| Stranger Things | |
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| Informações gerais | |
| Formato | série de televisão |
| Gêneros | |
| Criação | The Duffer Brothers |
| Showrunners |
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| Direção |
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| Elenco |
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| Tema de abertura | "Stranger Things" |
| Compositores |
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| País de origem | Estados Unidos |
| Idioma original | Inglês |
| Temporadas | 5 |
| Episódios | 42 (lista de episódios) |
| Produção | |
| Produtores executivos |
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| Localização | Jackson, Geórgia, Estados Unidos |
| Cinematografia |
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| Editores |
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| Duração | 42–142 minutos |
| Empresas produtoras |
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| Formato | |
| Formato de imagem | |
| Formato de áudio |
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| Exibição original | |
| Emissora | Netflix |
| Transmissão | 15 de julho de 2016 – 31 de dezembro de 2025 |
| Programas relacionados | |
| Stranger Things: Tales from '85 | |
Stranger Things é uma série de televisão via streaming estadunidense criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer para a plataforma Netflix. Foi lançada ao longo de cinco temporadas, entre 15 de julho de 2016 a 31 de dezembro de 2025. Incorporando elementos de ficção científica, terror, mistério e drama, Stranger Things ambienta-se na década de 1980 na subúrbia cidade fictícia de Hawkins, Indiana. Seu enredo acompanha as aventuras sobrenaturais dos residentes de Hawkins após a descoberta de uma dimensão paralela conhecida como Mundo Invertido.
A série apresenta um ensemble cast que inclui Winona Ryder, David Harbour, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Cara Buono e Matthew Modine. Noah Schnapp, Sadie Sink, Joe Keery, Dacre Montgomery, Sean Astin, Paul Reiser, Maya Hawke, Priah Ferguson, Brett Gelman, Jamie Campbell Bower, Nell Fisher e Linda Hamilton foram escalados ao elenco principal ao longo das temporadas.
Stranger Things foi concebido como um drama investigativo e terror sobrenatural, inspirado em teorias conspiratórias e em experimentos governamentais secretos. A série também foi primariamente inspirada pelos aspectos cinematográficos e culturais da década de 1980, fazendo-a incorporar várias referências a mídias da época. Uma ampla gama de mídias pertencentes a Steven Spielberg, John Carpenter, Wes Craven, H.P Lovecraft, David Lynch, Ridley Scott, Guillermo del Toro, Clive Barker, Panos Cosmatos, Simon Wincer, Katsuhiro Otomo, Lynn Okamoto, Konami, Lucasfilm e From Software influenciaram Stranger Things.
Stranger Things foi aceita pela produtora 21 Laps Entretainment após seu fundador, Shawn Levy, ler o piloto da série após seu colega Dan Cohen o apresentá-lo. Junto dos irmãos ambos serviram como produtores executivos ao longo de toda série. Até a quarta temporada a série foi produzida pela 21 Laps e Monkey Massacre Productions, a produtora dos irmãos. Em 2022 os irmãos realizaram um contrato com a Netflix para criar a produtora Upside Down Pictures, que produziu a quinta temporada ao lado da 21 Laps.
Após seu lançamento Stranger Things recebeu aclamação do publico e da crítica especializada, que elogiaram a caracterização, ritmo, atmosfera, atuações, trilha sonora, direção, roteiro e homenagens a filmes do gênero da década de 1980. Devido sua popularidade a série acabou gerando alguns produtos, como livros, brinquedos, videogames e histórias em quadrinhos. A série também recebeu vários prêmios e indicações em premiações, como Emmy Awards, Globo de Ouro, British Academy Television Award, entre outros. A série se expandiu para uma franquia multimídia, incluindo um spin-off animado, Stranger Things: Tales from '85, e uma peça teatral prelúdio de 2023 no West End, Stranger Things: The First Shadow. Também inspirou diversos livros, quadrinhos, produtos derivados, uma loja pop-up e um jogo de tabuleiro de Dungeons and Dragons baseado na série.
Em novembro de 1983, o estudante Will Byers é abduzido por uma criatura de uma realidade alternativa chamada "Mundo Invertido", causando mistério e pavor aos habitantes de Hawkins, Indiana. Sua mãe, Joyce Byers, tenta encontrar seu paradeiro com a ajuda do xerife Jim Hopper, enquanto Mike Wheeler, Dustin Henderson e Lucas Sinclair fazem outra investigação para encontrá-lo, porém são surpreendidos quando uma estranha garota com poderes telecinéticos chamada Onze aparece na cidade. Onze é uma fugitiva do Laboratório Nacional de Hawkins, localizado nas proximidades, que faz ostensivamente pesquisas científicas para o Departamento de Energia dos Estados Unidos e realiza secretamente experimentos paranormais e sobrenaturais em humanos.
Em outubro de 1984, Will foi resgatado, mas poucos sabem dos detalhes dos acontecimentos. Quando é descoberto que Will ainda está sendo influenciado por entidades do Mundo Invertido, principalmente pela figura de uma criatura chamada Devorador de Mentes, seus amigos e familiares se juntam para salvá-lo da criatura e fechar o portal do Mundo Invertido.
Em julho de 1985, as crianças precisam lidar com os dilemas da adolescência, como romances e amizades. Um dos novos pontos da cidade é o shopping Starcourt Mall, que começa a atrair atenção dos moradores de Hawkins, causando o fechamento de várias outras lojas. Hopper fica cada vez mais preocupado com o relacionamento de Onze e Mike enquanto ainda tenta cuidar de Joyce. Sem o conhecimento do governo, um laboratório secreto soviético está escondido nas profundezas do shopping, tentando abrir o portal do Mundo Invertido, permitindo que as entidades de lá possuam os moradores de Hawkins, criando um novo horror para lidar.
Em março de 1986, oito meses depois do conflito de Starcourt, Onze e Will estão separados pela primeira vez de seu grupo de amigos e tentam lidar com as complexidades do ensino médio na Califórnia. Enquanto isso, Hawkins foi tomada por um rastro de terror: uma série de assassinatos cruéis de jovens deixam os moradores assustados. As mortes estão ligadas a uma nova ameaça sobrenatural: Vecna. Esse ser monstruoso e poderoso pode revelar mistérios até então não revelados do Mundo Invertido. Sua aparição fará com que todos do grupo trabalhem em conjunto, mesmo com a dura distância que os separam, para proteger aqueles que amam.
Em novembro de 1987, Hawkins está marcada pela abertura das fendas, e nossos heróis estão unidos por um único objetivo: encontrar e matar Vecna. Mas ele desapareceu e seu paradeiro é desconhecido. Para complicar a missão, o governo colocou a cidade em quarentena militar e intensificou a busca por Onze, forçando-a a se esconder novamente. À medida que o aniversário do desaparecimento de Will se aproxima, um medo pesado e familiar se aproxima. A batalha final se aproxima e com ela, uma escuridão mais poderosa e mortal do que qualquer coisa que já enfrentaram. Para acabar com esse pesadelo, eles precisarão de todos unidos, uma última vez.
A lista abaixo contém os atores que foram creditados como regulares da série nos créditos de abertura. Atores que são apenas recorrentes e convidados são listados nas páginas individuais das temporadas.
Stranger Things foi criado por Matt e Ross Duffer, conhecidos profissionalmente como The Duffer Brothers ("Irmãos Duffer"). Os dois terminaram de escrever e produzir seu filme de 2015 Hidden, que eles tentaram imitar no estilo de produções feitas por M. Night Shyamalan, no entanto, devido a mudanças na Warner Bros., sua distribuidora, o filme não teve um grande lançamento e os Irmãos Duffer não tinham certeza de seu futuro. Para sua surpresa, o produtor de televisão Donald De Line os abordou, impressionado com o roteiro de Hidden, e lhes ofereceu a oportunidade de trabalhar em episódios de Wayward Pines ao lado de Shyamalan. Os irmãos foram orientados por Shyamalan durante a produção do episódio, então, quando terminaram, sentiram que estavam prontos para produzir sua própria série de televisão.
Os Duffer montaram um roteiro que seria essencialmente semelhante ao episódio piloto real da série, juntamente com um livro de 20 páginas para ajudar na comprar da série por uma emissora. Eles mostraram a história para quinze redes de TV a cabo, todas as quais rejeitaram o roteiro com base no fato de que um enredo centrado em crianças não funcionaria, pedindo-lhes para transformá-lo em um programa infantil, ou retirassem as crianças como protagonista e concentrem-se na investigação de Hopper sobre o paranormal. No início de 2015, Dan Cohen, vice-presidente da 21 Laps Entertainment, trouxe o roteiro para seu colega Shawn Levy. Eles posteriormente convidaram os Duffer para seu escritório e compraram os direitos da série, dando aos irmãos autoria total. Depois de ler o piloto, o serviço de streaming Netflix comprou a temporada inteira por um valor não revelado. Mais tarde, o programa foi anunciado para um lançamento planejado para 2016 na Netflix no início de abril de 2015. Os Duffer afirmaram que, quando foram lançados na Netflix, o serviço já havia sido reconhecido por sua programação, como House of Cards e Orange Is the New Black, com produtores conhecidos por trás deles, e eles estavam prontos para ir, dando uma chance a futuros produtores como eles. Os irmãos começaram a escrever a série e trouxeram Levy e Cohen como produtores executivos para começar o elenco.
"Montauk é um épico de terror de ficção científica de oito horas. Situado em Long Island em 1980 e inspirado nos clássicos sobrenaturais da época, exploramos a encruzilhada onde o ordinário encontra o extraordinário... Emocional, cinematográfico e baseado em personagens, "Montauk" é uma carta de amor à era de ouro de Steven Spielberg e Stephen King: um casamento de drama humano e medo sobrenatural".
—— Descrição original dos irmãos Duffer para Montauk
Originalmente, a série era conhecida como Montauk, já que o cenário do roteiro se passava em Montauk, Nova Iorque e cidades próximas em Long Island. Os irmãos escolheram Montauk por ter laços adicionais com o filme de Steve Spielberg, filme Jaws, onde Montauk foi usado para o cenário fictício de Amity Island. Depois de decidir mudar a narrativa da série para se passar na cidade fictícia de Hawkins, os irmãos sentiram que agora poderiam fazer coisas na cidade, como colocá-la em quarentena, que não conseguiam imaginar um local real. Com a mudança de local, eles tiveram que criar um novo título para a série sob a direção de Ted Sarandos, da Netflix, para que pudessem começar a comercializá-la para o público. Os irmãos começaram usando uma cópia do romance Firestarter, de Stephen King, para considerar a fonte e a aparência do título, e chegaram a uma longa lista de alternativas possíveis. Stranger Things surgiu porque soava semelhante a outro romance de King, Needful Things, embora Matt tenha notado que eles ainda tinham "muitas discussões acaloradas" sobre este título final. Para lançar a série, os Irmãos Duffer apresentaram imagens, filmagens e músicas de filmes da década de 1980 como ET, The Extra-Terrestrial, Close Encounters of the Third Kind, Poltergeist, Hellraiser, Stand by Me, Firestarter, A Nightmare on Elm Street e Jaws para definir o tom da série.
