| Meu Funeral | |
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| Informações gerais | |
| Origem | Niterói, Rio de Janeiro |
| País | Brasil |
| Gêneros | Punk rock, hardcore punk, pop punk |
| Período em atividade | 2018–atualmente |
| Gravadoras | Marã Música Universal Music |
| Integrantes | Luquita Pepe Dan Pedro "Tent" Tentilhão |
| Ex-integrantes |
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Meu Funeral é uma banda brasileira de punk rock de Niterói, Rio de Janeiro. Formada em 2018 pelo vocalista Lucas "Luquita" Araujo, passaram por diversas formações até 2020, quando estabeleceram o quarteto atual com o guitarrista Pepe, o baixista Dan Menezes e o baterista Pedro "Tent" Tentilhão.
A banda é conhecida por incorporar gêneros diversos ao seu punk rock, realizando inclusive parcerias com nomes não ligados ao rock, como a funkeira Tati Quebra Barraco e o sambista Xande de Pilares.
Em entrevistas ao site Keeping Track e à revista Rolling Stone Brasil, o vocalista Lucas "Luquita" Araujo explicou que começou a conceber a banda em 2018 em Niterói durante um período em que buscava novos trabalhos, após um albergue aberto por ele falir. Seu amigo Felipe Vellozo (ex-Mahmundi, Duda Beat) o emprestou um estúdio para gravação e Luquita partiu em busca de um guitarrista, convidando Pepe a certa altura. No final de 2018, entrou o baixista Dan Menezes.
A banda subiu aos palcos pela primeira vez ainda naquele ano, com uma fonte registrando um show em abril com o El Efecto na UFF e outra dando conta de uma apresentação em julho com uma formação consistindo em Lucas Araujo (ex-RivoTrio 2mg), Jan Santoro (Facção Caipira), Matheus Jorell (Filhos do Totem/ex-Lougo Mouro) e Peep (ex-Clashing Clouds).
Seu nome é inspirado por uma canção homônima de seu repertório, e o grupo o adotou por ser "meio agressivo e ao mesmo tempo engraçado", embora algumas pessoas inicialmente achassem que se tratava de um grupo de black metal. Também viram no nome uma oportunidade de tratar com mais leveza o tema da morte.
Em seus primeiros anos, o Meu Funeral lançou diversos singles, EPs e uma fita demo. Os primeiros vieram já em 2018, com a música que lhe dá nome e uma fita demo intitulada Demo. No final de 2019, lançaram o EP Tira-Gosto, capitaneado pelo single "Queimando a Mufa", que foi masterizado por Joe Laporta (David Bowie, Foo Fighters, Against Me!). Em 2020, veio o EP Canções de Ninar para o Apocalipse. Também em 2020, em janeiro, dividiram o palco com o Rats e os Raimundos no Circo Voador.
Em fevereiro de 2021, assinaram com a Universal Music e lançaram no dia 4 a música "Acabou (Você Não É Mais Presidente)", que criticava o então governo vigente no Brasil (gerando comparações a "Tô Feliz (Matei o Presidente)", do rapper Gabriel o Pensador) e era acompanhada de um clipe lançado pouco depois. O vídeo teve mais de 70 participações especiais, incluindo Jimmy London (Matanza Ritual, ex-Matanza), Vicente Coelho (Biltre), Natalia Carrera (Letrux), Tomas Rosati (El Efecto), Chico Brown e Gabriel Zander.
"Acabou (Você Não É Mais Presidente)" integrava os EPs Acorda! Vem Ver o Apocalipse e Acabou, este último lançado no dia 5 e divulgado também pelo clipe do single "Queimando a Mufa". A arte da capa do EP foi assinada pela artista Malfeitona.
Originalmente, o projeto era parte de algo maior denominado Tropicore Hardcal, previsto para conter 13-14 faixas na época. Ele acabou transformado em um EP separado lançado em 13 de maio de 2022 pela Universal, trazendo quatro faixas, inclusive a que inspirou o nome do grupo. Esta faixa deveria ter sido lançada em 2021, mas o grupo a deixou de lado temporariamente por não acharem de bom tom lançarem algo com este nome em meio à pandemia de COVID-19. Outra faixa do lançamento, "Ela Não Ama Você", tem participação de Letícia Pires, da banda A Creche. O nome do EP, por sua vez, é inspirado pelos trocadilhos típicos da banda estadunidense NOFX, uma das influências do grupo.
Em 9 de abril de 2021, lançaram a faixa "Fufu TV", que era parte de uma campanha humorística da banda, que tentava se lançar como uma "web banda" de influenciadores. O projeto foi uma alternativa para o grupo seguir ativo apesar das limitações trazidas pela pandemia de COVID-19. Em 22 de maio de 2021, agora com o baterista Pedro Tentilhão completando a formação, lançaram seu álbum de estreia, Modo Fufu, contendo oito faixas e divulgado pelo single "94". O lançamento da faixa foi acompanhado de postagens com referências ao ano que dá nome a ela e covers de músicas lançadas naquele ano, como "Assim Caminha a Humanidade", de Lulu Santos; "Hakuna Matata", trilha do filme Rei Leão; e "Essa Tal Liberdade", do grupo Só Pra Contrariar. "94" conta a história de um casal comparado à dupla Bebeto e Romário, que teve destaque na seleção brasileira daquela época.
Um dos vídeos de divulgação do álbum mostra o processo de criação de sua capa, que foi inspirada pela capa do single "Modo Turbo", de Luísa Sonza, Pabllo Vittar e Anitta. Uma versão ao vivo do álbum, Modo Fufu ao Vivo, foi lançada em seguida, no dia 27 de setembro.
Em 13 de julho do mesmo ano, Dia Mundial do Rock, lançaram a faixa "Dançar", em parceria com a cantora de funk carioca Tati Quebra Barraco. A ideia de convidar a funkeira para participar da música surgiu a partir do próprio nome da peça; a cantora teve a oportunidade de trazer uma batida, mas ela optou por cantar por cima de um rock mesmo.
Em 20 de setembro de 2022, lançaram uma nova versão de "Meu Funeral" com a participação do grupo Comunidade Nin-Jitsu e com um lyric video de animação ao estilo South Park dirigido por Vitor Zorzetti.
Lançaram o EP Coisa de Satanás em 2 de abril de 2023, data escolhida propositalmente para coincidir com a Sexta-feira Santa.
No mesmo ano, veio o disco RIO, produzido por Los Brasileros e que contou com os singles "Essa é Pra Transar Chorando", com participação do sambista Xande de Pilares (cuja música "Clareou" eles regravaram durante a pandemia de COVID-19); e "Inimigos do Fim", com Jimmy London cantando uma batida de funk carioca. Participam do álbum também Priscila Tossan e Rodrigo Lima. As faixas foram compostas durante as turnês dos EPs Modo Fufu e Tropicore Hardcal e levam a banda a uma exploração maior de gêneros além do rock, como funk, pagode e piseiro.
Em maio de 2024, lançaram o EP ao vivo Rock Together Sessions (Ao Vivo).
Em setembro, lançaram o single "Cesar e Ana", que homenageia um casal de amigos chamados Flávia e Thiago, que partiram numa viagem de motorhome, e adota uma "narrativa que celebra tanto esse casal quanto todas as pessoas que têm a coragem de transformar suas vidas em busca de novas possibilidades". O nome do casal foi trocado para ficar mais genérico e para fazer um trocadilho com o procedimento da cesariana.
Em outubro, participaram do disco Tributo 30 anos, uma homenagem aos Blind Pigs da qual participaram também CPM 22, Rats e Supla. Em 30 de novembro de 2024, abriram para a banda John Wayne no SESC Belenzinho, em São Paulo.
Em setembro de 2025, gravaram um DVD comemorativo de sete anos da banda no bar Belvedere, em Curitiba. Nesse ano, veio também o EP O Que Sobrou do Rio, trabalho de encerramento da fase RIO divulgado pelo single "A Fragilidade de Ser um Machão", que traz a participação da banda de rock The Mönic e teve clipe gravado na Casa de Cultura Butantã, em São Paulo, com direção de Raul Ibanez. A produção acompanha um baile típico dos anos 1960 que acaba se tornando um caos. As faixas do disco foram compostas junto com as do disco RIO, porém "estrategicamente" guardadas para um lançamento futuro.
Exatamente às 12:12 do dia 12 de junho de 2025, Dia dos Namorados no Brasil, o Meu Funeral lançou o single "Se Eu Morrer de Saudade", que fala de amor, relacionamentos e saudades, tendo como inspiração os relacionamentos da maioria dos integrantes, que estavam com pessoas de outros estados. A faixa combina um riff de mais de dez anos com ideias mais recentes e veio acompanhada de um clipe, inspirada pelo vídeo de "These Days" do Foo Fighters, com registros da banda na estrada, para combinar com a temática da saudade.
Em 14 de julho de 2025, veio "Deus Está no Comando" (a primeira música que haviam tocado ao vivo, em 2018), em parceria com a banda nova-iorquina Bayside Kings, pela Marã Música. A letra da faixa faz uma crítica à exploração de fiéis por parte de igrejas. Em 5 de setembro, lançaram mais um single, "Tudo Que Eu Queria", desta vez com participação de Duda Beat e abordando o ódio que se sente por alguém, bem como a felicidade de ver essa pessoa se dando mal.
Os três singles integraram o terceiro disco deles, Empacotado, lançado no dia 19 de setembro pela Marã Música. Para marcar o lançamento do trabalho, foi divulgado mais um single, "Velho Pra Sempre", cujo vídeo, marcado por imagens lentas contrastando com o ritmo acelerado da música, é inspirado pelo clipe de "Good Riddance", do Green Day.
Em novembro de 2025, tocaram no festival Tente Não Clicar, com Melton Sello, Mastrobiso, Juvi e Bruninho MP3.
O Meu Funeral é considerado uma banda de punk rock/pop punk, e mistura elementos de diversas outras vertentes, inclusive de gêneros fora do universo do rock, como o funk carioca. São influenciados coletivamente por grupos como NOFX, Blink-182, Green Day, The Offspring, Charlie Brown Jr., New Kids on the Block, Ratos de Porão e Mukeka di Rato, e individualmente por Barões da Pisadinha (Pedro Tent), Kevin O Chris (Luquita), The Beatles (Pepe) e Foo Fighters (Dan). Eles citam também os anos 1990 como um todo como influência.
Em entrevista à Billboard Brasil, Luquita comentou que a mistura de gêneros que a banda promove pode ser decorrente do seu local de origem, pois no Rio de Janeiro as coisas são "meio caóticas e misturadas".
Em outra entrevista, desta vez à revista Rolling Stone Brasil em 2021, ele opinou que o termo "punk" se refere mais à atitude do que à música em si, citando Pabllo Vittar como um exemplo de alguém "mais punk" que eles. Costumam subir ao palco ao som de "I Gotta Feeling", do Black Eyed Peas.
Perguntado sobre as letras com críticas sociais da banda, bem como as principais inspirações por trás delas, o baterista Tent disse que "essas críticas sociais das músicas nunca foram um objetivo estético da banda por si só, elas são um dos assuntos que abordamos na música e também na vida. O movimento punk/HC, uma das nossas maiores influências musicais, sempre buscou se posicionar politicamente, faz parte do movimento artístico."