Stasi

Ministério para a Segurança do Estado
Ministerium für Staatssicherheit
Selo da Stasi
Resumo da agência
Formação8 de fevereiro de 1950; há 76 anos (1950-02-08)
Dissolução13 de janeiro de 1990; há 36 anos (1990-01-13)
Predecessores
  • AM-Apparat (alegado)
TipoPolícia secreta e serviço de inteligência
SedeDienstkomplex Normannenstraße, Berlim Oriental
Lema"Schild und Schwert der Partei
(Escudo e Espada do Partido)"
Empregados
  • 91,015 regular (no seu pico)
  • 174,000 informal
Ministros
Agência mãeConselho de Ministros (de jure)
Secretário-geral do SEC (de facto)

O Ministério para a Segurança do Estado (em alemão: Ministerium für Staatssicherheit, pronunciado [minɪsˈteːʁiʊm fyːɐ̯ ˈʃtaːtsˌzɪçɐhaɪt]; abreviado como MfS), comumente conhecido como Stasi (pronunciado [ˈʃtaːziː] (escutarⓘ), abreviação de Staatssicherheit), foi o serviço de inteligência e a polícia secreta da Alemanha Oriental (República Democrática Alemã ou RDA) de 1950 a 1990. Foi uma das organizações policiais mais repressivas do mundo, infiltrando-se em quase todos os aspectos da vida na Alemanha Oriental e utilizando tortura, intimidação e uma vasta rede de informantes para esmagar a dissidência.

A função da Stasi na Alemanha Oriental assemelhava-se à do KGB na União Soviética, na medida em que servia para manter a autoridade do Estado e a posição do partido governante, neste caso o Partido Socialista Unificado da Alemanha (SED). Isso era realizado principalmente por meio do uso de dezenas de milhares de informantes civis chamados colaboradores não oficiais, que contribuíram para a prisão de aproximadamente 250 mil pessoas somente na RDA. A Stasi também possuía uma grande força paramilitar de elite, o Regimento de Guardas Felix Dzerzhinsky, que servia como seu braço armado. Conhecida como "o escudo e a espada do partido", a Stasi encarcerava opositores do regime. Os oficiais torturavam prisioneiros isolando-os, privando-os de sono e utilizando artifícios psicológicos, como ameaçar prender seus parentes.

A Stasi também realizava espionagem e outras operações clandestinas fora da RDA por meio de seu serviço subordinado de inteligência estrangeira, o Escritório de Reconhecimento, ou Administração Principal A (em alemão: Hauptverwaltung Aufklärung ou HVA). Seus agentes também mantinham contatos na Alemanha Ocidental e em todo o mundo ocidental, e alega-se que ocasionalmente cooperaram com grupos alemães-ocidentais de terrorismo de extrema-direita, como o Grupo Hepp-Kexel.

A Stasi tinha sua sede em Berlim Leste, com um amplo complexo em Berlin-Lichtenberg e várias instalações menores por toda a cidade. Erich Mielke, o chefe da Stasi que permaneceu mais tempo no cargo, controlou a organização de 1957 a 1989 — 32 dos 40 anos de existência da RDA. A HVA, sob a liderança de Markus Wolf de 1952 a 1986, ganhou reputação como uma das agências de inteligência mais eficazes da Guerra Fria.

Após a reunificação alemã de 1989 a 1991, alguns ex-funcionários da Stasi foram processados por seus crimes, e os arquivos de vigilância que a Stasi mantivera sobre milhões de cidadãos da Alemanha Oriental foram desconfidencializados, de modo que todos os cidadãos pudessem consultar seus arquivos pessoais mediante solicitação. A Agência de Arquivos da Stasi manteve os documentos até junho de 2021, quando eles passaram a integrar o Arquivo Nacional da Alemanha.

Criação

Primeira versão do selo da Stasi

A Stasi foi fundada em 8 de fevereiro de 1950. Wilhelm Zaisser foi o primeiro ministro para a Segurança do Estado da RDA, e Erich Mielke era seu vice. Zaisser tentou depor o secretário-geral do SED, Walter Ulbricht, após a revolta de junho de 1953, mas acabou sendo destituído por Ulbricht e posteriormente substituído por Ernst Wollweber. Após a revolta de junho de 1953, o Politbüro decidiu rebaixar o aparato a uma Secretaria de Estado e incorporá-lo ao Ministério do Interior sob a liderança de Willi Stoph. O ministro para a Segurança do Estado tornou-se simultaneamente secretário de Estado para a Segurança do Estado. A Stasi manteve esse estatuto até novembro de 1955, quando voltou a ser um ministério. Wollweber renunciou em 1957 após confrontos com Ulbricht e Erich Honecker, sendo sucedido por seu vice, Erich Mielke.

Em 1957, Markus Wolf tornou-se chefe da Hauptverwaltung Aufklärung (HVA; Administração Principal de Reconhecimento), a seção de inteligência estrangeira da Stasi. Como chefe da inteligência, Wolf obteve grande êxito ao infiltrar espiões no governo e nos círculos políticos e empresariais da Alemanha Ocidental. O caso mais influente foi o de Günter Guillaume, que levou à queda do chanceler alemão-ocidental Willy Brandt em maio de 1974. Em 1986, Wolf aposentou-se e foi sucedido por Werner Grossmann.

Relação com os serviços de inteligência soviéticos

Carteira de identificação da Stasi de Vladimir Putin, que trabalhou em Dresden como oficial de ligação do KGB com a Stasi

Embora a Stasi de Mielke tivesse recebido formalmente independência em 1957, o KGB continuou a manter oficiais de ligação em todas as oito principais diretorias da Stasi em sua sede e em cada uma das quinze sedes distritais da RDA. A Stasi também havia sido convidada pelo KGB a estabelecer bases operacionais em Moscovo e Leningrado para monitorar turistas da Alemanha Oriental em visita. Devido aos estreitos vínculos com os serviços de inteligência soviéticos, Mielke referia-se aos oficiais da Stasi como "tchekistas". O KGB utilizava "assédio de baixa visibilidade" para controlar a população e reprimir pessoas consideradas politicamente incorretas e dissidentes. Isso podia envolver provocar desemprego e isolamento social e induzir problemas de saúde mental e emocional. Esses métodos serviram de base para o uso, pela Stasi, da Zersetzung (trad. decomposição), considerada uma versão aperfeiçoada. Em 1978, Mielke concedeu formalmente aos oficiais do KGB na Alemanha Oriental os mesmos direitos e poderes de que desfrutavam na União Soviética. A BBC observou que o oficial do KGB (e futuro presidente da Rússia) Vladimir Putin trabalhou em Dresden, de 1985 a 1989, como oficial de ligação do KGB com a Stasi. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, respondeu às reportagens afirmando que "o KGB e a Stasi eram agências de inteligência parceiras".

Operações

Pessoal e recrutamento

A proporção da Stasi era de um policial secreto para cada 166 alemães orientais. Quando os informantes regulares são acrescentados, essas proporções tornam-se muito maiores: no caso da Stasi, haveria pelo menos um espião vigiando cada 66 cidadãos! Quando se acrescenta o número estimado de delatores em tempo parcial, o resultado é nada menos que monstruoso: um informante para cada 6,5 cidadãos. Não seria descabido supor que pelo menos um informante da Stasi estivesse presente em qualquer jantar com dez ou doze convidados. Como um polvo gigantesco, os tentáculos da Stasi sondavam todos os aspectos da vida.

— John O. Koehler, jornalista e historiador norte-americano nascido na Alemanha

Entre 1950 e 1989, a Stasi empregou um total de 274 mil pessoas em um esforço para extirpar o "inimigo de classe". Em 1989, a Stasi empregava 91.015 pessoas em tempo integral, incluindo 2 mil colaboradores não oficiais em tempo integral, 13.073 soldados e 2.232 oficiais do Exército da RDA, além de 173.081 informantes não oficiais dentro da RDA e 1.553 informantes na Alemanha Ocidental.

Os oficiais regulares comissionados da Stasi eram recrutados entre conscritos que haviam sido dispensados honrosamente após os 18 meses de serviço militar obrigatório, eram membros do SED, tinham alto nível de participação nas atividades da ala juvenil do partido e haviam atuado como informantes da Stasi durante o serviço militar. Os candidatos então precisavam ser recomendados pelos oficiais políticos de sua unidade militar e por agentes da Stasi, pelos chefes locais dos escritórios distritais (Bezirk) da Stasi e da Volkspolizei, no distrito em que residiam permanentemente, e pelo secretário distrital do SED. Em seguida, eram submetidos a vários testes e exames, que avaliavam sua capacidade intelectual para serem oficiais e sua confiabilidade política. Graduados universitários que haviam concluído o serviço militar não precisavam fazer esses testes e exames. Depois, frequentavam um programa de formação de oficiais de dois anos na faculdade da Stasi (Hochschule) em Potsdam. Candidatos considerados menos aptos mental e academicamente tornavam-se técnicos comuns e frequentavam um curso de um ano, intensivo em tecnologia, destinado a suboficiais.

