| Nature Portfolio | |
|---|---|
| Situação | Ativa |
| Empresa-mãe | Springer Nature |
| Fundação | 1869, com a revista Nature |
| Fundador(es) | Norman Lockyer Alexander Macmillan [en] |
| País de origem | Reino Unido |
| Sede | Londres, N1 [en] |
| Distribuição | Mundial |
| Tipos de publicação | Periódicos científicos, revistas e bases de dados on-line |
| Tópicos de não-ficção | Ciência e medicina |
| Proprietário(s) | Springer Nature |
| Empregados | Mais de 800 |
| Website oficial | nature.com |
Nature Portfolio, anteriormente chamada Nature Publishing Group e Nature Research, é uma divisão da Springer Nature, empresa internacional de publicações científicas. Publica periódicos científicos, revistas e bases de dados on-line, além de oferecer serviços nas áreas de ciência e medicina.
A principal publicação da Nature Research é a Nature, revista semanal multidisciplinar lançada em 1869. A divisão também publica os periódicos de pesquisa com o nome Nature, os periódicos Nature Reviews, desde 2000, periódicos de sociedades científicas e periódicos de acesso aberto, entre eles Scientific Reports [en] e Nature Communications. A Springer Nature também publica a Scientific American em 16 idiomas, uma revista voltada ao público geral.
Em 2013, antes da fusão com a Springer e da criação da Springer Nature, o Holtzbrinck Publishing Group, proprietário da Nature Publishing Group, comprou uma participação majoritária na Frontiers [en]. Antes da criação da Springer Nature, em 2015, a Nature Research, então chamada Nature Publishing Group, fazia parte da Macmillan Science and Education, subsidiária integral do Holtzbrinck Publishing Group.
A Nature Research emprega milhares de pessoas em seus escritórios em Londres, Nova Iorque, São Francisco, Seul, Washington, D.C., Boston, Tóquio, Paris, Berlim, Munique, Madri, Hong Kong, Xangai, Deli, Melbourne, Cidade do México, Buenos Aires, São Paulo e Basingstoke. Após a fusão com a Springer Science+Business Media, em 2015, a empresa passou a ter cerca de 13.000 funcionários.
Em junho de 2025, o governo Trump tomou medidas para encerrar parte dos contratos do governo federal dos Estados Unidos com a Springer Nature, sob a alegação de viés político.
Em 2020, a Nature Research publicava 156 periódicos científicos. A antiga coleção Nature Clinical Practice [en] mudou de nome e foi incorporada à coleção Nature Reviews [en] em 2009. A editora também publica a coleção npj, sigla de Nature Partner Journals.
Na maioria dos casos, os custos das publicações da Springer Nature são cobertos por assinaturas individuais e institucionais. Mais de 40 periódicos permitem que os autores publiquem artigos em acesso aberto, mediante o pagamento de uma taxa de publicação ao periódico pelo autor, por sua instituição ou pela entidade que financia a pesquisa. A editora também publica periódicos de acesso aberto [en]. Os autores podem disponibilizar artigos aceitos, ainda sem edição, em seus próprios sites ou nos repositórios das entidades financiadoras, a partir de seis meses após a publicação.
Em junho de 2010, bibliotecários dos campi da Universidade da Califórnia distribuíram aos docentes uma carta sobre as dificuldades das bibliotecas com os preços cobrados pela NPG. A iniciativa teve o apoio do Comitê Universitário de Bibliotecas e Comunicação Científica, que abrangia todo o sistema universitário. A carta também previa a possibilidade de um boicote caso o impasse não fosse resolvido. Em agosto de 2010, um comunicado conjunto afirmou: "Nossas duas organizações concordaram em trabalhar juntas nos próximos meses para enfrentar os desafios de curto e longo prazo que temos em comum, o que inclui explorar possíveis novas abordagens e modelos de publicação em evolução."
Em dezembro de 2014, a NPG anunciou que disponibilizaria gratuitamente on-line o conteúdo de todos os periódicos da Nature. Os artigos, porém, são apresentados por meio do ReadCube [en], um sistema de gestão de direitos digitais financiado pela Digital Science, subsidiária da Macmillan. O sistema permite apenas a leitura e impede que os leitores baixem, copiem, imprimam ou distribuam o conteúdo por outros meios. Somente assinantes da Nature e um grupo de veículos de comunicação selecionados podem gerar links para os artigos, mas esses links podem ser compartilhados publicamente em artigos on-line e redes sociais. Quem disponibiliza os links também pode acrescentar anotações aos artigos. A medida buscava conter o "compartilhamento às escondidas", ou dark sharing, e usar o ReadCube para obter dados analíticos [en]. Embora fosse vista como uma solução intermediária em relação ao acesso inteiramente restrito, a iniciativa recebeu críticas de que as limitações de uso e distribuição impediam que ela fosse, de fato, um modelo de acesso aberto.
Em 2011, a Nature lançou sua primeira coleção de livros didáticos eletrônicos para o ensino superior, começando por Principles of Biology [en], adotado pela Universidade do Estado da Califórnia. Para Vikram Savkar, vice-presidente sênior e diretor editorial da então Nature Publishing Group, a coleção poderia romper com o modelo tradicional de publicação de livros didáticos.
Outros serviços em atividade da Nature Portfolio são:
Em iniciativas anteriores, a editora ofereceu os seguintes serviços on-line: