| Shrek the Third | ||||
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Pôster promocional | ||||
| No Brasil | Shrek Terceiro | |||
| Em Portugal | Shrek - O Terceiro | |||
| Estados Unidos 2007 • cor • 93 min | ||||
| Gênero | ||||
| Direção | Chris Miller | |||
| Codireção | Raman Hui | |||
| Produção | Aron Warner | |||
| Produção executiva | Andrew Adamson John H. Williams | |||
| Roteiro | Jeffrey Price Peter S. Seaman Chris Miller Aron Warner | |||
| História | Andrew Adamson | |||
| Baseado em | Shrek!, de William Steig | |||
| Elenco | ||||
| Música | Harry Gregson-Williams | |||
| Edição | Michael Andrews | |||
| Companhia produtora | PDI/DreamWorks | |||
| Distribuição | DreamWorks SKG (Estados Unidos) Paramount (Internacionalmente) | |||
| Lançamento |
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| Idioma | inglês | |||
| Orçamento | US$ 160 milhões | |||
| Receita | US$ 813 367 380 | |||
| Cronologia | ||||
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Shrek the Third (bra: Shrek Terceiro; prt: Shrek - O Terceiro), também conhecido como Shrek 3, é um filme de animação, comédia, aventura e fantasia norte-americano de 2007, dirigido por Chris Miller, co-dirigido por Raman Hui, produzido por Jeffrey Katzenberg, da PDI/DreamWorks e distribuído pela DreamWorks SKG e Paramount Pictures. É a continuação de Shrek (2001), Shrek 2 (2004), e o terceiro filme da franquia de filmes de mesmo nome. O filme é estrelado por Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas, Rupert Everett, Julie Andrews e John Cleese reprisando seus papéis de voz dos filmes anteriores, juntamente com novas adições de Justin Timberlake como Arthur Pendragão e Eric Idle como Merlin.
O filme estreou no Mann Village Theatre, Westwood, em Los Angeles no dia 6 de maio de 2007, e foi lançado nos Estados Unidos em 18 de maio de 2007, exatamente seis anos após o lançamento do primeiro filme. Não foi tão bem recebido pela crítica quanto os dois filmes anteriores, mas arrecadou US$ 813 milhões com um orçamento de US$ 160 milhões, tornando-se o quarto filme de maior bilheteria de 2007. Também foi indicado para o Melhor Filme de Animação no 61ª edição do British Academy Film Awards. Shrek the Third foi o último filme da franquia a ser co-produzido pela Pacific Data Images, que encerrou suas atividades em 2015. A sequência, Shrek Para Sempre, foi lançado três anos depois, em 2010.
Com a morte de sua mãe Fada Madrinha, o Príncipe Encantado tenta ganhar a vida como ator de teatro, mas é ridicularizado e feito de chacota pelo público. Devastado, Encantado jura tomar o reino de Tão Tão Distante, vingando a morte da mãe. Enquanto isso, Shrek e Fiona exercem as funções de rei e rainha, enquanto o rei Harold está doente e aos cuidados da rainha Lilian. Cansado de sua vida de realeza temporária, Shrek percebe que este posto não é para ele e decide que quer voltar a viver no pântano. No entanto, a doença do rei piora e ele fica perto da morte. Momentos antes de falecer, Harold diz que o único herdeiro do trono além de Shrek, é o seu sobrinho Arthur "Artie" Pendragão, que estuda na universidade de Worcestershire.
Shrek, Burro e o Gato partem para o colégio atrás de Artie, mas enquanto partiam, Fiona revela que está grávida, causando uma profunda preocupação em Shrek. Enquanto isso, Encantado vai ao bar Maçã Envenenada e cria uma aliança com os vilões dos contos de fada, atacando o reino de Tão Tão Distante e atrapalhando o chá de bebê de Fiona, que foge por uma passagem secreta com sua mãe e as outras princesas, mas acabam sendo pegas e trancadas em uma cela fora do castelo.
Chegando na Academia Worcestershire, Shrek descobre que Artie é um frágil e impopular garoto de dezesseis anos. Shrek conta a Artie que ele será o novo rei de Tão Tão Distante, e o garoto fica entusiasmado com a ideia. Porém, durante a viagem, ele percebe que há responsabilidades demais no cargo e tenta desviar o navio para voltar à escola. No meio de uma confusão, a embarcação é destruída e eles acabam encalhando numa ilha onde encontram o mago Merlim, um antigo professor de Artie, que os ajuda a voltar para o reino, porém sua magia causa um efeito colateral e troca os corpos do Burro e do Gato.
Quando eles chegam, percebem que o reino foi tomado e parcialmente destruído pelo vilões, e agora é comandado pelo Príncipe Encantado. O Gato e o Burro são presos, enquanto Shrek e Artie são enviados para serem mortos. Encantado pretende matar Shrek numa performance teatral ao vivo para todo o reino, e quando ameaça a vida de Artie, Shrek o impede e diz que Artie não tem nada a ver com o reino e que ele o enganou o tempo todo. Encantado liberta Artie, que vai embora entristecido.
Fiona e os outros conseguem fugir da prisão e o Burro e o Gato encontram Artie, que diz que Shrek salvou sua vida, pois Encantado iria matá-lo caso soubesse que ele seria o novo rei. Durante a peça teatral, Shrek quase é morto pelo Príncipe, quando Fiona e os outros, incluindo Artie aparecem para salvá-lo. Artie convence os vilões de que só por que as pessoas os acham mal não significa que eles sejam, fazendo-os refletir e abandonar a aliança com Encantado. Enfurecido, Encantado tenta atacar Artie com sua espada, porém, Shrek intervém. Logo após, a Dragão derruba a torre do cenário em cima do Príncipe, esmagando-o.
