| SES S.A. | |
|---|---|
Antenas de uplink na sede da SES em Betzdorf, Luxemburgo | |
| Nome(s) anterior(es) | Société Européenne des Satellites (1985-2001) SES Global (2001-2006) |
| Sociedade anônima | |
| Cotação | Bolsa de Valores de Luxemburgo: SESG Euronext Paris: SESG componente do CAC Mid 60 |
| Atividade | Telecomunicações |
| Fundação | 1985 |
| Fundador(es) | Candace Johnson Governo de Luxemburgo |
| Sede | Castelo de Betzdorf, Betzdorf, Luxemburgo |
| Pessoas-chave | Frank Esser (presidente) Adel Al-Saleh (diretor executivo) |
| Empregados | 2.134 (fim de 2024) |
| Produtos | Satélites de comunicação e serviços |
| Divisões | SES Networks SES Media |
| Subsidiárias | GovSat (50%) HD+ Quetzsat Redu Space Services (52%) SES Space & Defense SES Techcom YahLive (35%) |
| Ativos | 10,327 bilhões de euros (2024) |
| Receita | 2,001 bilhões de euros (2024) |
| Lucro | 27 milhões de euros (2024) |
| LAJIR | 64 milhões de euros (2024) |
| Website | www |
SES S.A. é uma operadora luxemburguesa de satélites de comunicação. A empresa fornece conectividade de vídeo e dados a emissoras, provedores de conteúdo e de acesso à internet, operadoras de redes móveis e fixas, governos e instituições em todo o mundo.
A SES possui e opera mais de 70 satélites em órbita geoestacionária (GEO) e órbita terrestre média (MEO). A frota reúne os satélites europeus de televisão Astra, os satélites de dados O3b e O3b mPOWER, além dos grupos AMC, Ciel, NSS, Quetzsat, YahSat e SES.
Em abril de 2024, a SES anunciou a compra da Intelsat, com o propósito de formar uma operadora de satélites em múltiplas órbitas capaz de competir melhor no mercado. A Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido autorizou a operação em maio de 2025, e a Comissão Europeia fez o mesmo em junho. A última aprovação necessária veio da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos em julho de 2025. A compra foi concluída em 17 de julho daquele ano.
A sede fica em Betzdorf, em Luxemburgo. Fundada em 1985 como Société Européenne des Satellites, a empresa adotou o nome SES Global em 2001 e passou a usar apenas "SES" em 2006. Suas ações são negociadas na Bolsa de Valores de Luxemburgo e na Euronext Paris sob o código SESG. A companhia integra os índices LuxX, CAC Next 20 e Euronext 100.
O livro High Above, lançado em 2010 no 25.º aniversário da empresa, conta a fundação da SES e o desenvolvimento dos primeiros satélites Astra. Outros dois volumes seguiram a obra, Even Higher, em 2012, e Beyond Frontiers, em 2016.
A SES nasceu em 1985, por iniciativa e com o apoio do governo luxemburguês, sob o nome Société Européenne des Satellites (SES). O Grão-Ducado de Luxemburgo permanece entre seus maiores acionistas. Em dezembro de 1988, a SES se tornou a primeira operadora privada de satélites da Europa ao lançar o Astra 1A para a posição orbital de 19,2° Leste. A Sky TV, de Rupert Murdoch, e as emissoras alemãs Pro7, Sat.1 e RTL estiveram entre os primeiros grandes clientes da Astra.
Em 1990, a Astra transmitia para 14 milhões de espectadores de televisão a cabo e DTH, sigla inglesa de recepção direta no domicílio. A SES introduziu a colocalização, na qual satélites dividem a mesma posição orbital para dar apoio uns aos outros e ampliar o número de canais disponíveis por uma antena receptora fixa. Essa disposição ficou conhecida como "vizinhança de satélites". Na posição principal da Astra, em 19,2° Leste, chegaram a operar oito satélites ao mesmo tempo.
A Astra cresceu depressa na Alemanha, que viria a se tornar seu maior mercado europeu, depois que o governo alemão liberou a instalação de antenas parabólicas em 1991. A SES passou a liderar a transmissão DTH e se tornou a maior plataforma de distribuição de televisão por satélite do mundo.
Em 1996, após o lançamento do Astra 1E, a SES introduziu a transmissão digital por satélite com o canal francês Canal+. Dois anos depois, lançou o Astra 2A para o mercado britânico na nova posição de 28,2° Leste e transferiu para ela toda a capacidade destinada ao Reino Unido e à Irlanda. Naquele mesmo ano, a empresa abriu seu capital na Bolsa de Valores de Luxemburgo sob o código SESG. A listagem na Euronext de Paris veio em 2005.
Em 1999, a SES começou a se expandir para fora de seu mercado europeu. A empresa também passou a oferecer, além da transmissão de televisão, serviços de telecomunicações para companhias, operadoras e clientes governamentais, acesso à banda larga e consultoria técnica.
Naquele ano, comprou 34,13% da operadora AsiaSat, de Hong Kong, e entrou nos mercados da Ásia e do Pacífico.
Em 2000, a SES adquiriu 50% da operadora escandinava Nordic Satellite AB, mais tarde chamada SES Sirius, o que ampliou sua cobertura no norte e no leste da Europa. Também comprou 19,99% da operadora brasileira Star One, sua primeira participação na América Latina.
Em 2001, a SES comprou 28,75% da argentina Nahuelsat e adquiriu a GE Americom, entrando no mercado norte-americano. Surgiu então a SES Global, formada por duas operadoras, SES Astra e SES Americom. O grupo administrava 41 satélites geoestacionários, a maior frota do gênero no mundo naquele ano.
Em 2003, a participação na Nordic Satellite AB subiu para 75%.
Em 2005, a SES comprou participações na canadense Ciel e na mexicana Quetzsat e vendeu sua participação na Nahuelsat. No mesmo ano, adquiriu a Digital Playout Centre GmbH, que passou a se chamar Astra Platform Services, SES Platform Services e depois MX1, antes de ser incorporada à SES.
Em 2006, a SES adquiriu a ND SatCom, fornecedora alemã de serviços governamentais, e ampliou sua oferta para além da capacidade de satélite. Ainda em 2006, comprou a New Skies Satellites, depois chamada SES New Skies. A aquisição acrescentou seis satélites à frota e ampliou a cobertura na Ásia, no Oriente Médio e na África.
Em 2007, a SES vendeu suas participações na AsiaSat e na Star One em uma operação com a General Electric, que também se desfez de sua participação na SES.
Em 2008, a participação da SES na Nordic Satellite AB chegou a 90%. No ano seguinte, a empresa reuniu a SES Americom e a SES New Skies em uma unidade chamada SES World Skies.
Em 2009, a SES e a operadora Yahsat formaram a YahLive, uma empresa conjunta destinada a comercializar 23 transponders de banda Ku do Yahsat 1A. Eles atendiam o Oriente Médio, o norte da África e a Ásia Ocidental com televisão DTH.
No mesmo ano, a SES investiu na O3b Networks, um projeto de constelação em órbita terrestre média destinado a levar conexões de internet de alta velocidade e baixa latência, semelhantes às de fibra óptica, a regiões emergentes. O nome O3b vinha da expressão inglesa "Other 3 billion", ou "os outros 3 bilhões".
Em 2010, a SES passou a deter toda a SES Sirius. Também comprou o satélite Protostar-2/Indostar-2, já em órbita, deu-lhe o nome SES-7 e o incorporou à frota que atendia a Índia e o Sudeste Asiático.
Em maio e setembro de 2011, a empresa reuniu suas atividades sob uma única equipe de gestão e a marca SES, incorporando as antigas operadoras SES Astra e SES World Skies.
