| The Rogue Prince, or, a King's Brother | |
|---|---|
| O Príncipe de Westeros, ou, o Irmão do Rei | |
| Autor(es) | George R. R. Martin |
| País | |
| Gênero | Fantasia |
| Série | A Song of Ice and Fire |
| Editora | Bantam Spectra |
| Lançamento | Em Rogues: 17 de junho de 2014 |
| Edição portuguesa | |
| Tradução | Petê Rissati |
| Editora | Saída de Emergência |
| Lançamento | Em Histórias de Cavaleiros e Patifes: 2015 |
| Edição brasileira | |
| Tradução | Petê Rissati |
| Editora | Saída de Emergência Brasil |
| Lançamento | Em O Príncipe de Westeros e Outras Histórias: 2015 |
The Rogue Prince, or, a King's Brother é uma novela de George R. R. Martin, publicada na antologia da Bantam Spectra de 2014, Rogues. É ambientado no continente de Westeros da série A Song of Ice and Fire de Martin, várias décadas antes dos eventos de A Game of Thrones (1996), narrando a complicada relação entre os irmãos Viserys I e Daemon Targaryen. Os eventos narrados nesta novela também antecedem os conflitos apresentedos em The Princess and the Queen (2013).
The Rogue Prince foi lançado no Brasil e em Portugal no ano de 2015, pela a editora Saída de Emergência, dentro das edições em português da antologia Rogue, intituladas O Príncipe de Westeros e Outras Histórias e Histórias de Cavaleiros e Patifes, respectivamente.
De acordo com o arquimeistre Gyldayn da Cidadela, Daemon Targaryen – o The Rogue Prince; "Príncipe Canalha" – nasceu em 81 DC (anos depois da Conquista de Aegon, o Dragão), como o segundo filho do príncipe Baelon Targaryen e da princesa Alyssa Targaryen, sendo irmão mais novo de Viserys. Desde a infância demonstrou um espírito aventureiro e indomável, onde, aos dezesseis anos, foi armado cavaleiro e recebeu a lendária espada Irmã Negra do rei Jaehaerys I. Em 97 DC, casou-se com a senhorita Rhea Royce por razões políticas, mas desprezava tanto a esposa quanto o Vale de Arryn, chamando-a de "cadela de bronze". Durante o Grande Conselho de 101 DC, organizado pelo rei Jaehaerys I Targaryen para escolher um novo herdeiro, Daemon apoiou a escolha de Viserys como futuro Príncipe de Pedra do Dragão, pois isso o colocaria como sucessor de seu irmão.
Nos primeiros anos do reinado de Viserys I, Daemon ocupou os cargos de mestre da moeda e mestre das leis, mas abandonou ambos por considerá-los tediosos. Sua verdadeira vocação surgiu quando foi nomeado comandante da Patrulha da Cidade de Porto Real, reorganizando completamente a corporação, equipando seus homens com mantos dourados e reduzindo drasticamente a criminalidade por meio de punições severas. Apesar de conquistar a lealdade dos soldados e do povo, sua crescente influência despertou a oposição da Mão do Rei, Otto Hightower. Ao mesmo tempo, Daemon tornou-se uma figura frequente nos bordéis e tavernas do bairro periférico Baixada das Pulgas, onde conheceu a cortesã Mysaria. A relação entre os irmãos deteriorou-se após a morte da rainha Aemma Arryn e do príncipe Baelon, quando Daemon teria zombado do bebê morto chamando-o de "herdeiro por um dia", levando Viserys a nomear Rhaenyra como sua herdeira e exilar Daemon.
Após deixar a corte, Daemon estabeleceu-se em Pedra do Dragão com Mysaria, mas um novo desentendimento com Viserys surgiu quando ele tentou presentear sua amante grávida com um ovo de dragão. Pouco depois, uniu-se ao lorde Corlys Velaryon para conquistar o arquipélago Passopedras, também chamado de Degraus, e expulsar a Triarquia – união entre Lys, Myr e Tyrosh – da região. Liderando tropas terrestres montado em Caraxes, Daemon matou o príncipe rival Craghas Drahar e conquistou grande parte do arquipélago, sendo coroado em 109 DC como Rei dos Degraus e do Mar Estreito. Entretanto, cansou-se rapidamente de governar e, em 111 DC, retornou a Porto Real, entregando sua coroa a Viserys em sinal de reconciliação e reassumindo um lugar no Pequeno Conselho. No entanto, a corte já se encontrava dividida entre dois partidos, os Negros (apoiadores de Rhaenyra) e os Verdes (apoiadores de Alicent Hightower, segunda esposa de Viserys), que debatiam internamente quem deveria herdar o trono: a princesa herdeira ou seu meio-irmão príncipe Aegon. Os nomes dos partidos se originaram no quinto aniversário de casamento de Viserys I com Alicent, onde a rainha usou um vestido verde marcante e a princesa Rhaenyra vestiu-se de preto e vermelho.
