Procarbazina

Procarbazina
Fórmula estrutural da procarbazina
Fórmula estrutural da procarbazina
Modelo tridimensional da molécula de procarbazina
Modelo tridimensional da molécula de procarbazina
Nomes
Nome IUPAC N-isopropil-4-[(2-metil-hidrazino)metil]benzamida
Procarbazina
Identificadores
Número CAS 671-16-9
PubChem 4915
DrugBank DB01168
ChemSpider 4746
KEGG D08423
ChEBI 71417
Código ATC L01XB01
Primeiro nome comercial ou de referência Matulane, Natulan, Indicarb
Procarbazina
Propriedades
Fórmula química C12H19N3O
Massa molar 221.293 g mol-1
Procarbazina
Farmacologia
Via(s) de administração Via oral e via intravenosa
Metabolismo Fígado e rim
Meia-vida biológica 10 minutos
Excreção Rim
Classificação legal ℞-only (US)
Página de dados suplementares
Estrutura e propriedades n, εr, etc.
Dados termodinâmicos Comportamento de fases
Sólido, líquido e gás
Dados espectrais UV, IV, RMN, EM
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão.

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

A procarbazina é um medicamento quimioterápico usado no tratamento do linfoma de Hodgkin e de tumores cerebrais. No linfoma de Hodgkin, costuma ser administrada com mecloretamina, vincristina e prednisona. Em tumores cerebrais como o glioblastoma multiforme, pode ser associada à lomustina e à vincristina. O medicamento geralmente é tomado por via oral.

Entre os efeitos adversos mais comuns estão a redução da contagem de células sanguíneas e o vômito. Cansaço e depressão também podem ocorrer. A procarbazina não é recomendada para pessoas com doença grave do fígado ou dos rins, e seu uso durante a gravidez pode causar danos ao feto. Ela pertence ao grupo dos agentes alquilantes, embora seu mecanismo de ação ainda não esteja inteiramente esclarecido.

O uso médico da procarbazina foi aprovado nos Estados Unidos em 1969. O medicamento faz parte da Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial de Saúde. Em 2015, um mês de tratamento custava de 450 a 750 libras ao Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido.

Usos médicos

No tratamento do linfoma de Hodgkin, a procarbazina pode integrar o esquema BEACOPP, que reúne bleomicina, etoposídeo, doxorrubicina, ciclofosfamida, vincristina, prednisona e procarbazina. O MOPP, primeira combinação quimioterápica criada para a doença, também continha procarbazina. O ABVD substituiu o MOPP como tratamento inicial habitual, enquanto o BEACOPP é uma alternativa para casos avançados ou de prognóstico desfavorável.

Em certos tumores cerebrais, como os gliomas malignos, ela pode ser usada no esquema PCV, junto com lomustina, também chamada CCNU, e vincristina. A dose é ajustada quando o paciente tem doença renal ou hepática.

Efeitos adversos

Perda de apetite, náusea e vômito ocorrem em mais de 10% dos pacientes. Também podem surgir leucopenia, trombocitopenia e neutropenia, alterações que aumentam a suscetibilidade a infecções, inclusive pulmonares. Outros efeitos cuja frequência não está estabelecida abrangem reações alérgicas graves, angioedema, reações cutâneas, letargia, icterícia, alterações nos exames de função hepática, redução da contagem de espermatozoides e insuficiência ovariana.

A combinação com etanol pode provocar, em algumas pessoas, uma reação semelhante à causada pelo dissulfiram. Como a procarbazina inibe fracamente a monoamina oxidase no sistema digestório, a ingestão simultânea de alimentos ricos em tiramina, como queijos maturados, pode causar uma crise hipertensiva, embora essa reação seja rara.

Em casos raros, a procarbazina causa neuropatia periférica induzida por quimioterapia. Ela começa nas mãos e nos pés e às vezes alcança braços e pernas, com dormência e formigamento progressivos, dor intensa e sensibilidade ao frio. O quadro pode persistir e nem sempre é reversível.

Farmacologia

A procarbazina atua, em parte, como agente alquilante e metila a guanina na posição O6, de modo semelhante à dacarbazina. A guanina é uma das quatro bases nitrogenadas do DNA. A metilação torna o DNA mais propenso a rupturas e inibe a síntese de RNA e de proteínas.

As células cancerosas em proliferação precisam replicar o DNA e podem entrar em apoptose quando suas fitas se rompem. Células normais ou que não estão se dividindo costumam reparar melhor esse dano, mas parte delas também é atingida. No fígado, a procarbazina é transformada primeiro em um derivado azo e depois, pelo sistema do citocromo P450, em um derivado azóxi ativo.

Ver também

Referências

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  2. 1 2 3 4 «Procarbazine Capsules 50mg – Summary of Product Characteristics» (em inglês). UK Electronic Medicines Compendium. 24 de novembro de 2014. Arquivado do original em 20 de dezembro de 2016
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Ligações externas