Com o sucesso crítico da primeira temporada após seu lançamento em julho de 2016, surgiram especulações sobre uma possível segunda temporada. Os Irmãos Duffer inicialmente pretendiam que Stranger Things fosse uma minissérie independente ou uma série antológica. Eles também consideraram definir uma potencial segunda temporada (que eles chamam de "sequela") no início dos anos 1990 e apresentando uma versão mais antiga dos personagens, juntamente com todos os novos personagens, que são atraídos por Hawkins após eventos sobrenaturais começarem a acontecer novamente. No entanto, após o lançamento da primeira temporada, eles perceberam que a simpatia dos personagens, principalmente das crianças, era fundamental para o sucesso da série, e decidiram definir a segunda temporada em 1984 e focar nos mesmos personagens. No final de julho, os Irmãos Duffer haviam feito um plano para uma temporada seguinte e receberam uma luz verde para criá-la e o CEO da Netflix, Reed Hastings, disse no início agosto que a empresa "seria tola" de não renovar Stranger Things para uma segunda temporada. Em 31 de agosto de 2016, a Netflix anunciou que havia renovado Stranger Things para uma segunda temporada de nove episódios, a ser lançada em 2017. Os Irmãos Duffer então revelaram que a série havia sido renovada para uma segunda temporada. Quanto à decisão de esperar mais de um mês após a estreia da primeira temporada para anunciar a renovação, Matt Duffer disse: "Na verdade, acabou dando certo porque chegou a esse ponto de inflexão. Acho que era isso que a Netflix tinha em mente fazer o tempo todo."
Os Irmãos Duffer escreveram a segunda temporada para combinar com a primeira, assim como um trabalho completo, estabelecendo elementos para avançar com temporadas adicionais se obtivessem uma luz verde para lançá-las futuramente. Enquanto a maior parte da história para a segunda temporada foi decidida antes da primeira temporada ir ao ar, os Duffer capturaram as reações do público da primeira temporada para ajustar alguns detalhes para a segunda temporada. Eles sabiam que não teriam o mesmo elemento de surpresa do público como quando a série foi ao ar novamente, e eles sabiam que os fãs queriam ver certos elementos, mas Ross disse "... o objetivo não é dar a todos o que eles pensam que querem. Eu não acho que eles realmente sabem o que querem." Os Duffer sentiram que a segunda temporada deveria ser tratada mais como uma sequência do que como uma continuação e, portanto, optaram por chamar a segunda temporada de Stranger Things 2. Essa abordagem era temida pela Netflix, pois a empresa acreditava que as sequências de filmes geralmente recebiam um rap ruim, mas os Duffer notaram que havia muitas sequências de sucesso que superaram o filme original, e eles se sentiram seguros com esse nome. Apesar de revelar os títulos dos episódios da temporada no comercial para "dar uma dica de onde estavam indo na segunda temporada sem revelar nada", Matt Duffer afirmou que alguns dos títulos mudariam, e que segundo ele havia algumas coisas que não queriam colocar porque achavam que iria revelar muito, e porque "as pessoas são espertas na internet". Matt disse: "Há vídeos feitos por fãs discutindo os títulos dos episódios.... em grande parte 'sobre como os títulos se relacionam com o enredo da temporada'." No início de outubro de 2017, os Irmãos Duffer revelaram os títulos finais para os seis primeiros episódios da temporada.
Levy observou em novembro de 2016 que ele e os Duffer Brothers já haviam começado a planejar uma possível terceira temporada, dizendo: "Não seremos pegos de surpresa e não queremos fazer coisas como no dia anterior. Nós fazemos, então estamos definitivamente otimistas e começamos a pensar no futuro." Os Irmãos Duffer anteciparam que a série teria de quatro a cinco temporadas para trabalhar. Eles desejam "um final realmente finito" enquanto a série permanece no auge do sucesso, de acordo com Matt, em vez de deixá-lo se arrastar indefinidamente. Em agosto de 2017, os Irmãos Duffer confirmaram que haveria uma terceira temporada, com a probabilidade de mais uma temporada depois disso, com Ross dizendo: "Achamos que seria uma coisa de quatro temporadas e depois sairíamos". No entanto, o produtor executivo Shawn Levy sugeriu mais tarde que quatro ou cinco temporadas no total eram possibilidades, afirmando que a verdade é que definitivamente vamos fazer quatro temporadas e há a possibilidade de uma quinta. Além disso, acho altamente improvável." Matt Duffer comentou mais tarde que nenhuma decisão oficial foi tomada, afirmando que "é difícil, como quatro parece curto, cinco parece longo. Então eu não sei o que fazer." Em dezembro de 2017, a Netflix confirmou oficialmente que eles deram sinal verde para a terceira temporada, composta por oito episódios. Levy também confirmou que uma quarta temporada estava "definitivamente acontecendo" e que havia potencial para uma quinta temporada.

Em junho de 2015, foi anunciado que Winona Ryder e David Harbour haviam se juntado à série como Joyce e o chefe de polícia de Hawkins, respectivamente. A diretora de elenco dos irmãos, Carmen Cuba, sugeriu Ryder para o papel de Joyce, que o dois foram imediatamente atraídos por seu domínio nos filmes dos anos 1980. Levy acreditava que Ryder poderia "arruinar a urgência emocional e ainda encontrar camadas e nuances e lados diferentes de [Joyce]". Ryder elogiou que as múltiplas histórias da série a forçaram a atuar para Joyce como "ela é louca, mas ela está realmente em alguma coisa", e que os produtores tinham fé de que ela poderia conseguir o papel difícil. Os Irmãos Duffer já haviam se interessado pelo trabalho de Harbour antes, e que Stranger Things teria papéis menores como personagens vilões e Harbour estava encantado com o roteiro e a chance de interpretar "um personagem anti-herói quebrado e falho".
Dois meses depois, Finn Wolfhard como Mike, Millie Bobby Brown em um papel não revelado, Gaten Matarazzo como Dustin, Caleb McLaughlin como Lucas, Natalia Dyer como Nancy e Charlie Heaton como Jonathan foram anunciados em setembro de 2015. Cara Buono se juntou ao elenco como Karen, seguida por Matthew Modine como Martin Brenner um mês depois. O elenco recorrente incluiu Noah Schnapp como Will, Shannon Purser como Barbara "Barb" Holland, Joe Keery como Steve Harrington e Ross Partridge como Lonnie, entre outros.
