Modaritas

Modaritas ou Banu Modar (em árabe: بنو مضر; romaniz.: Banū Muḍar) eram um grande agrupamento de tribos árabes tradicionalmente associado à Arábia setentrional e considerado descendente de Modar ibne Nizar, filho de Nizar e neto de Maade. Na sistematização dos genealogistas árabes, dividiam-se principalmente entre os descendentes de Hindife e os Caice Ailane, compreendendo numerosas tribos importantes, entre elas os coraixitas, quinanaítas, hudailitas, tamimitas, muzainaítas, soleimitas, hauazinitas e gatafanitas. Modar e Rebia figuram nas fontes como duas das maiores combinações tribais dos árabes setentrionais, embora a correspondência entre essas grandes unidades genealógicas e agrupamentos efetivamente existentes desde a Arábia pré-islâmica seja objeto de discussão.

As tradições situam os territórios iniciais dos modaritas nas regiões de Meca, Tiama, Hejaz e Négede, de onde diferentes grupos se dispersaram pela Península Arábica e, ainda antes do islã, alcançaram a Jazira. Os modaritas aparecem associados às disputas pelo controle de Meca e dos serviços da Caaba, às relações entre as populações da Arábia central e os reinos de Quinda e Hira e a uma prolongada rivalidade com Rebia. Permaneceram em grande medida ligados à religião árabe tradicional, e o santuário de Aluzá em Nacla era particularmente associado a tribos de Modar. Sua adesão ao islã ocorreu gradualmente durante a vida de Maomé, sendo os muzainaítas tradicionalmente apontados como o primeiro grupo modarita a prestar-lhe fidelidade

A partir das conquistas muçulmanas, tribos modaritas estabeleceram-se em extensas regiões do mundo islâmico, da Síria, Iraque e Coração ao Egito, Norte da África e Alandalus. Sua presença na Jazira deu nome a Diar Modar, uma das grandes divisões históricas da região. Durante o Califado Omíada, o nome Modar adquiriu também importante significado político, designando uma ampla coalizão formada sobretudo por Caice e Tamime e contraposta aos grupos reunidos sob a designação de Iêmem. Essa polarização, intensificada depois da Batalha de Marje Raite em 684, sobrepôs-se a divisões genealógicas anteriores e continuou a exercer influência durante o Califado Abássida. O nome Modar adquiriu ainda significado na tradição linguística árabe: muitas das tribos cujas variedades eram consideradas modelos de eloquência pelos filólogos pertenciam ao agrupamento, e alguns estudiosos muçulmanos chegaram a caracterizar como "modarita" a língua árabe considerada fasih.

História

Origem e genealogia

Os modaritas (Banu Modar) constituem, na tradição genealógica árabe, um dos principais agrupamentos dos árabes setentrionais, cuja ascendência comum era atribuída a Modar, filho de Nizar ibne Maade ibne Adenane. Modar e Rebia figuram nessa sistematização como ancestrais de dois dos maiores e mais poderosos agrupamentos tribais da Arábia setentrional. Em algumas classificações, Modar aparece ainda, depois de Adenane e Catã, como um dos quatro grandes ramos aos quais os árabes eram atribuídos, juntamente com Rebia, Cudaa e Iêmem. Segundo o esquema genealógico tradicional, os modaritas dividiam-se em dois grandes ramos, descendentes de Ilias e Ailane Anás. Este último era considerado ancestral de Caice Ailane, agrupamento que, por sua importância numérica e política, frequentemente representava o conjunto dos modaritas. Entre seus principais ramos eram enumerados Soleime, Hauazine, Mazime, Gatafane, Muaribe, Aduane, Fame e Anemar.

