| Lucent Technologies, Inc. | |
|---|---|
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | NYSE: LU, até 2006 |
| Atividade | Equipamentos de telecomunicações |
| Fundação | 30 de setembro de 1996 |
| Destino | Adquirida pela Alcatel, formando a Alcatel-Lucent |
| Encerramento | 1 de dezembro de 2006 |
| Sede | Murray Hill, Nova Jersey, Estados Unidos |
| Pessoas-chave | Henry Schacht, diretor executivo Richard McGinn, diretor executivo |
| Empregados | 30.500 em 2006 |
| Receita | |
| Antecessora(s) | AT&T Technologies, controladora da Western Electric e do Bell Labs |
| Sucessora(s) | Alcatel-Lucent |
| Website | lucent.com, arquivado em 16 de fevereiro de 2005 |
Lucent Technologies, Inc. foi uma multinacional estadunidense de equipamentos de telecomunicações, com sede em Murray Hill, Nova Jersey. Foi criada em 30 de setembro de 1996, com a cisão da AT&T Technologies, divisão da AT&T Corporation que reunia a Western Electric e o Bell Labs.
A Lucent foi adquirida pela empresa francesa de tecnologia Alcatel em 1 de dezembro de 2006, formando a Alcatel-Lucent.
Lucent significa "portador de luz" em latim. O pedido de registro do nome foi feito em 1996, durante a separação da AT&T.
O nome recebeu muitas críticas dentro e fora da empresa, assim como ocorreria com o logotipo. A comunicação da empresa e os cartões de visita usavam o slogan "Bell Labs Innovations", ou "Inovações do Bell Labs", para manter o prestígio do laboratório de pesquisa de renome internacional em uma empresa cujo nome ainda era desconhecido.
A mesma raiz linguística deu origem a Lúcifer, "o portador de luz", de lux, "luz", e ferre, "portar". Lúcifer também é um personagem do poema épico Inferno, de Dante. Pouco depois da adoção do nome Lucent em 1996, a equipe do projeto Plan 9 lançou, em 1997, o sistema operacional Inferno, desenvolvido a partir de seu trabalho. As referências a Lúcifer e a Dante se estenderam aos nomes dos componentes do Inferno, com trocadilhos como Dis, Limbo, Charon e Styx, o protocolo 9P. Quando os direitos sobre o Inferno foram vendidos em 2000, foi criada a empresa Vita Nuova Holdings para administrá-los. O nome manteve a referência a Dante, dessa vez ao poema La Vita Nuova, em vez da Divina Comédia.
O logotipo da Lucent, chamado Innovation Ring, ou "Anel da Inovação", foi criado pela Landor Associates, consultoria de marcas de São Francisco. Dentro da Lucent, o desenho foi interpretado como uma versão modificada do ensō, símbolo do budismo zen para a "verdade eterna", girado em 90 graus. Outra interpretação o aproximava do ouroboros, a serpente mítica que segura a própria cauda com a boca. O logotipo também recebeu o sentido de recriação e reflexão constantes. Carly Fiorina, cuja mãe era pintora, escolheu o desenho por rejeitar os logotipos geométricos que julgava impessoais e que eram comuns entre as empresas de alta tecnologia.
Depois que a imprensa comparou o logotipo à mancha circular deixada por uma caneca de café no papel, uma tira de Dilbert mostrou Dogbert como um consultor muito bem pago encarregado de criar um novo logotipo. Ele pega a folha sobre a qual estava sua xícara e chama a mancha de "Anel Marrom da Qualidade". Um comentarista de telecomunicações chamou o desenho de "um grande zero vermelho" e previu perdas financeiras.
Uma das razões para a AT&T Corporation separar sua divisão de fabricação de equipamentos era permitir que ela lucrasse com vendas a operadoras de telecomunicações concorrentes. Esses clientes tinham receio de comprar de um concorrente direto. O Bell Labs trouxe prestígio à nova empresa e receitas provenientes de milhares de patentes.