Os atores que fizeram o teste para os papéis das crianças leram as falas de Stand by Me. Os Irmãos Duffer estimaram que passaram por cerca de mil atores mirins diferentes para os papéis. Eles notaram que Wolfhard já era "um cinéfilo" dos filmes da década de 1980 e facilmente conseguiu o papel, enquanto eles acharam a audição de Matarazzo muito mais autêntica do que a maioria das outras fitas de audição, e o selecionaram após uma única visualização de sua fita de audição. Quando o elenco começou a trabalhar imediatamente após a série ser aprovada pela Netflix, e antes que os roteiros fossem totalmente concluídos, isso permitiu que algumas das cenas do elenco fossem refletidas no roteiro. A escolha dos jovens atores para Will e seus amigos foi feita logo após a conclusão do primeiro roteiro, e os roteiros subsequentes incorporaram aspectos desses atores. Os irmãos disseram que Modine forneceu uma contribuição significativa sobre o personagem do Dr. Brenner, que eles não haviam desenvolvido antes, pois o consideravam o personagem mais difícil de escrever, devido às suas aparições limitadas na narrativa.

Os irmãos desejavam filmar a série ao redor da área de Long Island para combinar com o conceito inicial de Montauk. No entanto, com as filmagens programadas para novembro de 2015, foi difícil filmar em Long Island no tempo frio, e a produção começou a explorar locais em torno da área de Atlanta, Geórgia. Os irmãos, que cresceram na Carolina do Norte, encontraram muitos lugares que os lembravam de suas próprias infâncias naquela área, e sentiram que a área funcionaria bem com a mudança de narrativa para a cidade fictícia de Hawkins, Indiana.
As filmagens da primeira temporada começaram em novembro de 2015 e foram extensivamente feitas em Atlanta, Geórgia, com os Irmãos Duffer e Levy cuidando da direção de episódios individuais. Jackson serviu como base da cidade fictícia de Hawkins, Indiana. Outros locais de filmagem incluíram o Georgia Mental Health Institute como o local do Laboratório Nacional de Hawkins, Bellwood Quarry, Patrick Henry High School em Stockbridge para as cenas das escolas de ensino fundamental e médio. O Departamento de Educação Continuada da Universidade Emory, a antiga prefeitura em Douglasville, o Georgia International Horse Park em Conyers, o tribunal de sucessões em Butts County, Old East Point Library e East Point First Baptist Church em East Point, e as cidades de Fayetteville, Stone Mountain Park, Palmetto e Winston também serviram nas filmagens. O set de filmagem foi feito no Screen Gem Studios em Atlanta e a série foi filmada com uma câmera RED Dragon. As filmagens da primeira temporada foram concluídas no início de 2016.
Depois que a terceira temporada terminou de filmar, os produtores consideraram a ideia de manter o Starcourt Mall como uma atração permanente para os fãs visitarem, mas acabaram decidindo contra isso. As filmagens da quarta temporada estavam programadas para começar em janeiro de 2020 e durar até agosto. Com o lançamento de um teaser de fevereiro de 2020 para a quarta temporada, os Irmãos Duffer confirmaram que a produção havia começado. Algumas filmagens para a quarta temporada ocorreram na prisão de Lukiškės e nas proximidades de Vilnius, Lituânia. Em março de 2020, a produção foi interrompida devido à pandemia de COVID-19. A produção foi retomada em setembro de 2020.
As filmagens da quinta e última temporada estavam previstas para começar em junho de 2023, mas a greve do Sindicato dos Roteiristas dos EUA (Writers Guild of America) em 2023 adiou-as para 8 de janeiro de 2024. A produção começou nesse dia e terminou em 20 de dezembro.
A trilha sonora original de Stranger Things foi composta por Michael Stein e Kyle Dixon da banda eletrônica Survive. Faz uso extensivo de sintetizadores em homenagem a artistas e compositores de filmes da década de 1980, incluindo Jean-Michel Jarre, Tangerine Dream, Vangelis, Goblin, John Carpenter, Giorgio Moroder e Fabio Frizzi.
De acordo com Stein e Dixon, os Duffer Brothers eram fãs da música de Survive e usaram sua música "Dirge" para o trailer simulado que foi usado para vender a série para a Netflix. Os Duffer Brothers descobriram a banda através do filme de 2014 The Guest, onde Survive aparece na trilha sonora. Uma vez que a série recebeu sinal verde, os Duffer Brothers entraram em contato com a Survive por volta de julho de 2015 para perguntar se eles ainda estavam fazendo música; os dois forneceram à equipe de produção dezenas de músicas do passado de sua banda para ganhar seu interesse, ajudando a conseguir o papel. Uma vez a bordo, os dois trabalharam com produtores para selecionar algumas de suas músicas mais antigas para retrabalhar para a série, enquanto desenvolviam novas músicas, principalmente com motivos de personagens. Os dois foram contratados antes do processo de seleção de elenco, então suas demos foram usadas e tocadas sobre as fitas de audição dos atores, auxiliando na seleção do elenco. O tema da série é baseado em um trabalho não utilizado que Stein compôs muito antes que acabou na biblioteca de trabalho que eles compartilharam com a equipe de produção, que pensou que com algumas reformulações seria bom para os créditos de abertura.
O tema central de Stranger Things é considerado um dos melhores expoentes da produção musical no gênero synthwave eletrônico, que combina um grande número de acenos a recursos, sons e instrumentos também comuns nos anos 80. Um tutorial detalhado está disponível para recriar o tema central tema, publicado pela revista online Future Music Spain.
