| Parides sesostris | |||||||||||||||||||||
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Fotografia do macho de P. sesostris, subespécie sesostris, em vista superior; espécime do Museu Nacional de História Natural, França. | |||||||||||||||||||||
Fotografia da fêmea de P. sesostris em Rioja, San Martín, Peru. Foi classificada como Papilio tullus por Pieter Cramer, em 1780, desconhecendo o dimorfismo sexual de P. sesostris. | |||||||||||||||||||||
| Estado de conservação | |||||||||||||||||||||
Pouco preocupante (IUCN 3.1) | |||||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||||
Parides sesostris (Cramer, 1779) | |||||||||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||||||||
As diversas subespécies da borboleta P. sesostris são encontradas na Região Neotropical (em verde), do México até a America do Sul setentrional. | |||||||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||||||
Papilio sesostris Cramer, 1779 Papilio tullus Cramer, 1780 Papilio tarquinius Boisduval, 1836 Papilio lycomes Gray, [1853] Papilio zestos Gray, [1853] Papilio sesostrellana Kotzsch, 1934 (IUCN/Markku Savela) | |||||||||||||||||||||
Parides sesostris (denominada popularmente, em inglês, Sesostris cattleheart, emerald-patched cattleheart ou southern cattle heart) é uma espécie de inseto da ordem Lepidoptera; uma borboleta neotropical da família Papilionidae; suas quatro subespécies distribuídas do sul do México, em Veracruz e Oaxaca, onde ocorre P. sesostris zestos, até a Bacia Amazônica, onde a subespécie P. sesostris sesostris fora descrita por Pieter Cramer, em 1779; na página 34 da obra De uitlandsche kapellen, voorkomende in de drie waereld-deelen Asia, Africa en America, volume III; classificada com o nome Papilio sesostris e com seu espécime-tipo provindo do Suriname; considerada pouco preocupante (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) devido à ampla extensão territorial de seu habitat. Suas lagartas possuem osmetério e se alimentam de diversas espécies de plantas do gênero Aristolochia, conhecidas como "papo-de-peru" ou "jarrinha" e que contém compostos secundários de alcaloides tóxicos para seus predadores. Os adultos se alimentam do néctar das flores e da umidade em poças de lama.
Parides sesostris foi ilustrado por ocasião de sua descrição original; no canto inferior da Pl. CCXI, figs. F, G.; por Pieter Cramer.
Ambos os sexos desta borboleta são típicos do gênero Parides, dotados de asas anteriores e posteriores pretas e possuindo manchas cor-de-rosa nas asas posteriores, sempre mais extensas nas fêmeas, também dotadas de uma mancha branca nas asas anteriores, e, às vezes, tais manchas cor-de-rosa ausentes nos machos, em vista dorsal, que sempre possuem uma grande mancha de escamas verde-metálicas brilhantes em suas asas anteriores, apontada para a base de suas asas e cortada por duas venações alares, o que acentua o seu dimorfismo sexual; em muitos espécimes as escamas androconiais, também dos machos, brancas e perfeitamente visíveis em dobras na face interna de suas asas posteriores.
Com asterisco (*) estão as espécies registradas para o Brasil (fonteː SiBBr - Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira; entre parênteses os cientistas que tiveram os nomes originais de seus gêneros modificados para Parides).
Uma quinta subespécieː P. s. zischkai (Forster, 1955), coletada no norte da Bolívia, foi considerada um sinônimo de P. s. sesostris (Cramer, 1779).
A ampla distribuição continental dessa espécie evita o seu risco de extinção e inclui Belize; Bolívia; Brasil; Colombia; Costa Rica; Equador; Guiana Francesa; Guatemala; Guiana; Honduras; México; Nicarágua; Panamá; Peru; Suriname; Trinidad e Tobago; Venezuela.
A espécie Parides sesostris nomeia um grupo de sete espécies de borboletas, suas congêneres, da América tropical e subtropical, entre o México, Amazônia Brasileira e Bolívia, denominado "grupo sesostris"; antes, durante o século XX, no "grupo aeneas" (subgênero Endopogon).