Na cisão, Henry Schacht assumiu a direção da Lucent para conduzir sua passagem de divisão da AT&T a empresa independente. Richard McGinn, presidente e diretor de operações, sucedeu Schacht como diretor executivo em 1997. Schacht permaneceu na presidência do conselho de administração. No fim dos anos 1990, as ações da Lucent tornaram-se "queridinhas" dos investidores. O preço de US$ 7,56 por ação na cisão, ajustado pelos desdobramentos, chegou a US$ 84. O valor de mercado atingiu US$ 258 bilhões, e a empresa tinha 5,3 milhões de acionistas, o maior número entre as companhias naquele momento.
Em 1995, Carly Fiorina dirigia as operações corporativas e respondia ao diretor executivo Henry B. Schacht. Ela participou do planejamento e da execução da oferta pública inicial de 1996 e da estratégia de lançamento da empresa e de suas ações. Sob sua direção, a cisão captou US$ 3 bilhões.
Ainda em 1996, Fiorina foi nomeada presidente do setor de produtos de consumo da Lucent, subordinada ao presidente e diretor de operações Rich McGinn. Em 1997, assumiu a presidência do grupo que atendia operadoras em todo o mundo, um negócio de US$ 19 bilhões, e passou a supervisionar o marketing e as vendas para o maior segmento de clientes da empresa. Naquele ano, presidiu uma empresa conjunta de US$ 2,5 bilhões entre a divisão de comunicações para consumidores da Lucent e a Royal Philips Electronics, chamada Philips Consumer Communications, ou PCC. O empreendimento pretendia colocar as duas empresas entre as três primeiras em tecnologia, distribuição e reconhecimento de marca.
O negócio enfrentou dificuldades e foi desfeito um ano depois, após alcançar apenas 2% do mercado de telefones celulares. O prejuízo chegou a US$ 500 milhões sobre vendas de US$ 2,5 bilhões. Com o fracasso da parceria, a Philips anunciou o fechamento de um quarto de suas 230 fábricas no mundo, e a Lucent encerrou sua fabricação de aparelhos sem fio no empreendimento. Analistas atribuíram o fracasso a problemas de tecnologia e gestão. Com o fim da PCC, 5.000 funcionários retornaram à Philips, muitos dos quais foram demitidos, e 8.400 voltaram à Lucent.
Durante a gestão de Fiorina, a empresa criou 22.000 empregos, e suas receitas pareciam ter passado de US$ 19 bilhões para US$ 38 bilhões. O aumento das vendas, porém, vinha de empréstimos concedidos pela própria Lucent aos clientes. A revista Fortune criticou o procedimento como uma "mágica contábil", em que o dinheiro dos empréstimos entrava na demonstração de resultados como nova receita, enquanto as dívidas de cobrança duvidosa eram registradas no balanço como ativos supostamente seguros. O preço das ações da Lucent multiplicou-se por dez.
Em 1997, a Lucent comprou a Octel Communications Corporation, líder do mercado de correio de voz sediada em Milpitas, por US$ 1,8 bilhão. A aquisição tornou o Business Systems Group lucrativo de imediato. No mesmo ano, comprou a Livingston Enterprises Inc. por US$ 650 milhões em ações. A Livingston havia criado o protocolo RADIUS e o PortMaster, produto muito usado por provedores de internet por linha discada. Em 1999, a Lucent adquiriu a Ascend Communications, fabricante de equipamentos de comunicação de Alameda, na Califórnia, por US$ 20 bilhões. A empresa negociou a compra da Juniper Networks, mas optou pela Nexabit Networks.