Além das músicas originais, Stranger Things apresenta músicas de época de artistas como The Clash, Joy Division, Toto, New Order, The Bangles, Foreigner, Echo and the Bunnymen, Peter Gabriel e Corey Hart, bem como trechos de Tangerine Dream, John Carpenter e Vangelis. Em particular, "Should I Stay or Should I Go" do Clash foi escolhida especificamente para tocar em momentos cruciais da história, como quando Will está tentando se comunicar com Joyce do Mundo Invertido. Ao longo da série, foram lançados álbuns de trilhas sonoras através da Legacy Recordings, tais como Stranger Things: Music from the Netflix Original Series, lançado em 27 de outubro de 2017 para coincidir com o lançamento da segunda temporada e reunindo músicas usadas na primeira temporada, sendo indicado para Melhor Trilha Sonora de Compilação para Mídia Visual no 61º Grammy Awards; o Stranger Things: Music from the Netflix Original Series, Season 3, lançado em 5 de julho de 2019 para coincidir com o lançamento da terceira temporada; e o Stranger Things: Music from the Netflix Original Series, Season 4, lançado digitalmente em duas partes em 27 de maio de 2022 e 1º de julho de 2022, para coincidir com o lançamento do primeiro e segundo volumes da quarta temporada.

A primeira temporada consistiu em oito episódios de aproximadamente uma hora de duração, lançados mundialmente na Netflix em 15 de julho de 2016, em Ultra HD 4K. A segunda temporada, composta por nove episódios, foi lançada em 27 de outubro de 2017, em HDR. A terceira temporada voltou a contar com oito episódios, e foi lançada em 4 de julho de 2019. A quarta temporada, composta por nove episódios, foi lançada em dois volumes, respectivamente em 27 de maio e 1º de julho de 2022. Em fevereiro de 2022, a Netflix renovou a série para uma quinta e última temporada. A quinta temporada estreou seu primeiro volume em 26 de novembro de 2025; seu segundo volume saiu 25 de dezembro de 2025, e o último episódio foi lançando em 31 de dezembro de 2025 e em 1° de janeiro de 2026 em algumas outras regiões.
A primeira temporada foi lançada em um combo Blu-ray/DVD com exclusividade para os varejistas da Target em 17 de outubro de 2017, assim como em um combo 4K/Blu-ray em 15 de novembro de 2017, ambos com embalagens inspiradas nas fitas VHS vintage da CBS-FOX. A segunda temporada recebeu um lançamento semelhante em 6 de novembro de 2018.
Como a Netflix não revela os números de audiência dos inscritos para nenhuma de suas séries originais, Symphony Technology Group compilou os datos da temporada com base nas pessoas que usam software em seus telefones móveis que medem a visualização de televisão ao detectar o som de um programa. De acordo com a Symphony, nos primeiros 35 dias de lançamento, Stranger Things teve uma média de audiência de cerca de 14,07 milhões de adultos entre 18 e 49 anos nos Estados Unidos. Isso a tornou a primeira temporada da série como a terceira mais assistida do conteúdo original da Netflix nos Estados Unidos na época, atrás da primeira temporada de Fuller House e da quarta temporada de Orange Is the New Black. Em uma análise de setembro de 2016, a Netflix descobriu que Stranger Things "fisgou" os espectadores no segundo episódio da primeira temporada, afirmando que o segundo episódio foi "a primeira parcela que levou pelo menos 70% dos espectadores a assistir a esse episódio para completar a toda a primeira temporada".
O representante dos Estados Unidos David Cicilline comparou o estado da nação durante a presidência de Donald Trump ao de Stranger Things durante um discurso proferido no Congresso em 16 de fevereiro de 2017, usando um sinal "Trump Things" no mesmo formato do título de abertura da série e dizendo "Como os personagens principais de Stranger Things, agora estamos presos no Mundo Invertido".
Em agosto de 2017, a empresa de análise de marketing Jumpshot determinou que a segunda temporada foi a sétima mais vista da Netflix nos primeiros 30 dias após sua estreia, ganhando pouco mais de 20% dos espectadores que a segunda temporada de Demolidor recebeu e que foi a temporada mais assistida de acordo com a Jumpshot. A Jumpshot disse que "analisa dados de fluxo de cliques de um painel online de mais de 100 milhões de consumidores" e analisou o comportamento e a atividade de visualização dos membros dos EUA. Da empresa, com base no número relativo de espectadores da Netflix que assistiram a pelo menos um episódio da temporada.
Em 9 de julho de 2019, a série quebrou recordes de audiência, com 40 milhões de espectadores, seguida por Murder Mystery, com quase 31 milhões de espectadores
| Temporada | Portal crítico | ||
|---|---|---|---|
| Rotten Tomatoes | Metacritic | ||
| 1 | 97% (92 críticas) | 76 (34 críticas) | |
| 2 | 94% (149 críticas) | 78 (33 críticas) | |
| 3 | 89% (140 críticas) | 72 (28 críticas) | |
| 4 | 88% (199 críticas) | 69 (29 críticas) | |
| 5 | 84% (101 críticas) | 71 (32 críticas) | |
Stranger Things recebeu críticas positivas tanto da imprensa especializada quanto do público. O portal Rotten Tomatoes atribui à série uma classificação de 92%. Os comentários concordam que é “emocionante, angustiante e, às vezes, aterrorizante, Stranger Things é uma homenagem viciante ao cinema de Steven Spielberg e aos clássicos da televisão dos anos 80." No Metacritic, a série tem uma pontuação de 74 em 142 críticas, indicando "críticas geralmente favoráveis".
