Juris Doctor nos Estados Unidos, no Canadá e em outros países |
| Primeira aplicação | 1948 |
| Duração | 4 seções de 35 minutos, totalizando 2 horas e 20 minutos, sem contar o intervalo; redação separada de 50 minutos |
| Escala de pontuação | 120 a 180 pontos, com incrementos de 1 ponto |
| Validade do histórico | Notas dos exames realizados nos cinco anos anteriores à candidatura, conforme as regras do LSAC |
| Frequência | Nove aplicações anuais em 2023; calendário variável |
| Limite de tentativas | Até cinco em cinco anos e sete ao longo da vida, com possibilidade de exceções |
| Abrangência | Mundial |
| Idioma | Inglês |
| Exames realizados | 129.165 em 2017–2018 |
| Taxas de inscrição | LSAT: US$ 253; Credential Assembly Service (CAS): US$ 219, no ciclo de 2026–2027 |
| Utilização | Faculdades de direito dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e outros países |
| Página oficial | lsac.org/lsat |
| País | Candidatos |
|---|---|
| Canadá | 1.306 |
| China | 458 |
| Coreia do Sul | 408 |
| Índia | 151 |
| México | 147 |
| Nigéria | 125 |
| Reino Unido | 96 |
| Colômbia | 83 |
| Jamaica | 81 |
| Rússia | 70 |
| Paquistão | 70 |
| Brasil | 64 |
O Law School Admission Test (LSAT) é um exame padronizado aplicado pelo Law School Admission Council (LSAC) a candidatos a faculdades de direito. A prova avalia a compreensão de leitura e o raciocínio lógico. É utilizada nos processos de admissão de faculdades de direito dos Estados Unidos, dos programas de common law do Canadá e de outros países.
Criado em 1948, o exame surgiu para oferecer às instituições de ensino jurídico uma forma padronizada de avaliar candidatos, além do desempenho acadêmico obtido durante a graduação. A escala de pontuação atual foi introduzida em 1991. A prova tem quatro seções de múltipla escolha, três das quais são pontuadas, além de uma seção experimental sem pontuação. Há também uma redação realizada separadamente, cuja avaliação não é convertida em pontos. Desde agosto de 2024, as seções pontuadas consistem em duas de raciocínio lógico e uma de compreensão de leitura.
A pontuação bruta, calculada a partir das respostas corretas, é convertida para uma escala de 120 a 180 pontos, cuja mediana costuma ficar próxima de 150. As faculdades recebem o histórico de notas dos candidatos referente aos cinco anos anteriores e, em geral, dão maior peso à pontuação mais alta.
Até julho de 2019, o LSAT era aplicado presencialmente em papel. Naquele ano, passou a ser realizado em formato digital, em tablets, ainda em centros de aplicação. Durante a pandemia de COVID-19, em 2020, a prova passou a ser oferecida remotamente, no computador do candidato. A partir de 2023, os participantes puderam escolher entre realizá-la em casa ou em um centro autorizado. Em fevereiro de 2026, após denúncias de fraudes nos exames remotos, o LSAC anunciou que, a partir de agosto daquele ano, quase todos os candidatos voltariam a fazer a prova presencialmente, com exceções restritas ligadas a necessidades de acessibilidade ou dificuldades de deslocamento.
O LSAT procura auxiliar na previsão do desempenho acadêmico dos estudantes nos cursos de direito. Em um estudo sobre a capacidade do exame de prever as notas obtidas na Universidade da Pensilvânia, Balin, Fine e Guinier concluíram que os resultados do LSAT explicavam cerca de 14% da variação das notas no primeiro ano e 15% no segundo.
Em 1945, Frank Bowles, diretor de admissões da Faculdade de Direito da Universidade Columbia, propôs a criação de uma prova de ingresso que substituísse o exame utilizado pela própria instituição. A intenção era desenvolver um teste cujos resultados se correlacionassem com as notas do primeiro ano do curso de direito, e não com as taxas de aprovação no exame de habilitação profissional. Representantes das faculdades de direito das universidades Columbia, Harvard e Yale participaram da elaboração da primeira versão do LSAT.
Em correspondência interna, a Universidade de Nova Iorque manifestou dúvidas quanto à utilidade de um teste de aptidão como critério de seleção de estudantes de direito, mas aceitou experimentar a proposta, assim como outras instituições. O projeto foi discutido em uma reunião realizada em 10 de novembro de 1947, que reuniu representantes de faculdades de direito além das três participantes iniciais.