O outro grande conjunto era o dos hindifitas (Banu Hindife), nome derivado de Laila binte Huluane, esposa de Ilias e conhecida pelo nome ou epíteto de Hindife. Ilias teria tido com ela três filhos, Mudrica, Tabica e Camaa, cujos descendentes eram coletivamente denominados Banu Hindife. Mudrica era apresentado como pai de Hudail e Cuzaima, deste último descendendo, entre outros, os Açade e Quinana, dos quais procediam os coraixitas. De Tabica descendia Ude, a quem eram atribuídos Daba, Abede Manafe, Anre, Murra e Humaice; os descendentes de Anre eram conhecidos como muzainaítas a partir do nome de sua esposa, Muzaina, enquanto de Murra descendia Tamime, ancestral epônimo dos tamimitas. A classificação apresentada por Küçükaşcı inclui entre os principais grupos hindifitas os coraixitas, axerafitas, quinanaítas, hudailitas, tamimitas, Cuzaa e muzainaítas.

Embora essa estrutura apresente os modaritas como uma grande unidade de descendência comum, sua correspondência com agrupamentos tribais históricos é problemática. Kindermann adverte que nomes como Modar e Rebia nem sempre designam nas fontes a totalidade das confederações que lhes foram posteriormente atribuídas pelos genealogistas, podendo referir-se apenas a determinados grupos. A própria composição dessas grandes unidades variava conforme o contexto: há inclusive uma tradição que inclui todo o conjunto de Rebia em Modar. Para Kindermann, a antiguidade atribuída genealogicamente a essas divisões torna difícil determinar até que ponto Modar e Rebia existiram desde época remota como agrupamentos efetivos ou constituíram sistematizações artificiais de populações originalmente distintas.

Período pré-islâmico

As tradições geográficas situavam o território original dos modaritas nas proximidades de Meca, abrangendo os limites do território sagrado até as montanhas de Sarauate e as terras de Algaur e suas imediações. Modar e Rebia teriam inicialmente atuado em conjunto para expulsar outros descendentes de Maade de Meca e das regiões circundantes, ampliando dessa maneira seus territórios. Posteriormente, porém, os dois agrupamentos entraram em conflito. Segundo as tradições reunidas por Kindermann, após a retirada dos rebiaítas da Tiama, os modaritas permaneceram em seus territórios até que os Caice, derrotados pelos hindifitas, avançaram para o Négede. Dissensões entre os próprios hindifitas provocaram novas migrações: grupos descendentes de Tabica estabeleceram-se no Négede, Hejaz e regiões adjacentes, chegando a Iamama, Hajar, Iabrim e Omã, enquanto outros se instalaram entre Barém e Baçorá. Parte dos descendentes de Mudrica, por sua vez, permaneceu na Tiama, entre eles os descendentes de Nadre ibne Quinana, estabelecidos nas proximidades de Meca.

As tradições preservam também uma antiga associação dos modaritas com Meca e o santuário da Caaba. Segundo esses relatos, os jurumitas, então senhores da Tiama e guardiões do santuário, foram expulsos de Meca por Iade e Modar. Na disputa subsequente pela posse da cidade, os modaritas teriam prevalecido, mas não conservaram por muito tempo sua administração, que passou aos cuzaaítas. Restaram nas mãos de famílias modaritas determinados ofícios religiosos ligados à peregrinação, entre eles a ijaza de Arafate, a ifada de Musdalifa e a ijaza de Mina, funções que continuaram associadas a famílias de Modar mesmo depois da reorganização dos serviços do santuário por Cuçai ibne Quilabe. Küçükaşcı registra ainda uma tradição segundo a qual os modaritas, liderados por Fir (Coraixe), impediram os himiaritas de transferir a Caaba de Meca para o Iêmem, medida que teria como objetivo fazer com que os peregrinos passassem a dirigir-se aos territórios himiaritas.