Em agosto de 2011, o satélite Astra 1N foi lançado para a posição orbital de 28,2° Leste. No mês seguinte, o QuetzSat 1 partiu rumo a 77,0° Oeste.
Em fevereiro de 2012, o SES-4 tornou-se o 50º satélite da SES e o maior, mais pesado e mais potente de sua frota. Em julho, o SES-5 foi lançado de Baikonur. Ele levava 36 transponders de banda Ku para cobrir a África subsaariana, os países nórdicos e o Báltico, além de 28 transponders de banda C destinados à Europa, à África e ao Oriente Médio.
Em setembro de 2012, o Astra 2F foi lançado de Kourou, na Guiana Francesa. Era o primeiro de três satélites de nova geração destinados à segunda posição orbital Astra, em 28,2° Leste. Sua cobertura em banda Ku alcançava a Europa, as Ilhas Britânicas e a África subsaariana para transmissões de televisão direta ao lar. A cobertura em banda Ka atendia ao serviço de internet via satélite SES Broadband na Europa Central.
O SES-6 foi lançado do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, em 3 de junho de 2013, rumo a 40,5° Oeste. Ele substituiu o NSS-806 e manteve os serviços em banda C na América Latina e no Caribe, com capacidade para expansão. O satélite tinha 43 transponders de banda C e 48 de banda Ku, com cobertura da América do Norte, da América Latina, da Europa e do oceano Atlântico.
O Astra 2E foi lançado de Baikonur em 30 de setembro de 2013 para a posição Astra de 28,2° Leste. O satélite forneceria televisão digital aberta e por assinatura direto ao lar, além de serviços de banda larga por satélite para a Europa e o Oriente Médio. O voo sofreu um atraso de dez semanas, depois que a ILS suspendeu seus lançamentos por causa da explosão de um foguete em uma missão anterior.
Em dezembro de 2013, o SES-8 partiu de Cabo Canaveral a bordo de um SpaceX Falcon 9 v1.1. Foi o primeiro satélite geoestacionário lançado por um foguete da SpaceX.
Em março de 2014, o Astra 5B, 56º satélite da SES, foi lançado de Kourou para a posição Astra de 31,5° Leste. Sua capacidade atendia à Europa Central e Oriental, à Rússia e à Comunidade dos Estados Independentes com televisão direta ao lar, distribuição direta por cabo e sinais para redes de televisão digital terrestre.
Em abril de 2014, Romain Bausch deixou a presidência executiva da SES, que ocupava desde 1995. A empresa tinha passado de um sistema europeu de televisão direta ao lar com quatro satélites para uma operadora mundial com uma frota de mais de cinquenta. Bausch permaneceu no conselho como diretor não executivo e foi escolhido para assumir a presidência do órgão no começo de 2015. Karim Michel Sabbagh tornou-se o novo diretor executivo.
Em maio de 2014, a divisão de engenharia SES TechCom juntou-se ao governo de Luxemburgo e à pasta de Cooperação e Ação Humanitária, além das organizações Archemed, Fondation Follereau, Friendship, German Doctors e Médicos sem Fronteiras, para criar a Satmed. A plataforma de saúde eletrônica foi planejada para atender países em desenvolvimento, em especial regiões remotas com pouca conectividade.
Em julho de 2014, a SES abriu um centro de operações de satélites em seu escritório de vendas e engenharia em Princeton, Nova Jérsei. A unidade passou a controlar 23 satélites, quase metade da frota. Os demais eram operados a partir da sede em Luxemburgo.
O Astra 2G, último satélite da nova geração destinada à posição de 28,2° Leste, foi lançado de Baikonur em dezembro de 2014. Ele levava serviços de radiodifusão, VSAT e banda larga à Europa, ao Oriente Médio e à África, além de conectar a África Ocidental à Europa pela banda Ka.
Em 13 de janeiro de 2015, a SES anunciou a compra e o lançamento de um satélite em parceria com o governo de Luxemburgo. Batizado de GovSat-1, o satélite seria propriedade das duas partes e ocuparia uma posição orbital sobre a Europa. Ele forneceria comunicações governamentais e militares nas bandas X e Ka, com cobertura da Europa, do Oriente Médio, da África e da região Ásia-Pacífico.
Em fevereiro de 2016, a subsidiária SES Platform Services acertou a compra da RR Media, empresa israelense que prestava serviços de mídia digital para os setores de radiodifusão e comunicação. A operação foi concluída em julho, e a empresa resultante recebeu o nome MX1.
Em março de 2016, o SES-9 foi lançado de Cabo Canaveral por um foguete Falcon 9 Full Thrust. Quatro tentativas, em 24, 25 e 28 de fevereiro e 1 de março, haviam sido interrompidas por causa do clima ou de problemas no veículo. O satélite usou propulsão elétrica para alcançar a órbita geoestacionária e ocupou a posição de 108,2° Leste. Seus 81 transponders equivalentes de banda Ku atendiam à televisão por assinatura, aos serviços de dados e à mobilidade no nordeste e no sul da Ásia e na Indonésia.
Em abril de 2016, a SES acertou o pagamento de US$ 20 milhões para elevar sua participação diluída na O3b Networks de 49,1% para 50,5%, o que lhe daria o controle da empresa depois das aprovações regulatórias. Em maio, anunciou que levantaria mais US$ 710 milhões para comprar as demais ações da O3b, exercendo uma opção de compra com os acionistas minoritários e descartando uma oferta pública de ações da empresa. A captação de recursos foi concluída naquele mês, e a aquisição terminou em agosto.
Em maio de 2016, o Modern Times Group, dono da plataforma Viasat DTH, anunciou o lançamento do Viasat Ultra HD pelo SES-5, em 5,0° Leste. Seria o primeiro canal em UHD da região nórdica e o primeiro canal esportivo do mundo nesse formato. A programação teria eventos ao vivo produzidos em Ultra HD, e a Viasat lançaria um receptor da Samsung e um módulo para televisores compatíveis. Com o novo canal, a posição de 5,0° Leste passaria a transmitir 24 dos 46 canais em UHD distribuídos por satélite no mundo.
Em 30 de março de 2017, o SES-10 foi lançado de Cabo Canaveral por um foguete SpaceX Falcon 9. O primeiro estágio havia levado uma nave de carga Dragon à Estação Espacial Internacional em abril de 2016 e fora recuperado depois do voo. Era a primeira reutilização desse tipo em uma missão. O estágio e a carenagem do SES-10 também foram recuperados. O satélite ocupou a posição de 67,0° Oeste para atender à América Latina.
Em abril de 2017, o Ministério das Relações Exteriores e Europeias de Luxemburgo prorrogou até 2020 seu contrato com a SES para manter e desenvolver a plataforma de saúde eletrônica Satmed. O acordo ampliou a conectividade por satélite em áreas remotas da África, das Filipinas e de Bangladesh.
Em maio de 2017, a carga científica da NASA chamada Observações Globais do Limbo e do Disco, ou GOLD na sigla em inglês, foi instalada no SES-14. Construído pelo Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado em Boulder, o instrumento era a primeira carga científica levada por um satélite da SES. A integração ocorreu nas instalações da Airbus Defence and Space, em Toulouse, antes do lançamento para 47,5° Oeste.
Em junho de 2017, a SES entrou no projeto Rede de Satélites e Terrestre para 5G, ou SaT5G, com duração prevista de trinta meses. O grupo buscava integrar satélites geoestacionários e de órbita média às futuras redes 5G, de modo a ampliar a cobertura e atender à distribuição de mídia, aos transportes e a regiões mal atendidas. Financiado pela Comissão Europeia no programa Horizonte 2020, o consórcio reunia dezesseis membros, entre eles SES, Airbus Defence and Space, Avanti Communications, British Telecom, Broadpeak, Gilat Satellite Networks, OneAccess, Thales Alenia Space, TNO, Universidade de Surrey e Zodiac Inflight Innovation.