Daemon desenvolveu uma relação muito próxima com sua sobrinha Rhaenyra, presenteando-a com joias, livros e acompanhando-a em voos de dragão, o que alimentou rumores de um romance entre ambos. As diferentes versões dos cronistas sugerem desde uma sedução até um relacionamento consumado, escândalo que levou Viserys a exilar novamente o irmão. Rhaenyra também desfrutava uma admiração pelo guarda real Criston Cole, levantando boatos de algum romance secreto entre ambos. Pressionada pelo pai, ela acaba se submetendo a um casamento arranjado com Laenor Velaryon, filho de Corlys. Laenor é homossexual, e por mais que sua família tente ignorar este fato, o casamento entre ele e Rhaenyra se torna infrutífero, levando a princesa – como aponta os rumores – procurar consolo nos braços do guarda Harwin Strong. Após a morte de Rhea Royce, Daemon tentou reivindicar as terras dela sem sucesso e, em seguida, casou-se com Laena, irmã de Laenor. O casal viveu por vários anos em Essos e teve duas filhas: Baela e Rhaena. Ele e sua família retornaram depois a Westeros, ficando hospedados no castelo Maré Alta em Derivamarca, sede da Casa Velaryon, até a morte de Laena por complicações de um parto malsucedido.
A morte de Laena foi a primeira tragédia ocorrida em 120 DC, ano conhecido como "Primavera Vermelha", onde ocorreu também o assassinato de Laenor em Vila das Especiarias, e as mortes de Harwin e seu pai Lyonel num incêndio sem explicações em Harrenhal. A animosidade entre Rhaenyra e Alicent também recaiu sobre os filhos de ambas, onde no funeral de Laenor, o príncipe Aemond teve o olho arrancado pelo príncipe Lucerys, em retaliação aos comentários dele que Lucerys e seus irmãos seriam bastardos de Harwin. Viúvos, Rhaenyra e Daemon se casaram, uma união que escandalizou a corte por ocorrer pouco tempo após as mortes de seus cônjuges. O casal teve dois filhos: Aegon, o Jovem, e Viserys, consolidando ainda mais sua posição dentro da Casa Targaryen. Daemon tornou-se o principal aliado e defensor de Rhaenyra, apoiando suas reivindicações e eliminando seus adversários quando necessário. O episódio mais marcante desse período ocorreu em 126 DC, quando ele capturou e decapitou Vaemond Velaryon por contestar a legitimidade dos filhos de Rhaenyra, entregando seu corpo ao dragão Syrax, evidenciando a brutalidade e a lealdade que marcariam sua atuação durante a futura Dança dos Dragões, conflito ocorrido após a morte do rei Viserys em 129 DC.
O conto The Rogue Prince apresenta uma gama de personagens durante a história. A lista a seguir apresenta alguns dos personagens do núcleo central da narrativa:
A princípio, a história deveria ter sido incluída no livro complementar The World of Ice & Fire, mas foi removida porque o livro estava se tornando muito longo para o conceito original de um livro totalmente ilustrado. Ela e várias outras histórias apareceram em versões resumidas em outras antologias.
The Rogue Prince recebeu algumas críticas mistas após seu lançamento no livro Rogue (2014). O conto é frequentemente visto como uma leitura mais árida e menos envolvente do que o material principal, funcionando melhor como um suplemento histórico do que como uma narrativa independente e emocionante. O The Daily Beast classifica a história de Martin como "uma das entradas mais fracas" da antologia. Descreve o protagonista, Príncipe Daemon, como um "patife desprezível, mas não notável no grande panteão dos vilões execráveis de Martin". A análise conclui que a ficção curta não é o forte do autor, afirmando que a história "nunca prende o leitor" por não ter os personagens falhos e cativantes que são a marca registrada de sua obra principal. A Vulture adota um tom mais descritivo e menos crítico, posicionando a novela como uma "peça complementar" a "The Princess and the Queen". A publicação foca em explicar a intrincada teia de política, incesto e sucessão que a história estabelece, preparando o terreno para a Dança dos Dragões.
Uma adaptação televisiva baseada no enredo de The Rogue Prince foi anunciada pela HBO em outubro de 2019. A série foi intitulada House of the Dragon e serve como spin-off de Game of Thrones. Os produtores executivos são Martin, Vince Gerardis, Ryan Condal e Miguel Sapochnik, onde Condal e Sapochnik atuaram como showrunners da série. O segundo episódio da primeira temporada da série foi intitulado com o mesmo nome da novela. Todos os eventos narrados em The Rogue Prince foram todos adaptados, mesmo com algumas mudanças, na primeira temporada da série.