Louis Barthou

Louis Barthou
Primeiro-ministro da França
Período22 de Março de 1913 até 9 de Dezembro de 1913
Antecessor(a)Aristide Briand
Sucessor(a)Gaston Doumergue
Dados pessoais
Nascimento25 de Agosto de 1862
Morte9 de Outubro de 1934
AssinaturaAssinatura de Louis Barthou

Jean Louis Barthou GCTE • GCSE (Oloron-Sainte-Marie, 25 de agosto de 1862 — Marselha, 9 de outubro de 1934) foi um político francês. Ocupou o cargo de primeiro-ministro da França, entre 22 de março de 1913 e 9 de dezembro de 1913.

Vida

Ocupou uma enorme variedade de cargos ministeriais: ministro da Instrução Pública, ministro da Justiça, Ministro dos Negócios Estrangeiros, ministro das Obras Públicas, ministro de Estado, ministro do Interior e ministro da Guerra por variadas ocasiões entre 1894 e a data em que foi assassinado.

Ocupou a Cadeira 28 da Academia Francesa a partir de 1918.

A 29 de maio de 1924 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada de Portugal e a 5 de outubro de 1934 com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito de Portugal.

Louis Barthou foi o principal responsável por um Pacto Franco-Soviético de Assistência Mútua, que acabou por ser assinado pelo seu sucessor Pierre Laval. Ocupava o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros quando foi assassinado em Marselha em 1934 no atentado que vitimou o Rei Alexandre I da Jugoslávia cometido por Vlado Chernozemski.

Crise de 1934

Após os distúrbios de 6 de fevereiro de 1934, o ex-presidente da República Gaston Doumergue foi chamado por Albert Lebrun para formar um governo de unidade nacional em uma tentativa de estabilizar a política interna. Para isso, o novo chefe de governo está cercado de dois pesos-pesados políticos, próximos ao atual chefe de Estado: Albert Sarraut no Interior e Louis Barthou nas Relações Exteriores, seu cargo favorito.

Louis Barthou tentou lutar contra as maquinações de Hitler, atraindo a Grã-Bretanha, a Itália e a União Soviética para uma frente antialemã. Ele defendeu o isolamento da Alemanha, estabelecendo uma série de alianças contra ela com os estados da Europa Central aliados à França (Polônia e a Pequena Entente). Seu plano para um Pacto Oriental, no entanto, terminou em fracasso.

Ministério

Ver Gabinete Barthou

Ministério de Barthou, 22 de março de 1913 - 9 de dezembro de 1913

Obras literárias e históricas

Paralelamente à sua atividade política, Louis Barthou publicou livros sobre literatura e história. Foi eleito membro da Académie française em 2 de maio de 1918. Ele fez dois elogios: o de Joseph Bédier em 1921 e o de Albert Besnard em 1924. Em 1921, fundou a revista Byblis: miroir des arts du livre et de l'estampe, que confiou a Pierre Gusman e que publicou dez volumes até 1931.

As principais publicações de Louis Barthou são:

Ver também

Referências

  1. 1 2 3 4 5 Atkin, Nicholas. "Power and Pleasure. Louis Barthou and the Third French Republic." Journal of European Studies 23.91 (1993): 357-359
  2. 1 2 3 4 5 French, G. "Louis Barthou and the German Question: 1934." Report of the Annual Meeting. Vol. 43. No. 1. 1964
  3. 1 2 3 4 5 Young, Robert J. "A Talent for All Seasons: The Life and Times of Louis Barthou." Queen's Quarterly 98.4 (1991): 846-64
  4. ↑ «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Louis Barthou". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 16 de abril de 2015

Precedido por
Aristide Briand
Primeiro-ministro da França
1913
Sucedido por
Gaston Doumergue

Ligações externas