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Israel é amplamente considerado como o sexto país do mundo a ter desenvolvido armas nucleares. É um dos quatro países com armas nucleares não reconhecidos como Estados nuclearmente armados pelo Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP). Os outros três são a Índia, o Paquistão e a Coreia do Norte.
Estima-se que o sistema de lançamento de armas nucleares de Israel inclua entre 25 e 100 mísseis balísticos de médio a intercontinental da série Jericho, cinco submarinos da classe Dolphin, com um total de 20 tubos de lançamento para o míssil de cruzeiro Popeye Turbo, lançado de submarino, e um esquadrão de caças F-15 e um esquadrão de caças F-16. Acredita-se também que Israel tenha desenvolvido ogivas para bombas de nêutrons e projéteis de artilharia nuclear.
O ex-diretor geral da Agência Internacional de Energia Atómica, Mohamed ElBaradei, considera Israel como um Estado detentor de armas nucleares. Entretanto, Israel adota uma política conhecida como "ambiguidade nuclear" (também chamada "opacidade nuclear") e nunca admitiu ter armas nucleares. O governo israelense tem repetido ao longo dos anos que não seria o primeiro país a introduzir armas nucleares no Oriente Médio, mas tampouco seria o segundo, sem contudo precisar se também não seria o primeiro país a fazer uso de armas nucleares na região.
Israel não assinou o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, apesar da pressão da Assembleia Geral das Nações Unidas para que o fizesse. O país argumenta que os controles nucleares não podem ser implementados isoladamente de outras questões de segurança e que somente após o estabelecimento de relações pacíficas entre todos os países da região os controles poderiam ser introduzidos por meio da negociação de "um regime mutuamente e efetivamente verificável que estabeleça o Oriente Médio como uma zona livre de armas químicas, biológicas e nucleares, bem como de mísseis balísticos".
De acordo com a Doutrina Begin, Israel realiza ataques preventivos contra atores regionais que suspeita estarem desenvolvendo armas nucleares. A Força Aérea Israelense conduziu a Operação Ópera e a Operação Pomar, que destruíram reatores nucleares pré-críticos no Iraque e na Síria, em 1981 e 2007, respectivamente. Israel e os Estados Unidos têm atacado extensivamente o programa nuclear iraniano, com bombardeios aéreos durante as guerras de 2025 e 2026, além de malware e assassinatos desde 2010. A Opção Sansão refere-se à capacidade de Israel de usar armas nucleares como estratégia de dissuasão diante de ameaças militares existenciais à nação.
Israel começou a realizar pesquisas nucleares pouco depois de declarar sua independência. O primeiro ministro David Ben-Gurion lançou o programa nuclear israelense em 1949, e, com o apoio da França, Israel começou a construir secretamente um reator e uma planta de reprocessamento nuclear no final da década de 1950. Estima-se que sua primeira arma nuclear operacional tenha sido concluída no final de 1966 ou início de 1967, o que o teria tornado o sexto dos nove países com armas nucleares; todavia, isto jamais foi confirmado oficialmente por fontes internas, até que Mordechai Vanunu, um antigo técnico do Centro de Pesquisas Nucleares de Neguev, revelou detalhes do programa de armas nucleares à imprensa britânica, em 1986. Vanunu foi posteriormente sequestrado pelo Mossad na Itália, levado de volta a Israel e preso por 18 anos sob acusações de traição e espionagem. Atualmente, estima-se que Israel possua entre 75 e 400 ogivas nucleares, com capacidade de lançá-las por meio de aeronaves, submarinos ou mísseis balísticos intercontinentais Israel também é suspeito de possuir armas químicas e biológicas ofensivas.
Em 2 de novembro de 1966, Israel teria levado a cabo um teste não nuclear, possivelmente de rendimento zero ou de natureza implosiva.
O único suposto teste nuclear dirigido por Israel ficou conhecido como "incidente Vela": em 22 de setembro de 1979, um satélite norte-americano Vela - construído nos anos 1960 no âmbito do Projeto Vela, cujo objetivo era detectar testes nucleares - informou a ocorrência de um lampejo característico de explosão nuclear no sul do oceano Índico. Em resposta, a administração Carter designou uma comissão liderada pelo professor do MIT Jack Ruina para analisar a confiabilidade da detecção do satélite. O painel concluiu, em julho de 1980, que o lampejo "provavelmente não era de uma explosão nuclear". Entretanto, segundo a inteligência militar, a probabilidade de que realmente se tratasse de um teste nuclear era de 90%, e uma investigação realizada pelo Painel de Inteligência Nuclear (Nuclear Intelligence Panel, NIP), chegou à mesma conclusão. Segundo o jornalista Seymour Hersh, a detecção corresponderia de fato ao terceiro teste nuclear conjunto, realizado por Israel com a África do Sul no oceano Índico, e os israelenses teriam enviado dois navios das FDI e "um contingente de militares e especialistas nucleares israelenses" para acompanhar esse teste.
[Vanunu denunciou] as atividades nucleares secretas de Israel... Foi uma decisão que o levou primeiro a Londres e ao Sunday Times, depois a Roma e ao sequestro pelo serviço de inteligência israelense Mossad, e finalmente de volta a Israel e a uma longa pena de prisão.