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| Fundada em | 3 de julho de 1995 | ||||||
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| Encerrou atividades em | 24 de junho de 2025 | ||||||
| Principais centros de operações | Aeroporto Estadual Dr. Leite Lopes - RAO Aeroporto de São Paulo/Congonhas - CGH Aeroporto Internacional de Manaus - MAO | ||||||
| Outros centros de operações | Aeroporto de Teresina Petrônio Portella - THE Aeroporto Internacional de Brasília - BSB Aeroporto Internacional Dep. Luís Eduardo Magalhães - SSA Aeroporto Internacional de Parnaíba Dr. João Silva Filho - PHB Aeroporto de Jericoacoara Comandante Ariston Pessoa - JJD Aeroporto Internacional de Fortaleza Pinto Martins - FOR | ||||||
| Programa de milhagem | Smiles | ||||||
| Frota | 11 | ||||||
| Destinos | 47 | ||||||
| Subsidiária(s) | MAP Linhas Aéreas | ||||||
| Slogan | Crescemos para diminuir distâncias! | ||||||
| Sede | Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil | ||||||
| Pessoas importantes | José Luiz Felicio (fundador) José Luiz Felicio Filho (presidente) | ||||||
| Sítio oficial | voepass.com.br | ||||||
Voepass Linhas Aéreas (estilizado como VOEPASS Linhas Aéreas), anteriormente Passaredo Linhas Aéreas, foi uma companhia aérea brasileira. Era a mais antiga em operação no Brasil[necessário esclarecer] quando a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) cassou seu certificado de operação, em 24 de junho de 2025.
Sua sede se localizava no município de Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, e concentrava suas operações no Aeroporto Estadual Doutor Leite Lopes e no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A empresa realizava voos para 47 destinos, utilizando aeronaves do modelo ATR-72, nas versões -500 e -600. Por meio de um sistema de codeshare com a LATAM Brasil, oferecia conexões para diversos destinos.
Originalmente denominada "Passaredo Transportes Aéreos", foi fundada em Ribeirão Preto no dia 3 de julho de 1995, quando o empresário José Luiz Felício, natural de Mococa, expandiu o segmento rodoviário da Viação Passaredo para incluir um braço aéreo regional operado por duas aeronaves EMB-120 "Brasilia".
Em 1997, a Passaredo introduziu em serviço um Airbus A310-300, com capacidade para 244 passageiros, tornando-se a primeira companhia aérea brasileira a operar este modelo de aeronave, logo seguido de um segundo exemplar para operar em voos charter para o Nordeste e Caribe. A empresa também recebeu dois ATR-42-300, com a intenção de substituir os seus três Brasília pelo modelo ATR, mas a crise monetária brasileira e a forte desvalorização do Real fez com que a empresa desistisse dos planos. Em meio ao péssimo cenário econômico brasileiro, no dia 4 de abril de 2002, a empresa suspendeu as operações.
Em março de 2004, após um período de estudos e preparação, a atividade de transporte aéreo foi reestruturada e retornou suas operações com a denominação de Passaredo Linhas Aéreas, empresa completamente independente da organização anterior. A partir dessa reorganização, a nova empresa passou a desenvolver sua atuação de forma independente, com estrutura administrativa, operacional e estratégica voltada exclusivamente ao mercado da aviação regional, seguindo trajetória própria de expansão e celebração de parcerias comerciais características do setor. Passou a operar com uma aeronave.
Em 2008, dois "Brasília", ex-OceanAir, e dois jatos ERJ-145 foram adicionados à frota, já com uma nova identidade visual. Em 2009, a Passaredo inaugurou novas rotas para o Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Palmas, Bauru, Marília, Barreiras, Presidente Prudente, Goiânia e Recife. Com isso a companhia mais que dobrou a oferta de assentos e se consolidou como segunda maior regional do Brasil. Em 2010, a companhia recebeu um exemplar da aeronave ERJ-135 para acelerar a renovação da frota, dando assim continuidade na expansão de sua malha. Em fevereiro de 2011, aposentou os últimos três "Brasília", mas deixou de voar para Marília, Bauru e Presidente Prudente, alegando que os ERJ-145 eram grandes demais para a demanda dessas rotas.