Em setembro de 2017, a SES apresentou a nova geração de satélites e serviços O3b. Chamada O3b mPOWER, a constelação teria inicialmente sete satélites de órbita terrestre média construídos pela Boeing Satellite Systems. Seus trinta mil feixes pontuais ofereceriam uma capacidade mundial de 10 terabits para serviços de internet de banda larga. O lançamento estava previsto para 2021.
Em 11 de outubro de 2017, um Falcon 9 reutilizado lançou o SES-11 para a posição geoestacionária de 105,0° Oeste. O voo estava marcado para o fim de 2016, mas foi adiado por um ano depois da explosão de outro Falcon 9 em setembro daquele ano. Construído pela Airbus Defence and Space, o SES-11 tinha duas missões. Seus 24 transponders de banda Ku eram vendidos pela EchoStar sob o nome EchoStar 105 e substituíam a capacidade do AMC-15. Outros 24 transponders de banda C, comercializados pela SES, substituíam o AMC-18 na distribuição de vídeo em alta e ultra-alta definição para os Estados Unidos, o México e o Caribe. O satélite entrou em operação em 29 de novembro, depois de ser posicionado e testado.
Em fevereiro de 2018, SES e Intelsat propuseram à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos a criação de um consórcio de operadoras de satélites. A proposta reservava a qualidade e a confiabilidade dos serviços domésticos de áudio e vídeo que usavam as frequências de 3.700 a 4.200 MHz da banda C, enquanto liberava 100 MHz para redes móveis 5G. A Eutelsat aderiu ao plano em julho.
Em março de 2018, a operadora de televisão por satélite KiwiSAT, sediada em São Martinho, lançou uma plataforma direta ao lar com cerca de 130 canais para o Caribe. Noventa deles eram transmitidos em alta definição pelo SES-10, em 67,0° Oeste.
Em maio de 2018, a SES transmitiu seu primeiro sinal de televisão em 8K durante a conferência Industry Days, realizada na sede da empresa em Luxemburgo. As imagens tinham 7.680 × 4.320 pixels, sessenta quadros por segundo e profundidade de cor de 10 bits. O sinal foi codificado em HEVC e enviado a 80 Mbit/s pelo Astra 3B.
Em setembro de 2018, SES, Intelsat, Eutelsat e Telesat criaram a C-Band Alliance. As quatro empresas forneciam a maior parte dos serviços de satélite em banda C nos Estados Unidos, inclusive sinais de mídia que chegavam a cem milhões de lares. A iniciativa respondeu à proposta da Comissão Federal de Comunicações de abrir as frequências de 3,7 a 4,2 GHz a redes terrestres. O consórcio propôs liberar e reaproveitar 200 MHz do espectro para redes 5G, preservando os usuários existentes e protegendo as redes de conteúdo e dados contra interferência.
Em abril de 2019, a Arianespace lançou quatro satélites O3b de órbita terrestre média do Centro Espacial da Guiana, em Kourou. O voo completou a primeira geração da constelação, formada por vinte satélites.
Em maio de 2019, imagens experimentais em 8K foram recebidas por satélite sem um receptor ou decodificador externo, numa demonstração inédita na Europa. Durante o SES Industry Days em Betzdorf, o vídeo de 7.680 × 4.320 pixels e cinquenta quadros por segundo foi codificado em HEVC pela Spin Digital a 70 Mbit/s. O sinal ocupou um transponder de 33 MHz nos satélites Astra de 28,2° Leste e foi exibido num televisor Samsung Q950RB de 208 cm.
Em setembro de 2019, SES e Kythera Space Solutions iniciaram o desenvolvimento do programa Controle Adaptativo de Recursos, ou ARC na sigla em inglês. O sistema controlaria e ajustaria a potência, a capacidade, os feixes e as frequências do O3b mPOWER, do SES-17 e de outros satélites de alto rendimento. Os recursos no espaço e em terra poderiam ser reorganizados de forma autônoma e em tempo real conforme a procura dos clientes.
Em setembro de 2019, a SES tornou-se parceira do Microsoft Azure ExpressRoute. Seus satélites geoestacionários e a constelação O3b em órbita média passariam a conectar navios, aeronaves e instalações industriais ou governamentais a redes privadas e dedicadas do Azure.
Em setembro de 2019, a SES apresentou uma plataforma de televisão direta ao lar com acesso gratuito pelo Astra 1N, em 19,2° Leste. O sinal era criptografado pela Verimatrix e levava de trinta a quarenta canais em russo da Kartina TV à população de língua russa em regiões da Europa com conexões de banda larga limitadas.
Em setembro de 2019, a subsidiária MX1 foi incorporada à SES Video, e sua marca deixou de ser usada. Os serviços de gerenciamento, exibição, distribuição e monetização de conteúdo passaram a ser oferecidos com o nome SES.
Em maio de 2020, a pesquisa de recepção Satellite Monitor incluiu as Filipinas pela primeira vez. A televisão por satélite atendia a 17% dos mais de 20,8 milhões de lares com televisor e era a segunda forma de recepção mais usada no país, atrás da televisão terrestre, com 66%. Os sinais da SES chegavam a 98% dos lares filipinos que usavam satélite.
Em 26 de maio de 2020, a SES decidiu acelerar a liberação das frequências de 3,7 a 4,0 GHz da banda C nos Estados Unidos, usadas até então por serviços de televisão por satélite. A Comissão Federal de Comunicações destinaria a faixa à banda larga móvel 5G. O conselho da SES aprovou US$ 1,6 bilhão para comprar e lançar satélites e instalar os equipamentos necessários à mudança dos clientes. O valor seria reembolsado pelo mecanismo de compensação da comissão. Em junho, a SES encomendou quatro satélites de banda C à Boeing e à Northrop Grumman. O SES-18 e o SES-19 usariam a plataforma GEOStar-3 da Northrop Grumman. O SES-20 e o SES-21 seriam aparelhos inteiramente elétricos do modelo 702SP, da Boeing. Cada um teria dez transponders de 36 MHz para televisão digital e dados. Os lançamentos estavam previstos para 2022, com destino às posições de 103,0°, 131,0° e 135,0° Oeste.
Em julho de 2020, a SES lançou o canal aberto Fight COVID-19 em parte de sua frota. A programação levava a comunidades rurais informações sobre como reduzir a propagação da pandemia de covid-19. O conteúdo vinha do UNICEF, da AFP e de outras organizações. O SES-5 atendia à África subsaariana em 5,0° Leste. O Astra 4A, também em 5,0° Leste, cobria a Europa e a Ucrânia. O Astra 2F, em 28,2° Leste, atendia à África Ocidental. O NSS-12, em 57,0° Leste, cobria a Etiópia e países vizinhos, e o SES-9, em 108,2° Leste, levava o canal às Filipinas.
Em agosto de 2020, a SES encomendou à Thales Alenia Space dois satélites geoestacionários de televisão em banda C. O SES-22 e o SES-23 completariam o grupo de seis satélites usados para transferir serviços existentes a outra parte do espectro, liberando frequências para redes celulares 5G.
Em agosto de 2020, a SES contratou Boeing para construir quatro satélites O3b mPOWER, além dos sete já em construção. SpaceX foi contratado para mais dois lançamentos, para fazer quatro lançamentos para toda a constelação O3b mPOWER em 2021-2024.