No início de 2000, a "bolha particular" da Lucent estourou, enquanto concorrentes como a Nortel Networks e a Alcatel ainda iam bem. A bolha do setor de telecomunicações só entraria em colapso meses depois. A Lucent havia superado as expectativas dos analistas por 14 trimestres consecutivos, o que elevou as projeções para o 15.º, encerrado em 31 de dezembro de 1999. Em 6 de janeiro de 2000, fez o primeiro de sucessivos anúncios de que não havia atingido suas estimativas trimestrais. O diretor executivo Rich McGinn informou que a empresa enfrentara problemas específicos no trimestre, entre eles dificuldades no negócio de redes ópticas, e apresentou receitas estagnadas e forte queda nos lucros. As ações caíram 28%, eliminando US$ 64 bilhões do valor de mercado. A descoberta de procedimentos contábeis e comerciais questionáveis usados para compor resultados trimestrais anteriores abalou a reputação da Lucent. A resistência de McGinn em aceitar a queda após os primeiros sucessos recebeu críticas. Ele havia afirmado que impunha metas "audaciosas" aos gerentes, por acreditar que a pressão por desempenho produziria resultados excepcionais. Henry Schacht defendeu a forma de gestão de McGinn e observou que ele não vendera ações da Lucent enquanto era diretor executivo. Em junho de 2000, a Lucent anunciou a compra da Chromatis, fabricante israelense de equipamentos de redes ópticas, por US$ 4,5 bilhões. Em novembro, informou à Securities and Exchange Commission um erro contábil de US$ 125 milhões no terceiro trimestre de 2000. Em dezembro, anunciou que havia superestimado as receitas do trimestre mais recente em quase US$ 700 milhões. Embora não se tivesse constatado irregularidade de sua parte, McGinn foi obrigado a deixar o cargo de diretor executivo, que Schacht assumiu interinamente. A diretora financeira Deborah Hopkins saiu em maio de 2001, quando a ação valia US$ 9,06, ante US$ 46,82 na época de sua contratação. Em agosto de 2001, a Lucent fechou a Chromatis.
Em abril de 2000, a Lucent vendeu sua divisão de produtos de consumo à VTech. Em outubro, separou a divisão Business Systems, que se tornou a Avaya, Inc. Em junho de 2002, fez o mesmo com a divisão de microeletrônica, que se tornou a Agere Systems. A separação dos negócios de redes corporativas e sem fio, que concentrariam o crescimento do setor a partir de 2003, deixou a Lucent sem capacidade para atender a esse mercado.
Em maio de 2000, o Product Realization Center de Mount Olive, em Nova Jersey, recebeu o prêmio Shingo de excelência em manufatura.
Em maio e dezembro de 2001, Lucent e Alcatel negociaram uma fusão pela qual a Lucent seria adquirida por seu valor de mercado, sem prêmio. A sede da nova empresa ficaria em Murray Hill. As negociações fracassaram quando Schacht exigiu uma divisão igualitária do conselho de administração, com sete cadeiras para cada empresa. O diretor executivo da Alcatel, Serge Tchuruk, queria oito das 14 cadeiras para sua empresa, por ela estar em posição mais forte. O fracasso das negociações derrubou o preço das ações da Lucent, que atingiu o mínimo de US$ 0,55 em outubro de 2002.
Em agosto de 2001, parte dos ativos de fabricação da Lucent em Oklahoma City, no estado de Oklahoma, e Columbus, em Ohio, entrou em um acordo de fornecimento de cinco anos com a Celestica. A empresa passou a ser uma das fornecedoras de serviços de fabricação de eletrônicos da Lucent para sistemas de redes sem fio, acesso e comutação na América do Norte. A Lucent tornou-se uma das três clientes responsáveis, individualmente, por mais de 10% da receita da Celestica em 2001. As outras eram IBM e Sun Microsystems. O acordo rendeu à Lucent US$ 570 milhões em dinheiro e poderia gerar até US$ 10 bilhões para a fabricante contratada. Com a parceria, a Lucent pretendia concentrar-se no desenvolvimento dos sistemas de rede e transferir a fabricação à Celestica.
Em 7 de janeiro de 2002, Patricia Russo foi nomeada presidente do conselho e diretora executiva da Lucent em caráter permanente. Ela havia sido vice-presidente executiva do escritório corporativo da empresa antes de assumir a direção de operações da Eastman Kodak. Russo sucedeu Schacht, que permaneceu no conselho de administração.
O quadro de funcionários caiu de cerca de 165.000, no auge da empresa, para 30.500. A demissão de tantos profissionais experientes enfraqueceu a Lucent e impediu que ela se recuperasse quando o mercado voltou a crescer em 2003. No início daquele ano, o valor de mercado era de US$ 15,6 bilhões, dos quais US$ 6,8 bilhões correspondiam ao valor da Avaya e da Agere Systems, recém-separadas da empresa. Isso equivalia a cerca de US$ 2,13 por ação, muito abaixo dos aproximadamente US$ 84 alcançados na bolha da internet, quando a Lucent valia US$ 258 bilhões.