De 2008 a 2012, a empresa chegou a operar dezessete aeronaves ERJ-145 e um ERJ-135.
No ano de 2014, juntamente com a Avianca, foi considerada a mais segura do Brasil, em um ranking do site AirlineRatings.com, que avaliou 449 empresas de aviação segundo critérios de segurança. Obteve a classificação de sete estrelas, a nota máxima, junto com outras 149 empresas do mundo.

Em março de 2015 foi lançada a primeira edição da Pass, revista de bordo distribuída gratuitamente aos clientes.
Em 2018 anunciou um plano de expansão, com novas rotas, um novo website e a inclusão da companhia no plano de milhas Smiles. No final do ano, uma restruturação na malha da empresa foi feita e alguns destinos deixaram de ser atendidos pela companhia, tais como: Rondonópolis, Três Lagoas, São José do Rio Preto, Belo Horizonte e foi retirada uma das frequências de voo para o Rio de Janeiro. Em fevereiro de 2019, uma nova identidade visual foi apresentada e a companhia foi renomeada, passando a operar como Voepass.
Nos anos seguintes, a companhia aérea ampliou sua atuação por meio de alianças e acordos comerciais com a LATAM, voltados à integração de rotas e à ampliação da oferta de voos, o que passou a caracterizar uma relação de cooperação operacional mais estreita entre as empresas, formando, em termos práticos, um "grupo econômico" com a LATAM no contexto de sua estratégia empresarial e de sua operação aérea.
Em 25 de outubro de 2023, morreu o fundador da Voepass, José Luiz Felicio, aos 85 anos. Naquele momento, a companhia já se encontrava sob a condução de seu herdeiro, José Luiz Felicio Filho, no contexto do processo de sucessão empresarial iniciado anteriormente e consolidado antes do período de recuperação judicial.
Em outubro de 2012, a Voepass ingressou com pedido de Recuperação Judicial com o objetivo de viabilizar o pagamento do passivo e preservar suas atividades. Houve a troca da frota de jatos pelos turboélices ATR 72, além da readequação da malha focada no transporte aéreo regional, o que permitiu sua reestruturação.
Em maio de 2013, a Voepass teve seu plano de recuperação judicial aprovado, conseguindo assim renegociar uma dívida superior a R$ 150 milhões.
Em 2017, a justiça determinou o fim da recuperação judicial da companhia.
No dia 3 de julho de 2017, foi celebrado acordo para a aquisição da empresa pelo Grupo Itapemirim. A operação, entretanto, não chegou a ser concluída, sendo desfeita em 11 de setembro de 2017 após o descumprimento das obrigações assumidas pelo adquirente, Grupo Itapemirim, incluindo a não efetivação da transferência societária e dos pagamentos previstos no negócio.
Os desdobramentos da frustrada negociação deram origem, anos depois, a investigações criminais, diante da suspeita de crimes relacionados à tentativa de alienação da companhia.
Ao término das investigações, contudo, o Ministério Público do Estado de São Paulo concluiu pela inexistência de elementos que justificassem a responsabilização da Voepass, promovendo o arquivamento do procedimento em 5 de fevereiro de 2024. Em manifestação posterior, consignou-se que os donos da companhia, José Luiz Felicio Filho e Cássia Aparecida Vieira Felicio figuravam, na realidade, como vítimas das condutas atribuídas a Sidnei Piva e Camila Valdívia, então controladores do Grupo Itapemirim, classificadas como "empreitadas criminosas".
Com a aquisição da MAP Linhas Aéreas, no dia 21 de agosto de 2019, a companhia passou a operar 28 destinos, ampliando sua participação no mercado nacional. Adquiriu em leilão da ANAC, 158 slots semanais no aeroporto de Congonhas, pertencentes anteriormente à Avianca Brasil. Chegou a operar 34 destinos no Brasil.