Em setembro de 2020, SES e Microsoft anunciaram uma parceria no Microsoft Azure Orbital. A SES forneceria a conectividade em órbita terrestre média, e os operadores poderiam controlar satélites e sua capacidade pelo serviço de computação em nuvem Azure. As empresas investiriam juntas em estações terrestres para satélites de órbita média e de observação da Terra, inicialmente nos Estados Unidos, com instalação e operação a cargo da SES. Os equipamentos de telemetria, rastreamento e controle do O3b mPOWER ficariam nos pontos de presença do Azure, oferecendo aos clientes acesso direto aos serviços de nuvem.
Em fevereiro de 2021, a SES assinou contratos plurianuais de extensão de capacidade no valor de mais de € 66 milhões com emissoras de serviço público europeias, incluindo ARD, BBC, BVN, France 24, TV5Monde e ZDF
Em março de 2021, o governo de Luxemburgo prorrogou até 2024 o contrato da plataforma de saúde eletrônica Satmed. O orçamento de 6,5 milhões de euros cobria novos recursos e implantações, além de parcerias com organizações não governamentais e entidades supranacionais para atender regiões ou grupos de países.
Em junho de 2021, a SES entrou no programa Direct Connect Delivery Partner da Amazon Web Services. A empresa passou a oferecer acesso a aplicações e serviços em nuvem da AWS em locais com pouca ou nenhuma infraestrutura terrestre. A conexão usa os satélites geoestacionários da SES e a constelação O3b em órbita terrestre média. Ela também pode funcionar como rede de reserva para provedores de nuvem.
Em julho de 2021, a SES alugou nove transponders do SES-8, em 95° Leste, à estatal indiana NewSpace India Limited. A capacidade seria usada para distribuir televisão por satélite em toda a Índia.
Em agosto de 2021, a Microsoft tornou-se a primeira empresa de computação em nuvem a contratar o sistema O3b. A SES forneceria conectividade gerenciada ao Microsoft Azure por meio dos satélites O3b de primeira geração. A migração para as velocidades mais altas do O3b mPOWER estava prevista para quando o novo sistema entrasse em operação, em 2022.
Em setembro de 2021, o serviço HD direto ao consumidor de propriedade integral na Alemanha, HD+ lançou o aplicativo HD+ ToGo para smartphones e tablets Android e iOS, dando aos assinantes existentes acesso aos 50 canais HD da plataforma, juntamente com serviços de atualização e funções online, em dispositivos móveis por uma taxa adicional.
Em outubro de 2021, o SES-17 foi lançado de Kourou. Era o primeiro satélite geoestacionário de alto rendimento em banda Ka da SES. Sua propulsão inteiramente elétrica o levaria à posição de 67,1° Oeste em meados de 2022. A cobertura atendia aos mercados aeronáutico, marítimo, empresarial e governamental nas Américas, no Caribe e no oceano Atlântico. A carga útil digital tinha quase duzentos feixes pontuais reprogramáveis, que podiam ser interligados e ter potência e frequência alteradas em tempo real. O satélite trabalharia com o O3b mPOWER, em órbita terrestre média, numa rede de órbitas múltiplas.
Em novembro de 2021, a SES encomendou à Thales Alenia Space dois satélites para substituir a frota da posição de 19,2° Leste. Os lançamentos estavam previstos para 2024, e os novos aparelhos deveriam permanecer em serviço até a década de 2040. O Astra 1P forneceria televisão por satélite à Europa, em especial à Alemanha, à França e à Espanha. O Astra 1Q seria reconfigurável por programas de computador, com feixes largos para televisão e feixes pontuais de alto rendimento para clientes de vídeo e dados.
Em novembro de 2021, a SES anunciou que a subsidiária integral HD+, o serviço premium de TV via satélite HD e UHD para usuários alemães, iniciaria um novo serviço, HD+ IP, em dezembro de 2021 para transmitir canais HD+ para aparelhos de TV dos telespectadores por meio de um aplicativo de TV inteligente sem a necessidade de uma antena parabólica ou decodificador, por uma assinatura de € 6 por mês.
Em dezembro de 2021, a SES Government Solutions, depois chamada SES Space & Defense, informou que o Exército dos Estados Unidos havia testado constelações comerciais em diferentes órbitas. Os ensaios usaram os satélites O3b da SES como parte dos trabalhos voltados a operações em domínios múltiplos.
Em dezembro de 2021, Honeywell, Hughes Network Systems e SES testaram conectividade aérea de alta velocidade para clientes militares por satélites em órbita média e geoestacionária. Usaram o terminal JetWave MCX, da Honeywell, um modem Hughes da série HM e aparelhos como o GovSat-1 e os satélites O3b. A transmissão bidirecional passou de 40 Mbit/s, e a troca entre enlaces das duas órbitas levou menos de trinta segundos.
Em fevereiro de 2022, SES e Jio Platforms formaram a empresa conjunta Jio Space Technology Limited. Ela forneceria banda larga de até 100 Gbit/s na Índia por meio do SES-12, geoestacionário e de alto rendimento, e da constelação O3b mPOWER, em órbita terrestre média. O serviço ampliaria a rede terrestre da Jio e o acesso digital em áreas sem conexão na Índia e na região. A Jio teria 51% da nova empresa, e a SES, 49%.
Em fevereiro de 2022, Orange e SES anunciaram a instalação do primeiro portal terrestre africano para a constelação O3b mPOWER. A unidade forneceria conectividade de alta velocidade e baixa latência, preparada para serviços em nuvem, além de telemetria, rastreamento e comando dos satélites. Ela ficaria no teleporto da Sonatel em Gandoul, no Senegal.
Em março de 2022, a SES assinou um acordo com a Verizon para acelerar a implantação de redes 5G nos Estados Unidos. A empresa instalaria filtros e outros equipamentos em estações terrestres, permitindo que a Verizon usasse as frequências de 3,7 a 3,8 GHz da banda C em regiões prioritárias antes do prazo de mudança dos serviços de satélite existentes.
No mesmo mês, a SES acertou a compra da DRS Global Enterprise Solutions por US$ 450 milhões. A empresa, subsidiária da contratada de defesa Leonardo DRS, fornecia comunicações por satélite ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos e a outras agências. Depois das aprovações, ela seria reunida à SES Government Solutions, que passou a se chamar SES Space & Defense. A operação dobraria a receita da unidade com o governo norte-americano e ampliaria o acesso desse mercado ao O3b mPOWER.
A SES acrescentou o SES-26 à encomenda feita à Thales Alenia Space em novembro de 2021. Reconfigurável por programas de computador e equipado com transponders nas bandas Ku e C, o satélite substituiria o NSS-12 em 57° Leste. Seus serviços de conteúdo e conectividade atenderiam à Europa, à África, ao Oriente Médio e à região Ásia-Pacífico.
Em maio de 2022, a SES Government Solutions e a empresa de imagens da Terra Planet Labs receberam um contrato de US$ 28,96 milhões do projeto de Serviços de Comunicações da NASA. Elas forneceriam conexões permanentes, em tempo real e com baixa latência para espaçonaves da agência. O serviço usaria satélites da SES em banda C e órbita geoestacionária, além de satélites em banda Ka e órbita média, entre eles os da constelação O3b mPOWER.
Em maio de 2022, SES e a operadora cazaque Kcell usaram a constelação O3b para levar conexões 3G e 4G de alta velocidade a regiões remotas do Cazaquistão. Os testes abrangeram videochamadas, conferências, transmissão de vídeo e navegação na internet. A latência foi cinco vezes menor que a da plataforma geoestacionária existente.
Em junho de 2022, o SES-22 foi lançado da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral por um Falcon 9 Block 5. O satélite ocuparia a posição de 135° Oeste. Era o primeiro dos seis aparelhos geoestacionários da SES em banda C usados para transferir os serviços de rádio e televisão dos 300 MHz inferiores para os 200 MHz superiores da faixa. A mudança fazia parte do programa que liberava frequências para redes 5G nos Estados Unidos.
