| Morpho menelaus | |||||||||||||||||||
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M. menelaus, subespécie huebneri (macho - vista inferior). | |||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||
Morpho menelaus (Linnaeus, 1758) | |||||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||||
Papilio menelaus Linnaeus, 1758 Papilio nestor Linnaeus, 1758 Papilio coeruleus Perry, 1810 Leonte menelaë Hübner, [1819] Leonte nestira Hübner, [1821] Morpho godartii Guérin-Méneville, [1844] Morpho amathonte Deyrolle, 1860 Morpho alexandra Hewitson, 1863 Morpho melanippe Butler, 1866 Morpho alexandrovna Druce, 1874 Morpho didius Hopffer, 1874 Morpho melacheilus Staudinger, [1886] Morpho nestira Fruhstorfer, 1907 Morpho paris Le Cerf, 1926 Morpho kruegeri Rober, 1927 Morpho menalaus (sic) Rousseau-Decelle, 1935 Morpho punicae Fabricius, 1938 Morpho agamemnon Le Moult & Réal, 1962 Morpho mattogrossensis Le Moult & Réal, 1962 Morpho centralis Le Moult & Réal, 1962 Morpho occidentalis Le Moult & Réal, 1962 | |||||||||||||||||||
Morpho menelaus é uma borboleta neotropical da família Nymphalidae, subfamília Satyrinae e tribo Morphini, descrita por Carolus Linnaeus em 1758 e nativa da Costa Rica, Panamá, Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Brasil (Amazonas, Rondônia, Pará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul). Visto por cima, o padrão básico da espécie (macho) apresenta asas de coloração azul iridescente com as pontas das asas anteriores de coloração enegrecida, por vezes apresentando duas pontuações brancas no ápice das asas anteriores e uma pequena linha de igual coloração no contorno localizado na frente do mesmo par de asas. Vista por baixo, a borboleta possui asas de coloração castanho escura, com geralmente um número de sete ocelos em cada par (anterior e posterior) de asas (podendo ir de cinco, seis a dez ocelos). O dimorfismo sexual é acentuado, com as fêmeas maiores, menos frequentes e com asas contendo uma maior superfície enegrecida. O zoólogo Eurico Santos cita os seguintes nomes vernáculos para esta espécie: "Praia-grande", "Corcovado" e "Azul-seda". A lagarta de M. menelaus amathonte foi encontrada em planta do gênero Pterocarpus (Pterocarpus officinalis). No Brasil, Otero a encontrou sobre planta do gênero Erythroxylum conhecida por "Arco-de-pipa" (Erythroxylum pulchrum).
De acordo com Markku Savela esta espécie já foi descrita, dentro de seu gênero, com a denominação Morpho godartii, Morpho amathonte, Morpho alexandra, Morpho melanippe, Morpho alexandrovna, Morpho didius, Morpho melacheilus, Morpho nestira, Morpho paris, Morpho kruegeri, Morpho punicae, Morpho agamemnon, Morpho mattogrossensis, Morpho centralis e Morpho occidentalis; o que evidencia sua grande variação individual.
Adrian Hoskins cita que a maioria das espécies de Morpho passa as manhãs patrulhando trilhas ao longo dos cursos de córregos e rios. Nas tardes quentes e ensolaradas, às vezes, podem ser encontradas absorvendo a umidade da areia, visitando seiva a correr de troncos ou alimentando-se de frutos em fermentação.
M. menelaus possui dezoito subespécies: