Marquês de Angeja | |
|---|---|
| Pariato | Reino de Portugal |
| Criação | D. João V 21 de janeiro de 1714 |
| Ordem | Grande do Reino |
| Tipo | Em duas vidas |
| Relação | Angeja, Comarca de Aveiro |
| 1.º titular | D. Pedro António de Meneses Noronha de Albuquerque |
| Linhagem | Noronha |
| Títulos associados | Conde de Vila Verde Conde de Peniche |
| Senhorios | Senhor de Vila Verde |
Marquês de Angeja foi um título nobiliárquico português, criado pelo rei D. João V por carta de 21 de janeiro de 1714, de juro e herdade, a favor de D. Pedro António de Meneses Noronha de Albuquerque, 2.º Conde de Vila Verde. Extinto em 1833, por morte da 7.ª Marquesa, foi renovado em duas vidas por decreto de 24 de maio de 1870 a favor de D. Caetano Gaspar de Almeida Noronha Portugal Camões Albuquerque Moniz e Sousa, 3.º Conde de Peniche.
O título esteve sempre unido ao de Conde de Vila Verde, segundo título da casa, e ao senhorio de Vila Verde dos Francos, solar dos Noronhas. Com a renovação de 1870 ficou também ligado ao de Conde de Peniche, cujo 3.º titular foi o 8.º Marquês de Angeja.
Os Marqueses de Angeja descendiam, pela linha feminina, dos Albuquerques Gomides, Senhores de Vila Verde dos Francos, cuja chefia passou à varonia de Noronha. Esta família recebeu o título de Conde de Vila Verde a 10 de dezembro de 1654 e, a 21 de janeiro de 1714, o 2.º Conde foi elevado a Marquês de Angeja.
O 1.º Marquês, filho dos 1.os Condes de Vila Verde, foi Senhor de Vila Verde, Lapaduço, Portela do Sol, São Martinho de Salreu, Fermelãs, Fermelainha, Canelas, Pinheiro e Branca e das vilas de Angeja, Bemposta e Pinheiro, conselheiro de Estado e de Guerra, vedor da Fazenda e mordomo-mor da Princesa do Brasil. Nomeado vice-rei da Índia em 1692, foi substituído em 1694 e regressou ao reino em 1699. Foi depois general da cavalaria do Alentejo e mestre-de-campo-general do exército comandado pelo Marquês das Minas, que ocupou Madrid em 1706, e, a partir de 1710, governador das armas do Alentejo. Entre 1714 e 1718 foi vice-rei do Brasil; durante o seu governo, em cumprimento do Tratado de Utreque, foi retomada a posse da Colónia do Sacramento. Escreveu uma adição ao nobiliário do pai. No testamento, de 1731, deixou à nora e sobrinha, D. Luísa Josefa de Meneses, mulher do 2.º Marquês, uma cruz do Santo Lenho que pertencera a uma custódia-relicário.
A vila de Angeja, hoje freguesia do concelho de Albergaria-a-Velha, recebeu foral de D. Manuel I em agosto de 1514; o senhorio passou dos Albuquerques para os Monizes e destes para os Noronhas. O concelho de Angeja foi extinto em dezembro de 1853. O senhorio de Angeja pertencera no século XV a Pero Vasques da Cunha, também Senhor de Pinheiro e de outras terras, progenitor dos Albuquerques que foram senhores delas. A mercê dos senhorios de Angeja, Assequins e Figueiró do Pinheiro que veio a recair na casa data de 9 de setembro de 1496, no reinado de D. Manuel I. No século XVII o senhorio de Angeja e o da Bemposta pertenciam a D. Juliana de Noronha, mulher de D. Pedro de Noronha e Sousa, 9.º Senhor de Vila Verde, e mãe do 1.º Conde de Vila Verde. Foi também Senhor de Angeja Vasco Martins Moniz, casado com D. Violante de Noronha, bisneta de D. Constança de Castro, irmã de Afonso de Albuquerque. D. Violante substituiu o irmão, D. Afonso de Noronha, no pleito sobre os bens da capela instituída por Afonso de Albuquerque no convento da Graça, em Lisboa; a Relação deu-lhe razão por acórdão de 10 de maio de 1603, e a 14 de janeiro de 1621 o casal deu quitação dos rendimentos aos frades da Graça.