Em agosto de 2022, a SES concluiu a compra da DRS Global Enterprise Solutions por US$ 450 milhões, depois de receber as autorizações necessárias. A empresa foi reunida à SES Government Solutions, depois chamada SES Space & Defense. A nova unidade atenderia à procura do governo dos Estados Unidos por comunicações em diferentes órbitas e tornou-se a maior divisão de dados da SES em receita.
Em setembro de 2022, a Agência Espacial Europeia anunciou que a SES lideraria um consórcio de vinte empresas no desenvolvimento e lançamento do Eagle-1. O satélite de órbita terrestre baixa testaria a distribuição quântica de chaves a longa distância e daria acesso antecipado à tecnologia a governos e instituições da União Europeia. A TESAT ficou encarregada de construir o módulo de distribuição de chaves e a carga útil do enlace óptico seguro entre o espaço e o solo.
Em outubro de 2022, o SES-20 e o SES-21 foram lançados de Cabo Canaveral por um Atlas V. Construídos pela Boeing, os dois satélites em banda C faziam parte do programa de liberação de frequências para serviços 5G. O SES-20 seguiria para 103° Oeste, e o SES-21, para 131° Oeste, mantendo as transmissões de rádio e televisão nos Estados Unidos. O SES-21 entrou em operação em 1 de dezembro. O SES-20 chegou à sua posição em 5 de janeiro de 2023 e ficou como reserva em órbita para os demais satélites do programa.
Em outubro de 2022, a SES lançou uma plataforma de distribuição de conteúdo para esportes e eventos, com cobertura da Europa, do Oriente Médio e do norte da África. Seus clientes incluíam emissoras, ligas profissionais, associações esportivas nacionais e internacionais e detentores de direitos de transmissão.
Em dezembro de 2022, depois da compra da DRS Global Enterprise Solutions e de sua união à SES Government Solutions, a subsidiária recebeu o nome SES Space & Defense. Ela foi dividida em duas unidades. A Space Initiatives usaria a frota e a infraestrutura em diferentes órbitas, enquanto a Defense Networks forneceria serviços gerenciados de diferentes operadoras e comunicações de missão de ponta a ponta.
Os dois primeiros satélites O3b mPOWER foram lançados de Cabo Canaveral em 16 de dezembro de 2022, às 17h48 no horário local. Cada aparelho levaria cerca de seis meses para atingir sua órbita terrestre média e passar pelo comissionamento. O início do serviço estava previsto para o terceiro trimestre de 2023.
Em janeiro de 2023, a SES alugou à High View mais capacidade na posição Astra de 19,2° Leste. Quatro canais musicais abertos, Deluxe Dance by Kontor, Deluxe Flashback, Deluxe Rock e Deluxe Rap, começaram a transmitir em 1 de fevereiro para o público de língua alemã na Alemanha, Áustria e Suíça. Os canais de viagens e documentários Xplore, Hip Trips e One Terra passaram a usar a mesma posição em 1 de março.
Em 26 de janeiro de 2023, o Astra 2D foi desativado e levado a uma órbita cemitério, mais de 22 anos depois de seu lançamento. Construído pela Hughes Space and Communications com vida útil planejada de quinze anos, ele distribuía televisão digital por satélite a partir da posição Astra de 28,2° Leste. Foi a última espaçonave comercial estabilizada por rotação construída pela Hughes e a única do tipo que ainda operava quando foi retirada.
Em fevereiro de 2023, a SES informou à Comissão Federal de Comunicações que havia mudado o plano de implantação do SES-18 e do SES-19. O primeiro seguiria para 103° Oeste, em vez de 131° Oeste, e o segundo ocuparia 135° Oeste, no lugar de 103° Oeste.
Em março de 2023, o SES-18 e o SES-19 foram lançados de Cabo Canaveral por um Falcon 9. Construídos pela Northrop Grumman sobre a plataforma GEOStar-3, eram os últimos satélites enviados ao espaço para o programa de mudança dos serviços americanos de televisão, rádio e dados em banda C. O SES-20, o SES-21 e o SES-22 já haviam sido lançados, enquanto o SES-23 ficaria em terra como reserva.
Em março de 2023, a SES confirmou que a empresa estava em negociações sobre uma fusão com a operadora de satélite rival Intelsat. Em junho de 2023, foi anunciado que essas discussões haviam terminado.
O terceiro e o quarto satélites O3b mPOWER foram lançados de Cabo Canaveral por um Falcon 9 em 28 de abril de 2023. Os aparelhos de alto rendimento juntaram-se aos dois primeiros, lançados em dezembro de 2022, na órbita terrestre média. Os serviços de conectividade estavam previstos para o fim daquele ano.
Em junho de 2023, o lançamento do quinto e do sexto satélites O3b mPOWER foi adiado do segundo trimestre para julho ou uma data posterior. Os seis aparelhos necessários ao serviço comercial deveriam estar em órbita no terceiro trimestre. A previsão foi levada ao quarto trimestre, e o serviço começou em abril de 2024. A expansão previa os satélites 7 e 8 ainda em 2023, mas eles foram lançados em dezembro de 2024, e os aparelhos 9, 10 e 11 em 2024, data depois revista para 2025.
Em junho de 2023, a SES anunciou que Steve Collar deixaria a direção executiva no fim do mês. O diretor de tecnologia Ruy Pinto assumiu o cargo interinamente até a chegada de Adel Al-Saleh, em fevereiro de 2024.
Em junho de 2023, o Parlamento de Luxemburgo aprovou 195 milhões de euros, distribuídos por dez anos, para o programa de serviços globais em órbita terrestre média. O governo, seus parceiros e a OTAN usariam a rede O3b mPOWER para defesa, segurança e recuperação de desastres.
Em junho de 2023, o SES-18 entrou em operação em 103° Oeste, e o SES-19 chegou a 135° Oeste. Eles foram os dois últimos dos cinco satélites lançados para mudar os serviços existentes de banda C a outras frequências. O SES-23 permaneceu como reserva em terra. A implantação terminou antes do prazo de dezembro estabelecido pela Comissão Federal de Comunicações, o que habilitou a SES a receber pagamentos de incentivo.
Em julho de 2023, a SES anunciou que o novo canal de notícias em inglês, TVRI World da emissora pública indonésia, TVRI, foi transmitido em HD em toda a Europa a partir da posição Astra 19,2° Leste e para o Oriente Médio via YahSat 52,5° Leste, com SES fornecendo serviços de playout, codificação, entrega de conteúdo e monitoramento de sinal.
Em agosto de 2023, a SES previu o início comercial do O3b mPOWER para o fim daquele ano, mas o serviço começou em abril de 2024. O quinto e o sexto satélites, necessários para a operação, seriam lançados no terceiro trimestre de 2023. O voo ocorreu em novembro. A carteira conjunta de contratos do sistema e do SES-17 tinha o valor de US$ 1,025 bilhão.
Em setembro de 2023, a SES apresentou um serviço de internet para navios de cruzeiro que reunia o O3b mPOWER, em órbita terrestre média, e o Starlink, da SpaceX, em órbita baixa. Chamado SES Cruise mPOWERED + Starlink, o serviço era integrado, vendido e fornecido pela SES. A velocidade anunciada chegava a 3 Gbit/s por navio em qualquer região do mundo.