Em escala mais ampla, Modar e Rebia aparecem nas tradições relativas às relações entre as populações da Arábia central e os reinos da periferia da península. Segundo Kindermann, ambos permaneceram durante determinados períodos sob a suserania do Iêmem, contra a qual teriam se rebelado em diferentes ocasiões. As fontes atribuem aos grupos de Maade vitórias em batalhas como Albaida, Sulane e Cazaze, mas a historicidade e a cronologia dessas narrativas são difíceis de determinar. Modar e Rebia aparecem também associados ao Reino de Quinda, cujos governantes teriam empregado a titulatura de "rei de Maade — ou Modar — e Rebia". Os dois agrupamentos reconheceram em determinado momento a autoridade do rei quindaíta Alharite ibne Anre Alquindi, que os conduziu em campanhas contra os gassânidas e lácmidas, embora posteriormente tenha perdido suas conquistas. Após o enfraquecimento do poder quindaíta, o rei lácmida Almondir III (r. 503–554) estendeu sua autoridade sobre Modar, Rebia e outros grupos da Arábia central. A rivalidade entre Modar e Rebia tornou-se igualmente um tema importante das tradições relativas à Jailia. Küçükaşcı afirma que os conflitos entre os dois agrupamentos terminaram, em determinado momento, com a supremacia de Rebia, apoiado por tribos iamanitas.

As fontes atribuem também diferenças religiosas e culturais aos dois conjuntos. Enquanto o cristianismo teria alcançado considerável difusão entre os rebiaítas, especialmente entre grupos próximos das fronteiras dos grandes impérios, os modaritas teriam permanecido mais ligados às práticas da religião árabe tradicional e menos sujeitos à influência aramaica. Rajabe era particularmente associado a Modar, sendo conhecido como Rajabe Modar. O santuário da deusa Aluzá, em Nacla, era venerado pelos coraixitas, quinanaítas e, segundo uma formulação preservada por Atabari, por "todo Modar". A dispersão territorial dos modaritas começou ainda antes do islã. Além dos movimentos internos pela Península Arábica, grupos identificados como Modar alcançaram a Jazira, onde sua presença acabaria associada ao nome de Diar Modar. Küçükaşcı situa a expansão para além da Arábia desde o início do século IV, mencionando sua presença nas regiões de Harrã, Raca, Samósata, Tel Mauzane, e Suruje. Kindermann observa que Blau identificou os modaritas da Mesopotâmia com os mauzanitas (em grego: Μαυζανῖται; em latim: Mauzanitae) mencionados na região durante o século IV.

Período islâmico

No início do período islâmico, os grupos modaritas não aderiram ao islã de maneira simultânea. Os muzainaítas eram tradicionalmente considerados a primeira tribo de Modar a prestar fidelidade a Maomé, possivelmente já em 5 A.H. (626–627), enquanto outros ramos permaneceram fora da comunidade muçulmana por mais tempo. Segundo relatos relativos à delegação dos abedalcaicitas, os integrantes desse grupo que se dirigiram a Medina queixaram-se de que tribos politeístas de Modar bloqueavam o caminho entre seu território e a cidade, permitindo-lhes viajar apenas durante os meses sagrados. O episódio, situado pelas fontes entre a Batalha de Uude e a Conquista de Meca, demonstra, segundo Küçükaşcı, que alguns grupos modaritas ainda não haviam aderido ao islã nesse período. O nome Modar aparece também nas tradições relativas aos próprios coraixitas e aos politeístas de Meca. Maomé teria empregado ocasionalmente a designação Modar ao referir-se aos adversários mequenses, enquanto os coraixitas se apresentavam como os nobres de Modar e argumentavam que sua conversão teria influência sobre outros árabes que reconheciam a Caaba como santuário. Em 8 A.H. (630), Calide ibne Alualide destruiu em Nacla o santuário de Aluzá, deusa venerada pelos coraixitas, quinanaítas e, segundo Atabari, por "todo Modar". No ano seguinte, durante o chamado Ano das Delegações, grandes grupos modaritas e rebiaítas, entre eles os tamimitas, taquifitas, abedalcaicitas e becritas, aderiram ao islã. Kindermann ressalta, contudo, que essas submissões não significaram o controle imediato de toda a Arábia central. A incorporação dos modaritas à nova ordem política não eliminou imediatamente seus padrões sociais anteriores. Segundo Küçükaşcı, parcela importante dos grupos de Modar conservou por longo período hábitos beduínos e forte solidariedade tribal, apresentando dificuldades de adaptação à vida sedentária. O autor relaciona a esse contexto a presença numerosa de modaritas entre os primeiros carijitas de Baçorá e Cufa. No Período Omíada, contudo, havia entre os grupos modaritas tanto populações sedentárias quanto nômades.