A casa dos Marqueses de Angeja representava os Monizes, Senhores de Angeja, e, pela varonia de Noronha dos Senhores de Vila Verde, Gonçalo de Albuquerque, 3.º Senhor de Vila Verde, de quem Afonso de Albuquerque foi o terceiro filho. Uma sentença chegou a atribuir aos Monizes a administração da capela da Graça, e outra, ano e meio depois, declarou D. Francisco Luís de Albuquerque e Noronha, Senhor de Vila Verde, sucessor do morgado de Azeitão, instituído pelo filho homónimo de Afonso de Albuquerque; nenhuma das duas passou em julgado. Tem sido considerado que os Marqueses de Angeja eram chefes da família dos Albuquerques Gomides, mas que essa condição não os tornava representantes de Afonso de Albuquerque, filho segundo.
O 2.º Marquês serviu na guerra contra a Espanha e foi governador das armas do Minho de 1716 até à morte, em 1735. O 3.º Marquês, D. Pedro José de Noronha Camões de Albuquerque Moniz e Sousa, foi gentil-homem da câmara da rainha D. Maria I, tenente-general e, depois da queda do Marquês de Pombal, presidente do Erário Régio e chefe do governo que se lhe seguiu, no qual suspendeu várias ordens do anterior ministério, incluindo as da reconstrução de Lisboa. Criou um jardim botânico e reuniu um museu no palácio em que vivia. Por decreto de 10 de maio de 1786 obteve para o título e para os senhorios de Angeja, Bemposta e parte do Pinheiro a confirmação de juro e herdade, com mais uma vida fora da Lei Mental.
O 4.º Marquês foi tenente-general, conselheiro de Estado e governador das armas da Corte; acompanhou a família real para o Brasil e morreu no Rio de Janeiro a 27 de dezembro de 1811. Por decreto de 13 de maio e carta de 2 de junho de 1804, o príncipe-regente D. João, em nome da rainha D. Maria I, concedeu-lhe o tratamento de Marquês Parente (Honras de Parente), de que gozou também o 6.º Marquês, e por decreto de 14 de junho do mesmo ano mais uma vida fora da Lei Mental em todos os títulos da casa.
O 5.º Marquês, D. Pedro José de Noronha, recebeu os títulos ainda em vida do pai e morreu solteiro a 27 de maio de 1804; sucedeu-lhe no título o irmão, D. João, confirmado por decreto de 4 de junho de 1804.
O 6.º Marquês serviu na Guerra Peninsular como ajudante de ordens do marechal Beresford, foi governador e capitão-general da Baía de 1814 a 1819, governador das armas do Algarve (1824) e do Minho (1826) e tenente-general. Em 1827, combateu a revolta absolutista ao lado do Conde de Vila Flor, nas ações da Ponte do Prado e da Ponte da Barca, e foi nomeado governador das armas de Trás-os-Montes, cargo que não chegou a exercer. Morreu em Braga a 23 de junho de 1827. Teve no Brasil uma filha natural, D. Maria Rita de Noronha, legitimada por alvará de 28 de maio de 1845, que foi 1.ª Viscondessa de Aljezur. O infante D. Miguel, de quem era companheiro de caçadas e touradas, foi seu hóspede durante três dias no paço de Angeja.