Após o anúncio da compra da MAP Linhas Aéreas, a empresa passou se chamar VOEPASS Linhas Aéreas. Em 20 de agosto de 2020, a Voepass foi denunciada pelos antigos donos da MAP por não quitarem dívidas trabalhistas e pediram reintegração de posse de um ATR-42-500 que não estava no acordo de venda. Além disso, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) investigou a Voepass sobre a aquisição dos slots da extinta Avianca Brasil, além de supostas alienações financeiras da companhia, pois desde a aquisição, os slots nunca foram utilizados em sua totalidade. O senador Omar Aziz pediu explicações ao CADE sobre a fusão das duas companhias.
Em 2021 a MAP foi vendida para a Gol Linhas Aéreas.
Em janeiro de 2025, a Voepass sofreu uma ação judicial de reintegração de posse de duas aeronaves ATR-72. De prefixo PR-PDX e PR-PDZ, as aeronaves estavam com o aluguel atrasado desde abril de 2024.
No dia 22 de janeiro de 2025, foi noticiado que um ATR 72-600 estava sendo devolvido ao seu dono. De prefixo PS-VPA, a aeronave foi incluída na frota em março de 2023 e também estaria com o pagamento do aluguel atrasado. Porém, horas depois, a Voepass divulgou uma nota que afirmava que a devolução da aeronave já estava programada.
Em 3 de março de 2025, a Voepass entrou em reestruturação financeira, após as quedas da venda de passagens durante a pandemia de Covid-19 e do veículo aéreo ATR-72 em agosto de 2024. Por causa destes dois fatos, deve a credores R$ 215 milhões. Segundo a empresa, antes da tragédia de Vinhedo, conseguira saúde financeira e tinha planos para a retomada da expansão de sua malha aérea.
Antes, em 18 de fevereiro do mesmo ano acima, o Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu, por 60 dias, os processos judiciais e cíveis movidos por credores contra a empresa, com objetivo de viabilizar as negociações e evitar sua falência. Na mesma oportunidade, a Voepass informou que a LATAM deixara de adimplir aproximadamente R$34 milhões devidos em razão do acordo de "codeshare" firmado entre as companhias, comprometendo o fluxo de caixa da empresa justamente em momento de elevada restrição financeira. Além disso, a Voepass passou a enfrentar demandas trabalhistas nas quais buscavam a responsabilização da LATAM em razão da atuação operacional conjunta das empresas.
Em 11 de março de 2025, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) suspendeu cautelarmente as operações da Voepass até a correção de não conformidades nos sistemas de gestão da empresa. A suspensão ocorreu após uma operação assistida de fiscalização em decorrência do acidente de 9 de agosto de 2024. Dentre as exigências do órgão estavam a redução da malha, aumento do tempo de solo das aeronaves com vistas à manutenção e troca de administradores, no entanto, foi constatada a reincidência de irregularidades.
Em 24 de junho de 2025, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) cassou definitivamente o Certificado de Operador Aéreo (COA) da Voepass Linhas Aéreas, encerrando formalmente suas operações comerciais no Brasil. A decisão ocorreu após auditorias identificarem falhas estruturais em quatro aeronaves da frota, como trincas na junção asa-fuselagem, deformações na fuselagem e danos em carenagens, sem registros de manutenção corretiva. A fiscalização intensificada foi motivada pelo acidente de 9 de agosto de 2024, que resultou na morte de 62 pessoas em Vinhedo (SP). De agosto de 2023 a fevereiro de 2025, a empresa acumulou quinze processos administrativos sancionadores. Mesmo após suspensão cautelar, em março de 2025, e pedido de recuperação judicial em abril, a Anac concluiu que a Voepass não demonstrou capacidade de corrigir suas deficiências operacionais e de segurança.
Segundo pedido de Recuperação Judicial
Em 22 de abril de 2025, a Voepass entrou com um pedido de Recuperação Judicial, devido aos impactos da queda do voo 2283, além do rompimento do contrato de codeshare que havia com a LATAM Brasil, e da suspensão de suas atividades desde o dia 11 de março de 2025. A empresa têm dívidas estimadas em mais de quatrocentos milhões de reais.
No dia 1 de junho de 2015, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) autorizaram o acordo de compartilhamento de código (code share) entre a Voepass e a LATAM Brasil, que havia sido assinado em dezembro de 2014. Este compartilhamento permite que a LATAM comercialize passagens aéreas com origem ou destino em localidades operadas pela Voepass.
