Josué Pinharanda Gomes

Josué Pinharanda Gomes
Nascimento16 de julho de 1939
Sabugal
Morte27 de julho de 2019
Loures
CidadaniaPortugal
Alma mater
Ocupaçãofilósofo

Josué Pinharanda Gomes (Quadrazais, Riba-Côa, 16 de Julho de 1939 – Loures, 27 de Julho de 2019), historiador e filósofo, foi um dos mais ilustres pensadores e investigadores da Cultura Portuguesa Contemporânea.

Fez parte do «Movimento da Cultura Portuguesa» que ficou mais conhecido pelo nome do seu órgão, a revista 57 (1957-1962), sendo, por isso, mais comum a designação de «Grupo ou Movimento de 57».

Biografia

Filho dum seu homónimo Jesué Pinharanda Gomes e Luísa Rodrigues Bicheira, viveu a infância em Quadrazais, passou a adolescência na cidade da Guarda, frequentando inicialmente a Escola do Gaiato e mais tarde o Colégio de São José.

Sentiu a vocação de escritor desde muito cedo, por forte influência de Nuno de Montemor.

No Liceu Francês, em Lisboa, frequenta cursos de latim e de grego, e passa a escrever prefácios e posfácios a par de traduções de Aristóteles, Descartes, Heidegger, José de Maistre, Platão, Porfírio e Tomás Morus.

Organiza edições, reedições e antologias de autores votados ao esquecimento, colabora em obras colectivas e tem participado em centenas de congressos e colóquios dedicados a temas religiosos e filosóficos.

Era membro da Academia Luso-Brasileira de Letras, Academia Luso-Brasileira de Filosofia, do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira (sócio-fundador), da Sociedade de Língua Portuguesa, da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, da Academia Portuguesa de História, e sócio fundador do Instituto de Filosofia e Estudos Interdisciplinares da Universidade do Rio de Janeiro e do Instituto D. João de Castro.

Recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade da Beira Interior, na Covilhã.

Obteve igualmente, por parte da Câmara de Loures, a Medalha Municipal de Mérito Cultural.

Faz parte da Comissão de História da Causa da Canonização do Beato Nuno de Santa Maria mais conhecido por Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável. Passava, ultimamente, muito do seu tempo na Biblioteca Nacional, numa incansável leitura de pesquisa de documentos canónicos desde o tempo de D. Duarte I de Portugal. O objectivo foi pedir a canonização do Beato através dos documentos por si compilados no livro «A espiritualidade de Nuno de Santa Maria».

Residia desde 1971 em Santo António dos Cavaleiros.

Em 2022, a Biblioteca Nacional de Portugal, da qual Pinharanda Gomes foi assíduo frequentador, dedica-lhe uma mostra celebrativa, intitulada «Pinharanda Gomes: historiador do pensamento português», comissariada por Miguel Real, Renato Epifânio e Fabrizio Boscaglia.

Obras

Autor de valiosos trabalhos sobre Filosofia, Teologia, Pensamento Português, Etnografia, Filosofia Hebraico-Portuguesa e História.

A obra historiográfica de Pinharanda Gomes caracteriza-se pela seriedade intelectual, pelo rigor hermenêutico, pela lúcida compreensão reflexiva de obras, autores e correntes, pela clareza expositiva e qualidade literária, que fazem dela um marco essencial nos estudos contemporâneos da nossa história filosófica.

Referências

Ligações externas