A Lucent manteve suas atividades em comutação telefônica e em redes ópticas, de dados e sem fio.
Em 2004, a Securities and Exchange Commission aplicou à empresa uma multa de US$ 25 milhões por falta de cooperação na investigação de fraude.
Em 2 de abril de 2006, a Lucent anunciou um acordo de fusão com a Alcatel, cujo porte era 1,5 vez o seu. Serge Tchuruk tornou-se presidente não executivo do conselho, e Russo assumiu a direção executiva da nova Alcatel-Lucent. Os dois foram obrigados a renunciar no fim de 2008. A fusão não produziu os ganhos esperados com a integração das operações, e houve grandes reduções contábeis no valor dos ativos da Lucent adquiridos pela Alcatel. A sede brasileira da Alcatel-Lucent ficava na cidade de São Paulo.
A Lucent organizava suas atividades em grupos.

As instalações de Murray Hill, em New Providence, Nova Jersey, abrigavam a sede mundial da Lucent Technologies. Havia um campo de críquete no terreno.
A câmara anecoica de Murray Hill, construída em 1940, é a mais antiga do mundo a usar cunhas absorventes. O espaço interno tem cerca de 9,1 m de altura, 8,5 m de largura e 9,8 m de profundidade. As paredes externas, de concreto e tijolos, têm aproximadamente 0,9 m de espessura para impedir a entrada de ruído. A câmara absorve mais de 99,995% da energia acústica incidente acima de 200 Hz. Ela chegou a figurar no Guinness World Records como a sala mais silenciosa do mundo.
O Mount Olive Product Realization Center, ou MTO-PRC, em Mount Olive, Nova Jersey, fazia parte da divisão Wireless Networks Group. O edifício de aproximadamente 23.400 m² foi construído para a AT&T Corporation em 1994. Os dois prédios alugados ficavam no International Trade Center. Um era usado como depósito, e o outro fabricava produtos de comunicação sem fio desde 1995. Outro centro de fabricação desses produtos, também chamado PRC, foi construído em Piscataway, Nova Jersey, em uma instalação separada da de Mount Olive.
A fábrica de integração de sistemas reunia a produção e a divisão de negócios no mesmo prédio. Ali eram desenvolvidos e projetados componentes de telefonia celular, com as atividades comerciais necessárias à fabricação. Entre 1996 e 1999, produziu minicélulas de primeira geração com tecnologia CDMA, sigla em inglês de acesso múltiplo por divisão de código, para operadoras de telefonia celular. Em outubro de 1999, começou a produção do gabinete Flexent Modcell de segunda geração, com aproximadamente 460 kg, nas versões PCS de 1,9 GHz e TDMA, acesso múltiplo por divisão de tempo, de 850 MHz.
Entre 1996 e 1999, o PRC reduziu em mais de 50% o ciclo de desenvolvimento dos produtos, em 43% o custo dos materiais e em 68% o custo dos produtos. A produtividade da montagem aumentou quase 150%, enquanto os defeitos de montagem caíram 80% e os estoques de fabricação diminuíram 70%. Todas as entregas foram feitas no prazo. Equipes autogeridas, chamadas PODs, de Production On Demand, ou produção sob demanda, montavam e testavam 50 Flexent Modcells por dia.
A unidade também pesquisava e desenvolvia minicélulas CDMA para a expansão no mercado mundial e a tecnologia W-CDMA, acesso múltiplo por divisão de código de banda larga, de terceira geração. As linhas de minicélulas para o mercado sul-americano receberam técnicos do Brasil para treinamento em diferentes etapas da produção. Também havia trabalho com o produto W-CDMA destinado à operadora japonesa NTT DoCoMo.
A fábrica recebeu prêmios pela produção enxuta e por seus métodos de trabalho.
Em junho de 2002, a Lucent anunciou que fecharia a fábrica até o fim do ano, devido aos prejuízos nas operações de telecomunicações. Dos 530 funcionários restantes, 170 seriam demitidos. A maior parte dos outros 360 seria transferida para a unidade de Whippany, Nova Jersey. A fabricação dos sistemas celulares passaria para Columbus, Ohio, sem transferência dos funcionários. O depósito havia sido fechado no ano anterior, em uma reorganização destinada a reunir as operações e reduzir custos.
Durante sua expansão no fim dos anos 1990, a Lucent encomendou grandes edifícios de escritórios. O escritório Kevin Roche, John Dinkeloo and Associates, ou KRJDA, projetou cinco construções revestidas de vidro colorido de baixa emissividade, que reduz o consumo de energia.

Para atender aos clientes e às necessidades do negócio, a Lucent também ocupou imóveis construídos para locação, sem incorporá-los ao seu patrimônio. Em setembro de 1997, a empresa informou que os pagamentos futuros de contratos de locação não canceláveis somavam US$ 1,037 bilhão.


As fábricas abaixo foram criadas pela Western Electric antes da divisão do Sistema Bell em 1983. A AT&T administrou essas unidades de 1984 a 1996. Com a cisão da Lucent, os equipamentos de telecomunicações fabricados nelas passaram a ser produtos da Lucent Technologies. Parte das fábricas foi transferida a outras subsidiárias durante a existência da Lucent, fechada ou vendida anos depois.
| Nome | Localização | Endereço | Inauguração | Produtos | Observações |
|---|---|---|---|---|---|
| Allentown Works | Allentown, Pensilvânia | 555 Union Boulevard | 1948 | Microeletrônica | Cerca de 96.200 m². Passou à Agere Systems. A Agere Systems, Inc. e a LSI Logic Corporation se fundiram e passaram a operar como LSI Corporation em 2 de abril de 2007. A fábrica foi fechada, parte dos prédios de produção foi demolida e o antigo edifício foi vendido para uma escola charter. |
| Atlanta Works | Norcross, Geórgia | 2000 Northeast Expressway | 1969 | Cabos submarinos e, depois, cabos de fibra óptica | Em 2001, a Lucent concluiu a venda do negócio Optical Fiber Solutions, ou OFS, à Furukawa Electric Co., Ltd. por US$ 2,525 bilhões. Na mesma operação, a Corning Incorporated pagou US$ 225 milhões pelas empresas chinesas Lucent Technologies Beijing Fiber Optic Cable Co., Ltd. e Lucent Technologies Shanghai Fiber Optic Co. Ltd. |
| Columbus Works | Columbus, Ohio | 6200 East Broad Street | 1959 | Equipamentos de comutação | Cerca de 154.300 m². Fechada em 2010–2011, já sob a Alcatel-Lucent, foi vendida e demolida pelos novos proprietários. Entre a chegada da Western Electric, em 1957, e a do Bell Labs, em 1959, a fábrica alcançou 3.100 funcionários. Em meados dos anos 1970, ainda sob a Western Electric, chegou a 12.000. A AT&T administrou a unidade e seus produtos entre 1984 e 1996. De 1996 a 2000, a Lucent alterou a produção, o que gerou preocupação entre os funcionários sobre o funcionamento da fábrica. Em 2000, havia cerca de 5.500 empregados. A Lucent vendeu a unidade à Celestica em 2001, com a transferência dos funcionários que não aceitaram os pacotes de desligamento, e a recomprou em 2002. Em 2003, quando restavam 1.470 empregados, a maioria em pesquisa e desenvolvimento, decidiu vendê-la. A unidade passou à Alcatel-Lucent com a fusão de 2006. Em outubro de 2007, a empresa anunciou o encerramento da produção e a eliminação de 230 postos. Em 2009, havia 700 funcionários em atividades sem fabricação. Em 17 de outubro de 2012, novos proprietários compraram o terreno de aproximadamente 34 hectares por US$ 2,3 milhões e decidiram demolir cerca de 87.600 m² de instalações de produção. O antigo edifício administrativo passou a abrigar escritórios. |
| Dallas Works | Mesquite, Texas | 3000 Skyline Drive | 1970 | Comutadores eletrônicos, equipamentos e fontes de alimentação | Fechada e vendida. |
| Denver Works | Westminster, Colorado | 12110 Pecos Street | 1972 | Sistemas PBX empresariais Dimension e Horizon | Fechada e vendida. |
| Greensboro Shops | Greensboro, Carolina do Norte | 801 Merritt Drive | 1950 | Equipamentos militares | Cerca de 31.200 m². Fechada e vendida. |