D. João José Alberto de Noronha, filho do 2.º Marquês, casou a 5 de março de 1742 com D. Ana de Melo da Silva, 6.ª Condessa de São Lourenço, e foi pelo casamento 6.º Conde de São Lourenço. A irmã, D. Josefa de Noronha (1731–1791), casou a 6 de janeiro de 1749 com Lourenço António de Sousa da Silva e Meneses, 3.º Conde de Santiago, de quem não teve filhos. Outra filha, D. Maria Rosa de Noronha, casou com José de Vasconcelos e Sousa Caminha da Câmara Faro e Veiga, 4.º Conde e depois 1.º Marquês de Castelo Melhor.
Dos filhos do 3.º Marquês, D. Luísa Josefa de Noronha (1748–1794) casou com o primo D. José Luís de Meneses Castelo Branco Abranches, Conde de Valadares, e D. Caetano José de Noronha foi o 1.º Conde de Peniche. Das filhas do 4.º Marquês, D. Francisca de Noronha (1773–1798) casou a 10 de fevereiro de 1793 com Luís Teles da Silva, 5.º Marquês de Alegrete; D. Rita de Noronha casou com D. Fernando José Lobo da Silveira Quaresma, 4.º Marquês de Alvito; e D. Maria de Noronha, nascida a 22 de novembro de 1775, casou a 31 de agosto de 1799 com o primo D. Álvaro António de Noronha Abranches Castelo Branco, 1.º Marquês de Torres Novas.
A 7.ª Marquesa, D. Maria do Carmo de Noronha Camões e Albuquerque, nascida no Rio de Janeiro a 30 de agosto de 1813, sucedeu no título por força da vida concedida fora da Lei Mental; foi confirmada por decreto de 15 de abril de 1828 e teve o tratamento de Marquesa Parente por decreto de 11 de agosto de 1827. Morreu solteira em Lisboa a 15 de julho de 1833. Com ela extinguiu-se a varonia da casa e, com esta, o privilégio de juro e herdade do título e as Honras de Parente.
Os morgados das casas de Vila Verde e de Angeja passaram, por via da tia da 7.ª Marquesa, D. Francisca de Noronha, à filha desta, D. Francisca Xavier Teles da Silva, viúva do 1.º Marquês de Chaves, que passou a chamar-se D. Francisca Xavier Teles da Silva de Noronha Camões Albuquerque Moniz e Sousa. Para assegurar a sucessão da casa, voltou a casar a 20 de agosto de 1834 com D. João Manuel de Vilhena e Saldanha, filho segundo dos Condes de Alpedrinha; o casal separou-se pouco depois, e a separação foi decretada pelo Supremo Tribunal de Justiça a 15 de novembro de 1839. Por ter casado segunda vez com pessoa não titulada, perdeu o direito a usar o título do primeiro marido.
D. Francisca Xavier morreu a 31 de julho de 1845, e os morgados de Vila Verde e os restantes da casa de Angeja passaram a D. Caetano Gaspar de Almeida Noronha Portugal Camões Albuquerque Moniz e Sousa, 3.º Conde de Peniche, bisneto do 3.º Marquês e primo em quarto grau da 7.ª Marquesa. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra em 1842, foi governador civil de Évora entre 1849 e 1851 e tomou assento na Câmara dos Pares em 1853, por sucessão ao avô, tendo sido secretário da câmara durante onze anos. Foi grão-mestre do Grande Oriente de Portugal entre 1863 e 1867. Inicialmente ligado ao partido Regenerador e signatário do manifesto da Fusão, em 1865, afastou-se depois desta e foi um dos promotores do movimento da Janeirinha, iniciado com o comício do Campo de Sant'Ana de 24 de março de 1867; os seus partidários ficaram conhecidos por Penicheiros, e o seu palácio de São Lázaro foi lugar de reuniões políticas. Em abril de 1868 foi acusado de atentar contra a ordem pública e suspenso do pariato, sendo amnistiado a 4 de agosto desse ano.
Depois da revolta de 19 de maio de 1870, chefiada pelo marechal Saldanha com a participação do Conde de Peniche e dos seus partidários, foi-lhe concedido o título de Marquês de Angeja em duas vidas. No ministério então formado por Saldanha ocupou a pasta das Obras Públicas até ser exonerado, a 1 de agosto de 1870. Nomeado depois enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em Bruxelas e na Haia, regressou a Lisboa em março de 1871. Em 1872 foi acusado de preparar um levantamento contra o governo de Fontes Pereira de Melo, conhecido como A Pavorosa; saiu do país e, acusado na Câmara dos Pares a 27 de agosto de 1872, foi julgado a 27 de novembro, suspenso do pariato e condenado à prisão. Outra fonte situa a acusação em novembro de 1871. Foi amnistiado em 1877 e retirou-se da vida política. Morreu a 1 de julho de 1881.
O filho primogénito, D. Manuel Gaspar, sucedeu-lhe no título por decreto de 29 de maio de 1883, como 9.º e último Marquês. Foi par do reino e oficial-mor da Casa Real, dedicou-se à administração da sua propriedade da Lapa e foi um dos fundadores do Albergue das Crianças Abandonadas. Morreu solteiro a 16 de dezembro de 1901.
Em Lisboa, a casa possuía já em 1740 um palácio junto ao chafariz de El-Rei, na freguesia de São João da Praça. A derrocada do frontispício do chafariz, a 18 de fevereiro de 1744, danificou parte do palácio e deu origem a um litígio entre o 3.º Marquês e o Senado da Câmara de Lisboa; por resolução régia de 20 de março de 1745, o Senado ficou obrigado a reparar o chafariz e o marquês a reparar a sua parte do edifício. O palácio ficou arruinado com o terramoto de 1755, e no seu lugar foi construído, no início do século XX, o palacete do Chafariz d'El-Rei.
O palácio da Rua da Junqueira, em Belém, construído em terrenos cedidos pela Coroa no local do antigo forte de São João, é atribuído ao 1.º Marquês e foi beneficiado e embelezado pelo 3.º depois do terramoto de 1755. Em 1838, era a residência da casa. Transformado em prédio de rendimento em 1912, teve entre os seus moradores Almeida Garrett e Bernardino Machado; o processo da sua classificação, aberto em 1991, foi arquivado em 2012.
No Lumiar, o palácio hoje conhecido como Palácio Angeja-Palmela, erguido depois do terramoto de 1755 sobre o antigo paço de D. Afonso Sanches, deve a sua configuração ao 3.º Marquês, que aí quis instalar as suas coleções de história natural, com um jardim botânico. Passou em 1840 ao 2.º Duque de Palmela e acolhe desde 1977 o Museu Nacional do Traje.
Em Angeja, o paço dos marqueses estava em ruínas em 1940.
Os Marqueses de Angeja usaram as armas plenas dos Noronhas, com coroa de marquês e timbre dos Noronhas. As armas dos Noronhas da casa de Angeja eram: esquartelado, o primeiro e o quarto quartéis com as armas reais de Portugal, o segundo e o terceiro com as de Castela, mantelado de prata com dois leões de púrpura batalhantes; bordadura composta de ouro e de veiros de azul. A origem do escudo está no casamento de D. Afonso, Conde de Gijón e Noronha, filho do rei Henrique II de Castela, com D. Isabel, filha do rei D. Fernando I, de quem procede a varonia de Noronha da casa, a mesma dos Condes dos Arcos de Valdevez. Os Condes de Peniche usaram as mesmas armas.