O IGN deu a pontuação de 8 em 10 e chamou a série de "ótima", dizendo que "Stranger Things é uma recomendação fácil, oferecendo aos espectadores uma série atmosférica e cativante que é um retrocesso nostálgico sem parecer uma simples cópia". Uma resenha no San Francisco Chronicle, Dave Wiegand escreveu: "Stranger Things nos lembra de uma época marcada por um tipo de escapismo sem compromisso. E ao fazê-lo, ficamos com um formigamento porque os Irmãos Duffer fizeram isso de forma irresistível. Este verão pode haver outros programas tão bons quanto, mas garanto que você não vai se divertir mais assistindo nenhum deles do que assistindo Stranger Things". Joshua Alston do The A.V. Club também comentou positivamente dizendo: "Equilibrar estilo e substância é sempre um desafio para uma série como Stranger Things, mas a série está perfeitamente calibrada. Parece assistir a uma série produzida durante a época em que se passa, mas com a arte do prestígio de hoje." Revisando para a HitFix, Alan Sepinwall disse: "Ao longo das oito horas, a história e os personagens ganham vida própria o suficiente para que as referências não pareçam indulgentes, e para que a série possa ser apreciada mesmo se você não souber a trama de ET de cor ou a fonte do título dos primeiros romances de Stephen King (uma grande influência nos créditos de abertura do programa)."
Emily Nussbaum do The New Yorker também aplaudiu a série, escrevendo: "É uma narrativa incrivelmente eficiente, oito horas passando em um piscar de olhos, mesmo com personagens menores recebendo diálogos nítidos, humor ácido ou momentos de patetismo". A crítica de TV Mary McNamara do Los Angeles Times disse: "Na maioria das vezes, e de forma alguma desafia as probabilidades, Stranger Things honra seu material de origem da melhor maneira possível: contando uma história doce e aterrorizante em que os monstros são reais, mas também são os poderes transformadores do amor e da lealdade".
No Rotten Tomatoes, a segunda temporada tem um índice de aprovação de 94% com base em 126 comentários e uma classificação média de 7,79/10. O consenso crítico do site afirma que "Stranger Things 2 equilibra momentos de humor e doçura nostálgica contra um horror crescente, tornado ainda mais eficaz pelos personagens encorpados e tom evocativo do programa". No Metacritic, a segunda temporada tem uma pontuação normalizada de 78 em 100, com base em 33 comentários, indicando "críticas geralmente favoráveis".
A terceira temporada no Rotten Tomatoes tem um índice de aprovação de 89% com base em 136 avaliações e uma classificação média de 7,86/10. O consenso afirma que "Stranger Things se transforma em uma viagem de verão fascinante e familiar que se aquece em sua nostalgia carregada de neon sem perder de vista os ricos relacionamentos que tornam a série tão cativante". O Metacritic dá uma pontuação de 72 em 100, com base em 26 comentários, indicando "críticas geralmente favoráveis". Stranger Things 3 recebeu críticas positivas dos críticos, que elogiaram o visual, o humor, as performances (particularmente as de Harbour, Brown, Montgomery e Hawke) e o peso emocional, mas alguns criticaram a narrativa repetitiva e a marginalização de alguns personagens. A atitude e comportamento do personagem Jim Hopper na terceira temporada foi criticado por alguns, devido a ele agir mais agressivo, com os críticos sentindo que seu personagem voltou a ser uma caricatura de si mesmo em comparação com as duas primeiras temporadas.
No Rotten Tomatoes, a quarta temporada possui um índice de aprovação de 88% com base em 177 avaliações, com uma classificação média de 7,90/10. O consenso crítico do site diz: "Mais escuro e mais denso que seus antecessores, o quarto capítulo de Stranger Things' prepara o cenário para a temporada final do programa de maneira tipicamente digna de compulsão. No Metacritic, os dois volumes da quarta temporada têm pontuação de 69 em 100 com base em 29 críticos e 74 em 100 com base em 18 críticos, ambos indicando "críticas geralmente favoráveis".

Logo após seu lançamento, Stranger Things ganhou uma base de fãs dedicada. Uma das áreas de interesse desses fãs foi a personagem Barb, a melhor amiga e colega de classe nerd de Nancy, que é capturada e morta pelo monstro no início da temporada. De acordo com a atriz Shannon Purser, Barb "não deveria ser um grande negócio", e os Irmãos Duffer não elaboraram a personagem, pois o foco era encontrar Will. No entanto, muitos fãs simpatizaram com a personagem, com Laura Bradley, da Vanity Fair, sugerindo que essas pessoas descobriram que Barb seria uma desajustada semelhante na sociedade e "é mais como alguém que você pode conhecer na vida real" em comparação com os outros personagens, particularmente Nancy, na série. Hashtags como "#ImWithBarb" (EstouComBarb) e "#JusticeforBarb" (JustiçaparaBarb) cresceram em popularidade após o lançamento da série, e vários sites de fãs e fóruns foram criados para apoiá-la. Enquanto Purser não retornou para a segunda temporada, os Irmãos Duffer usaram o movimento da vida real "Justice for Barb" como inspiração para a narrativa no início da segunda temporada, com Nancy abordando o fato de que "ninguém se importa" com Barb. Purser e vários meios de comunicação levaram sua indicação para Barb de Melhor Atriz Convidada em Série Dramática no 69º Prêmio Emmy do Primetime como "Justice for Barb", observando o quão bem seu personagem foi recebido.
Outro impacto da série foi um aumento na demanda por waffles Eggo, já que eles se mostraram a comida favorita de Onze em vários episódios e são considerados uma representação do programa. A Kellogg Company, que fabrica Eggo, não fazia parte da produção antes do lançamento da primeira temporada, mas reconheceu o impacto da série no mercado. Ela ofereceu um anúncio de TV Eggo dos anos 80 para a Netflix usar em seu comercial do Super Bowl LI e está procurando se envolver mais na promoção cruzada.
