| Ordem de Santo Agostinho | |
|---|---|
| Ordo Sancti Augustini | |
O emblema da ordem tem dois elementos fixos: o livro sagrado e o coração flamejante transfixado por uma flecha | |
| Lema | "Anima una et cor unum in Deum" (Latim) "Uma só alma e um só coração para Deus" (Português) |
| Sigla | O.S.A. |
| Tipo | Ordem religiosa |
| Fundador | Papa Inocêncio IV |
| Local e data da fundação | 16 de dezembro de 1243 |
| Superior geral | Joseph Lawrence Farrell, O.S.A. |
| Presença | 50 países na África, Américas, Ásia, Europa e Oceania |
| Membros | 2.785 frades, dos quais 1.999 são sacerdotes |
| Atividades | Trabalho pastoral, missionário e educacional |
| Sede | Via Paolo VI, 25, 00193 Roma, Itália |
| Website | augustinianorder.org |
A Ordem de Santo Agostinho (em latim: Ordo Sancti Augustini, OSA) é uma ordem mendicante da Igreja Católica. Seus membros são denominados agostinianos, agostinhos ou ainda frades eremitas. Até 1968, a ordem era conhecida pelo nome Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho (OESA).
Fundada em 1244 pela união de diversas comunidades eremíticas na região da Toscana que seguiam a Regra de Santo Agostinho (escrita pelo próprio no século V), a ordem é formada tanto por frades também ordenados sacerdotes como também por aqueles que só professaram seus votos religosos.
A ordem foi responsável pela difusão internacional da veneração mariana de Nossa Senhora do Bom Conselho (Mater boni consilii).
O dia 16 de dezembro de 1243, o Papa Inocêncio IV emitiu a bula Incumbit nobis conclamando numerosas comunidades eremitas da Toscana a se unirem em uma só ordem religiosa com a Regra e forma de vida determinadas por Santo Agostinho, às comunidades que fundou durante sua vida.
Os principais eremitas eram: os Eremitas de Santo Agostinho da Túxia, cujos mosteiros, originariamente independentes, em março de 1244, por decisão da Santa Sé, foram reunidos numa única organização; os Eremitas de Brettino, pelo nome da localidade; e os Eremitas de Giovanni Bono.
No mês de março de 1256, em Roma, em Santa Maria del Popolo, reuniram-se, por vontade do Papa Alexandre IV, os delegados de todos os mosteiros acima citados e de outros institutos menores, num total de cerca de trezentos e sessenta membros. Na presença do legado papal, cardeal Ricardo degli Annibaldi, os frades eremitas ouviram e aceitaram a vontade do Pontífice de se reunirem para constituir uma única grande Ordem, a dos Eremitas de Santo Agostinho.
Os frades eremitas da Toscana elegeram, então, um prior-geral e formalizaram suas constituições. A Santa Sé achou por bem fazer isso também para que os frades se transferissem para as cidades e lá construíssem seus conventos, podendo assim catequizar o povo através do exemplo, da pregação e do atendimento nas confissões.
Desta forma, a Ordem Agostiniana passou a desenvolver sua dimensão apostólica, muito marcante em seu fundador.
Atualmente, a Ordem de Santo Agostinho está presente em mais de 50 países, com o conclave de 2025 elegendo Leão XIV, o primeiro Papa agostiniano.
A Ordem, além de seguir a Regra de Santo Agostinho, possui como base governamental suas Constituições, escritas pela primeira vez pelo prior-geral Augustinus Novellus em 1298. Essas constituições foram sendo atualizadas e revisadas ao longo dos séculos.
O cargo de prior-geral está no topo da hierarquia: o estadunidense Joseph Lawrence Farrell atualmente ocupa esse cargo, sendo eleito em 2025. Seu antecessor foi o espanhol Alejandro Moral. O prior-geral da Ordem possui um mandato de seis anos, sendo eleito pelo capítulo geral da Ordem. Em seu governo, o prior-geral é assistido por seis assistentes e um secretário, também eleitos pelo capítulo geral, formando a chamada Curia Generalitia.
Cada província da Ordem é governada por um provincial, cada comissariado por um comissário-geral, cada uma das duas congregações por um vigário-geral e cada mosterio por um prior: apenas o mosteiro de Alt-Brunn, na Morávia, está sob a responsabilidade de um abade.
Além disso, cada universidade sob responsabilidade dos agostinianos está sob a direção de um reitor.
Os membros da ordem ainda são subdivididos em padres e irmãos. Os Agostinianos ainda possuem um cardeal protetor responsável por representar a Ordem no colégio cardinalício da Santa Sé.
Freiras agostinianas são as mais antigas e o mais contínuo: segmento da ordem religiosa do Catolicismo Romano Agostiniano sob os cânones do método contemporâneo de estudo da história. As freiras agostinianas, nomeada por Sto. Agostinho de Hipona (430), são ordens monásticas Católico Romanas de mulheres enclausuradas que vivem de acordo com uma vida religiosa conhecida como a Regra de santo Agostinho. Conhecidas freiras agostinianas foram a compositora italiana Vittoria Aleotti, a mística italiana Santa Clara de Montefalco, a mística alemã Anna Catarina Emmerich e Santa Rita de Cássia.

A ordem agostiniano tem envolvimento em especial com atividades de educação e de assistência social. Como exemplo, podemos citar Agostino Ciasca, arcebispo de Lárissa e cardeal, que estabeleceu um departamento especializado em línguas semíticas no Seminário Romano, publicou uma tradução para o árabe da obra Diatessaron, de Taciano, além de escrever o Bibliorum Fragmenta Copto-Sahidica, um livro contendo fragmentos do Antigo e do Novo Testamento em copta.
Além disso, a Ordem é mantenedora de diversas instituições educacionais, especialmente na América Latina.
Abaixo estão listados alguns personagens notáveis relacionados à Ordem de Santo Agostinho que não foram canonizados ou passaram por nenhum tipo de reconhecimento deste tipo pela Igreja.
| Parte da série sobre |
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A família agostiniana compõe-se dos seguintes ramos:
Destacaram-se: São Nicolau Tolentino e Martinho Lutero.