Até 1995, haviam sido identificados cerca de 174 mil informantes da Stasi chamados inoffizielle Mitarbeiter (IMs; colaboradores não oficiais), quase 2,5% da população da Alemanha Oriental entre 18 e 60 anos. Dez mil IMs tinham menos de 18 anos. Segundo uma entrevista com Joachim Gauck, poderia ter havido até 500 mil informantes. Um ex-coronel da Stasi que serviu na diretoria de contrainteligência estimou que o número poderia chegar a 2 milhões se fossem incluídos informantes ocasionais. Há um debate considerável sobre quantos IMs foram efetivamente empregados.

Infiltração

Entrada principal da sede da Stasi (atual Museu da Stasi) em Berlim
Estas câmeras de espionagem são da série Robot Star e foram originalmente importadas da Alemanha Ocidental antes de serem modificadas pela divisão de operações técnicas da Stasi. Câmeras fotográficas e de vídeo ocultas eram amplamente utilizadas como parte de uma vasta e contínua operação de vigilância

Oficiais em tempo integral eram destacados para todas as grandes fábricas industriais (a extensão da vigilância dependia em grande medida do valor de determinado produto para a economia), e um morador de cada edifício residencial era designado como vigilante e prestava informações a um representante local da Volkspolizei (Vopo). Espiões informavam sobre qualquer parente ou amigo que passasse a noite no apartamento de outra pessoa. Pequenos orifícios eram perfurados nas paredes de apartamentos e quartos de hotel, pelos quais agentes da Stasi filmavam cidadãos com câmeras de vídeo especiais. Escolas, universidades e hospitais eram amplamente infiltrados, assim como organizações como clubes de informática, nos quais adolescentes trocavam jogos eletrônicos ocidentais.

A Stasi possuía classificações formais para cada tipo de informante e diretrizes oficiais sobre como obter informações daqueles com quem entrava em contato e como controlá-los. As funções dos informantes iam desde pessoas já envolvidas de alguma forma com a segurança do Estado (como a polícia e as forças armadas) até integrantes de movimentos dissidentes (como nas artes e no Protestantismo). As informações coletadas sobre estes últimos grupos eram frequentemente usadas para dividir ou desacreditar seus membros. Os informantes eram levados a se sentir importantes, recebiam incentivos materiais ou sociais e eram imbuídos de um senso de aventura; apenas cerca de 7,7%, segundo dados oficiais, eram coagidos a cooperar. Uma parcela significativa dos informantes era membro do SED. O uso de alguma forma de chantagem não era incomum. Um grande número de informantes da Stasi era composto por condutores de bonde, zeladores, médicos, enfermeiros e professores. Mielke acreditava que os melhores informantes eram aqueles cujos empregos envolviam contato frequente com o público.

O efetivo da Stasi aumentou consideravelmente depois que países do Bloco de Leste assinaram os Acordos de Helsínquia de 1975, que o líder da RDA, Erich Honecker, considerava uma grave ameaça ao seu regime porque continham disposições que obrigavam os signatários a respeitar "direitos humanos e fundamentais, incluindo liberdade de pensamento, consciência, religião e convicção". O número de IMs atingiu um pico de cerca de 180 mil naquele ano, após ter aumentado lentamente de 20 mil–30 mil no início da década de 1950 e alcançado 100 mil pela primeira vez em 1968, em resposta à Ostpolitik e aos protestos em todo o mundo. A Stasi também atuava como procuradora do KGB para realizar atividades em outros países do Bloco de Leste, como a Polônia, onde os soviéticos eram desprezados.

A Stasi infiltrou-se em quase todos os aspectos da vida na RDA. Em meados da década de 1980, uma rede de IMs começou a crescer nos dois Estados alemães. Quando a Alemanha Oriental entrou em colapso, em 1989, a Stasi empregava 91.015 funcionários e 173.081 informantes. Cerca de um em cada 63 alemães orientais colaborava com a Stasi. Segundo pelo menos uma estimativa, a Stasi mantinha sobre sua própria população uma vigilância maior do que qualquer força de polícia secreta da história. A Stasi empregava um policial secreto para cada 166 alemães orientais. Em comparação, a Gestapo empregava um policial secreto para cada 2 mil pessoas. Por mais difundida que fosse essa presença, as proporções aumentavam quando os informantes eram contabilizados: incluindo informantes em tempo parcial, a Stasi tinha um agente para cada 6,5 pessoas. Essa comparação levou o caçador de nazistas Simon Wiesenthal a considerar a Stasi ainda mais opressiva que a Gestapo. Agentes da Stasi infiltraram-se no governo e nas agências de espionagem da Alemanha Ocidental e os enfraqueceram.[carece de fontes]?

Em alguns casos, cônjuges chegavam a espionar um ao outro. Um exemplo de grande repercussão foi o da ativista pela paz Vera Lengsfeld, cujo marido, Knud Wollenberger, era informante da Stasi.

Zersetzung (decomposição)

A Stasi aperfeiçoou a técnica de assédio psicológico contra inimigos considerados como tais, conhecida como Zersetzung (de), termo tomado da química que significa literalmente "decomposição".

O objetivo era destruir secretamente a autoconfiança das pessoas, por exemplo prejudicando sua reputação, organizando fracassos em seu trabalho e destruindo suas relações pessoais. Considerando isso, a Alemanha Oriental era uma ditadura muito moderna. A Stasi não tentava prender todo dissidente. Preferia paralisá-los e podia fazê-lo porque tinha acesso a muitas informações pessoais e a muitas instituições.

—Hubertus Knabe, historiador alemão

Na década de 1970, a Stasi havia concluído que os métodos de perseguição aberta empregados até então, como prisão e tortura, eram demasiado brutais e evidentes. Essas formas de opressão atraíam considerável condenação internacional. Percebeu-se que o assédio psicológico tinha muito menos probabilidade de ser reconhecido como tal; assim, suas vítimas e apoiadores tinham menos probabilidade de ser levados à resistência ativa, pois muitas vezes não teriam consciência da origem de seus problemas, nem sequer de sua natureza exata. A condenação internacional também poderia ser evitada. A Zersetzung foi concebida para desviar e "neutralizar" inimigos percebidos, de modo que perdessem a vontade de continuar quaisquer atividades consideradas "inadequadas". Qualquer pessoa considerada portadora de atitudes política, cultural ou religiosamente incorretas podia ser vista como uma força "hostil-negativa" e tornar-se alvo dos métodos de Zersetzung. Por esse motivo, membros de igrejas, escritores, artistas e integrantes de subculturas juvenis eram frequentemente vítimas. Os métodos de Zersetzung eram aplicados e desenvolvidos de forma "criativa e diferenciada" com base na pessoa específica visada; isto é, eram adaptados à psicologia e à situação de vida do alvo.

As táticas empregadas na Zersetzung geralmente envolviam a perturbação da vida privada ou familiar da vítima. Isso frequentemente incluía ataques psicológicos, como invadir sua casa e manipular sutilmente objetos, numa forma de gaslighting; por exemplo, mudar móveis de lugar, alterar o horário de um despertador, retirar quadros das paredes ou substituir uma variedade de chá por outra.[carece de fontes]? Outras práticas incluíam danos à propriedade, sabotagem de automóveis, proibições de viagem, sabotagem profissional, administração deliberada de tratamento médico incorreto, campanhas de difamação que podiam incluir o envio de fotografias ou documentos falsificados e comprometedores à família da vítima, denunciação, provocação, guerra psicológica, subversão psicológica, escutas telefônicas, instalação de dispositivos de escuta, telefonemas misteriosos ou entregas desnecessárias, incluindo até o envio de um vibrador à esposa de um alvo.[carece de fontes]? Graus crescentes de desemprego e isolamento social podiam ocorrer, e frequentemente ocorriam, devido às consequências psicológicas, físicas e sociais negativas de ser alvo dessas medidas. Em geral, as vítimas não faziam ideia de que a Stasi era responsável. Muitas pensavam estar perdendo a sanidade, e colapsos mentais e suicídios por vezes eram o resultado. Ataques físicos diretos não faziam parte do processo, nem mesmo de forma encoberta.[carece de fontes]? Em 2000, o grupo de pesquisa Projektgruppe Strahlen contestou alegações de que a Stasi havia usado projeção de raios X contra vítimas. As alegações persistiram, porém, e em 2001 a Comissão Gauck, uma agência governamental moderna que investigava as atividades da Stasi, afirmou que "máquinas incomuns de raios X não médicos" encontradas em prisões políticas poderiam ter sido armas e usadas para irradiar detentos. Suspeitava-se que essa exposição tivesse resultado na morte por câncer de vários dissidentes de destaque.

Uma grande vantagem do assédio praticado no âmbito da Zersetzung era que sua natureza relativamente sutil permitia que fosse plausivelmente negado, inclusive nos círculos diplomáticos. Isso era importante porque a RDA tentava melhorar sua posição internacional durante as décadas de 1970 e 1980, especialmente em conjunto com a Ostpolitik do chanceler alemão-ocidental Willy Brandt, que melhorava substancialmente as relações entre os dois Estados alemães. Por essas razões políticas e operacionais, a Zersetzung tornou-se o principal método de repressão na RDA.

Estrutura

No final da década de 1970 e início da década de 1980, a Stasi tinha mais de 100 mil funcionários, dos quais 11 mil integravam o Regimento de Guardas Felix Dzerzhinsky, e os demais estavam distribuídos entre os vários departamentos da agência.

O MfS era organizado em mais de 40 departamentos e setores diferentes, conhecidos como Hauptabteilungen (Departamentos Principais), cada um abrangendo um aspecto diferente de seu trabalho:

Operações internacionais

Após a reunificação alemã, vieram a público revelações sobre as atividades internacionais da Stasi, como seu treinamento militar da Fração do Exército Vermelho da Alemanha Ocidental.

Dada a estreita relação entre o KGB e a Stasi, suas operações no Terceiro Mundo apresentavam uma divisão clara de responsabilidades. Os soviéticos forneciam equipamentos militares, dinheiro e assessores militares, enquanto os alemães orientais organizavam e treinavam forças de polícia secreta e departamentos de inteligência. Cuba foi o primeiro grande teste para a criação de uma nova polícia secreta e de um serviço de inteligência de primeira linha. Essa operação ajudou a fortalecer as relações entre Cuba e a Alemanha Oriental, além de dar à Stasi acesso a informações de inteligência coletadas por cubanos nos Estados Unidos. A reputação da Stasi era bastante internacional, e a recém-independente Zanzibar fez imediatamente um pedido para a criação de um serviço de segurança do Estado, sendo a Alemanha Oriental o primeiro país a reconhecer o novo Estado. Na mesma época, Kwame Nkrumah, de Gana, também fez um pedido, afirmando que isso era crucial para seu movimento pan-africanista. O Politburo decidiu auxiliar movimentos africanos de libertação com assistência militar e de segurança, sob a supervisão de facto de Honecker. O regime do Derg recebeu ajuda para construir um aparato de segurança estatal; contudo, houve vários problemas com os 100 etíopes enviados a instituições da Alemanha Oriental. Como afirmou Koehler: "Para começar, muitos dos etíopes não tinham sequer educação elementar". Além disso, a Stasi passou a treinar membros de movimentos de libertação na Rodésia, em Moçambique, na Namíbia e na ZANU–PF do Zimbábue, bem como integrantes do ANC. As operações do ANC eram financiadas por meio de moeda falsificada sob os auspícios do coronel Kurt Lewinsky. A Stasi também atuava no Iémen do Sul, para manter o controle do porto de Adem em mãos aliadas e, assim, manter o fluxo de armas para a OLP.

Outros exemplos

Queda da União Soviética

O recrutamento de informantes tornou-se cada vez mais difícil à medida que a unificação se aproximava e, após 1986, houve uma taxa líquida negativa de renovação dos IMs. Isso teve impacto significativo na capacidade da Stasi de vigiar a população durante um período de crescente agitação, enquanto o conhecimento sobre as atividades da Stasi se tornava mais difundido. Durante esse período, a Stasi havia recebido a tarefa de impedir que as dificuldades econômicas do país se transformassem em um problema político, reprimindo os piores problemas enfrentados pelo Estado, mas fracassou em fazê-lo.

Em 7 de novembro de 1989, em resposta à situação política e social em rápida transformação na RDA no fim de 1989, Erich Mielke renunciou. Em 17 de novembro de 1989, o Conselho de Ministros (Ministerrat der DDR) renomeou a Stasi como Escritório para a Segurança Nacional (Amt für Nationale Sicherheit — AfNS), chefiado pelo tenente-general Wolfgang Schwanitz. Em 8 de dezembro de 1989, o primeiro-ministro da RDA, Hans Modrow, ordenou a dissolução do AfNS, confirmada por uma decisão do Ministerrat em 14 de dezembro de 1989.

Como parte dessa decisão, o Ministerrat inicialmente determinou que o AfNS evoluísse para duas organizações distintas: um novo serviço de inteligência estrangeira (Nachrichtendienst der DDR) e um "Escritório para a Proteção da Constituição da RDA" (Verfassungsschutz der DDR), nos moldes do Bundesamt für Verfassungsschutz da Alemanha Ocidental. Contudo, a reação pública foi extremamente negativa e, sob pressão da "Mesa Redonda" (Runder Tisch), o governo abandonou a criação do Verfassungsschutz der DDR e determinou a dissolução imediata do AfNS em 13 de janeiro de 1990. Certas funções do AfNS razoavelmente relacionadas à aplicação da lei foram transferidas ao Ministério do Interior da RDA. O mesmo ministério também assumiu a custódia das instalações restantes do AfNS.

Quando o parlamento da Alemanha reunificada investigou recursos públicos que desapareceram após a Queda do Muro de Berlim, descobriu que a Alemanha Oriental havia transferido grandes quantias de dinheiro para Martin Schlaff por meio de contas em Vaduz, capital de Liechtenstein, em troca de mercadorias "sob embargo ocidental".

Além disso, oficiais de alta patente da Stasi continuaram suas carreiras pós-RDA em cargos de direção no grupo de empresas de Schlaff. Por exemplo, em 1990, Herbert Kohler, comandante da Stasi em Dresden, transferiu 170 milhões de marcos a Schlaff por "discos rígidos" e, meses depois, passou a trabalhar para ele. As investigações concluíram que "o império empresarial de Schlaff desempenhou um papel crucial" nas tentativas da Stasi de assegurar o futuro financeiro de seus agentes e manter viva a rede de inteligência.

Recuperação dos arquivos da Stasi

Durante a Revolução Pacífica de 1989, escritórios e prisões da Stasi em todo o país foram ocupados por cidadãos, mas não antes que a Stasi destruísse uma quantidade de documentos (aproximadamente 5%), correspondente, segundo um cálculo, a 1 bilhão de folhas de papel.

Tomada da sede da Stasi

Cidadãos protestando e entrando no edifício da Stasi em Berlim; a placa acusa a Stasi e o SED de serem ditadores semelhantes aos nazistas (1990).

Com a queda da RDA, a Stasi foi dissolvida. Funcionários da Stasi começaram a destruir os extensos arquivos e documentos que mantinham, manualmente ou usando incineradores e fragmentadoras. Quando essas atividades se tornaram conhecidas, iniciou-se um protesto diante da sede da Stasi. Na noite de 15 de janeiro de 1990, uma grande multidão reuniu-se do lado de fora dos portões e exigiu o fim da destruição dos arquivos sensíveis. O edifício continha vastos registros de arquivos pessoais, muitos dos quais forneceriam provas importantes para condenar pessoas que haviam cometido crimes em nome da Stasi. O número de manifestantes continuou a crescer até que eles conseguiram superar a polícia e entrar no complexo. Entre os manifestantes havia alguns antigos colaboradores da Stasi que buscavam destruir documentos incriminadores.[carece de fontes]?

Controvérsia sobre os arquivos da Stasi

Com a reunificação alemã em 3 de outubro de 1990, foi criada uma nova agência governamental, denominada Comissário Federal para os Arquivos do Serviço de Segurança do Estado da antiga República Democrática Alemã (em alemão: Der Bundesbeauftragte für die Unterlagen des Staatssicherheitsdienstes der ehemaligen Deutschen Demokratischen Republik), oficialmente abreviada como "BStU". Houve um debate sobre o que deveria ser feito com os arquivos: se deveriam ser abertos ao público ou mantidos lacrados.

Alguns dos que se opunham à abertura dos arquivos citaram a privacidade como motivo.[carece de fontes]? Eles consideravam que as informações contidas nos arquivos provocariam sentimentos negativos em relação a antigos membros da Stasi e, por sua vez, violência. O pastor Rainer Eppelmann, que se tornou ministro da Defesa e do Desarmamento após março de 1990, acreditava que as novas liberdades políticas dos antigos membros da Stasi seriam ameaçadas por atos de vingança. O primeiro-ministro Lothar de Maizière chegou a prever assassinatos. Também argumentavam contra o uso dos arquivos para capturar e processar antigos membros da Stasi, sustentando que nem todos eram criminosos e que ninguém deveria ser punido apenas por ter pertencido à organização. Havia ainda quem acreditasse que todos eram culpados de alguma coisa. Peter-Michael Diestel, ministro do Interior, opinou que os arquivos não podiam ser usados para determinar inocência ou culpa, afirmando que "havia apenas dois tipos de indivíduos verdadeiramente inocentes nesse sistema: o recém-nascido e o alcoólatra". Outros, como o ministro do Interior da Alemanha Ocidental Wolfgang Schäuble, defendiam deixar o passado da Stasi para trás e trabalhar pela reunificação alemã.

Mas por que a Stasi reunia todas essas informações em seus arquivos? O principal objetivo era controlar a sociedade. Em quase todos os discursos, o ministro da Stasi dava a ordem para descobrir quem era quem, o que significava saber quem pensava o quê. Ele não queria esperar até que alguém tentasse agir contra o regime. Queria saber antecipadamente o que as pessoas estavam pensando e planejando. Os alemães orientais sabiam, é claro, que estavam cercados por informantes, em um regime totalitário que criava desconfiança e um estado de medo generalizado, as ferramentas mais importantes para oprimir as pessoas em qualquer ditadura.

—Hubertus Knabe, historiador alemão

Os que estavam do outro lado do debate argumentavam que todos deveriam ter o direito de consultar o próprio arquivo e que os documentos deveriam ser abertos para investigar antigos membros da Stasi e processá-los, bem como impedir que ocupassem cargos públicos. A abertura dos arquivos também ajudaria a esclarecer alguns dos rumores que circulavam na época. Alguns acreditavam que políticos envolvidos com a Stasi deveriam ser investigados.

O destino dos arquivos foi finalmente decidido no âmbito do Tratado de Unificação entre a RDA e a Alemanha Ocidental. O tratado ampliou a lei da Volkskammer e permitiu maior acesso e uso dos arquivos. Além da decisão de manter os documentos em um local central no Leste, também foi definido quem poderia vê-los e utilizá-los, permitindo que as pessoas consultassem seus próprios arquivos.

Em 1992, após uma decisão de desconfidencialização do governo alemão, os arquivos da Stasi foram abertos, permitindo que indivíduos obtivessem acesso aos próprios registros. O historiador inglês Timothy Garton Ash, depois de ler seu arquivo, escreveu The File: A Personal History.

Entre 1991 e 2011, cerca de 2,75 milhões de pessoas, em sua maioria cidadãos da RDA, solicitaram acesso aos próprios arquivos. A decisão também concedeu às pessoas a possibilidade de fazer cópias de seus documentos. Outra questão importante era como a imprensa poderia usar os documentos e se beneficiar deles. Decidiu-se que os meios de comunicação poderiam obter arquivos desde que fossem despersonalizados e não contivessem informações sobre menores de 18 anos ou antigos membros da Stasi. A decisão concedeu acesso aos arquivos não apenas à imprensa, mas também às escolas.

Rastreamento de antigos informantes da Stasi com arquivos recuperados

Alguns grupos dentro da antiga comunidade da Stasi usaram ameaças de violência para intimidar investigadores que procuravam antigos membros da organização. Embora esses investigadores tenham conseguido identificar muitos ex-integrantes da Stasi, ninguém podia ser acusado simplesmente por ter sido um membro registrado da organização; a pessoa em questão precisava ter participado de um ato ilegal. Entre os indivíduos de destaque presos e julgados estavam Erich Mielke, terceiro ministro para a Segurança do Estado da RDA, e Erich Honecker, chefe de Estado da RDA. Mielke foi condenado a seis anos de prisão pelo assassinato de dois policiais em 1931. Honecker foi acusado de autorizar a morte de pessoas que tentavam fugir ao longo da fronteira entre o Leste e o Oeste e do Muro de Berlim. Durante o julgamento, submeteu-se a tratamento contra o câncer. Próximo da morte, Honecker foi autorizado a passar seus últimos anos em liberdade. Morreu no Chile em maio de 1994.

Remontagem dos arquivos destruídos

A remontagem dos arquivos destruídos foi relativamente fácil devido à quantidade de acervos e às falhas das máquinas fragmentadoras (em alguns casos, "fragmentar" significava rasgar as páginas ao meio manualmente, tornando os documentos facilmente recuperáveis). Em 1995, o BStU começou a remontar os documentos fragmentados; treze anos depois, as três dezenas de arquivistas encarregados dos projetos haviam remontado apenas 327 sacos. A recuperação de dados auxiliada por computador passou a ser usada para remontar os 16 mil sacos restantes – representando aproximadamente 45 milhões de páginas. Estima-se que a tarefa possa exigir 30 milhões de dólares para ser concluída.

A CIA adquiriu alguns arquivos da Stasi durante o saque aos arquivos da organização. A Alemanha pediu sua devolução e recebeu parte deles em abril de 2000. Ver também arquivos Rosenholz.

Museus

Parte do antigo complexo da Stasi em Berlim, com a "Haus 1" ao centro

Há vários memoriais e museus relacionados à Stasi em antigas prisões e edifícios administrativos da organização. Além disso, os escritórios da Agência de Arquivos da Stasi em Berlim, Dresden, Erfurt, Frankfurt an der Oder e Halle (Saale) mantêm exposições permanentes e temporárias sobre as atividades da Stasi em suas respectivas regiões.

Berlin

Erfurt

Antiga prisão da Stasi em Erfurt

Centro Memorial e Educacional Andreasstraße — museu em Erfurt, instalado em uma antiga prisão preventiva da Stasi. De 1952 a 1989, mais de 5 mil presos políticos foram mantidos em prisão preventiva e interrogados na prisão de Andreasstraße, uma das 17 prisões preventivas da Stasi na RDA. Em 4 de dezembro de 1989, cidadãos locais ocuparam a prisão e a sede distrital vizinha da Stasi para impedir a destruição em massa dos arquivos da organização. Foi a primeira vez que alemães orientais realizaram esse tipo de resistência contra a Stasi, e a ação desencadeou a ocupação de edifícios da Stasi em todo o país.

Dresden

Celas no Memorial da Bautzner Straße, em Dresden

Gedenkstätte Bautzner Straße Dresden (Memorial da Bautzner Straße em Dresden) — Antiga prisão preventiva e sede regional da Stasi em Dresden. Foi usada como prisão pelas forças de ocupação soviéticas de 1945 a 1953 e, de 1953 a 1989, pela Stasi. A organização manteve e interrogou entre 12 mil e 15 mil pessoas no local durante o período em que utilizou a prisão. O edifício era originalmente uma fábrica de papel do século XIX. Foi convertido em um bloco de apartamentos em 1933, antes de ser confiscado pelo Exército soviético em 1945. A prisão e os escritórios da Stasi foram ocupados por cidadãos locais em 5 de dezembro de 1989, durante uma onda de ocupações semelhantes em todo o país. O museu e memorial foram abertos ao público em 1994.

Frankfurt an der Oder

Centro de Memória e Documentação para as “Vítimas da Tirania Política” — Memorial e museu na Collegienstraße 10, em Frankfurt an der Oder, num edifício que foi usado como centro de detenção pela Gestapo, pelas forças de ocupação soviéticas e pela Stasi. O prédio abrigou os escritórios distritais da Stasi e uma prisão preventiva de 1950 a 1969, após o que a Volkspolizei passou a utilizar a prisão. De 1950 a 1952, foi um local de execução onde foram mortas 12 pessoas condenadas à morte. A prisão fechou em 1990. Desde junho de 1994, funciona como centro cultural e memorial às vítimas da tirania política, administrado pelo Museu Viadrina.

Gera

Gedenkstätte Amthordurchgang, memorial e "centro de encontro" em Gera, instalado em uma antiga prisão preventiva inaugurada originalmente em 1874 e utilizada pela Gestapo de 1933 a 1945, pelas forças de ocupação soviéticas de 1945 a 1949 e pela Stasi de 1952 a 1989. O edifício também abrigou os escritórios distritais da administração da Stasi. Entre 1952 e 1989, mais de 2,8 mil pessoas foram mantidas na prisão por motivos políticos. O memorial foi inaugurado oficialmente, com o nome "Die Gedenk- und Begegnungsstätte im Torhaus der politischen Haftanstalt von 1933 bis 1945 und 1945 bis 1989", em novembro de 2005.

Halle (Saale)

O Roter Ochse ("Boi Vermelho") é um museu e memorial situado na prisão da Am Kirchtor 20, em Halle (Saale). Parte da prisão, construída em 1842, foi usada pela Stasi de 1950 a 1989, período em que mais de 9 mil presos políticos foram mantidos no local. A partir de 1954, foi utilizada principalmente para mulheres. O nome "Roter Ochse" é a denominação informal da prisão e possivelmente surgiu no século XIX por causa da cor de suas paredes externas. O local ainda funciona como prisão para jovens. Desde 1996, o edifício que serviu como centro de interrogatórios da Stasi e local de execução pelos nazistas funciona como museu e centro memorial para vítimas de perseguição política.

Leipzig

Entrada do museu "Runde Ecke", em Leipzig, 2009

Magdeburgo

Gedenkstätte Moritzplatz Magdeburg — O memorial em Moritzplatz, em Magdeburgo, é um museu instalado em uma antiga prisão construída entre 1873 e 1876, utilizada pela administração soviética de 1945 a 1949 e pela Stasi de 1958 a 1989 para manter presos políticos. Entre 1950 e 1958, a Stasi compartilhou outra prisão com a polícia civil. A prisão de Moritzplatz foi usada pela Volkspolizei de 1952 a 1958. Entre 1945 e 1989, mais de 10 mil presos políticos foram mantidos no local. O memorial e museu foram fundados em dezembro de 1990.

Potsdam

Fachada do Memorial da Lindenstraße, em Potsdam

A administração soviética assumiu a prisão em 1945, utilizando-a também para manter presos políticos em prisão preventiva. Depois, a Stasi a utilizou como prisão preventiva, principalmente para presos políticos, de 1952 a 1989. Mais de 6 mil pessoas foram mantidas na prisão pela Stasi nesse período. Em 27 de outubro de 1989, a prisão libertou todos os presos políticos em razão de uma anistia nacional. Em 5 de dezembro de 1989, a sede da Stasi em Potsdam e a prisão da Lindenstraße foram ocupadas por manifestantes. A partir de janeiro de 1990, o edifício foi utilizado como sede de várias iniciativas de cidadãos e novos grupos políticos, como o Neue Forum. O prédio foi aberto ao público em 20 de janeiro de 1990 e passou a receber visitas guiadas. Tornou-se oficialmente um memorial em 1995.

Rostock

A prisão fechou no início da década de 1990. O estado de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental assumiu sua propriedade em 1998, e o memorial e museu foram estabelecidos em 1999. Uma ampla restauração do local começou em dezembro de 2018.

Oficiais da Stasi após a reunificação

Recrutamento por empresas russas

O ex-agente da Stasi Matthias Warnig (codinome "Arthur") foi chefe da Nord Stream até 2023. Investigações revelaram que alguns gestores importantes da Gazprom Germania eram antigos agentes da Stasi.

Lobby

Antigos oficiais da Stasi continuam politicamente ativos por meio da Gesellschaft zur Rechtlichen und Humanitären Unterstützung (GRH; Sociedade de Apoio Jurídico e Humanitário). Antigos oficiais de alta patente e funcionários da Stasi, incluindo seu último diretor, Wolfgang Schwanitz, constituem a maioria dos membros da organização, que recebe apoio, entre outros, do Partido Comunista Alemão (1968).

O impulso para a criação da GRH veio das acusações criminais apresentadas contra membros da Stasi no início da década de 1990. A GRH, qualificando as acusações como "justiça dos vencedores", pediu que fossem retiradas. Atualmente, o grupo oferece uma voz alternativa, embora um tanto utópica, no debate público sobre o legado da RDA. Defende o fechamento do Memorial de Berlin-Hohenschönhausen e pode se fazer ouvir em cerimônias memoriais e eventos públicos. Em março de 2006, em Berlim, membros da GRH interromperam um evento em um museu; seguiu-se um escândalo político quando o senador (ministro) da Cultura de Berlim se recusou a confrontá-los.

Nos bastidores, a GRH também faz lobby junto a pessoas e instituições que promovem pontos de vista opostos. Por exemplo, em março de 2006, o senador da Educação de Berlim recebeu uma carta de um membro da GRH e ex-oficial da Stasi atacando o museu por promover "falsidades, agitação anticomunista e terror psicológico contra menores". Cartas semelhantes também foram recebidas por escolas que organizavam excursões ao museu.

Agentes da Stasi

Informantes

Ver também

Notas

  1. ↑ "O dicionário do MfS resumia o objetivo da decomposição operacional como "dividir, paralisar, desorganizar e isolar forças hostis-negativas a fim de, por meio de ações preventivas abrangentes, frustrar, reduzir consideravelmente ou interromper completamente ações hostis-negativas e suas consequências ou, em diferentes graus, reconquistá-las tanto política quanto ideologicamente." Dennis, Mike (2003). «Tackling the enemy: quiet repression and preventive decomposition». The Stasi: Myth and Reality. [S.l.]: Pearson Education Limited. p. 112. ISBN 0582414229
  2. ↑ "Na era da distensão, o principal método da Stasi para combater atividades subversivas era a "decomposição operacional" (operative Zersetzung), que constituía o elemento central do que Hubertus Knabe chamou de um sistema de "repressão silenciosa" (lautlose Unterdrückung). Isso não representava uma novidade, uma vez que "truques sujos" haviam sido amplamente utilizados nas décadas de 1950 e 1960. A característica distintiva era a primazia da decomposição operacional sobre outros métodos de repressão, em um sistema ao qual historiadores atribuíram denominações como pós-totalitarismo e ditadura moderna." Dennis, Mike (2003). «Tackling the enemy: quiet repression and preventive decomposition». The Stasi: Myth and Reality. [S.l.]: Pearson Education Limited. p. 112. ISBN 0582414229

Referências

  1. ↑ Locke, Charley (11 de maio de 2017). «A Rare Look Inside the Archives of the German Secret Police». Wired. Cópia arquivada em 11 de maio de 2017
  2. ↑ Diederichs, Otto (28 de junho de 2008). «Lange vor der Stasi» [Long before the Stasi] (em alemão). Berlin: Die Tageszeitung. Taz Archiv-Artikel. Consultado em 6 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 19 de dezembro de 2025
  3. ↑ Hinsey, Ellen (2010). «Eternal Return: Berlin Journal, 1989–2009». New England Review. 31 (1): 124–134. JSTOR 25699473
  4. ↑ Marsh, Sarah (29 de outubro de 2009). «Stasi files still cast shadow for Germans». Reuters. Consultado em 5 de novembro de 2024. Founded in 1950, it infiltrated life in East Germany, using intimidation and a vast network of informants to crush dissent. Millions of Germans worked for the Stasi and provided reports on friends, family, colleagues or lovers. The files, which would stretch for 112 km (70 miles) if laid out flat, were opened up to the public in 1992, exposing a web of betrayals.
  5. ↑ Leigh, Meggin (15 de janeiro de 2025). «How did East Germany's secret police, the Stasi, operate?». Deutsche Welle. Consultado em 3 de maio de 2025. Cópia arquivada em 3 de março de 2026. The Ministry for State Security, or Stasi for short, was the GDR's secret police. It spied on and monitored citizens, imprisoned opposition members, and carried out torture and murder. At its former headquarters in Berlin, we show you how the Stasi managed to penetrate deep into the private lives of GDR citizens.
  6. ↑ Germans campaign for memorial to victims of communism Arquivado em 10 maio 2023 no Wayback Machine, BBC News, 31 January 2018
  7. ↑ Chambers, Madeline (4 de novembro de 2009). «No remorse from Stasi as Berlin marks fall of Wall». Reuters. Consultado em 15 de novembro de 2024. Cópia arquivada em 15 de abril de 2025. Known as "the shield and the sword of the party," the Stasi locked up opponents of the regime. Officers tortured prisoners by isolating them, depriving them of sleep and using psychological tricks such as threatening to arrest relatives.
  8. 1 2 3 4 Blumenau, Bernhard (2018). «Unholy Alliance: The Connection between the East German Stasi and the Right-Wing Terrorist Odfried Hepp». Studies in Conflict & Terrorism. 43: 47–68. doi:10.1080/1057610X.2018.1471969Acessível livremente. hdl:10023/19035Acessível livremente
  9. 1 2 Blumenau, Bernhard (2014). The United Nations and Terrorism: Germany, Multilateralism, and Antiterrorism Efforts in the 1970s. Basingstoke: Palgrave Macmillan. pp. 29–32. ISBN 978-1-137-39196-4. Cópia arquivada em 28 de janeiro de 2026
  10. ↑ Volodarsky, Boris Borisovich (2023). The Murder of Alexander Litvinenko: To Kill a Mockingbird. Barnsley, South Yorkshire: White Owl. ISBN 9781399060196. Consultado em 18 de julho de 2023. Cópia arquivada em 18 de julho de 2023. Suddenly, the East German Ministerium für Staatssicherheit (MFS), better known as the Stasi, came to light, and specifically its Chief Directorate 'A' (Hauptverwaltung Aufklärung, HVA) under Markus 'Misha' Wolf. It was one of the most effective spy agencies of the Cold War.
  11. ↑ Willis, Jim (2013). Daily Life behind the Iron Curtain. Col: The Greenwood Press Daily Life through History Series. Santa Barbara, California: ABC-CLIO. ISBN 9780313397639. Consultado em 18 de julho de 2023. Cópia arquivada em 18 de julho de 2023. The Stasi destruction of many records, plus the German statute of limitations on crimes, plus the desire by some politicians to leave the divisive past behind have resulted in few prosecutions of former Stasi officials and the actual imprisonment of even fewer.
  12. ↑ Glees, Anthony (1996). Reinventing Germany: German political development since 1945. [S.l.]: Berg. p. 213. ISBN 978-1-85973-185-7. Cópia arquivada em 12 de setembro de 2025
  13. ↑ Grieder, Peter (1999). The East German Leadership, 1946–73: Conflict and Crisis. [S.l.]: Manchester University Press. pp. 53–85. ISBN 9780719054983. Cópia arquivada em 1 de fevereiro de 2026
  14. ↑ Gieseke, Jens (2014). The History of the Stasi: East Germany's Secret Police, 1945–1990 1st ed. Oxford: Berghahn Books. pp. 41–42. ISBN 978-1-78238-254-6
  15. ↑ Ghouas, Nessim (2004). The Conditions, Means and Methods of the MfS in the GDR; An Analysis of the Post and Telephone Control 1st ed. Gotinga: Cuvillier Verlag. p. 80. ISBN 3-89873-988-0
  16. 1 2 3 «Putin's Stasi spy ID pass found in Germany». BBC News. 11 de dezembro de 2018. Consultado em 8 de abril de 2023. Cópia arquivada em 24 de março de 2022
  17. 1 2 Guriev, Sergei; Treisman, Daniel (2023). Spin Dictators: The Changing Face of Tyranny in the 21st Century. Princeton: Princeton University Press. pp. 49–51. ISBN 978-0-691-22447-3
  18. ↑ Koehler 2000, p. 74
  19. ↑ O. Koehler, John (1999). «Stasi: The Untold Story of the East German Secret Police». The New York Times. Cópia arquivada em 27 de junho de 2018
  20. 1 2 3 4 5 Koehler 2000, pp. 8–9
  21. 1 2 3 Fulbrook 2005, pp. 228
  22. ↑ «Political prisoners in the German Democratic Republic». Communist Crimes. Consultado em 24 de novembro de 2020. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2020
  23. ↑ Gieseke 2001, pp. 86–87
  24. ↑ Müller-Enbergs 1993, p. 55
  25. ↑ Gieseke 2001, p. 58
  26. ↑ Koehler 2000, p. 9
  27. ↑ Gießler, Denis (21 de novembro de 2018). «Video Games in East Germany: The Stasi Played Along». Die Zeit (em alemão). Consultado em 30 de novembro de 2018. Cópia arquivada em 6 de fevereiro de 2022
  28. ↑ Fulbrook 2005, p. 241
  29. 1 2 Fulbrook 2005, pp. 242–243
  30. ↑ Fulbrook 2005, pp. 245
  31. 1 2 Sebetsyen, Victor (2009). Revolution 1989: The Fall of the Soviet Empire. New York City: Pantheon Books. ISBN 978-0-375-42532-5
  32. ↑ Koehler 2000, p. 142
  33. ↑ Fulbrook 2005, pp. 240
  34. ↑ Koehler 2000, p. 76
  35. ↑ Gieseke 2001, p. 54
  36. ↑ "Computers to solve stasi puzzle", BBC News, Friday 25 May 2007.
  37. ↑ «Stasi». The New York Times. Consultado em 18 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 12 de fevereiro de 2018
  38. 1 2 Hubertus Knabe: The dark secrets of a surveillance state , TED Salon, Berlin, 2014
  39. ↑ Dennis, Mike (2003). «Tackling the enemy: quiet repression and preventive decomposition». The Stasi: Myth and Reality. [S.l.]: Pearson Education Limited. p. 112. ISBN 0582414229
  40. ↑ Dennis, Mike (2003). «Tackling the enemy: quiet repression and preventive decomposition». The Stasi: Myth and Reality. [S.l.]: Pearson Education Limited. p. 114. ISBN 0582414229
  41. ↑ Dennis, Mike (2003). «Monitor and firefighter». The Stasi: Myth and Reality. [S.l.]: Pearson Education Limited. pp. 109–115. ISBN 0582414229
  42. ↑ Dennis, Mike (2003). «Tackling the enemy: quiet repression and preventive decomposition». The Stasi: Myth and Reality. [S.l.]: Pearson Education Limited. p. 115. ISBN 0582414229
  43. ↑ Grashoff, Udo. «Zersetzung (GDR) in Global Encyclopaedia of Informality, Volume 2: Understanding Social and Cultural Complexity». UCL Press. jstor.org: 452–455. JSTOR j.ctt20krxgs.13. Consultado em 22 de agosto de 2021. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2021publicação de acesso livre - leitura gratuita
  44. 1 2 MacKenzie, Debora; Hamer, Mick; Marks, Paul (janeiro de 2001). «Cold war, hot secret». New Scientist. 2272: 4
  45. ↑ Koehler, John (2004). «East Germany: The Stasi and De-Stasification» (PDF). Demokratizatsiya. 12 (3): 369–395. doi:10.3200/DEMO.12.3.369-395 (inativo 9 de dezembro de 2025). Consultado em 1 de agosto de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 1 de agosto de 2019
  46. ↑ Kinzer, Steven (28 de março de 1991). «Spy Charges Widen in Germany's East». The New York Times. Consultado em 18 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 20 de julho de 2016
  47. 1 2 Koehler 2000, p. 297
  48. ↑ Seduced by Secrets: Inside the Stasi's Spy-Tech World. Kristie Macrakis. P. 166–171.
  49. ↑ The Culture of Conflict in Modern Cuba. Nicholas A. Robins. P. 45.
  50. ↑ A brave woman seeks justice and historical recognition for past wrongs . 27 September 2007. The Economist.
  51. ↑ Koehler 2000, pp. 315–20
  52. ↑ Koehler 2000, pp. 323–4
  53. ↑ Wilson, Basil (5 de novembro de 2016). «The Stasi, Freud and Egypt's predicament (part 2)». Mada Masr. Consultado em 12 de agosto de 2025. Cópia arquivada em 13 de agosto de 2025
