Lucinha | |
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Foto de urna em 2022 | |
| Deputada estadual do Rio de Janeiro | |
| Período | 1.º de fevereiro de 2011 até a atualidade |
| Legislaturas | 10.ª, 11.ª, 12.ª e 13.ª |
| Vereadora do Rio de Janeiro | |
| Período | 1.º de janeiro de 1997 até 31 de janeiro de 2011 |
| Legislaturas | 5.ª, 6.ª, 7.ª e 8.ª |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Lúcia Helena Pinto de Barros |
| Nascimento | 25 de setembro de 1960 (66 anos) Rio de Janeiro, GB |
| Partido | PSDB (1995-2022) PSD (2022-2026) PODE (2026) PSD (2026-presente) |
| Ocupação | política |
Lúcia Helena Pinto de Barros (nascida Lúcia Helena de Amaral Pinto; Rio de Janeiro, 25 de setembro de 1960), mais conhecida como Lucinha, é uma política brasileira filiada ao Partido Social Democrático (PSD). Está no quarto mandato como deputada estadual do Rio de Janeiro, após ter exercido quatro mandatos como vereadora da capital fluminense.
No final de 2023, uma operação da Polícia Federal descobriu associações suas com a milícia carioca. Uma ordem judicial a afastou do cargo, no entanto ela foi reintegrada por decisão dos demais deputados estaduais.

Com base eleitoral na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, foi eleita vereadora em 1996, 2000 e 2004, e tornou-se a vereadora mais votada da cidade em 2008.
Após o primeiro turno da eleição de 2008, envolveu-se numa polêmica com o candidato majoritário de sua coligação, Fernando Gabeira, que a chamou de "analfabeta política" e de possuidora de uma "visão suburbana". Mais tarde, porém, ambos apareceram abraçados num ato de campanha, e Lucinha pediu votos a Gabeira, que acabou derrotado por Eduardo Paes.
Em 2009, propôs um projeto de lei para legalizar as favelas do bairro do Recreio dos Bandeirantes.
Foi eleita deputada estadual do Rio de Janeiro em 2010, com 67 035 votos, pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Foi reeleita para o cargo no pleito de 2014, com 65 760 votos. Em abril de 2015 a favor da nomeação de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), nomeação que foi muito criticada na época.
Votou contra a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE) em fevereiro de 2017. Em novembro de 2017, se ausentou da votação pela revogação da prisão dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, denunciados na Operação Cadeia Velha, acusados de integrar esquema criminoso que contava com a participação de agentes públicos dos poderes Executivo e do Legislativo, inclusive do Tribunal de Contas, e de grandes empresários da construção civil e do setor de transporte.

Foi reeleita em 2018, com 65 735 votos. Em 2022, presidiu a CPI dos Trens, comissão da ALERJ que investigou problemas no sistema ferroviário da SuperVia no estado.
Na sua reeleição à ALERJ em 2022, recebeu 60 387 votos pelo PSD.
Em dezembro de 2025, votou a favor da soltura de Rodrigo Bacellar, então presidente afastado da ALERJ, acusado de vazar a operação que prendeu o então deputado estadual TH Joias, associado à facção criminosa Comando Vermelho.
Lucinha não pôde se candidatar à reeleição em 2026, pois sua candidatura foi barrada na convenção do PSD devido aos desdobramentos da Operação Batismo.
Em 18 de dezembro de 2023, Lucinha foi alvo de uma operação da Polícia Federal do Brasil (PF), suspeita de integrar e apoiar o grupo miliciano "Bonde do Zinho", um dos grupos mais fortes do Rio. Lucinha era chamada de "Madrinha" pela cúpula da organização criminosa e agiu para apoiá-los em diversas situações.
Entre as ações políticas da deputada mapeadas pela polícia, ela atuou para remover comandantes da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) que incomodavam os criminosos, atuou para manter uma brecha no sistema de vans que permitia seu controle pelos milicianos; alertou o grupo sobre uma visita do prefeito Eduardo Paes à Zona Oeste do município do Rio de Janeiro, para que o poder público não os identificasse; e solicitou uma operação contra uma milícia rival, após o corpo de um empresário assassinado ser encontrado em uma área dominada pela organização criminosa.
Em certa ocasião, Lucinha ajudou a soltar quatro milicianos presos em flagrante numa operação do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões da PMERJ. Mensagens interceptadas mostram que os milicianos pediram ajuda a ela na tarde de 6 de novembro de 2021; mais tarde naquele dia, a PMERJ divulgaria a apreensão de armas e outros objetos, mas nenhuma prisão. A PF acredita que a intervenção da "Madrinha" funcionou para que os policiais soltassem os bandidos presos. O Coronel Luís Henrique Marinho Pires, comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, também mencionado nos diálogos interceptados, negou qualquer pedido de políticos para tentar trocar os chefes de batalhão.
Na casa da deputada, foram encontrados 140 mil reais em espécie, menos da metade do valor declarado ao Tribunal Superior Eleitoral na ocasião da eleição de 2022.
O desembargador Benedicto Abicair, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJERJ), também determinou o afastamento cautelar da deputada de suas funções.
Em 7 de fevereiro de 2024, os deputados da Comissão de Constituição e Justiça da ALERJ derrubaram a decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça que, no final do ano anterior, determinou o afastamento da deputada Lucinha por tempo indeterminado. No dia seguinte, o plenário da assembleia decidiu mantê-la no cargo por 52 votos a 12.
Em 25 de abril, a Polícia Federal concluiu as investigações e decidiu indiciar Lucinha por suspeita de envolvimento com a milícia de Zinho. Em 17 de junho, o Ministério Público denunciou a deputada e sua ex-assessora Ariane Lima ao TJERJ pela mesma suspeita, com base nos resultados das operações "Dinastia 1" e "Dinastia 2".
Em 20 de junho, o jornal O Globo divulgou que, em depoimento após se entregar à polícia na véspera de Natal de 2023, o miliciano Zinho confirmou que Lucinha era referida como "Madrinha" dentro do grupo criminoso que ele comandava. No mesmo dia, a Comissão de Ética da ALERJ arquivou o processo que poderia levar à cassação da deputada, por quatro votos a dois. Vinicius Cozzolino, Julio Rocha, Claudio Caiado e Renato Miranda votaram a favor do arquivamento, enquanto Martha Rocha e Dani Monteiro foram contra, e Jorge Felippe Neto não votou. A decisão foi enviada à Mesa Diretora da Assembleia, que decidiu não levá-la para avaliação pelo plenário da casa, interpretando que isso só deveria ser feito caso o conselho votasse pela cassação ou afastamento da deputada.
Em 5 de agosto, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou Lucinha a 4 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, em regime semiaberto e perda de mandato por peculato. Segundo o Ministério Público do estado (MPRJ), o pedreiro Baltazar Menezes dos Santos, nomeado pela parlamentar como assessor de gabinete entre fevereiro de 2011 e agosto de 2015 e pago pela ALERJ, trabalhava na casa da política.
Em 15 de dezembro de 2025, o Órgão Especial do TJERJ tornou rés Lucinha e e sua ex-assessora parlamentar, Ariane Afonso Lima, por suspeita de envolvimento com uma milícia.