Luminol | |||||||||||||||
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| Nomes | |||||||||||||||
| Nome IUPAC | 5-amino-2,3-di-hidroftalazina-1,4-diona | ||||||||||||||
| Outros nomes | 5-amino-2,3-di-hidro-1,4-ftalazinadiona hidrazida de o-aminoftaloíla hidrazida de o-aminoftalila 3-aminoftal-hidrazida hidrazida 3-aminoftálica | ||||||||||||||
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| Página de dados suplementares | |||||||||||||||
| Estrutura e propriedades | n, εr, etc. | ||||||||||||||
| Dados termodinâmicos | Phase behaviour Solid, liquid, gas | ||||||||||||||
| Dados espectrais | UV, IV, RMN, EM | ||||||||||||||
| Exceto onde denotado, os dados referem-se a materiais sob condições normais de temperatura e pressão. Referências e avisos gerais sobre esta caixa. Alerta sobre risco à saúde. | |||||||||||||||
Luminol (C8H7N3O2) é uma substância química que apresenta quimioluminescência, com brilho azul, quando misturada a um agente oxidante adequado. É um sólido cristalino branco a amarelo-pálido, solúvel na maioria dos solventes orgânicos polares, mas insolúvel em água.
Investigadores de ciência forense usam luminol para detectar quantidades vestigiais de sangue em locais de crime, pois ele reage com o ferro da hemoglobina. Biólogos o usam em ensaios celulares para detectar cobre, ferro e cianetos, bem como proteínas específicas por meio de western blot.
Quando o luminol é pulverizado uniformemente sobre uma área, quantidades vestigiais de um oxidante ativador fazem com que ele emita um brilho azul visível em um ambiente escuro. O brilho dura apenas cerca de 30 segundos, mas pode ser registrado por fotografia. Ele é mais intenso nas áreas que recebem mais solução pulverizada. A intensidade do brilho não indica a quantidade de sangue ou de outro ativador presente.
O luminol é sintetizado em um processo de duas etapas, começando pelo ácido 3-nitroftálico. Primeiro, a hidrazina (N2H4) é aquecida com o ácido 3-nitroftálico em um solvente de alto ponto de ebulição, como trietilenoglicol e glicerol. Ocorre uma reação de condensação, com perda de água, formando 3-nitroftal-hidrazida. A redução do grupo nitro a um grupo amino com ditionito de sódio (Na2S2O4), passando por um intermediário transitório de hidroxilamina, produz luminol.

O composto foi sintetizado pela primeira vez na Alemanha em 1902, mas só recebeu o nome luminol em 1934.

A oxidação do luminol produz luminescência. Uma solução aquosa básica de peróxido de hidrogênio (H2O2) é um oxidante típico. Na presença de um catalisador, como um composto de ferro ou de periodato, o peróxido de hidrogênio se decompõe, formando oxigênio e água. Em laboratório, costuma-se usar ferricianeto de potássio ou periodato de potássio como catalisador. Na detecção forense de sangue, o catalisador é o ferro presente na hemoglobina. Enzimas de diferentes sistemas biológicos também podem catalisar a decomposição do peróxido de hidrogênio.
O mecanismo da quimioluminescência do luminol envolve uma reação em várias etapas. O luminol é desprotonado, produzindo um ânion que depois é oxidado e forma o intermediário-chave α-hidroxi-peróxido. Após a ciclização para o endoperóxido, o monoânion se decompõe sem luminescência se o pH for baixo demais, inferior a 8,2, para uma segunda desprotonação. O diânion endoperóxido, porém, pode gerar o produto de retro-Diels-Alder, o diânion 1,2-dioxano-3,6-diona, que, após quimioexcitação por duas transferências de um único elétron (SET), forma o diânion 3-aminoftalato em seu primeiro estado excitado singlete (S1). Essa molécula altamente instável relaxa para o estado fundamental, emitindo luz com comprimento de onda de cerca de 425 nm, de cor azul-violeta, no processo denominado quimioluminescência.
Em 1928, o químico alemão H. O. Albrecht descobriu que o sangue, entre outras substâncias, intensificava a luminescência do luminol em uma solução alcalina de peróxido de hidrogênio. Em 1936, Karl Gleu e Karl Pfannstiel confirmaram esse efeito na presença de hematina, um componente do sangue. Em 1937, o cientista forense alemão Walter Specht realizou estudos extensos sobre a aplicação do luminol à detecção de sangue em locais de crime. Em 1939, os patologistas de São Francisco Frederick Proescher e A. M. Moody fizeram três observações sobre o luminol:
Investigadores de cena de crime usam luminol para encontrar vestígios de sangue mesmo quando alguém tentou limpá-los ou removê-los. O investigador pulveriza uma solução de luminol e do oxidante. O ferro do sangue catalisa a luminescência. A quantidade de catalisador necessária para provocar a reação é muito pequena em comparação com a quantidade de luminol, o que permite detectar até mesmo vestígios de sangue. O brilho azul dura cerca de 30 segundos por aplicação. Para vê-lo, é necessário que o ambiente esteja bastante escuro. O brilho detectado pode ser registrado com uma fotografia de longa exposição.
O uso do luminol em investigações de cena de crime é limitado pelo fato de ele reagir com compostos que contêm ferro e cobre, alvejantes, raiz-forte, matéria fecal e resíduos de fumaça de cigarro. A aplicação de luminol em um vestígio pode impedir a realização de outros testes, embora DNA tenha sido extraído com sucesso de amostras expostas ao luminol.
No Brasil, o Laboratório de Síntese e Análise de Produtos Estratégicos (LASAPE), do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro, desenvolveu uma síntese e uma formulação de luminol voltadas à detecção de sangue oculto em perícia criminal. Durante o desenvolvimento, amostras foram fornecidas à Polícia Civil e à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. O processo foi depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial e na Organização Mundial da Propriedade Intelectual, e recebeu patente nos Estados Unidos em 2009.