| Orco | |
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| Deus do submundo, punidor dos juramentos quebrados Membro dos di selecti | |
Boca de Orco, uma extravagância arquitetônica do século XVI nos Jardins de Bomarzo. | |
| Outro(s) nome(s) | Dis Pater, Hades (Plutão) |
| Morada | Hades, Submundo |
| Equivalentes | |
| Grego | Horcos, Hades |
| Etrusco | Orco |
Orco (em latim: Orcus) foi um deus do submundo, punidor daqueles que quebravam juramentos na mitologia etrusca e romana. Assim como Hades, o nome do deus também era usado para o próprio submundo. Eventualmente, ele foi associado a Dis Pater e Plutão.
É possível que tenha existido um templo dedicado a Orco no Monte Palatino, em Roma. É provável que seu nome seja uma transliteração do daimon grego Horcos, a personificação dos juramentos e filho de Éris.

As origens de Orco podem estar ligadas à religião etrusca. O chamado "Tumba de Orco", um sítio etrusco em Tarquinia, é um nome impróprio, resultante da confusão entre um gigante peludo e barbudo e Orco feita por seus primeiros descobridores; na verdade, a estátua retrata um Ciclope.
Os romanos às vezes confundiam Orco com outros deuses do submundo, como Plutão, Hades, e Dis Pater. O nome "Orcus" parece ter se referido especificamente ao lado malicioso e punitivo do governante do submundo, como o deus que atormentava os malfeitores em sua vida após a morte. Assim como o nome Hades, "Orcus" poderia se referir tanto ao próprio submundo quanto à sua divindade governante. Na interpretação benevolente para tal lugar, acreditava-se que era uma morada para a purificação das almas dos falecidos.
Na literatura romana encontram-se frases como Orcum morari (lit. "fazer Orco esperar", ou seja, adiar a morte) e cum Orco rationem habere (lit. "ir à razão com Orco", ou seja, aproximar-se da morte).
Orco era adorado principalmente em áreas rurais; ele não tinha culto oficial nas cidades. Esse isolamento permitiu que ele sobrevivesse no campo muito tempo depois que os deuses mais prevalentes deixaram de ser adorados. Ele sobreviveu como uma figura folclórica até a Idade Média, e aspectos de seu culto podem ter sido transmutados nos festivais do homem selvagem realizados em áreas rurais da Europa até a era moderna. De fato, muito do que se sabe sobre as celebrações associadas a Orco vem de fontes medievais.

Devido à associação de Orco com a morte e o submundo, seu nome passou a ser usado para demônios e outros monstros do submundo, particularmente em italiano, onde "orco" se refere a um tipo de monstro encontrado em contos de fadas que se alimenta de carne humana.
A palavra francesa ogre (que aparece pela primeira vez nos contos de fadas de Charles Perrault) pode ter vindo de formas variantes desta palavra, orgo ou ogro; em qualquer caso, o ogre francês e o orco italiano são exatamente o mesmo tipo de criatura.
Um exemplo inicial de um orco aparece em Orlando Furioso (1516) de Ludovico Ariosto, como um monstro bestial, cego, e com presas no rosto, inspirado no Ciclope da Odisseia.
O orco de Orlando, juntamente com a palavra do inglês antigo orc (no sentido de um ogro, como Grendel), foi parte da inspiração para os orcs de Tolkien em seu Senhor dos Anéis. Em outros manuscritos, Tolkien escreveu uma nota lateral sobre a palavra:
Em uma carta não publicada enviada a Gene Wolfe, Tolkien também fez este comentário:
A partir desse uso, inúmeros outros jogos de fantasia e obras de ficção tomaram emprestado o conceito do orc.