
"Lauda Sion" (em português, "Louva, Sião") é uma sequência prescrita para a Missa Católica Romana para a festa de Corpus Christi. Foi escrito por São Tomás de Aquino por volta de 1264, a pedido do Papa Urbano IV para a nova Missa desta festa, juntamente com o Pange lingua, o Sacris soleniis e o Verbum supernum prodiens, que são usados na Liturgia das Horas.
A melodia gregoriana do Lauda Sion foi adaptada da sequência do século XI Laetabundi iubilemus, que é atribuída a Adão de São Victor.
O cântico fala da instituição da Eucaristia e expressa claramente a crença da Igreja Católica Romana na transubstanciação e na presença real, ou seja, que o pão e o vinho se tornam de forma verdadeira, permanente, e irreversível o Corpo e o Sangue de Cristo quando consagrados por um sacerdote validamente ordenado durante a Missa. Testemunho de ter sido composto propositadamente para ser usada na Santa Missa, é a sua sexta estrofe: "Dies enim spellis agitur / In qua mensæ prima recolitur / Hujus institutio."
Das muitas sequências em uso na Idade Média, o Lauda Sion é uma de apenas quatro que se mantiveram no Missal Romano publicado em 1570 após o Concílio de Trento (1545-1563): as outras são o Victimae paschali laudes (usada na Páscoa), o Veni Sancte Spiritus (usada no Pentecostes) e o Dies irae (usada nas missas de requiem). Uma quinta sequência, Stabat Mater, viria a ser acrescentada mais tarde, em 1727. Antes do Concílio de Trento, muitas festas tinham sequências próprias. As versões existentes foram unificadas no Missal Romano promulgado em 1570. O Lauda Sion ainda hoje é cantado como um hino eucarístico solene, embora o seu uso como sequência para o dia de Corpus Christi seja opcional na Forma Ordinária do Rito Romano. Antes da reforma de 1970, era cantado no Corpus Christi como uma sequência, entre o gradual Oculi omnium e o Evangelho desse dia, antes do Aleluia, ou como intróito no início da Missa.
Tal como acontece com os outros três hinos eucarísticos compostos por Tomás de Aquino, as últimas estrofes do Lauda Sion são frequentemente cantadas por si só; neste caso, tomam a designação de Ecce panis Angelorum.
| Texto em latim | Versão portuguesa |
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