| Indianapolis Works | Indianápolis, Indiana | 2525 Shadeland Avenue | 1950 | Aparelhos telefônicos para consumidores | Cerca de 169.500 m². Fechada e vendida. |
| Kansas City Works | Lee's Summit, Missouri | 777 North Blue Parkway | 1961 | Eletrônicos e equipamentos de comutação | Cerca de 140.900 m². Fechada e vendida. |
| Merrimack Valley Works | North Andover, Massachusetts | 1600 Osgood Street | 1956 | Equipamentos de transmissão | Cerca de 145.400 m². Fechada e vendida. |
| Oklahoma City Works | Oklahoma City, Oklahoma | 7725 West Reno Avenue | 1961 | Telefones públicos e equipamentos de comutação | Fechada e vendida. |
| Omaha Works | Omaha, Nebraska | Cruzamento das ruas 132nd e L | 1958 | Equipamentos de comutação por barras cruzadas, discagem e PBX, cabos e relés | Após o fechamento, em novembro de 2011, foram comprados dois edifícios do conjunto original, o Building 20, de escritórios, e o Building 30, antes usado para fabricação e armazenamento. A unidade foi fechada e vendida. |
| Orlando Works | Orlando, Flórida | 9701 e 9333 John Young Parkway | Início dos anos 1980 | Microeletrônica | Cerca de 121.400 m². Passou à Agere Systems. Fechada em 2005, demolida e vendida em 2007. |
| Phoenix Works | Phoenix, Arizona | 505 North 51st Avenue | 1967 | Cabos e fios | Cerca de 79.000 m². Fechada e vendida. |
| Reading Works | Reading, Pensilvânia | 2525 North 12th Street | 1962 | Microeletrônica | Cerca de 112.800 m². Passou à Agere Systems. Fechada e vendida. |
| Richmond Works | Richmond, Virgínia | 4500 Laburnum Avenue | 1973 | Tecnologia de circuitos impressos | Cerca de 37.200 m². Em 1979, a revista Fortune a escolheu como uma das dez fábricas mais bem administradas dos Estados Unidos. Vendida ao Viasystems Group, Inc. em 1996, a fábrica de placas de circuito impresso foi fechada. Sob a Viasystems, a fabricação terminou em junho de 2001, e a unidade ficou ociosa até a venda de 23 de agosto de 2006. A compradora, Laburnum Investments, LLC, planejou ali o centro comercial White Oak Village. Mesmo após a venda, a Lucent e a Alcatel-Lucent participaram da descontaminação do subsolo, exigida pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, ou EPA, por causa dos produtos químicos usados pela Western Electric e pela AT&T. A EPA determinou a limpeza em 1996, quando a unidade pertencia à Lucent. A responsabilidade passou à Agere em 2001, à LSI em 2007, à Avago em 2014 e à Broadcom em 2016. |
| Shreveport Works | Shreveport, Louisiana | 9595 Mansfield Road | 1967 | Aparelhos telefônicos empresariais, residenciais e públicos | Cerca de 112.000 m². Fechada e vendida. |
| Winston-Salem Works | Winston-Salem, Carolina do Norte | 3300 Lexington Road Southeast | 1954 | Equipamentos de transmissão de banda larga, sinalização de entrada, repetidores de telefonia e telegrafia, capacitores, resistores de película fina, contatos selados, aparelhos magnéticos e, sobretudo, equipamentos militares e guias de onda | Cerca de 100.700 m². Fechada e vendida. Foi transformada em apartamentos de luxo. |
Sua mãe, pintora e a inspiração para o logotipo da Lucent...
Fiorina conduziu a bem-sucedida cisão da Lucent em 1996.
...previsão de prejuízo de cerca de US$ 500 milhões naquele ano sobre vendas de US$ 2,5 bilhões... detinha apenas 2% do mercado mundial de telefones celulares.
A última fábrica da Agere nos Estados Unidos, em Orlando, na Flórida, que chegou a empregar 1.800 pessoas, foi fechada em 30 de setembro de 2005, após 20 anos de fabricação de semicondutores, e vendida em 2007.