A partir do Califado Ortodoxo, grupos modaritas participaram das primeiras conquistas muçulmanas e acompanharam a expansão dos exércitos árabes para fora da Península Arábica. Modar e Rebia passaram a figurar como contingentes importantes nas forças muçulmanas, embora Kindermann ressalte que os números atribuídos a esses agrupamentos por algumas fontes nem sempre sejam confiáveis. Com as conquistas, grupos pertencentes a Modar estabeleceram-se na Síria, Iraque, Irã, Egito, Palestina, Norte da África, Coração e Alandalus. Nas cidades de Cufa, Baçorá e Cairo, formaram-se bairros ou setores associados ao nome Modar. A presença modarita foi particularmente importante na Jazira, onde grupos provenientes da Arábia já haviam começado a estabelecer-se antes do islã e continuaram a fazê-lo durante as conquistas. A região passou a ser convencionalmente dividida, de acordo com as principais populações tribais árabes nela instaladas, em Diar Modar, Diar Rebia e Diar Becre. Diar Modar compreendia centros como Urfa, Harrã, Raca, Samósata, Circésio, Suruje e Resena. Durante os períodos omíada e abássida, sua importância comercial e militar fez com que a região fosse ocasionalmente administrada separadamente do restante da Jazira. A designação geográfica sobreviveu às transformações políticas posteriores. Entre 945 e 967, Diar Modar esteve sob os hamedânidas e, após a morte de Ceife Adaulá, passou sucessivamente ao domínio do Emirado Ucaílida de Moçul e do Emirado Numaírida, estes últimos pertencentes ao próprio conjunto modarita.

Rivalidades tribais

A rivalidade entre os modaritas e os rebiaítas, já atribuída pelas fontes ao período pré-islâmico, continuou a manifestar-se depois do advento do islã. A oposição aparece de maneira particularmente explícita nas tradições relativas às Guerras Rida, quando seguidores de Muçailima, pertencente a Rebia, teriam declarado preferir um "mentiroso de Rebia" a um "verdadeiro de Modar". A rivalidade também teria aflorado durante a arbitragem que se seguiu à Batalha de Sifim, quando Alaxate ibne Caice se opôs à escolha de dois árbitros pertencentes a Modar. A importância política do nome Modar aumentou particularmente durante o Califado Omíada, quando antigas identidades e rivalidades locais foram reorganizadas em coalizões tribais mais abrangentes. Segundo a interpretação de Ignaz Goldziher citada por Kindermann, as narrativas sobre antigas guerras entre Maade e os iamanitas teriam sido elaboradas retrospectivamente a partir de antagonismos posteriores, inicialmente relacionados à oposição entre os coraixitas e os ançares. A intensificação das disputas políticas, sobretudo depois da Batalha de Marje Raite em 684, favoreceu a formação de coalizões cada vez maiores. Nesse processo, os tamimitas e os Caice passaram a integrar o grande partido de Modar, enquanto os azeditas se associaram ao bloco iamanita; em Coração, este último compreendia também grupos de Rebia, especialmente becritas, e na Síria incorporou os cudaaítas, entre os quais os calbitas.