Uma das questões levantadas dizia respeito à avaliação de candidatos com formação predominantemente técnica, cujo contato com história e literatura poderia ser menor. Não se chegou, porém, a um método específico para tratar desse problema. A primeira aplicação do LSAT ocorreu em 1948.
De 1948 a 1981, as notas eram apresentadas em uma escala de 200 a 800 pontos. Entre 1981 e 1991, utilizou-se uma escala de 48 pontos. Em 1991, a pontuação passou a variar de 120 a 180, sistema que permaneceu em vigor.
Com a pandemia de COVID-19, o LSAC criou o LSAT-Flex, uma versão on-line supervisionada remotamente que teve sua primeira aplicação em maio de 2020. Até então, o exame completo continha uma seção de problemas de lógica, uma de compreensão de leitura e duas de raciocínio lógico, além de uma seção experimental. O LSAT-Flex reduziu a prova a três seções: uma de problemas de lógica, uma de compreensão de leitura e uma de raciocínio lógico.
Apesar de ter uma seção a menos, o LSAT-Flex manteve a escala de 120 a 180 pontos. Depois de junho de 2021, a denominação LSAT-Flex foi abandonada e o exame voltou a ser chamado apenas de LSAT, embora esse formato tenha permanecido em uso até o encerramento do ciclo de aplicação, em junho de 2022.
A partir da aplicação de agosto de 2022, voltou a existir uma seção experimental. O exame passou, assim, a reunir três seções pontuadas, uma de problemas de lógica, uma de compreensão de leitura e uma de raciocínio lógico, mais uma seção experimental. A redação também passou a ser feita on-line.
Antes de agosto de 2024, o LSAT tinha uma seção de raciocínio analítico, conhecida informalmente como logic games ("jogos de lógica"). Ela foi retirada após um acordo judicial firmado em 2019 entre o LSAC e candidatos cegos, que alegavam discriminação contrária à lei estadunidense de proteção dos direitos das pessoas com deficiência, a 'Americans with Disabilities Act'. O argumento era que a seção os prejudicava por exigir com frequência o desenho de diagramas para solucionar as questões.
Pelo acordo, o LSAC comprometeu-se a rever e reformular a seção no prazo de quatro anos. Em outubro de 2023, anunciou que os problemas de lógica seriam substituídos por uma segunda seção de raciocínio lógico a partir de agosto de 2024.
O LSAC costumava aplicar o LSAT quatro vezes por ano, em junho, setembro ou outubro, dezembro e fevereiro. Em junho de 2017, anunciou a ampliação da oferta para seis aplicações anuais, nos meses de janeiro, março, junho, julho, setembro e novembro. O número e as datas das aplicações passaram a variar conforme o calendário divulgado pelo conselho.
No ciclo de 2011–2012, de junho de 2011 a fevereiro de 2012, foram realizados 129.925 exames, uma queda de mais de 16% em relação aos 155.050 do ciclo anterior. Foi a maior redução percentual registrada em mais de dez anos. Em comparação com 2009–2010, a quantidade de provas aplicadas diminuiu mais de 25% em dois anos. A aplicação de outubro de 2012 teve um número de participantes 16,4% menor que o de outubro de 2011.
A queda prosseguiu nos dois ciclos seguintes, embora em ritmo menor: 13,4% em 2012–2013 e 6,2% em 2013–2014. A aplicação de fevereiro de 2014 registrou um crescimento de 1,1% no número de candidatos, o primeiro aumento desde junho de 2010.
Em dezembro de 2018, o LSAC anunciou que utilizaria exclusivamente o tablet Surface Go, da Microsoft, para aplicar a prova a partir da transição para o formato digital em 2019. Posteriormente, a pandemia de COVID-19 levou à adoção temporária das provas remotas em computadores pessoais.
A redação tornou-se uma atividade separada do exame de múltipla escolha a partir da aplicação de 3 de junho de 2019. Pelas regras estabelecidas naquela época, o candidato podia realizá-la desde dez dias antes da data da prova até um ano depois. Bastava apresentar uma redação a cada cinco anos, mesmo que o participante repetisse a prova nesse intervalo. As regras e o formato da redação foram modificados nos anos seguintes.