A Voepass, começou a operar, a partir do dia 9 de março de 2017, voos em parceria com a Gol Linhas Aéreas, encerrada em 2023.
Em setembro de 2019, a empresa recebeu dois ATR72-600 na frota, para início das operações de Congonhas. Em novembro a frota da empresa era composta por sete aeronaves, estando prevista a chegada de mais um ATR72-600 para dezembro.
Em fevereiro de 2020, a VOEPASS chegou a frota de 13 aeronaves ATR, a companhia opera sob as regras da certificação IOSA, programa internacional de excelência operacional da IATA, com rotas nas regiões sul, sudeste, centro oeste, norte e nordeste, totalizando 47 destinos atendidos em todas as regiões do Brasil.
Em abril de 2025, a frota chegou a 10 aeronaves, sendo que 7 estavam em operação, antes da suspensão da Voepass pela ANAC, e portanto, nenhuma aeronave está em operação, além da devolução de mais uma aeronave, o ATR 72-600 de Matrícula PS-VPE no dia 25 de abril de 2025.
| Modelo | Quantidade | Observações |
|---|---|---|
| ATR 42-500 | 2 | PR-PDS parado desde Agosto de 2024 |
| ATR 72-500 | 8 | PR-PDW possui pintura "retrô" |
Um ATR-72 600 que ostentava a matrícula PR-PDO teve parte do trem de pouso destruído após decolar. A falha foi causada pela soltura de um pino que o prende a seção interna da baía de pouso da aeronave.
Um ATR-72 500 da companhia teve o para-brisa rachado. O veículo em questão ostentava o prefixo PP-PTO.
Um ATR-72 500 da empresa, prefixo PS-VPE teve a fuselagem esburacada após um dos pneus traseiros do trem de pouso principal explodir.
A aeronave ATR-72 500 de prefixo PS-VPB, cumprindo o voo 2283, saiu de Cascavel, no estado do Paraná, com destino a São Paulo. Bombeiros relataram que o avião caiu na cidade de Vinhedo, no estado de São Paulo, após perder contato com o controle de tráfego aéreo por volta de 13h30, horário local. Dados preliminares indicaram que a aeronave atingiu uma taxa de descida de 13 mil pés por minuto. O avião caiu dentro de um condomínio em uma área residencial do bairro Capela, sem relatos de feridos no solo. Várias casas também foram relatadas como atingidas pelo avião durante a queda.
Diversos vídeos do evento mostram a aeronave descendo verticalmente e em espiral. O piloto Durval Fantozzi Filho, em entrevista à CNN Brasil, no dia 10 de agosto de 2024, que presenciou a queda a partir de sua residência em Vinhedo, descreveu: “Eu tive a triste imagem de ver a aeronave saindo da camada em um voo descendente em espiral, em uma manobra que se chama parafuso chato (...) o parafuso chato é uma manobra a qual o aviador não consegue recuperar o controle da aeronave”.
A aeronave explodiu e se incendiou depois de se chocar contra o solo, no jardim de uma residência, que, no momento do acidente, encontrava-se desocupada. Todas as 62 pessoas a bordo morreram, sendo 58 passageiros e quatro tripulantes.
Em 23 de julho de 2026, o CENIPA divulgou o relatório final sobre a queda. Segundo o relatório, o acidente decorreu de uma combinação de fatores. Entre eles estavam um defeito no limpador de para-brisa que, conforme as normas, impediria a decolagem, falhas não registradas no sistema de degelo em voos anteriores e a não ativação do sistema de degelo durante o voo, apesar dos alertas da aeronave. O relatório também apontou deficiências na gestão de segurança da companhia e na fiscalização da Anac.
Um ATR-72-500 da empresa, com matrícula PS-VPA, fez um pouso de emergência em Uberlândia, Minas Gerais, devido a uma suposta pane a bordo. A aeronave estava em rota de Rio Verde para São Paulo-Guarulhos, transportando 32 passageiros. Não houve feridos. Metade dos passageiros decidiu não embarcar em outra aeronave enviada pela companhia para substituir o PS-VPA e optou por seguir viagem por terra.