| # | Titular | Datas | Títulos | Notas | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | D. Pedro António de Meneses Noronha de Albuquerque | 1661–1731 | 1.º Marquês de Angeja (2.º Conde de Vila Verde) | Filho dos 1.os Condes de Vila Verde, D. António de Noronha e D. Maria de Meneses. Casou em 1676 com D. Isabel Maria Antónia de Mendonça, filha do 1.º Marquês de Arronches. | |
| 2 | D. António de Noronha de Albuquerque | 1680–1735 | 2.º Marquês de Angeja (3.º Conde de Vila Verde) | Filho do anterior. Casou a 28 de fevereiro de 1713 com D. Luísa Josefina de Meneses, filha dos 4.os Condes de Tarouca. | |
| 3 | D. Pedro José de Noronha Camões de Albuquerque Moniz e Sousa | 1716–1788 | 3.º Marquês de Angeja (4.º Conde de Vila Verde) | Filho do anterior. Casou a 31 de outubro de 1733 com D. Maria de Lorena, filha dos 3.os Marqueses de Alegrete, e a 28 de fevereiro de 1745 com a prima D. Francisca de Assis Rita de Noronha, filha dos Marqueses de Marialva. | |
| 4 | D. José Xavier de Noronha Camões de Albuquerque de Sousa Moniz | 1741–1811 | 4.º Marquês de Angeja (6.º Conde de Vila Verde) | Filho do anterior, do primeiro casamento. Casou a 23 de janeiro de 1768 com D. Francisca Teresa de Almeida, filha dos 2.os Marqueses do Lavradio. | |
| 5 | D. Pedro José de Noronha | 1771–1804 | 5.º Marquês de Angeja (7.º Conde de Vila Verde) | Filho do anterior. Morreu solteiro. | |
| 6 | D. João de Noronha Camões de Albuquerque Sousa Moniz | 1788–1827 | 6.º Marquês de Angeja (9.º Conde de Vila Verde) | Irmão do anterior. Casou a 20 de julho de 1806 com D. Maria Antónia de Lencastre, filha dos 3.os Marqueses de Abrantes; a 4 de novembro de 1812 com D. Juliana da Câmara, filha de D. Luís Gonçalves da Câmara Coutinho Pereira de Sande, Senhor das Ilhas Desertas; e a 30 de janeiro de 1815 com D. Mariana de Castelo Branco, filha dos 1.os Marqueses de Belas. | |
| 7 | D. Maria do Carmo de Noronha Camões e Albuquerque | 1813–1833 | 7.ª Marquesa de Angeja (10.ª Condessa de Vila Verde) | Filha do anterior, do segundo casamento. Morreu solteira. | |
| 8 | D. Caetano Gaspar de Almeida Noronha Portugal Camões Albuquerque Moniz e Sousa | 1820–1881 | 8.º Marquês de Angeja (3.º Conde de Peniche) | Primo em quarto grau da anterior; filho do 2.º Conde de Peniche e bisneto do 3.º Marquês. Casou a 30 de novembro de 1844 com D. Maria Antónia Raposo de Andrade e Sousa Alte Espargosa, filha de José Maria Raposo de Andrade de Sousa Alte Espargosa. | |
| 9 | D. Manuel Gaspar de Almeida Noronha Portugal Camões de Albuquerque Moniz e Sousa | 1845–1901 | 9.º Marquês de Angeja | Filho do anterior. Morreu solteiro. |
Após a implantação da República, em 1910, cessou a concessão de títulos nobiliárquicos pelo Estado. Desde então, reivindicaram a representação do título os seguintes membros da família:
| # | Nome | Datas | Títulos pretendidos | Notas | Ref. |
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| — | Maria Antónia de Almeida e Noronha | 1902–? | 4.ª Condessa de Peniche | Neta do 3.º Conde de Peniche, filha do 11.º Conde de Vila Verde; representante de todos os títulos da casa de Angeja por incapacidade do irmão. Casou a 16 de abril de 1923 com Francisco Eduardo Fragoso de Sequeira de Azevedo Coutinho. | |
| 10 | Manuel de Almeida e Noronha de Azevedo Coutinho | 1952–2004 | 10.º Marquês de Angeja | Neto da anterior, filho de João de Almeida e Noronha de Azevedo Coutinho (1924–1963). |