Em abril de 2018, o cineasta Charlie Kessler entrou com uma ação contra os irmãos Duffer, alegando que eles roubaram sua ideia por trás de seu curta-metragem Montauk, que apresentava uma premissa semelhante de um menino desaparecido, uma base militar próxima fazendo experimentos sobrenaturais e um monstro de outro mundo e dimensão. Kessler dirigiu seu filme e estreou no Hamptons International Film Festival de 2012. Durante o Tribeca Film Festival de 2014, ele apresentou seu filme aos irmãos Duffer e depois deu a eles "o roteiro, as ideias, a história e o filme" para fazerem um filme maior que ele chamou de The Montauk Project. Kessler argumentou que os irmãos Duffer usaram suas ideias para criar a premissa de Stranger Things e buscou um terço da renda que eles ganharam com a série. O advogado dos irmãos Duffer afirmou que eles nunca viram o filme de Kessler nem falaram com ele sobre isso, e que Kessler não teve nenhuma contribuição em seus conceitos para Stranger Things. O juiz negou o julgamento sumário dos irmãos Duffer em abril de 2019, permitindo que o processo de Kessler fosse a julgamento. Pouco antes do início do julgamento em maio de 2019, Kessler retirou sua ação depois de ouvir os depoimentos e ver documentos de 2010 que mostravam a ele que os Duffers haviam criado de forma independente o conceito de Stranger Things. Jornalistas notaram que a ideia de eventos sobrenaturais ao redor de Montauk se originou devido à lenda urbana do Projeto Montauk, que veio à tona no livro de 1992 The Montauk Project: Experiments in Time.
A lista abaixo apresenta as premiações mais populares onde tanto a equipe (incluindo o elenco), quanto a série de Stranger Things, foram indicados.
| Prêmio | Ano | Categoria | Indicado(s) | Resultado | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|
| American Film Institute | 2016 | Top 10 dos Programas de TV do Ano | Stranger Things | Venceu | |
| 2017 | Venceu | ||||
| BAFTA Awards | 2017 | Melhor Programa Internacional | Matt Duffer, Ross Duffer, Shawn Levy, Dan Cohen | Indicados | |
| Critics' Choice Television | 2016 | Melhor Série Dramática | Stranger Things | Indicada | |
| O Programa mais Maratonado | Stranger Things | Indicada | |||
| 2018 | Melhor Série Dramática | Stranger Things | Indicada | ||
| Melhor Ator Coadjuvante em uma Série de Drama | David Harbour | Venceu | |||
| Emmy do Primetime | 2017 | Melhor Direção em Série Dramática | The Duffer Brothers (por "Chapter One: The Vanishing of Will Byers") | Indicados | |
| Melhor Série Dramática | The Duffer Brothers, Dan Cohen, Shawn Levy, e Iain Paterson | Nomeado | |||
| Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática | David Harbour (por "Chapter Eight: The Upside Down") | Indicado | |||
| Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática | Millie Bobby Brown (por "Chapter Seven: The Bathtub") | Indicada | |||
| Melhor Roteiro em Série Dramática | The Duffer Brothers (por "Chapter One: The Vanishing of Will Byers") | Indicados | |||
| 2018 | Melhor Direção em Série Dramática | The Duffer Brothers (por "Chapter Nine: The Gate") | Indicados | ||
| Melhor Série Dramática | The Duffer Brothers, Dan Cohen, Shawn Levy, Iain Paterson, Rand Geiger, e Justin Doble | Indicados | |||
| Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática | David Harbour (por "Chapter Four: Will the Wise") | Indicado | |||
| Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática | Millie Bobby Brown (por "Chapter Three: The Pollywog") | Indicada | |||
| Melhor Roteiro em Série Dramática | The Duffer Brothers (por "Chapter Nine: The Gate") | Indicados | |||
| 2020 | Melhor Série Dramática | The Duffer Brothers, Dan Cohen, Shawn Levy, Iain Paterson, Rand Geiger, e Justin Doble | Indicados | ||
| 2022 | Melhor Série Dramática | The Duffer Brothers, Dan Cohen, Shawn Levy, Iain Paterson, Rand Geiger, e Justin Doble | Indicados | ||
| Globo de Ouro | 2017 | Melhor Série de Televisão – Drama | Stranger Things | Indicada | |
| Melhor Atriz – Série de Televisão Dramática | Winona Ryder | Indicada | |||
| 2018 | Melhor Série de Televisão – Drama | Stranger Things | Indicada | ||
| Melhor Ator Coadjuvante – Série, Minissérie ou Telefilme | David Harbour | Indicado | |||
| Grammy Awards | 2017 | Melhor Trilha Sonora em Mídia Visual | Stranger Things, Vol. 1 | Nomeado | |
| Stranger Things, Vol. 2 | Nomeado | ||||
| 2019 | Melhor Compilação de Trilha Sonora para Mídia Visual | Stranger Things: Music from the Netflix Original Series | Nomeado | ||
| 2023 | Stranger Things: Music from the Netflix Original Series, Season 4 – Vol. 2 | Nomeado | |||
| MTV Millennial | 2017 | Série de TV do Ano | Stranger Things | Venceu | |
| People's Choice | 2017 | Série de TV Favorita de Fic. Cient./Fantasia | Stranger Things | Indicada | |
| Atriz Favorita de Série de TV de Fic. Cient./Fantasia | Millie Bobby Brown | Indicada | |||
| Série de TV Favorita | Stranger Things | Indicada | |||
| 2019 | Série Mais Maratonada de 2019 | Stranger Things | Indicada | ||
| Programa Dramático de 2019 | Stranger Things | Venceu | |||
| Estrela da TV em Drama de 2019 | Millie Bobby Brown | Indicada | |||
| Estrela da TV de 2019 | Millie Bobby Brown | Venceu | |||
| Astro da TV de 2019 | Finn Wolfhard | Indicado | |||
| Programa de Ficção Científica/Fantasia de 2019 | Stranger Things | Indicada | |||
| Programa de 2019 | Stranger Things | Venceu | |||
| 2022 | Estrela da TV de 2022 | Millie Bobby Brown | Indicada | ||
| Astro da TV de 2022 | Noah Schnapp | Venceu | |||
| Programa de Ficção Científica/Fantasia de 2022 | Stranger Things | Venceu | |||
| Programa de 2022 | Stranger Things | Venceu | |||
| Satellite Awards | 2017 | Melhor Atriz – Série Dramática de Televisão | Winona Ryder | Indicada | |
| Melhor Série de Televisão – Gênero | Stranger Things | Indicada | |||
| 2018 | Melhor Série de Televisão – Gênero | Stranger Things | Indicada | ||
| 2020 | Melhor Série de Televisão – Gênero | Stranger Things | Venceu | ||
| Saturn Awards | 2017 | Melhor Atriz em Série de Televisão | Winona Ryder | Indicada | |
| Melhor Série de Televisão de Nova Mídia | Stranger Things | Venceu | |||
| Melhor Intérprete Jovem em Série de Televisão | Millie Bobby Brown | Venceu | |||
| 2018 | Melhor Série de Televisão de Nova Mídia | Stranger Things | Indicada | ||
| Melhor Intérprete Jovem em Série de Televisão | Millie Bobby Brown | Indicada | |||
| 2019 | Melhor Série de Terror e Suspense em Streaming | Stranger Things | Venceu | ||
| Melhor Atriz Coadjuvante em Apresentação em Streaming | Maya Hawke | Venceu | |||
| 2022 | Melhor Série de Terror e Suspense em Streaming | Stranger Things | Venceu | ||
| Melhor Atriz em Série de Streaming | Millie Bobby Brown | Indicada | |||
| Melhor Ator Coadjuvante em Série de Streaming | Joseph Quinn | Indicado | |||
| Melhor Intérprete Jovem em Série em Streaming | Gaten Matarazzo | Indicado | |||
| Sadie Sink | Indicada | ||||
| Melhor Atuação Convidada em Série de Streaming | Robert Englund | Indicado |
Desde sua estreia em 2016, Stranger Things transcendeu o status de série de sucesso para se tornar um fenômeno cultural global. Seu impacto pode ser analisado em múltiplas dimensões que vão muito além da trama sobrenatural em Hawkins. A série atuou como uma máquina do tempo cultural, revitalizando globalmente o interesse pela estética, trilha sonora e cinema da década de 1980. Isso não se limitou a um revival passageiro, mas criou uma nova linguagem nostálgica que influenciou a moda, design e entretenimento. Marcas como Nike, Levi's, H&M e entre outras lançaram coleções inspiradas no visual dos personagens ou produtos de consumo relacionados a série, enquanto a música de bandas e artistas solo como Kate Bush ("Running Up That Hill") atingiu o topo das paradas mundiais décadas após seu lançamento original, graças à inclusão na 4ª temporada. Esta "nostalgia estruturada" tornou-se um modelo replicado por outras produções.

O fenômeno gerou uma explosão no mercado de produtos licenciados—de action figures da Funko Pop! (que se tornaram itens de colecionador) a quebra-cabeças, roupas e até alimentos temáticos (como sorvetes da Baskin-Robbins). A Hasbro relançou clássicos como Dungeons & Dragons com embalagens inspiradas na série, conectando gerações através do brincar. As locações da série transformaram cidades como Jackson e Rome ambos na Geórgia em destinos turísticos. O "Stranger Things Tour" em Atlanta atrai fãs de todo o mundo, demonstrando o poder do turismo cinematográfico. Economistas estimam que a série injetou dezenas de milhões de dólares na economia da Geórgia através de produção, empregos e turismo, um caso estudado de como o entretenimento pode impulsionar o desenvolvimento local.
Stranger Things foi fundamental para consolidar a Netflix como produtora de conteúdo de alto impacto. Demonstrou que séries originais de streaming poderiam gerar cultura de fandom comparável a franquias cinematográficas tradicionais. O modelo de lançamento (temporadas completas de uma vez) e o marketing imersivo criaram novos paradigmas para o consumo de TV. A série chegou a ter um impacto bilionário no PIB dos Estados Unidos e se tornou uma das produções que mais trouxe dinheiro aos cofres de empresas de streaming na história. Com a temporada final lançada no final de novembro, a série gerou mais de US$ 1 bilhão em receita direta. O episódio final teve um lançamento limitado em cinemas nos Estados Unidos e no Canadá a partir da noite de 31 de dezembro de 2025 até 1º de janeiro de 2026. O final foi exibido em 620 cinemas com pré-vendas de 1,1 milhão de ingressos, que foram vendidos como vales de concessão, em vez de admissões tradicionais, devido a questões com os contratos de resíduos do elenco. O lançamento cinematográfico gerou mais de US$ 25 milhões em renda de concessões.
A base do fandom é notavelmente inclusiva e intergeracional. A série atrai desde adultos que viveram os anos 80 (revivendo sua infância) até a Geração Z, que descobre a era analógica com fascínio. Essa convergência criou um espaço único onde referências a John Hughes e Dungeons & Dragons coexistem com memes do TikTok. Fóruns como o r/StrangerThings no Reddit (com milhões de membros) funcionam como praças digitais para teorias, análises de cena e apoio emocional, especialmente após episódios traumáticos. A aceitação da personagem Robin como LGBTQ+ transformou parte do fandom em um refúgio para jovens que se identificam com suas lutas, usando a série como ponto de partida para discussões sobre identidade. O lançamento de temporadas se tornou um evento cultural ritualizado. Grupos de amigos organizavam "maratonas de visualização" com decoração temática e comida dos anos 80 (waffles do Eggo, sorvete da Baskin-Robbins). Esse "ritual" não é sobre nostalgia passiva, mas sobre criar novas memórias afetivas ancoradas no universo da série. A plataforma Spotify registra picos globais nas playlists de synthwave e rock clássico a cada nova temporada, impulsionados pelos fãs.
Stranger Things se tornou uma série emblemática da Netflix, alcançando recordes de audiência a cada lançamento de temporada. Devido ao sucesso, gerou uma franquia que engloba uma peça teatral, séries derivadas planejadas, uma linha de romances e quadrinhos, diversos videogames e uma extensa gama de produtos licenciados.