Em outubro de 2023, problemas nos módulos de potência dos quatro primeiros satélites O3b mPOWER adiaram o lançamento dos aparelhos 5 e 6 para novembro e o início comercial da constelação para o começo do segundo trimestre de 2024. A SES preparou medidas para manter o atendimento dos clientes com os satélites iniciais. Os aparelhos 7 e 8, previstos para o segundo semestre de 2024, e os de números 9 a 11, previstos para 2025, receberiam alterações. A empresa acrescentaria ainda os satélites 12 e 13 à constelação. A SES tinha um pedido de indenização de US$ 472 milhões com suas seguradoras pelos problemas nos satélites O3b mPOWER 1 a 4.
O quinto e o sexto satélites O3b mPOWER foram lançados de Cabo Canaveral por um Falcon 9 em 12 de novembro de 2023. Eles se juntaram aos quatro primeiros aparelhos na órbita terrestre média e permitiriam o início do serviço em fevereiro de 2024.
Em dezembro de 2023, a SES Space & Defense assinou um contrato de cinco anos com a Agência dos Estados Unidos para Mídia Global. A empresa forneceria capacidade de transponders, teleportos, conexão à internet, rede terrestre, monitoramento e gerenciamento de ponta a ponta. A infraestrutura distribuiria transmissões de rádio e televisão em AM, FM e ondas curtas para mais de 215 milhões de pessoas em cem países.
Em fevereiro de 2024, Adel Al-Saleh assumiu a direção executiva da SES, após ter sido escolhido em outubro do ano anterior. Ruy Pinto, que ocupava o cargo interinamente e antes era diretor de tecnologia, tornou-se assessor estratégico do novo diretor executivo.
Em fevereiro de 2024, a Virgin Voyages tornou-se a primeira empresa de cruzeiros a adotar o SES Cruise mPOWERED + Starlink PRO. O serviço reunia os satélites O3b mPOWER, em órbita média, e o Starlink, da SpaceX, em órbita baixa. A conexão para internet, redes sociais e videochamadas chegava a 1,5 Gbit/s por navio.
Em abril de 2024, o sistema O3b mPOWER entrou em operação, e a SES previu a oferta dos serviços aos clientes nos meses seguintes. Os seis satélites necessários ao início da rede já estavam instalados. Outros sete eram construídos para ampliar sua capacidade, com lançamentos previstos para os dois anos seguintes.
Em abril de 2024, a SES anunciou a compra da Intelsat por 2,8 bilhões de euros, ou US$ 3,1 bilhões, em dinheiro. A conclusão dependia de autorizações e era esperada para o segundo semestre de 2025. A empresa resultante teria mais de cem satélites geoestacionários, 26 em órbita terrestre média e treze encomendados. A receita conjunta prevista para 2024 era de 3,8 bilhões de euros. A autoridade britânica de concorrência autorizou a operação em maio de 2025 sem abrir uma investigação aprofundada. Em junho, a Comissão Europeia também deu autorização incondicional, ao concluir que a compra não criava problemas de concorrência no Espaço Econômico Europeu.
Em maio de 2024, a SES apresentou a rede Open Orbits para conexões a bordo de aeronaves. Ela reunia redes da SES em banda Ka e órbitas geoestacionária e média com operadoras regionais, entre elas NEO Space Group, AeroSat Link e Hughes Communications India. O vídeo e os dados podiam passar de uma operadora a outra ao longo do voo. Em outubro, Thai Airways e Turkish Airlines escolheram o Open Orbits para parte de suas frotas.
Em junho de 2024, o Astra 1P foi lançado de Cabo Canaveral por um Falcon 9 Block 5. Era o primeiro satélite Astra levado ao espaço pela SpaceX. Construído pela Thales Alenia Space, ele substituiria os quatro aparelhos da posição de 19,2° Leste e manteria as transmissões de televisão por satélite na Europa, em especial na Alemanha, França e Espanha. Com propulsores inteiramente elétricos, levou meses para atingir a órbita geoestacionária. Os testes em 9,5° Oeste terminaram em dezembro. Em janeiro de 2025, o satélite mudou-se para 19,2° Leste e iniciou o serviço.
Em outubro de 2024, a SES prorrogou até 2029 sua parceria com a Sky. A operadora alugou a capacidade de mais de um transponder na posição Astra de 28,2° Leste, usada para levar televisão por satélite a mais de 17 milhões de lares no Reino Unido e na Irlanda.
Em outubro de 2024, a Comissão Europeia concedeu ao consórcio SpaceRISE o contrato para desenvolver, implantar e operar o sistema seguro de satélites IRIS². O grupo reunia SES, Hispasat, Eutelsat e empresas europeias dos setores espacial e de telecomunicações. Financiada pela União Europeia, pela Agência Espacial Europeia e por capital privado, a constelação teria 290 satélites em diferentes órbitas e deveria iniciar o serviço em 2030.
O sétimo e o oitavo satélites O3b mPOWER foram lançados do Centro Espacial John F. Kennedy por um Falcon 9 em 17 de dezembro de 2024. Os aparelhos traziam mudanças para corrigir os problemas de energia dos seis primeiros. Eles chegaram à órbita terrestre média em abril de 2025 e começaram a operar em junho, aumentando a capacidade e a resiliência da constelação.
Em março de 2025, SES e Lynk Global formaram uma parceria no mercado de conexões diretas a dispositivos. A rede Lynk em órbita baixa comunicava-se com telefones celulares comuns em áreas rurais sem cobertura terrestre. A SES investiria na empresa e forneceria a retransmissão do tráfego entre a constelação Lynk, o O3b mPOWER e a infraestrutura em terra. O acordo abrangia telemetria, rastreamento, comando, monitoramento, arquitetura de rede e fabricação de satélites nos Estados Unidos e na Europa.
Em maio de 2025, a SES contratou o estágio de transferência Helios, da Impulse Space. Ele levaria em poucas horas satélites lançados à órbita baixa até sua órbita média ou geoestacionária definitiva. A solução evitaria foguetes de maior capacidade e transferências que levavam meses com propulsão elétrica. O acordo previa mais de um lançamento a partir de 2027.
Em 17 de julho de 2025, a SES concluiu a aquisição da Intelsat.
Em setembro de 2025, a empresa anunciou uma parceria com a Cailabs para testar tecnologias ópticas entre o espaço e o solo. A empresa francesa recebeu 57 milhões de euros em novos investimentos liderados pelo Banco Europeu de Investimento, com participação do Ministério das Forças Armadas da França e do Crédit Agricole.
A SES fornece serviços por meio de duas unidades de negócios. A SES Media, antes chamada SES Video, cuida do mercado de vídeo, enquanto a SES Networks atende ao mercado de dados.
A SES Media respondeu por 46% da receita em 2024. Suas atividades abrangem a distribuição e os serviços de vídeo. O conteúdo é entregue por plataformas de televisão direta ao lar, distribuição direta por cabo e televisão por IP. A unidade também controla integralmente a HD+, plataforma alemã de televisão digital em alta definição voltada ao consumidor. Os serviços técnicos em terra abrangem gerenciamento de conteúdo, exibição, criptografia, transmissão de sinais aos satélites e recursos interativos para emissoras.
A SES participou do desenvolvimento da televisão direta ao lar na Europa e dos mercados de televisão a cabo e por satélite nos Estados Unidos. Seus satélites transmitem formatos digitais que vão do rádio à televisão de ultra-alta definição, e a empresa trabalhou na criação de padrões técnicos para radiodifusão e mídia interativa.