O LSAT é composto por quatro seções de múltipla escolha, cada uma com 35 minutos, sendo uma delas experimental e sem pontuação. Há, ainda, uma redação não pontuada, feita em separado. As versões do exame contêm, em geral, de 75 a 76 questões pontuadas. Em uma mesma aplicação, podem ser usadas versões diferentes, com as seções de múltipla escolha em ordens distintas, para dificultar fraudes e impedir que os participantes descubram qual seção é experimental.
Desde agosto de 2024, o LSAT contém duas seções de raciocínio lógico, chamadas de logical reasoning (LR), que avaliam a capacidade de examinar e interpretar argumentos. Cada uma reúne de 24 a 26 questões. As questões começam com um argumento breve ou um conjunto de fatos.
Em seguida, o participante deve, por exemplo, reconhecer uma premissa implícita, escolher uma conclusão alternativa, encontrar erros ou omissões na argumentação, identificar outro argumento com estrutura lógica semelhante ou selecionar uma afirmação que enfraqueça ou fortaleça a conclusão apresentada.
A segunda seção de raciocínio lógico substituiu os antigos problemas de lógica em agosto de 2024. A mudança foi anunciada em outubro de 2023, como parte do cumprimento do acordo judicial firmado em 2019 com candidatos cegos.
A seção de compreensão de leitura, chamada de reading comprehension (RC), apresenta quatro textos de 400 a 500 palavras, seguidos por cinco a oito questões relativas a cada texto. A seção completa contém, em geral, de 26 a 28 questões. Embora não haja regras rígidas sobre os temas, os textos costumam tratar de direito, arte e humanidades, ciências naturais ou ciências sociais.
As perguntas pedem ao participante que reconheça a ideia central do autor, localize informações específicas, faça inferências ou examine a organização do texto.
Em junho de 2007, um dos quatro textos foi substituído por uma atividade de leitura comparativa. Nela, são apresentados dois textos mais curtos que abordam um mesmo assunto de perspectivas diferentes. Esse tipo de questão tem semelhanças com exercícios de leitura crítica do SAT e com a seção de ciências do ACT.
A prova contém uma seção experimental, denominada seção variável, destinada a testar perguntas que poderão ser utilizadas em futuras aplicações do LSAT. O desempenho nela não entra na nota final. Os candidatos não são informados sobre qual das seções é experimental, pois essa informação poderia alterar a maneira como responderiam e comprometer os resultados do teste de questões.
No passado, essa seção aparecia entre as três primeiras da prova. Desde a aplicação de outubro de 2011, ela também pode surgir depois dessas três seções. O LSAC não estabelece publicamente uma posição fixa para a seção experimental nas aplicações anteriores ou futuras.
A redação do LSAT não recebe uma nota numérica, mas o texto é encaminhado às faculdades de direito juntamente com o resultado do exame. A modalidade denominada LSAT Argumentative Writing, utilizada desde 2024, apresenta uma questão passível de debate, acompanhada de três ou quatro perspectivas sobre o assunto. O candidato escreve um texto argumentativo defendendo uma posição e examinando as ideias das demais perspectivas. O tempo padrão é de 50 minutos, dos quais 15 são reservados à análise prévia e 35 à redação propriamente dita. Essa parte continua sendo aplicada remotamente, mesmo após o retorno das questões de múltipla escolha aos centros presenciais.
No modelo anterior, o enunciado apresentava uma situação em que era necessário tomar uma decisão entre duas alternativas, acompanhada de dois critérios para a escolha. O candidato escrevia uma redação em defesa de uma das opções, explicando por que a considerava preferível à outra. Em geral, a questão tratava de assuntos cotidianos, sobre os quais o participante não teria uma preferência previamente definida. Não havia resposta "certa" ou "errada", mas era necessário sustentar a posição escolhida e apresentar argumentos contrários à outra alternativa.
O LSAC não atribuía pontos à redação. Algumas equipes de admissão consideravam a utilidade dessa amostra limitada, sobretudo porque as faculdades já exigiam dos candidatos uma declaração pessoal, chamada personal statement. Por isso, em certos processos seletivos, a redação era pouco considerada.
Em um levantamento feito pelo LSAC em 2006 com 157 faculdades, 6,8% afirmaram que "nunca" utilizavam a redação ao avaliar as candidaturas. Outras 9,9% disseram utilizá-la "sempre", 25,3% "frequentemente", 32,7% "ocasionalmente" e 25,3% "raramente".
O LSAC recomenda que os candidatos se preparem com antecedência para o LSAT, em razão do peso que a prova pode ter no processo de admissão e da relação entre a preparação e o desempenho obtido. A estrutura do exame e os tipos de questões apresentam relativa estabilidade entre as diferentes aplicações, permitindo que os candidatos pratiquem formatos recorrentes.
Uma recomendação do LSAC é resolver provas oficiais de edições anteriores, chamadas PrepTests, para conhecer os tipos de questões cobrados. O conselho também disponibiliza simulados gratuitos em seu site. A organização recomenda que os exercícios sejam feitos sob condições semelhantes às de uma prova real, respeitando o tempo disponível, para que os participantes reconheçam os assuntos em que precisam melhorar.
Para fins de preparação, as provas aplicadas a partir de junho de 1991 passaram a ser classificadas como modernas, devido às mudanças introduzidas no exame naquele ano. Cada prova divulgada recebeu a designação PrepTest.
O conjunto tradicional de materiais de preparação reuniu mais de 90 provas oficiais. A mais antiga era a de junho de 1991, identificada como PrepTest 1, e uma das últimas dessa numeração antiga era a de julho de 2020, denominada PrepTest 94+. Algumas edições, entre elas as de números 1 a 6, 8, 17, 39 e 40, deixaram de ser publicadas pelo próprio LSAC, apesar de anteriormente terem sido vendidas. Parte delas continuou disponível por meio de empresas que obtiveram licenças para utilizá-las exclusivamente em seus cursos.
Durante alguns anos, empresas preparatórias comercializaram versões digitais dos PrepTests em arquivos PDF. Em 2016, uma revisão das condições de licenciamento do LSAC praticamente encerrou a venda dessas cópias digitais diretamente ao público.
Alguns candidatos frequentam cursos preparatórios. Outros estudam com livros especializados, provas antigas e recursos disponíveis na internet, como blogs, fóruns de discussão e aplicativos de celular.
O LSAT é um exame padronizado no qual o LSAC converte o número de acertos para uma escala definida previamente, de modo a compensar diferenças de dificuldade entre versões da prova. As notas padronizadas variam de 120 a 180 pontos.
A conversão do número de respostas corretas, a chamada pontuação bruta, para a nota na escala do LSAT é definida antes da aplicação, por um processo estatístico de equiparação. A escala não é calculada a partir do percentil alcançado pelo candidato em uma edição específica. Por esse motivo, a distribuição de percentis pode variar entre aplicações.
As notas se concentram perto da mediana e são menos frequentes nas extremidades, em uma distribuição semelhante à curva de sino. Por exemplo, a diferença entre 175 e 180 pontos pode corresponder a três a cinco questões, enquanto uma diferença de cinco pontos entre 155 e 160 pode exigir nove ou mais acertos. Isso ocorre porque a escala do LSAT é ordinal. Embora o percentil correspondente a uma nota específica varie ligeiramente de uma prova para outra, as diferenças costumam ser pequenas.
Tradicionalmente, o 50.º percentil corresponde a cerca de 151 pontos; o 90.º percentil, a aproximadamente 165; e o 99.º percentil, a cerca de 173. Uma pontuação igual ou superior a 178 costuma situar o candidato no percentil 99,9.
Os participantes podem solicitar o cancelamento da nota nos seis dias corridos seguintes à prova, antes de conhecer o resultado. Nessa situação, o LSAC informa às faculdades de direito que o candidato se inscreveu e realizou o exame, mas não divulga a pontuação.
Os resultados costumavam ser divulgados pela internet entre três e quatro semanas depois da aplicação. Existe um procedimento formal para contestar irregularidades, utilizado em reclamações sobre fiscais de prova, condutas de outros candidatos e, ocasionalmente, sobre questões do exame. Em casos raros, perguntas específicas foram excluídas do cálculo final das notas.