A oposição que se consolidou nesse período era, portanto, sobretudo entre grandes coalizões designadas como Modar e Iêmem, e não uma simples continuação da divisão genealógica entre Modar e Rebia. A nova polarização podia sobrepor-se às antigas rivalidades e reunir num mesmo campo grupos que as genealogias apresentavam como pertencentes a linhagens distintas. Segundo Kindermann, esse dualismo, no qual Modar era representado principalmente por Caice e Tamime e o partido iamanita por Azede e grupos de Rebia, acabou por eclipsar outros antagonismos e polarizar grande parte do mundo árabe. Küçükaşcı relaciona a intensificação dessas disputas também à organização tribal dos exércitos e à preferência dos califas pelas tribos iamanitas em detrimento de Modar, fatores que contribuíram para prolongar as rivalidades nas províncias orientais e ocidentais do califado. No Norte da África e no Alandalus, os conflitos entre grupos modaritas e iamanitas desenvolveram-se paralelamente às disputas do Oriente e contribuíram para a instabilidade política do período omíada.

A rivalidade assumiu igualmente uma dimensão de prestígio genealógico e literário. Na tradição árabe, Modar e Rebia competiam pela precedência e pela reputação de seus integrantes; segundo Küçükaşcı, os rebiaítas teriam inicialmente se destacado na poesia durante a Jailia, enquanto posteriormente os modaritas adquiriram maior proeminência. No período omíada, o poeta Alcumaite Alaçadi, partidário dos haxemitas, destacou-se como defensor de Modar e compôs poemas de exaltação do agrupamento. Depois de escrever sua segunda Haximíada, considerou Alfarasdaque xeique e poeta de Modar. Küçükaşcı relata ainda que Abedalá ibne Moáuia, líder do movimento janaíta, incentivou Alcumaite a explorar literariamente a rivalidade entre Modar e Iêmem em benefício da causa haxemita. As divisões continuaram a possuir relevância durante o Califado Abássida. Na guerra civil entre Alamim e Almamune, Küçükaşcı associa os modaritas ao apoio a Alamim e os grupos iamanitas ao de Almamune, apresentando o conflito como uma nova manifestação da oposição entre as duas coalizões.

Língua

No início do período islâmico, muitas das variedades da língua árabe consideradas fasih pelos filólogos eram faladas por tribos atribuídas a Modar. Segundo Küçükaşcı, com exceção de Tai, a maioria das tribos cujas variedades eram tomadas como modelos de eloquência pertencia ao conjunto modarita, razão pela qual a língua considerada eloquente podia ser designada como "modarita". Essa relação entre Modar e o árabe tido como linguisticamente prestigioso permaneceu presente na tradição filológica posterior. Ibne Caldune, por exemplo, afirmava que o árabe de sua época seguia a tradição linguística de Modar e atribuía a esta especial força de expressão e eloquência. Alguns estudiosos muçulmanos sustentaram também que o Alcorão havia sido revelado na língua ou dialeto de Modar. Em apoio a essa concepção, era citada uma tradição atribuída ao califa Omar, segundo a qual, em caso de divergência sobre o vocabulário árabe, deveria ser seguida a maneira de falar de Modar. Essa concepção adquiria particular importância por incluir os coraixitas, considerados o mais importante ramo de Modar na classificação genealógica tradicional. Segundo Küçükaşcı, durante a produção das cópias padronizadas do Alcorão, as diferenças dialetais que ocasionavam leituras divergentes foram deixadas de lado e adotou-se o dialeto dos coraixitas.

Referências

  1. ↑ Martins 1973, p. 128.
  2. 1 2 Kindermann 1995, p. 352.
  3. 1 2 3 4 5 6 7 8 Küçükaşcı 2020, p. 356.
  4. 1 2 3 Kindermann 1995, p. 354.
  5. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Kindermann 1995, p. 353.
  6. ↑ Küçükaşcı 2020, pp. 356–357.
  7. 1 2 3 Küçükaşcı 2020, p. 357.
  8. 1 2 3 Küçükaşcı 2020, p. 358.

Bibliografia