| Maluridae | |||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Gêneros | |||||||||||||||
Maluridae (ou Malurídeos em língua portuguesa) é uma família de aves pertencentes à ordem dos passeriformes, cujas espécies são comummente conhecidas como carriças australasiáticas ou fadinhas.
Esta família compreende pequenas aves insetívoras encontradas na Austrália e Nova Guiné. Através de estudos morfológicos e de DNA, foi possível inferir que esta família emergiu da grande radiação adaptativa dos corvídeos que ocorreu na Australásia.
São aves de tamanho médio a pequeno. Habitam uma grande variedade de ambientes, das florestas tropicais ao deserto, embora a maioria das espécies sejam encontradas nas pastagens e cerrados. O gênero Amytornis apresenta camuflagem com um padrão das penas negro-acastanhado, mas noutros géneros de malurídeos os machos, em particular, têm frequentemente uma plumagem com coloração mais garrida.
São insetívoros, alimentando-se, geralmente, na vegetação rasteira. Constroem ninhos abobadados nas áreas de vegetação densa, e não é incomum que os filhotes permaneçam no ninho e ajudem na criação dos filhotes da próxima ninhada.
As aves do género Malurus notabilizam-se por várias características comportamentais peculiares. Com efeito, são socialmente monógamas e sexualmente promíscuas. De tal modo que os machos de várias espécies deste género colhem pétalas de coloração variada e exibem-nas às fêmeas, por razões ainda desconhecidas.
Como muitos outros animais australianos, os membros desta família foram mal compreendidos pelos primeiros investigadores.
Receberam uma classificação variada, tendo sido agrupados nas famílias Muscicapidae, Sylviidae e Timaliidae. Só no final da década de 1960, é que começaram a surgir estudos morfológicos a sugerir que os géneros Malurus, Stipiturus, Amytornis, Sipodotus e Clytomyias estariam relacionados entre si. Desse modo, seguindo o trabalho pioneiro de Charles Sibley com proteínas do ovo em meados da década de 1970, os investigadores australianos nomearam a família Maluridae em 1975.
Com o aumento de estudos morfológicos e o progresso nas análises de DNA no final do século XX, o posicionamento da família tornou-se mais claro. A Maluridae é uma das muitas famílias que emergiu da grande radiação adaptativa dos corvídeos na Australásia. Tem como parentes mais próximos as famílias Meliphagidae e Pardalotidae. A óbvia semelhança dos Malurídeos com a família Troglodytidae da Europa e Américas não é genética, mas antes uma mera consequência da evolução convergente entre as espécies que partilham o mesmo nicho ecológico.
| Variação da composição da família Maluridae entre autores | ||
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| Autor(es) (Ano) | N° de gênero | Nº de espécies |
| Sibley e Monroe (1990; 1993) [*] | 5 | 26 [a] |
| Howard e Moore (2003) | 5 | 28 |
| Clements (2005) | 5 | 27 [b] |
| Del Hoyo (2007) | 5 | 25 [c] |
| Birdlife International (2008, v. 1) | 5 | 27 [d] |
| IOC (2008, v. 1.6) | 5 | 28 |
a. ^ Não inclui ballarae e merrotsyi. b. ^ Não inclui campbelli. c. ^ Não inclui ballarae, merrotsyi e campbelli. d. ^ Não inclui ballarae. | ||

a. ^ Foi considerada como uma espécie distinta de M. grayi por Sibley e Monroe (1990;1993), entretanto, para Beehler et al. (1986), Coates (1990), Clements (1991-2005), Vuilleumier et al. (1992), entre outros, a diferença entre os dois táxons é mínima. Mary Lecroy em um estudo comparando os dois táxons manteve-os unidos, até uma nova análise; poucos exemplares de campbelli são conhecidos.
b. ^ Foi considerada como uma subespécie de A. striatus, até ser elevada a espécie distinta por Schodde e Mason (1999) e Christidis (1999).
c. ^ Foi considerada como uma subespécie de A. purnelli, até ser elevada a espécie distinta por Schodde e Mason (1999).