Morpho anaxibia

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Vista superior de M. anaxibia (macho)
Vista superior de M. anaxibia (macho)
A fêmea de M. anaxibia é a última ilustração, em ordem de leitura, nesta gravura do ano de 1924.
A fêmea de M. anaxibia é a última ilustração, em ordem de leitura, nesta gravura do ano de 1924.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Subordem: Papilionoidea
Família: Nymphalidae
Rafinesque, 1815
Subfamília: Satyrinae
Género: Morpho
Fabricius, 1807
Espécie: M. anaxibia
Nome binomial
Morpho anaxibia
(Esper, [1801])
Sinónimos
Papilio anaxibia Esper, 1801
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Morpho anaxibia é uma borboleta neotropical da família Nymphalidae, subfamília Satyrinae e tribo Morphini, descrita em 1801 e endêmica do sudeste e sul do Brasil (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), além de algumas populações bem localizadas na Argentina (Misiones). Visto por cima, o padrão básico da espécie (macho) apresenta asas de coloração azul iridescente com as pontas das asas anteriores de coloração enegrecida. Vista por baixo, apresenta asas de coloração castanha, com ocelos pouco aparentes de coloração alaranjada. O dimorfismo sexual é acentuado, com as fêmeas maiores, menos frequentes e com asas contendo superfície enegrecida na borda, apresentando marcações amareladas e brancas nesta região. Lagartas foram encontradas em plantas de Eugenia brasiliensis e Erythroxylum pulchrum (gênero Erythroxylum). O zoólogo Eurico Santos cita os seguintes nomes vernáculos para esta espécie: "Azul-seda" e "Corcovado", dizendo que a envergadura no macho é de 12 a 14 centímetros e na fêmea é de 13 a 15 centímetros.

Hábitos

Adrian Hoskins cita que a maioria das espécies de Morpho passa as manhãs patrulhando trilhas ao longo dos cursos de córregos e rios. Nas tardes quentes e ensolaradas, às vezes, podem ser encontradas absorvendo a umidade da areia, visitando seiva a correr de troncos ou alimentando-se de frutos em fermentação. Os adultos machos de M. anaxibia realizam breves disputas aéreas, voando de dezembro a abril (com os meses de maior população sendo janeiro e fevereiro). Eurico Santos afirma que a proporção é de 500 machos para cada fêmea.

Subespécies

M. anaxibia possui três subespécies descritas, não validadas taxonomicamente:

Referências

  1. Adalbert Seitz ed. (1924). «The Macrolepidoptera of the world; a systematic description of the hitherto known Macrolepidoptera Volume V: The American Rhopalocera. Stuttgart 1924 - Page 6 - (MORPHO)» (em inglês). Biodiversity Heritage Library. 1 páginas. Consultado em 23 de junho de 2015
  2. ↑ Adalbert Seitz ed. (1924). «The Macrolepidoptera of the world; a systematic description of the hitherto known Macrolepidoptera Volume V: The American Rhopalocera. Stuttgart 1924 - Page 6 - (MORPHO)» (em inglês). Biodiversity Heritage Library. 1 páginas. Consultado em 23 de junho de 2015
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  10. ↑ Gerardo Lamas. «Morpho anaxibia (Esper, 1801) - fêmea» (em inglês). Butterflies of America. 1 páginas. Consultado em 23 de junho de 2015
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  12. ↑ OTERO, Luiz Soledade; MARIGO, Luiz Claudio (1990). Borboletas. Beleza e comportamento de espécies brasileiras 1ª ed. [S.l.]: Marigo Comunicação Visual. p. 69. 128 páginas. ISBN 85-85352-01-9
  13. 1 2 SANTOS, Eurico (1985). Zoologia Brasílica, vol. 10. Os Insetos 2ª ed. [S.l.]: Itatiaia. p. 37. 244 páginas
  14. ↑ Adrian Hoskins. «Sickle-winged Morpho - Morpho rhetenor cacica (Staudinger, 1876)» (em inglês). Learn about butterflies. 1 páginas. Consultado em 23 de junho de 2015
  15. ↑ Jessie Pereira dos Santos; Cristiano Agra Iserhard; Melissa Oliveira Teixeira; Helena Piccoli Romanowski (2011). «Fruit-feeding butterflies guide of subtropical Atlantic Forest and Araucaria Moist Forest in state of Rio Grande do Sul, Brazil» (em inglês). Biota Neotropica, vol. 11, no. 3. 1 páginas. Consultado em 23 de junho de 2015
  16. ↑ «Morpho anaxibia Esper, 1798 (2)». Lepidoptera brasiliensis. 1 páginas. Consultado em 23 de junho de 2015

Ligações externas

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