No final de 2022, os satélites SES transportavam mais de 8.000 canais de TV, entre eles mais de 3.000 canais HD e UHD, para mais de 1 bilhão de pessoas em 369 milhões de lares. A distribuição por região está na tabela.
| Região | Casas alcançadas |
|---|---|
| Europa | 175,8 milhões |
| América do Norte | 53,2 milhões |
| África | 49,5 milhões |
| América Latina | 44 milhões |
| Ásia-Pacífico | 33,1 milhões |
| Oriente Médio | 13,4 milhões |
Em março de 2022, a receita da SES Video, agora SES Media, dividia-se desta forma entre seus setores.
| Setor | Participação |
|---|---|
| Europa Plataformas e distribuição de televisão na Europa |
57% |
| Internacional entrega de conteúdo para Ásia-Pacífico, América Latina, África e Oriente Médio |
19% |
| HD+ serviço premium de TV via satélite HD e UHD para usuários alemães |
13% |
| América do Norte Distribuição direta às redes de televisão a cabo dos Estados Unidos |
8% |
| Esportes e Eventos distribuição global de esportes, notícias e eventos ao vivo |
3% |
A SES Networks respondeu por 54% da receita em 2024. A unidade vende capacidade sob demanda e conectividade gerenciada nos mercados abaixo.
A SES Networks usa os satélites O3b e O3b mPOWER em órbita terrestre média, com latência inferior a 150 milissegundos, além do SES-17 e do GovSat em órbita geoestacionária.
Em março de 2022, a receita da SES Networks dividia-se desta forma entre seus setores.
| Setor | Participação |
|---|---|
| Governo Conectividade segura para usos civis e de defesa, 70% nos Estados Unidos e 30% em outros países |
40% |
| Redes fixas de dados Clientes nos Estados Unidos, 40%, África e Oriente Médio, 20%, Américas e Ásia-Pacífico, 20%, e restante do mundo, 20% |
32% |
| Mobilidade Conectividade para passageiros e empresas móveis, dividida igualmente entre aviação e serviços marítimos |
28% |
Em 2023, a receita calculada a partir dos endereços de cobrança dos clientes dividiu-se por país desta forma.
| País | Receita |
|---|---|
| Luxemburgo | 49 milhões de euros |
| EUA | 759 milhões de euros |
| Alemanha | 329 milhões de euros |
| Reino Unido | 214 milhões de euros |
| França | 75 milhões de euros |
| Outros (Europa) | 205 milhões de euros |
| Outros, fora da Europa | 396 milhões de euros |
A SES participou da introdução de tecnologias como a transmissão direta ao lar, a colocação de satélites na mesma posição orbital, os polos de transmissão de canais abertos, a radiodifusão digital, a televisão de alta definição e a televisão em 3D. A empresa também trabalhou nos primeiros conversores de baixo ruído com alimentador integrado para antenas parabólicas domésticas, em conversores universais, na distribuição de sinais por fibra óptica e no sistema Sat-IP, usado para receber e distribuir sinais de satélite em redes domésticas de computadores.
A empresa fez as primeiras transmissões experimentais em ultra-alta definição em 2012 e trabalhou na definição de padrões internacionais para a tecnologia. Em 2013, transmitiu pela primeira vez um sinal UHDTV no padrão HEVC por meio da posição Astra de 19,2° Leste. Em maio de 2018, fez sua primeira demonstração de imagens 8K Ultra HD por meio do Astra 3B, em 23,5° Leste. Sua primeira transmissão ao vivo em UHDTV por satélite ocorreu em novembro de 2014, durante um concerto do Linkin Park no O2 World, em Berlim. O Pearl TV, primeiro canal aberto em Ultra HD da Europa, começou a transmitir pela posição Astra de 19,2° Leste em setembro de 2015. Um canal permanente de demonstração em UHDTV atendia à Europa desde 2014, e a SES passou a oferecer doze canais experimentais em suas principais posições orbitais. Em 2020, mais de cinquenta canais em Ultra HD eram transmitidos por sua frota.
O SES-8 foi o primeiro satélite geoestacionário lançado pela SpaceX, em 2013. O SES-10 partiu em março de 2017, depois que a explosão de um Falcon 9 na plataforma de lançamento adiou a missão marcada para outubro de 2016. Foi o primeiro lançamento da SpaceX com um primeiro estágio Falcon reutilizado, recuperado de um voo anterior. Os satélites SES-12, SES-14 e SES-15 usam propulsão elétrica a plasma para elevar a órbita e executar manobras. A redução de peso permite cargas de comunicações maiores. A SES calculou que o SES-12 pesaria cerca de 4.700 kg a mais com um sistema convencional de propulsão química.
A SES opera uma rede de comunicações em mais de uma órbita. Ela combina a cobertura dos satélites geoestacionários com a baixa latência e as altas taxas de transmissão de dados de uma constelação em órbita terrestre média. Em parceria com a Kythera Space Solutions, desenvolveu o programa Controle Adaptativo de Recursos, que ajusta a potência, a capacidade e a distribuição de feixes e frequências na rede. O sistema trabalha com os satélites O3b e O3b mPOWER em órbita média, o SES-17 e futuros satélites geoestacionários de alto rendimento.
Em junho de 2017, a SES tornou-se a primeira cliente comercial prevista para uma missão de prolongamento da vida útil de satélites. A nave seria construída pela Space Systems/Loral para o programa de manutenção robótica de satélites geoestacionários da DARPA. Sua tarefa seria reabastecer em órbita um satélite da SES com pouco propelente. A Space Systems/Loral, já como parte da Maxar, deixou o contrato em 2019.
A SES lidera, com a Agência Espacial Europeia, um consórcio que desenvolve o Eagle-1, satélite de criptografia quântica com enlaces ópticos a laser. Seu lançamento estava previsto para 2026. A missão testaria a distribuição quântica de chaves, que usa propriedades dos fótons para transmitir chaves de criptografia a longa distância, e seria o primeiro sistema espacial europeu soberano desse tipo com cobertura de ponta a ponta.
| SES | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Operadores de satélite |
| |||||
| Empresas de serviços |
| |||||
A equipe executiva administra a SES.
Romain Bausch, que era diretor executivo da SES, recebeu o prêmio Satellite Executive of the Year em 2002. Steve Collar recebeu o mesmo prêmio em 2019, quando ocupava o cargo.
Em outubro de 2022, esta era a frota ativa pertencente à SES e operada pela empresa.