  54. ↑ Rafiq Hariri and the Fate of Lebanon (2009). Marwān Iskandar. P. 201.
  55. ↑ Craig R. Whitney (12 de abril de 1995). «Gunter Guillaume, 68, Is Dead; Spy Caused Willy Brandt's Fall». The New York Times. Consultado em 18 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 11 de abril de 2023
  56. ↑ Where Have All His Spies Gone?. New York Times. 12 August 1990
  57. 1 2 3 «The Schlaff Saga / Laundered funds & 'business' ties to the Stasi». Haaretz. 7 de setembro de 2010. Consultado em 18 de março de 2011. Arquivado do original em 19 de setembro de 2010
  58. ↑ Olympiakos soccer chief was 'spy for Stasi' Arquivado em 26 dezembro 2010 no Wayback Machine. The Independent. 24 February 2002.
  59. ↑ Koehler (1999), The Stasi, pages 387–401.
  60. 1 2 E. Germany Ran Antisemitic Campaign in West in '60s Arquivado em 20 dezembro 2010 no Wayback Machine. Washington Post, 28 February 1993.
  61. ↑ Neo-Nazism: a threat to Europe? Jillian Becker, Institute for European Defence & Strategic Studies. P. 16.
  62. ↑ Blumenau, Bernhard (2014). The United Nations and Terrorism: Germany, Multilateralism, and Antiterrorism Efforts in the 1970s. Basingstoke: Palgrave Macmillan. p. 16. ISBN 978-1-137-39196-4
  63. ↑ The Truth about the Gunshot that Changed Germany Arquivado em 13 abril 2010 no Wayback Machine. Spiegel Online. 28 May 2009.
  64. ↑ The gunshot that hoaxed a generation . The Economist. 28 May 2009.
  65. ↑ Kulish, Nicholas (26 de maio de 2009). «East German Stasi Spy Killed Protester, Ohnesorg, in 1967». The New York Times. Consultado em 18 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 24 de fevereiro de 2017
  66. ↑ «Karl-Heinz Kurras: Erschoss er Benno Ohnesorg? Gab Mielke den Schießbefehl?». 23 de maio de 2009. Consultado em 18 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 27 de maio de 2009
  67. ↑ Koehler, John O. (1999) Stasi: The Untold Story of the East German Secret Police ISBN 0-8133-3409-8.
  68. ↑ Operation INFEKTION – Soviet Bloc Intelligence and Its AIDS Disinformation Campaign. Thomas Boghardt. 2009.
  69. ↑ "KGB ordered Swiss explosion to distract attention from Chernobyl." United Press International. 27 November 2000.
  70. ↑ Stasi accused of Swiss disaster Arquivado em 21 outubro 2012 no Wayback Machine. The Irish Times. 23 November 2000.
  71. ↑ Sehnsucht Natur: Ökologisierung des Denkens (2009). Johannes Straubinger.
  72. ↑ Hall, Thomas (25 de setembro de 2003). «Svensk tv-reporter mördades av DDR» (em sueco). Dagens Nyheter. Arquivado do original em 16 de dezembro de 2004
  73. ↑ Svensson, Leif (26 de setembro de 2003). «Misstänkt mördare från DDR gripen» (em sueco). Dagens Nyheter/Tidningarnas Telegrambyrå. Arquivado do original em 16 de dezembro de 2004
  74. ↑ «Misstänkte DDR-mördaren släppt» (em sueco). Dagens Nyheter/Tidningarnas Telegrambyrå. 17 de dezembro de 2003. Arquivado do original em 17 de dezembro de 2004
  75. ↑ Seduced by Secrets: Inside the Stasi's Spy-Tech World. Kristie Macrakis. P. 176.
  76. ↑ «Stasi Files Implicate KGB in Pope Shooting». Deutsche Welle. Consultado em 18 de março de 2011. Cópia arquivada em 28 de janeiro de 2012
  77. ↑ The Kremlin's Killing Ways—A long tradition continues Arquivado em 12 fevereiro 2015 no Wayback Machine. 28 November 2006. National Review.
  78. ↑ «Stasi Aid and the Modernization of the Vietnamese Secret Police». 20 de agosto de 2014. Consultado em 16 de outubro de 2017. Cópia arquivada em 19 de outubro de 2017
  79. ↑ Stasi: Shield and Sword of the Party (2008). John C. Schmeidel. P. 138.
  80. ↑ Fulbrook 2005, pp. 242
  81. ↑ «Piecing Together the Dark Legacy of East Germany's Secret Police». Wired. 18 de janeiro de 2008. Consultado em 11 de março de 2017. Cópia arquivada em 20 de março de 2014
  82. ↑ Murphy, Cullen (2012). God's Jury: The Inquisition and the Making of the Modern World. [S.l.]: Houghton Mifflin Harcourt. ISBN 978-0-618-09156-0. Consultado em 3 de janeiro de 2014. Cópia arquivada em 4 de setembro de 2025
  83. ↑ The Stasi Headquarters Arquivado em 24 fevereiro 2021 no Wayback Machine now a museum open to the public.
  84. ↑ «Sturm auf die Stasi-Zentrale». Berliner Morgenpost. 14 de janeiro de 2015. Cópia arquivada em 3 de janeiro de 2026
  85. ↑ Functions of the BStU Arquivado em 9 dezembro 2008 no Wayback Machine, from the English version of the official BStU website
  86. ↑ The File Arquivado em 4 outubro 2009 no Wayback Machine, Information about "The File"
  87. ↑ Pidd, Helen (13 de março de 2011). «Germans piece together millions of lives spied on by Stasi». The Guardian. Consultado em 16 de dezembro de 2016. Cópia arquivada em 1 de março de 2017 – via www.theguardian.com
  88. ↑ Wired: "Piecing Together the Dark Legacy of East Germany's Secret Police" Arquivado em 27 agosto 2014 no Wayback Machine
  89. ↑ «Stasi files return to Germany». BBC News. 5 de abril de 2000. Consultado em 12 de dezembro de 2022. Cópia arquivada em 5 de março de 2023
  90. ↑ Stasi Records Agency. History of the Records Arquivado em 15 agosto 2019 no Wayback Machine. Retrieved 18 August 2019
  91. ↑ Stasi Museum Berlin. Arquivado em 18 agosto 2019 no Wayback Machine Retrieved 18 August 2019
  92. ↑ Gedenkstätte Berlin-Hohenschönhausen. History Arquivado em 4 novembro 2019 no Wayback Machine. Retrieved 18 August 2019
  93. ↑ Wüstenberg, Jenny (2017). Civil Society and Memory in Postwar Germany. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 978-1-1071-7746-8. Cópia arquivada em 1 de dezembro de 2025
  94. ↑ Stiftung Ettersberg. Andreasstrasse Arquivado em 11 julho 2019 no Wayback Machine. Retrieved 18 August 2019
  95. ↑ How ordinary people smashed the Stasi Arquivado em 11 julho 2019 no Wayback Machine in The Local.de, 4 December 2014. Retrieved 25 July 2019
  96. ↑ The Bautzner Straße Memorial in Dresden website Arquivado em 28 julho 2019 no Wayback Machine. Retrieved 18 August 2019
  97. ↑ Rost, Susanne (25 May 2002) Frankfurt (Oder) baut sein altes Gefängnis zum Kulturzentrum um / Gedenkstättenbeirat entsetzt Der einstige Hinrichtungsraum wird ein Café Arquivado em 12 março 2016 no Wayback Machine. Retrieved 18 August 2019
  98. ↑ Museum Viadrina. Gedenk- und Dokumentationsstätte „Opfer politischer Gewaltherrschaft" Arquivado em 18 agosto 2019 no Wayback Machine. Retrieved 18 August 2019
  99. ↑ Torhaus Gera Arquivado em 24 setembro 2020 no Wayback Machine. Retrieved 18 August 2019
  100. ↑ Geschichtsverbund Thüringen Arbeitsgemeinschaft zur Aufarbeitung der SED-Diktatur. Gedenkstätte Amthordurchgang Gera e.V. Arquivado em 18 agosto 2019 no Wayback Machine. Retrieved 18 August 1990
  101. ↑ Stiftung Gedenkstätten Sachsen-Anhalt. Gedenkstätte Roter Ochse Halle (Saale) Arquivado em 7 agosto 2020 no Wayback Machine. Retrieved 18 August 2019
  102. ↑ Runde Ecke Leipzig (in English) Arquivado em 18 agosto 2019 no Wayback Machine. Retrieved 18 August 2019
  103. ↑ Runde Ecke Leipzig. Stasi Bunker Museum Arquivado em 18 agosto 2019 no Wayback Machine. Retrieved 18 August 2019
  104. ↑ Runde Ecke Leipzig. Execution site Arquivado em 18 agosto 2019 no Wayback Machine. Retrieved 18 August 2019
  105. ↑ Gedenkstätte Moritzplatz Magdeburg. Zur Geschicte der Gedenkstätte Arquivado em 18 agosto 2019 no Wayback Machine. Retrieved 18 August 2019
  106. 1 2 Stiftung Gedenkstaette Lindenstrasse Arquivado em 18 agosto 2019 no Wayback Machine. Retrieved 18 August 2019
  107. ↑ DDR Museum. Dokumentations- und Gedenkstätte in der ehemaligen U-Haft der Stasi in Rostock Arquivado em 18 agosto 2019 no Wayback Machine, 14 October 2014. Retrieved 18 August 2019
  108. ↑ Vilasi, Antonella Colonna (2015). The History of the Stasi. Bloomington, Indiana: AuthorHouse.
  109. ↑ BBL-MV. Sanierung einer Dokumentations- und Gedenkstätte in Rostock Arquivado em 14 outubro 2019 no Wayback Machine, 3 December 2018. Retrieved 18 August 2019
  110. ↑ Nord Stream, Matthias Warnig (codename "Arthur") and the Gazprom Lobby Arquivado em 5 junho 2011 no Wayback Machine Eurasia Daily Monitor Volume: 6 Issue: 114
  111. ↑ Seddon, Max; Foy, Henry; Schwartz, Felicia (2 de março de 2025). «Putin ally pushes deal to restart Nord Stream 2 with US backing». Financial Times. Consultado em 18 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 27 de maio de 2026