O economista Michael Nieswiadomy, da Universidade do Norte do Texas, realizou estudos sobre as notas do LSAT em 1998, 2006, 2010, 2014, 2017 e 2024. Em seu trabalho de 2024, reuniu 154 áreas de formação universitária de candidatos, conforme a classificação do LSAC, em 30 grupos e calculou suas médias. O artigo mais recente dessa série, LSAT® Scores of Economics Majors: The 2022–23 Class Update and 7-Year History, foi publicado em 2024 no periódico The Journal of Economic Education.
| Posição | Área de formação | Média |
|---|---|---|
| 1 | Matemática e física | 164,3 |
| 2 | Economia | 161,7 |
| 3 | Engenharia | 160,6 |
| 4 | Ciência da computação | 160,4 |
| 5 | Administração pública e serviços governamentais | 160,0 |
| 6 | Relações internacionais | 159,8 |
| 7 | Química | 159,6 |
| 8 | Filosofia, religião e teologia | 159,4 |
| 9 | História | 159,0 |
| 10 | Línguas estrangeiras | 158,5 |
| 11 | Artes | 158,2 |
| 12 | Biologia e ciências naturais | 158,1 |
| 13 | Inglês | 158,0 |
| 14 | Ciências sociais | 157,9 |
| 15 | Estudos interdisciplinares | 157,3 |
| 16 | Finanças | 157,2 |
| 17 | Antropologia e geografia | 157,1 |
| 18 | Contabilidade | 156,3 |
| 19 | artes liberais | 155,9 |
| 20 | Ciência política e formação pré-jurídica | 155,6 |
| 21 | Psicologia | 155,1 |
| 22 | Comunicação e jornalismo | 154,8 |
| 23 | Sociologia e serviço social | 153,9 |
| 24 | Gestão de empresas | 153,9 |
| 25 | Marketing | 153,9 |
| 26 | Profissões da saúde | 153,8 |
| 27 | Administração de empresas | 153,6 |
| 28 | Educação | 153,1 |
| 29 | Criminologia | 152,6 |
| 30 | justiça criminal e aplicação da lei | 148,8 |
O resultado do LSAT é um dos critérios utilizados na admissão às faculdades de direito, juntamente com a média de notas obtidas na graduação, conhecida pela sigla inglesa GPA (grade point average). Como muitas dessas instituições têm processos seletivos concorridos, o exame oferece uma maneira de comparar candidatos.
O LSAC sustenta que o LSAT, assim como o SAT e o ACT no ingresso à graduação, oferece uma medida padronizada de habilidades relacionadas ao desempenho acadêmico. A média universitária pode variar conforme as disciplinas escolhidas e a inflação de notas, que pode ser frequente em uma instituição e quase inexistente em outra.
Algumas faculdades de direito, entre elas as das universidades Georgetown e Michigan, criaram programas que dispensavam o LSAT para determinados estudantes que mantivessem média equivalente a pelo menos 3,8 em uma escala de 4,0 durante a graduação.
Pesquisas do próprio LSAC apontaram coeficientes medianos de correlação de 0,41 em 2001 e 0,40 em 2002 entre a nota do LSAT e o desempenho no primeiro ano do curso de direito. Essa correlação varia conforme a instituição. O conselho afirma que as pontuações do exame costumam se correlacionar mais fortemente com o desempenho no primeiro ano do que as médias obtidas na graduação. Para o LSAC, o exame também permite comparar estudantes de faculdades e currículos diferentes.
A American Bar Association (ABA), entretanto, passou a autorizar exceções à exigência do LSAT em determinadas situações. Alguns críticos consideram que o peso atribuído à prova pode dificultar a ampliação da diversidade entre os estudantes. Outros interpretam a flexibilização como uma tentativa de reverter a queda no número de matrículas nas faculdades de direito.
Muitas comissões de admissão utilizam um índice que combina, com pesos diferentes, a nota do LSAT e a média da graduação. Dependendo da ponderação adotada, o indicador conjunto pode se correlacionar menos com o desempenho no primeiro ano do que a nota do LSAT ou a média acadêmica consideradas isoladamente. Cada faculdade costuma definir sua própria fórmula.
Em fevereiro de 2016, a James E. Rogers College of Law, da Universidade do Arizona, tornou-se a primeira faculdade de direito a aceitar, de todos os candidatos, tanto o Graduate Record Examination (GRE) quanto o LSAT. A decisão veio após um estudo que considerou o GRE um indicador válido e confiável das notas dos estudantes no primeiro período do curso.
Na primavera de 2017, a faculdade de direito da Universidade Harvard anunciou que passaria a aceitar o GRE, além do LSAT, no processo de admissão ao seu curso de três anos para obtenção do Juris Doctor.
Em 2022, mais de 100 das 198 faculdades de direito credenciadas pela ABA já aceitavam o GRE em lugar do LSAT.