| Frota SES | |||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Satélite | SES-1 | SES-2 | SES-3 | SES-4 | SES-5 (era Astra 4B, Sirius 5) |
SES-6 | SES-7 (era ProtoStar 2) |
SES-8 (IPMSAT2) | SES-9 | SES-10 | SES-11 (Echostar 105) |
SES-12 | SES-14 | SES-15 | GovSat-1 (SES-16) |
SES-17 | SES-18 | SES-19 | SES-20 | SES-21 | SES-22 |
| Data de lançamento | 24 de abril de 2010 | 21 de setembro de 2011 | 15 de julho de 2011 | 14 de fevereiro de 2012 | 9 de julho de 2012 | 3 de junho de 2013 | 16 de maio de 2009 | 3 de dezembro de 2013 | 4 de março de 2016 | 30 de março de 2017 | 11 de outubro de 2017 | 4 de junho de 2018 | 25 de janeiro de 2018 | 18 de maio de 2017 | 31 de janeiro de 2018 | 24 de outubro de 2021 | 17 de março de 2023 | 17 de março de 2023 | 4 de outubro de 2022 | 4 de outubro de 2022 | 29 de junho de 2022 |
| Veículo de lançamento | Proton-M Briz-M |
Ariane 5ECA (VA204) |
Proton-M Briz-M |
Proton-M Briz-M |
Proton-M Briz-M |
Proton-M Briz-M |
Proton-M Briz-M |
Falcon 9 v1.1 | Falcon 9 v1.2 | Falcon 9 v1.2 | Falcon 9 v1.2 | Falcon 9 v1.2 | Ariane 5ECA (VA241) |
Soyuz ST-A (VS17) |
Falcon 9 v1.2 | Ariane 5ECA (VA255) |
Falcon 9 | Falcon 9 | Atlas V 531 | Atlas V 531 | Falcon 9 Block 5 |
| Posição orbital | 101,0° Oeste | 87,0° Oeste | 103,0° Oeste | 22,0° Oeste | 5,0° Leste | 40,5° Oeste | 108,2° Leste | 95,0° Leste | 108,2° Leste | 67,0° Oeste | 105,0° Oeste | 95,0° Leste | 47,5° Oeste | 129,0° Oeste | 21,5° Leste | 67,1° Oeste | 103° Oeste | 135° Oeste | 103° Oeste | 131° Oeste | 135° Oeste |
| Frota AMC | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Satélite | AMC-4 | AMC-6 | AMC-8 | AMC-11 | AMC-15 | AMC-16 | AMC-18 | AMC-21 | ||
| Data de lançamento | 13 de novembro de 1999 | 22 de outubro de 2000 | 20 de dezembro de 2000 | 19 de maio de 2004 | 14 de outubro de 2004 | 17 de dezembro de 2004 | 8 de dezembro de 2006 | 14 de agosto de 2008 | ||
| Veículo de lançamento | Ariane 44LP (V123) |
Proton-K DM3 |
Ariane 5G (V138) |
Atlas-2AS | Proton-M Briz-M |
Atlas-5 | Ariane 5 ECA (V174) |
Ariane 5 ECA (V185) | ||
| Posição orbital | 135,0° Oeste | 139,0° Oeste | 135,0° Oeste | 131,0° Oeste | 105,0° Oeste | 85,0° Oeste | 83,0° Oeste | 125,0° Oeste | ||
| Frota Astra | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Satélite | Astra 1KR | Astra 1L | Astra 1M | Astra 1N | Astra 2E | Astra 2F | Astra 2G | Astra 3B | Astra 4A (era Sirius 4) |
Astra 1P (também conhecido como SES-24) |
| Data de lançamento | 24 de abril de 2006 | 4 de maio de 2007 | 5 de novembro de 2008 | 6 de agosto de 2011 | 29 de setembro de 2013 | 28 de setembro de 2012 | 27 de dezembro de 2014 | 21 de maio de 2010 | 17 de novembro de 2007 | 20 de junho de 2024 |
| Veículo de lançamento | Atlas-5 | Ariane 5 ECA (V176) |
Proton-M Briz-M |
Ariane 5 ECA (VA203) |
Proton-M Briz-M |
Ariane 5 ECA (VA209) |
Proton-M Briz-M |
Ariane 5 ECA (V194) |
Proton-M Briz-M |
Falcon 9 Bloco 5 |
| Posição orbital | 19,2° Leste | 19,2° Leste | 19,2° Leste | 19,2° Leste | 28,2° Leste | 28,2° Leste | 28,2° Leste | 23,5° Leste | 5,0° Leste | 19,2° Leste |
| Frota NSS | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Satélite | NSS-6 | NSS-7 | NSS-9 | NSS-10 (era AMC-12) |
NSS-11 | NSS-12 | |
| Data de lançamento | 17 de dezembro de 2002 | 16 de abril de 2002 | 12 de fevereiro de 2009 | 3 de fevereiro de 2005 | 1 de outubro de 2000 | 29 de outubro de 2009 | |
| Veículo de lançamento | Ariane 44L (V156) |
Ariane 44L (V150) |
Ariane 5 ECA (V187) |
Proton-M Briz-M |
Proton-K DM3 |
Ariane 5 ECA (V192) | |
| Posição orbital | 169,5° Oeste | 20,0° Oeste | 177,0° Oeste | 37,5° Oeste | 176° Leste | 57,0° Leste | |
| Frota O3b | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Satélite | O3b PFM, FM2, FM4-5 | O3b FM3, FM6-FM8 | O3b FM9-12 | O3b FM13-16 | O3b FM17-20 | O3b mPOWER 1-2 (O3b FM21-22) |
O3b mPOWER 3-4 (O3b FM23-24) |
O3b mPOWER 5-6 (O3b FM25-26) |
O3b mPOWER 7-8 (O3b FM27-28) |
O3b mPOWER 9-10 |
| Data de lançamento | 25 de junho de 2013 | 10 de julho de 2014 | 18 de dezembro de 2014 | 9 de março de 2018 | 4 de abril de 2019 | 16 de dezembro de 2022 | 28 de abril de 2023 | 12 de novembro de 2023 | 17 de dezembro de 2024 | 22 de julho de 2025 |
| Veículo de lançamento | Soyuz ST-B (VS05) |
Soyuz ST-B (VS08) |
Soyuz ST-B (VS10) |
Soyuz ST-B (VS18) |
Soyuz ST-B (VS22) |
Falcon 9 | Falcon 9 | Falcon 9 | Falcon 9 | Falcon 9 |
| Posição orbital | Órbita terrestre média não síncrona | |||||||||
| Satélites de terceiros operados pela SES | ||||
|---|---|---|---|---|
| Satélite | Ciel-2 | MonacoSAT | QuetzSat 1 | Yahsat 1A |
| Data de lançamento | 10 de dezembro de 2008 | 27 de abril de 2015 | 29 de setembro de 2011 | 22 de abril de 2011 |
| Veículo de lançamento | Proton-M Briz-M |
Falcon 9 v1.1 | Proton-M Briz-M |
Ariane 5 ECA (VA201) |
| Posição orbital | 129,0° Oeste | 52,0° Leste | 77,0° Oeste | 52,5° Leste |
| Nome do satélite | Data de lançamento | Posição orbital | Bandas de frequência | Área de cobertura | Fabricante |
|---|---|---|---|---|---|
| O3b mPOWER 11, 12, 13 | Final de 2026 | MEO | Banda Ka | Cobertura mundial com feixes orientáveis | Boeing |
| SES-23 | Não se aplica | Reserva em terra | Banda C | América do Norte | Thales Alenia Space |
| Astra 1T | 2027 | 19,2° Leste | Banda Ku | Europa | |
| SES-26 | 2027 | 57° Leste | Bandas Ku e C | Europa, África, Oriente Médio, Ásia-Pacífico | |
| Eagle-1 | 2026 | LEO | Óptica | Europa | - |
| GovSat 2 | Não se aplica | GEO | Banda X | Arco de satélite europeu | Thales Alenia Space |
A SES vende espaço em satélites planejados ou em construção para cargas úteis de governos e instituições. O SES-2, lançado em setembro de 2011, transporta a Carga Infravermelha Hospedada Comercialmente, ou CHIRP na sigla em inglês, da Força Aérea dos Estados Unidos. O aparelho tem um campo de visão amplo e passivo, destinado ao alerta antecipado de lançamentos de mísseis. Foi a primeira carga útil da força instalada em uma missão comercial.
Os satélites SES-5 e Astra 5B, lançados em julho de 2012 e março de 2014, transportam cargas do Serviço Europeu Complementar Geoestacionário de Navegação. A rede complementa os sistemas de navegação GPS e GLONASS.
O SES-15, lançado em maio de 2017, leva uma carga do Sistema de Aumento de Área Ampla, ou WAAS na sigla em inglês, da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos. O sistema amplia o GPS e melhora sua precisão, integridade e disponibilidade.
O SES-14, lançado em janeiro de 2018, hospeda a missão Observações Globais do Limbo e do Disco, ou GOLD na sigla em inglês, da NASA. A missão investiga o efeito do Sol na termosfera e na ionosfera da Terra.
A SES e suas subsidiárias mantêm os teleportos listados abaixo.
A SES Space & Defense, antes chamada SES Government Solutions, opera as estações terrestres do governo dos Estados Unidos listadas abaixo.