  112. ↑ Gazprom's Loyalists in Berlin and Brussels Arquivado em 25 dezembro 2010 no Wayback Machine. Eurasia Daily Monitor Volume: 6 Issue: 100. 26 May 2009
  113. ↑ «Police investigate Gazprom executive's Stasi past». 7 de maio de 2008. Consultado em 18 de março de 2011. Cópia arquivada em 19 de julho de 2011
  114. ↑ Berliner Morgenpost 16 March 2006. Stasi_Offiziere_leugnen_den_Terror(inscrição necessária) Arquivado em 2 janeiro 2014 no Wayback Machine
  115. ↑ Schomaker, Gilbert. Die Welt, 26 March 2006. Ehemalige Stasi-Kader schreiben Schulen an Arquivado em 12 outubro 2008 no Wayback Machine
  116. 1 2 «I regret nothing, says Stasi spy». BBC. 20 de setembro de 1999. Consultado em 15 de setembro de 2005. Cópia arquivada em 14 de junho de 2006
  117. ↑ Bernd-Rainer Barth; Jan Wielgohs. «Aris, Helmut * 11.5.1908, † 22.11.1987 Präsident des Verbandes der Jüdischen Gemeinden». Bundesstiftung zur Aufarbeitung der SED-Diktatur: Biographische Datenbanken. Consultado em 7 de dezembro de 2014. Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2014
  118. ↑ Lothar Mertens (2006). Lexikon der DDR-Historiker. Biographien und Bibliographien zu den Geschichtswissenschaftlern aus der Deutschen Demokratischen Republik. [S.l.]: K. G. Saur, München. p. 114. ISBN 3-598-11673-X
  119. ↑ «Mandatsentzug läßt Beck kalt: "Ich bin ein Schlachtroß"». Rhein-Zeitung. 29 de abril de 1999. Consultado em 5 de março de 2019. Arquivado do original em 6 de março de 2019
  120. ↑ «Neues Maueropfer». Die SED-Nachfolgepartei PDS nutzt den Freitod eines Genossen für den Versuch, die Stasi-Debatte abzuwürgen. Die SED-Nachfolgepartei PDS nutzt den Freitod eines Genossen für den Versuch, die Stasi-Debatte abzuwürgen. 9/1992. Der Spiegel (online). 24 de fevereiro de 1992. Consultado em 5 de março de 2019. Cópia arquivada em 15 de abril de 2019
  121. ↑ «Perfektes Dopen mit der Stasi» [Perfect doping with the Stasi]. Tagesschau (em alemão). 3 de agosto de 2013. Consultado em 5 de março de 2019. Cópia arquivada em 2 de março de 2019
  122. ↑ February 11, 1992 New York Times article on Czudaj's espionage involvement. Arquivado em 5 novembro 2012 no Wayback Machine – accessed 12 April 2008.
  123. ↑ «H-Soz-u-Kult / Mielke, Macht und Meisterschaft». hsozkult.geschichte.hu-berlin.de. Consultado em 22 de novembro de 2007. Cópia arquivada em 18 de agosto de 2011
  124. ↑ Pleil, Ingolf (11 de junho de 2018). «Was der Geheimdienst der DDR mit dem Sport zu tun hatte». Dresdner Neueste Nachrichten (em alemão). Dresden: Dresdener Medien GmbH. Consultado em 22 de novembro de 2020. Cópia arquivada em 29 de novembro de 2020
  125. ↑ «Machtkampf mit Stasi-Akten». Spiegel (em alemão). 1992 (6). Hamburg. 2 de fevereiro de 1992. Consultado em 1 de abril de 2025. Cópia arquivada em 19 de fevereiro de 2026
  126. ↑ Jörg Winterfeldt (22 de março de 2000). «Mielkes Rächer unbestraft». Die Welt. welt.de. Consultado em 26 de junho de 2009. Cópia arquivada em 1 de dezembro de 2016
  127. ↑ «Spying Who's Who». BBC. 22 de setembro de 1999. Consultado em 2 de outubro de 2008. Cópia arquivada em 11 de janeiro de 2009
  128. ↑ Uwe Müller (22 de novembro de 2009). «Das Stasi-Geheimnis der Hotelchefin Uta Felgner». WeltN24 GmbH, Berlin. Consultado em 5 de março de 2019. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2017
  129. ↑ «Cottbus-Trainer Geyer horchte Kirsten und Sammer aus». Spiegel (em alemão). Hamburg. 27 de agosto de 2000. Consultado em 7 de novembro de 2020. Cópia arquivada em 20 de janeiro de 2021
  130. ↑ «Dynamo-Vereinslegenden treten als Ehrenspielführer zurück - wegen Ede Geyer». Spiegel (em alemão). Hamburg. 1 de junho de 2018. Consultado em 18 de julho de 2021. Cópia arquivada em 17 de julho de 2021
  131. ↑ Ich war der Goebbels der Defa Arquivado em 7 março 2019 no Wayback Machine ["I Was DEFA's Goebbels"]. Die Zeit, 12 March 2003.
  132. ↑ «Vaterlandsverräter». Film homepage. IT WORKS! Medien GmbH. Consultado em 11 de agosto de 2013. Cópia arquivada em 21 de julho de 2013
  133. ↑ Martin Sabrow: Das Diktat des Konsenses: Geschichtswissenschaft in der DDR 1949–1969. Oldenbourg, München 2001, ISBN 3-486-56559-1, pp. 172–173.
  134. ↑ Marxen, Klaus; Werle, Gerhard (2000). Spionage, Part 1; Volume 4 of Strafjustiz und DDR-Unrecht: Dokumentation (em alemão). Berlin; New York: De Gruyter. pp. 19–20. ISBN 9783899490800. Cópia arquivada em 18 de dezembro de 2025
  135. ↑ Rogalla, Thomas. «Eine Stasi-Debatte, die nicht beendet wurde». Berliner Zeitung (em alemão). Consultado em 5 de janeiro de 2017. Arquivado do original em 29 de janeiro de 2017
  136. ↑ Müller, Uwe (25 de setembro de 2007). «DDR: Birthler-Behörde ließ Stasi-Spitzel einladen – WELT». DIE WELT. Consultado em 5 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 7 de janeiro de 2017
  137. ↑ «Heinz Kahlau ist tot». Dichter und Drehbuchautor .... Er zählte zu den bekanntesten Lyrikern der DDR: Heinz Kahlau ist im Alter von 81 Jahren an Herzschwäche gestorben. Berühmt wurde der Autor unter anderem durch seine Liebesgedichte – doch er verfasste auch kritische Verse. Der Spiegel (online). 9 de abril de 2012. Consultado em 5 de março de 2019. Cópia arquivada em 30 de novembro de 2020
  138. ↑ Bernd-Rainer Barth. «Kamnitzer, Heinz * 10.5.1917, † 21.5.2001 Präsident des PEN-Zentrums DDR». Bundesstiftung zur Aufarbeitung der SED-Diktatur: Biographische Datenbanken. Consultado em 20 de dezembro de 2014. Cópia arquivada em 20 de dezembro de 2014
  139. ↑ «Olympiakos soccer chief was 'spy for Stasi'»Subscrição paga é requerida. The Independent. 24 de fevereiro de 2002. Cópia arquivada em 24 de maio de 2022
  140. ↑ «Socrates Kokkalis and the STASI». cryptome.org. Consultado em 13 de setembro de 2017. Cópia arquivada em 5 de outubro de 2017
  141. ↑ «Stasi spy claims hit Greek magnate». BBC News. 20 de fevereiro de 2002. Consultado em 13 de setembro de 2017. Cópia arquivada em 13 de setembro de 2017
  142. ↑ Helmut Müller-Enbergs. «Luft, Christa geb. geb. Hecht * 22.02.1938 Stellv. Vorsitzende des Ministerrats u. Ministerin für Wirtschaft». Wer war wer in der DDR?. Ch. Links Verlag, Berlin & Bundesstiftung zur Aufarbeitung der SED-Diktatur, Berlin. Consultado em 5 de novembro de 2018. Cópia arquivada em 5 de novembro de 2018
  143. ↑ «Biography: Lothar de Maizière – Biographies – Chronik der Wende». www.chronikderwende.de. Consultado em 7 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 17 de março de 2020
  144. ↑ «Stellungnahme Homepage» [Opinion Homepage] (PDF). Consultado em 4 de novembro de 2014. Arquivado do original (PDF) em 4 de outubro de 2013
  145. ↑ «Bundesstiftung Aufarbeitung». Consultado em 5 de março de 2019. Cópia arquivada em 12 de abril de 2020
  146. ↑ «Respected lecturer's double life». BBC News. 20 de setembro de 1999. Consultado em 2 de outubro de 2008. Cópia arquivada em 11 de janeiro de 2009
  147. ↑ Reyburn, Scott (26 de janeiro de 2009). «Former Stasi Agent Bernd Runge Gets Phillips Top Job (Update1)». Bloomberg. Consultado em 11 de março de 2017. Cópia arquivada em 21 de maio de 2015
  148. ↑ «The Schlaff Saga / Laundered funds & 'business' ties to the Stasi». Haaretz. 7 de setembro de 2010. Consultado em 18 de março de 2011. Arquivado do original em 19 de setembro de 2010
  149. ↑ Palmer, Carolyn (25 de março de 2008). «E.German Stasi informant wins battle to conceal past». Reuters. Consultado em 2 de julho de 2017. Cópia arquivada em 10 de julho de 2023
  150. ↑ «Ehemaliger Nationaltrainer der DDR: Bernd Stange feiert seinen 70. in Syrien». Mitteldeutsche Zeitung (em alemão). Halle: Mediengruppe Mitteldeutsche Zeitung GmbH & Co. KG. 14 de março de 2018. Consultado em 25 de março de 2025. Cópia arquivada em 25 de fevereiro de 2026
  151. ↑ «Court Decision Paves Olympics Way for Stasi-linked Coach – Germany – DW – 06.02.2006». Deutsche Welle. Consultado em 3 de abril de 2008. Cópia arquivada em 12 de março de 2008
  152. ↑ Klaus Schroeder (16 de julho de 1999). «Projektgruppe moralische Entsorgung: Linke Gesinnungswächter denunzieren die Gauck-Behörde». Frankfurter Allgemeine (Feuilleton section). Consultado em 3 de junho de 2020. Cópia arquivada em 27 de maio de 2015
  153. ↑ Christa Wolf obituary Arquivado em 10 julho 2023 no Wayback Machine, The Telegraph, 2 December 2011.

Ligações externas

O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Stasi