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Populismo 2.0 ou populismo digital é um tipo de populismo que se soma à web 2.0, ou seja, que se diferencia dos outros populismos por sua capacidade de utilizar a internet de plataforma na difusão de propaganda política. Passou a ser usado após o sucesso do uso de redes sociais em protestos populares como Occupy Wall Street e Indignados.

O populismo 2.0 possui as mesmas características do populismo somadas às vantagens da internet de plataforma. Enquanto o populismo clássico unia o "homem comum" em uma democracia direta, o populismo 2.0 une o "usuário de internet genérico" (UIG) em uma democracia interativa. O UIG é a ideia de uma pessoa isolada que está conectada em uma rede e pode facilmente se tornar um usuário ativo dentro dela.
As redes sociais acabaram por permitir um nível de aproximação entre políticos e eleitores nunca antes visto. Nelas, o detentor da conta se mostra como sendo um do povo ao mesmo tempo que ataca o sistema político. Pesquisas mostram que o Facebook é a plataforma com o maior engajamento político, mas que o Twitter é a plataforma mais usada para fazer ataques a outrém. O discurso é caracterizado pela maneira simples de falar e conteúdo feito para ser replicado em massa, que escapa da plataforma original e expande a base eleitoral. Os algoritmos também criam bolhas virtuais, que insuflam ainda mais o discurso. O político usa de seu carisma para chamar atenção, polarizar o debate e insuflar emoções. Nesse tipo de ambiente, entretenimento se mistura com a política e a base eleitoral se torna complexa, com pessoas votando apenas por identificação pessoal com o político.
Com raízes no fascismo do século XX, a extrema direita 2.0 utiliza das redes sociais para espalhar notícias falsas com o intuito de ameaçar o sistema democrático. Os grupos que compõe esta vertente da extrema-direita não são homogêneos, mas compartilham alguns denominadores em comum, como opiniões sobre imigração, segurança, política externa e corrupção. Eles surgem após um contexto de governos de esquerda, marcada pelos socialistas democratas nos Estados Unidos, Jeremy Corbyn como líder trabalhista no Reino Unido, a vitória do Syriza na Grécia, a ascensão do Podemos na Espanha, a Onda Rosa na América Latina, etc.
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