Artie é coroado o novo rei. Enquanto o reino celebra, Merlim desfaz o feitiço no Burro e no Gato, trocando suas caudas temporariamente. Shrek e Fiona retornam ao pântano, tornando-se pais de trigêmeos ogros: Flatus, Fergus e Felicia. O casal conta com a ajuda de Gato, Lillian, Burro e Dragão.
Após o sucesso de Shrek 2, um terceiro e quarto filme de Shrek, juntamente com planos para um quinto filme final, foram anunciados em maio de 2004 por Jeffrey Katzenberg: "Shrek 3 e 4 vão revelar outras perguntas sem resposta e, finalmente, no último capítulo, vamos entender como Shrek veio a estar naquele pântano, onde o encontramos no primeiro filme".
A DreamWorks contratou Peter Seaman e Jeffrey Price para escrever o filme e Jon Zack, que escreveu The Perfect Score, participou como consultor. Ao contrário dos dois primeiros filmes, o filme não foi dirigido por Andrew Adamson devido a sua ocupação com The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe. Adamson ainda estava envolvido como produtor executivo e estava dando conselhos aproximadamente a cada quatro meses sobre o estado do filme. Shrek the Third foi dirigido por Chris Miller, um artista de história no primeiro filme e um chefe de história no segundo e co-dirigido por Raman Hui, um animador de supervisão nos dois primeiros filmes.
O filme foi desenvolvido sob o título de "Shrek 3". Em março de 2006, havia sido renomeado para Shrek the Third. De acordo com Miller, eles "não queriam apenas intitular como se fosse apenas uma continuação". Eles queriam "algo para fazer isso por conta própria, dar a sua própria personalidade e realmente tentar tratá-la como um capítulo na vida de Shrek". Hui comentou: "É sobre Shrek se tornar o novo rei de Tão Tão Distante; e o título soa meio real também".
O filme seria originalmente lançado em novembro de 2006. No entanto, em dezembro de 2004, a data foi alterada para maio de 2007. Katzenberg disse: "A grande magnitude da franquia Shrek nos levou a concluir que uma data de lançamento em maio, com um lançamento em DVD durante a temporada de festas, nos permitirá maximizar o desempenho e aumentar a lucratividade, gerando valor de ativos aprimorados e retornos melhores para nossos acionistas". Flushed Away, outro filme da DreamWorks Animation, foi lançado em novembro de 2006. A mudança de data de lançamento foi no dia seguinte ao da Disney Pixar mudar a data de lançamento de Cars, de novembro de 2005 para junho de 2006.
A música incidental e os temas do filme foram compostos por Harry Gregson-Williams e posteriormente reunidas num álbum lançado em 19 de Junho de 2007. Adicionalmente, foi lançado um álbum contendo as canções inseridas no decorrer do filme, incluindo um dueto entre Eddie Murphy (Burro) e Antonio Banderas (Gato de Botas), uma versão cover de "Thank You (Falletin Me Be Mice Elf Again)".
Shrek the Third obteve uma bilheteria de US$ 121.629.270 na sua primeira semana, tendo sido exibido em 4.122 salas de cinema. Tal resultado é o segundo maior já obtido num fim de semana de estreia de um filme animado, atrás dos US$ 135 milhões de Finding Dory em 2016, e a vigésima sexta maior abertura de todos os tempos.
No total, o filme obteve uma bilheteria de US$ 322.719.944,00 nos Estados Unidos e US$ 490,647,436 no restante do mundo, totalizando US$ 813,367,380. Foi também o quarto filme mais bem-sucedido nas bilheterias mundiais em 2007, atrás apenas de Homem-Aranha 3, Harry Potter and the Order of the Phoenix e Pirates of the Caribbean: At World's End. Nos Estados Unidos, perdeu em receita apenas para Homem-Aranha 3.
Diferente de seus antecessores o terceiro filme foi recebido com críticas mistas. No site Rotten Tomatoes, Shrek the Thrid acumulou uma porcentagem de 41% de aprovação, a nota mais baixa da franquia Shrek no site; o consenso dos críticos diz: "Shrek the Third tem uma abundância de imagens da cultura pop, mas às custas do coração, charme e inteligência que fizeram os dois primeiros clássicos da franquia Shrek" . No Metacritic o filme recebeu uma pontuação de 58/100 indicando críticas "mistas ou médias" baseado em 35 avaliações. As audiências consultadas pelo CinemaScore deram ao filme uma nota média "B+" em uma escala de "A+" a "F", um posição abaixo do "A" obtido pelos dois primeiros filmes.
Alguns críticos ficaram confusos quanto ao público-alvo do filme. Carina Chocano, do jornal Los Angeles Times, sentiu que os temas sobre carreira e ansiedade dos pais, o estilo de vida das celebridades, bem como seu humor, estariam acima das crianças: "Um filme infantil realmente precisa, entre outros toques semelhantes, de uma piada do Hooters? Eu, por exemplo, não gostaria de ter que explicar isso"; no entanto, ela também achou certos momentos engraçados: "O sonho ansioso de Shrek sobre procriar é fabulosamente surreal, e a cena do leito de morte do rei Harold, com suas caretas e alarmes falsos, é pura comédia infantil no seu melhor estilo". David Ansen da revista Newsweek escreveu que o "humor levemente sarcástico do filme é voltado quase inteiramente para os pais. Este [filme] não tocou meu coração ou me irritou. É um filme em guerra consigo mesmo: um filme dito 'infantil' que parece se esforçar para 'não querer ser um'".