Masdaquismo (em persa: مزدکیه; romaniz.: mazdakīye) foi uma religião iraniana, que surgiu como um ramo do zoroastrismo. A religião foi fundada no início do Império Sassânida por Zaraduste Curaguém, um mobede zoroastrista que foi contemporâneo de Mani (m. 274). No entanto, seu nome é uma homenagem ao seu defensor mais proeminente, Mazaces, que foi uma figura poderosa e controversa durante o reinado do xainxá Cavades I (r. 498–531), até ser morto pelo xainxá Cosroes I (r. 531–579).
O masdaquismo era uma religião dualista que surgiu do pensamento zoroastrista, ensinando sobre princípios de luz e trevas, cuja mistura teria criado o mundo. Os masdaquitas acreditavam que era seu dever derrotar as trevas e o mal no mundo. Zaraduste e Mazaces podem ter sido influenciados pelo maniqueísmo; no entanto, ao contrário de muitas seitas maniqueístas ou gnósticas, eles rejeitaram o ascetismo e não ensinaram que o mundo ou a matéria eram maus ou precisavam ser renunciados.
O masdaquismo opunha-se à guerra e também ao consumo de carne, exceto potencialmente quando um animal já estivesse perto da morte por causas naturais. Durante o período em que Cavades II (r. 628) foi influenciado pelas ideias de Zaraduste, ele tentou evitar a guerra e foi leniente com seus súditos, até mesmo com os inimigos. No entanto, os seguidores de Mazaces acreditavam que era permitido usar a violência quando em revolta contra os seus inimigos. O movimento também acreditava na posse de todas as coisas em comum para reduzir a ganância. Isto estendia-se não só à propriedade, mas também à partilha comunitária das mulheres. Os relatos históricos divergem sobre se essa crença representava uma intenção de abolir completamente a propriedade privada e o casamento, ou se Mazaces simplesmente pretendia redistribuir a propriedade dos ricos para os pobres e acabar com a prática da poligamia.