
Código QR (sigla do inglês Quick Response, "resposta rápida" em português) é um código de barras, ou barrametrico, bidimensional, que pode ser facilmente escaneado usando a maioria dos telefones celulares equipados com câmera. O código foi criado em 1994 pela companhia japonesa Denso Wave. Esse código é convertido em texto (interativo), um endereço URI, um número de telefone, uma localização georreferenciada, um e-mail, um contato ou um SMS.
Inicialmente empregado para catalogar peças na produção de veículos, hoje o QR Code é usado no gerenciamento de inventário e controle de estoque em indústrias e comércio. Desde 2003, foram desenvolvidas aplicações que ajudam usuários a inserir dados em telefone celular (telefone móvel) usando a câmera do aparelho. Os códigos QR são comuns também em revistas e propagandas, para registrar endereços e URLs, bem como informações pessoais detalhadas. Em cartões de visita, por exemplo, o código QR facilita muito a inserção desses dados em agendas de telefones celulares. Programas de captura ou PCs com interface RS-232C podem usar um escâner para capturar as imagens.
O padrão japonês para o código QR, JIS X 0510, foi lançado em janeiro de 1999 e corresponde ao padrão internacional ISO/IEC 18004, tendo sido aprovado em junho de 2000. Segundo o site da Denso-Wave, o "código QR é aberto para uso e sua patente, pela Denso-Wave, não é praticada".

Existem diversos padrões de codificação QR:
Na camada de aplicação, existem variadas formas de implementação. NTT DoCoMo estabeleceu um padrão para codificação de e-mails, URNs e URLs, informações de contatos e outros tipos de informação. O projeto de código aberto "ZXing" mantém uma lista de tipo de código QR.
Do ponto de vista de capacidades técnicas, os QR Codes podem ser divididos em 4 gerações claramente identificáveis:

Além da informação desejada (por exemplo uma URL), o código QR armazena dados que garantem sua leitura mesmo se houve dano (ver ilustração) ou adquiriu ruído. Padrões:
Devido à correção de erros, a leitura do código QR pode ser feita a certa distância, sem muita preocupação com ângulo e foco, por câmeras simples (vinculadas a aplicativos adequados), tais como as câmaras de telefones celulares e tablets.
Quando a captura da imagem é precisa (ex. códigos usados apenas na fábrica), o nível de correção de erro pode ser menor. O uso de nível de correção de erro mais elevado permite a criação de códigos QR artísticos sem que percam a sua funcionalidade. Estes códigos personalizados podem ter várias cores e conter um logotipo e/ou uma imagem embutidos. Com códigos QR personalizados pode-se promover uma marca ou produto de forma simultaneamente criativa e interativa, captando a atenção dos consumidores, e não desperdiçando o espaço impresso.

O código QR indica o tipo de conteúdo que foi armazenado, por exemplo, se foi apenas um número, ou se foi uma frase. Para tanto o padrão estabelece diferentes modos de entrada no armazenamento.
Possíveis caracteres conforme modo (e respectiva taxa de ocupação):
A "capacidade em número de caracteres" depende das capacidades da versão ("resolução" em número de módulos), do modo (tipo de caractere), e do nível de correção de erro.
Capacidade da versão 1 (imagem com 21×21 módulos):
Capacidade máxima, versão 40 nível L (imagem com 177×177 módulos):
Com o QR Code é possível disponibilizar diversas informações, como um número de telefone, texto, contato, mensagem ou endereço da web, com um simples apontar da câmera do celular.
O sistema de código QR foi inventado no ano de 1994, na empresa de produtos automotivos Denso Wave, no Japão. O design inicial consistia de quadriláterosalternados entre preto e branco. Apresentado pela equipe de pesquisadores, liderada por Masahiro Hara, foi influenciado pelas peças de um tabuleiro de Go ; o padrão dos marcadores de detecção de posição foi determinado encontrando a sequência menos usada de áreas alternadas em preto e branco em materiais impressos, que acabou denndo definida como (1:1:3:1:1). O objetivo funcional do sistema de código QR era facilitar o rastreamento dos tipos e quantidades de peças automotivas, substituindo as etiquetas de código de barras individuais em cada caixa de peças por uma única etiqueta contendo os dados de todas as outras. A configuração quadrangular do sistema de código QR consolidou os dados de várias etiquetas de código de barras com kanji, kana e códigos alfanuméricos impressos em uma única etiqueta.