Em setembro de 2019, o LSAC passou a permitir até três tentativas do LSAT por ano de aplicação, período compreendido entre 1.º de junho e 31 de maio, até cinco tentativas no ano em curso e nos cinco anteriores, e até sete ao longo da vida. Os exames realizados antes de setembro de 2019 não entravam no cálculo desses limites.
Também foi criado um procedimento para autorizar exceções em circunstâncias especiais. Pelas regras de 2019, quem tivesse alcançado a pontuação máxima de 180 nos cinco anos anteriores não poderia repetir a prova. Ao contrário das outras restrições daquele período, essa regra era retroativa: uma nota de 180 obtida antes de setembro de 2019, mas dentro do prazo de cinco anos, impedia uma nova tentativa. O regulamento passou por alterações posteriores, e os limites devem ser consultados diretamente no LSAC.
Entre 2017 e julho de 2019, os candidatos podiam fazer a prova quantas vezes ela fosse oferecida. Antes de 2017, o limite era de três tentativas em dois anos.
Nos processos de admissão, as faculdades recebem todas as notas dos cinco anos anteriores e uma média separada das pontuações disponíveis no histórico. Diante de candidatos que realizaram a prova mais de uma vez, instituições que utilizam exames padronizados costumam considerar um de três indicadores: a pontuação mais recente, a mais alta ou a média.
As regras da American Bar Association para a divulgação das notas dos alunos matriculados também mudaram. Em junho de 2006, a associação deixou de exigir que as faculdades informassem a média dos resultados dos estudantes que haviam feito a prova mais de uma vez. Em seu lugar, passou a exigir a divulgação apenas da nota mais alta.
Como consequência, muitas faculdades passaram a considerar principalmente a maior nota do candidato, já que essa pontuação é um dos elementos utilizados em classificações de cursos de direito, como as publicadas pela revista U.S. News & World Report. Muitos estudantes levam essas classificações em conta na escolha da instituição em que pretendem estudar.
Pontuações elevadas no LSAT podem ser aceitas como comprovação de desempenho para ingresso em sociedades de alto quociente de inteligência (QI), como a Mensa, a Intertel, a Triple Nine Society e a International Society for Philosophical Enquiry. Os limites mínimos dependem do grau de seletividade de cada entidade e da época em que a prova foi realizada.
Para provas realizadas a partir de 1982, a Mensa passou a aceitar resultados do LSAT situados no 95.º percentil ou acima dele. A Intertel estabeleceu a pontuação mínima de 172 para exames realizados desde 1994, enquanto a Triple Nine Society passou a exigir pelo menos 173 pontos para provas feitas a partir de 1991.
A partir de outubro de 1973, os candidatos ao LSAT passaram a ser obrigados a fornecer suas impressões digitais, após a descoberta de casos em que pessoas haviam contratado terceiros para realizar a prova em seu lugar.
A exigência gerou controvérsia em relação à privacidade. Embora o LSAC não armazenasse representações digitais das impressões coletadas, havia preocupação de que os dados pudessem ser acessados pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Após uma solicitação do órgão canadense de proteção da privacidade, o LSAC dispensou os candidatos que realizavam a prova no Canadá da coleta de impressões digitais a partir de setembro de 2007 e passou a exigir uma fotografia.
Na aplicação de junho de 2011, a política foi ampliada aos Estados Unidos e ao Caribe. Com isso, o LSAC deixou de exigir impressões digitais de todos os candidatos, passando a solicitar uma fotografia para identificação.
O LSAC começou a oferecer, em maio de 2009, uma versão do exame destinada às faculdades de direito da Índia, denominada LSAT–India. A primeira prova foi aplicada em 14 cidades indianas e tinha seus resultados aceitos somente pela Jindal Global Law School. Sua administração era realizada em parceria com a Pearson VUE.
Em maio de 2017, o LSAT–India já era aceito por aproximadamente 80 faculdades de direito e aplicado em 20 cidades, expansão em relação à aplicação inaugural de 2009.
No filme Legalmente Loira, de 2001, a protagonista Elle Woods prepara-se para o LSAT e obtém 179 pontos. Com esse resultado, consegue ingressar na faculdade de direito da Universidade Harvard, onde conclui o curso com boas notas. A popularidade do filme fez com que a personagem passasse a ser lembrada em histórias sobre estudantes com pontuações elevadas no exame.