| Simone Nascimento | |
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| Simone Ferreira Nascimento | |
| Coordenação do Movimento Negro Unificado e participação na Bancada Feminista | |
| Nascimento | Simone Ferreira Nascimento 5 de agosto de 1992 (34 anos) São Paulo, Brasil |
| Nacionalidade | Brasileira |
| Cidadania | Brasil |
| Alma mater | Pontifícia Universidade Católica de São Paulo |
| Ocupação | Jornalista, ativista e militante política |
Simone Ferreira Nascimento (São Paulo, 5 de agosto de 1992) é uma jornalista, ativista do movimento negro no Brasil e militante política brasileira, filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Integra a coordenação do Movimento Negro Unificado (MNU) e participa do mandato coletivo da Bancada Feminista na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Em abril de 2026, foi reeleita coordenadora estadual do MNU em São Paulo.
Sua atuação política está relacionada ao combate ao racismo, à defesa dos direitos das mulheres negras e à participação dos movimentos sociais nas decisões públicas. Foi candidata a vereadora de São Paulo em 2020 e 2024, sem conquistar mandato individual. Participou também do conselho político da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 e de iniciativas de participação social do governo federal.
Nascida na cidade de São Paulo, Simone cresceu na Vila Zatt, no distrito de Pirituba, na zona noroeste da capital paulista. Formou-se em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), onde participou do Centro Acadêmico Benevides Paixão e do coletivo de estudantes negros NegraSô. Posteriormente, realizou estudos de pós-graduação na área de Comunicação e Cultura na Universidade de São Paulo (USP).
Durante a juventude, envolveu-se no movimento estudantil e em iniciativas de mobilização antirracista e feminista. Participou da União Nacional dos Estudantes (UNE) e foi uma das fundadoras do movimento RUA – Juventude Anticapitalista. Também passou a integrar o Movimento Negro Unificado e a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo.
Simone Nascimento desenvolveu parte de sua trajetória política no Movimento Negro Unificado (MNU), organização de combate ao racismo fundada em 1978. Sua atuação incluiu mobilizações relacionadas à violência policial, às desigualdades raciais, à participação política da população negra e às políticas de reparação histórica.
Em junho de 2023, participou da organização de uma sessão solene da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em comemoração aos 45 anos do Movimento Negro Unificado. O evento reuniu integrantes e fundadores da organização, sendo realizado por iniciativa da Bancada Feminista.
Em janeiro de 2024, tomou posse na coordenação estadual do MNU em São Paulo, para a gestão de 2024 a 2026. A escolha foi realizada por uma assembleia estadual do movimento, reunindo representantes de diferentes municípios paulistas.
Em 18 de abril de 2026, durante uma plenária estadual preparatória para o 20.º Congresso Nacional do MNU, foi novamente eleita coordenadora estadual, para o período de 2026 a 2029. A nova coordenação definiu entre suas prioridades o debate sobre reparação histórica, enfrentamento da violência policial, direitos trabalhistas e combate ao feminicídio.
Filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Simone Nascimento disputou uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo nas eleições de 2020. Sua candidatura abordava questões como a defesa de políticas antirracistas, a valorização da cultura periférica, a ampliação do atendimento a mulheres vítimas de violência e a participação política da juventude negra. Recebeu 9.733 votos, ficando na condição de suplente.
Em 2024, voltou a candidatar-se a vereadora de São Paulo, com propostas voltadas ao combate ao racismo, à ampliação de serviços públicos e à participação da população negra nas decisões municipais. Obteve 10.434 votos, não sendo eleita para uma cadeira na Câmara Municipal.
Nas eleições estaduais de 2022, Simone Nascimento integrou a candidatura coletiva da Bancada Feminista do PSOL, composta também por Paula Nunes, Carolina Iara, Mariana Souza e Sirlene Maciel. O grupo recebeu 259.771 votos e conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, com início do mandato em 2023. No modelo de mandato coletivo adotado pela Bancada Feminista, Simone exerce funções políticas e de representação como codeputada. A titular formal da cadeira parlamentar é Paula Nunes, responsável pelo mandato perante a legislação eleitoral e a estrutura institucional da Assembleia. Simone não exerce um mandato individual de deputada estadual.
Em 2026, a Bancada Feminista voltou a concorrer à Assembleia Legislativa, com uma composição formada por Paula Nunes, Simone Nascimento, Sirlene Maciel, Camila Lisboa e Raquel Gualberto. A candidatura foi reeleita em 4 de outubro de 2026, com 326.190 votos. Paula Nunes permaneceu como candidata formalmente eleita, enquanto as demais integrantes participaram do projeto de representação coletiva para a legislatura seguinte.
Na eleição presidencial de 2022, Simone Nascimento integrou o conselho político da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, participando de reuniões com lideranças de movimentos sociais e representantes de organizações da sociedade civil.
Posteriormente, participou de iniciativas de articulação entre movimentos sociais e o governo federal, incluindo o Conselho de Participação Social. Em junho de 2025, representou esse conselho num seminário promovido pelo Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, dedicado à relação entre a sociedade brasileira e a política externa.
Além de sua atuação nos movimentos sociais, Simone Nascimento participou de debates sobre discriminação racial, representação política e a responsabilidade de empresas de tecnologia na moderação de conteúdos. Em janeiro de 2025, notificou extrajudicialmente a empresa Meta, responsável pelo Facebook e pelo Instagram, questionando alterações nas regras de moderação das plataformas. Na notificação, solicitou esclarecimentos sobre os mecanismos destinados a identificar e limitar a circulação de conteúdos racistas e discriminatórios. A iniciativa ocorreu no contexto de debates públicos sobre as políticas de moderação das redes sociais.
Em suas intervenções públicas, defende políticas de enfrentamento das desigualdades raciais, direitos das mulheres negras e maior participação de organizações da sociedade civil na formulação de políticas públicas.