Durante junho de 2011, 14 milhões de americanos escanearam um código QR ou um código de barras. Desses usuários, 58% escanearam um código QR ou código de barras nas suas casas, enquanto 39% escanearam em lojas de conveniência; 53% desses usuários eram homens entre 18 e 34 anos.
Em 2022, 89 milhões de pessoas nos Estados Unidos escanearam um código QR, um aumento de 26% em comparação com 2020. A maioria das utilizações são para fazer pagamentos ou para acessar informações sobre produtos e cardápios .
Em setembro de 2020, uma pesquisa revelou que 18,8% dos consumidores nos Estados Unidos e no Reino Unido acreditaram fortemente num aumento no uso de códigos QR desde que as restrições relacionadas à COVID-19 entraram em vigor, uns meses antes.
Desde 2024, os códigos QR são utilizados num contexto muito mais amplo, incluindo tanto aplicações de rastreio comercial como aplicações orientadas para a conveniência destinadas a utilizadores de telemóveis (designadas por mobile tagging).
Os códigos QR podem ser usados para:
Existem muitos geradores de códigos QR disponíveis sob a forma de software ou de ferramentas online, que são gratuitos ou requerem uma subscrição paga. O código QR tornou-se um dos tipos de código bidimensional mais utilizados.
O uso de códigos QR é livre de qualquer licença, sendo definido e publicado como um padrão ISO. Os direitos de patente pertencem à empresa Denso Wave, que decidiu não usá-los. O termo QR code é uma marca registrada da Denso Wave Incorporated.
Desde que foi inventado o QR Code tem sido utilizado para as mais variadas funções, no entanto, nos últimos anos a sua utilização tem estado muito associada a acções de marketing e comunicação, fazendo uma ponte de ligação entre a comunicação online e a comunicação offline.
Em Portugal foi desenvolvido, por Fernando de Matos Katro, em 2012, um projecto que resultou de um trabalho de uma agência de comunicação, a MSTF Partners, para o Turismo de Portugal e para a Associação de Valorização do Chiado que consistia na utilização de QR Code em calçada portuguesa com o objectivo de divulgar Lisboa enquanto destino turístico. A ideia foi fazer um QR Code, uma das tecnologias com maior potencial do século XXI, com pedras de calçada portuguesa, uma das mais antigas tradições portuguesas.
"Acabou de ler o primeiro código QR do mundo feito em calçada portuguesa", disponível em português e em inglês, é a mensagem inicial que aparece ao entrar nesta experiência. Num segundo nível de informação foram acrescentadas informações turísticas e comerciais sobre a oferta cultural, gastronómica, hoteleira e de comércio no Chiado.
O sucesso do QR Code em calçada portuguesa foi de tal modo grande que atravessou o Atlântico e foi implementado, em 2013, no calçadão das praias do Rio de Janeiro, o que permite aos turistas ampliar o conhecimento sobre a cidade através de um novo recurso tecnológico. Ao aproximar o smartphone, o utilizador poderá receber informações como a origem do nome da região ou a agenda de actividades turísticas, como os locais ideias para ver o pôr-do-sol no local ou visitar um museu próximo, ou ainda informações culturais, gastronómicas e comerciais.[carece de fontes]
No Brasil, o primeiro anúncio publicitário a utilizar o código QR foi publicado pela loja Fast Shop, em dezembro de 2007. Mais tarde, em junho de 2008, a cerveja Nova Schin publicou um anúncio com o código e a Claro fez uma campanha utilizando o código QR em novembro de 2008. A revista Galileu, da editora Globo, também incluiu códigos QR para oferecer ao usuário acesso a informações extras pelo celular. Em novembro de 2008, durante o Salão do Automóvel de São Paulo, a Volkswagen utilizou o código para uma pequena ação em seu stand.[carece de fontes]
Ainda no Brasil, em 2015, precisamente em São Paulo, diante de pesquisas realizadas para atender o Curso de Moda Inclusiva, promovido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, teve como idealizadora do projeto e coordenadora Daniela Auler e como aluna Marilene Bego (Keka), que encontrou uma nova forma de uso para o QR Code: transformou a imagem em etiqueta de roupa e denominou-a "etiqueta falada". O objetivo da sua pesquisa, Moda Praia Inovação, foi atender pessoas com deficiência visual e oferecer liberdade de escolha e autonomia de compra e uso de um produto.[carece de fontes]