Tirzepatida | |
Nome IUPAC (sistemática) | |
Identificadores | |
| 2023788-19-2 | |
| A10BX16 | |
| 166567236 | |
Informação química | |
| LY3298176, GIP/GLP-1 RA | |
Farmacocinética | |
| urina e fezes | |
Considerações terapêuticas | |
| subcutânea | |
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Tirzepatida (nome comercial: Mounjaro) é um fármaco utilizado para o tratamento da obesidade e diabetes tipo 2. É administrada semanalmente por via subcutânea. A droga atua como agonista dos receptores de dois hormônios: peptídeo inibidor gástrico (GIP) e peptídeo semelhante a glucágon 1 (GLP-1). Pertence, portanto, à classe dos análogos do GLP-1.
A tirzepatida atua como co-agonista dos hormônios GLP-1 e GIP. O hormônio GLP-1 incrementa a liberação de insulina, suprime glucagon, retarda o esvaziamento gástrico e suprime o apetite. Enquanto o GIP estimula a liberação de insulina, inibe o apetite, e auxilia no metabolismo de gorduras. O mecanismo de agonismo duplo dos receptores de GIP e GLP-1 possui vantagem sinérgica (que ocorre por ativação e sinalização de vias comuns e complementares) promovendo maior controle glicêmico, manejo lipídico e perda de peso, comparado ao análogo apenas de GLP-1, como exemplo mais comum a Ozempic.
A literatura aponta que a tirzepatida possui potencial de causar hipoglicemia quando associada ao uso de insulina e outros medicamentos antidiabéticos, como os pertencentes aos grupos das sulfoniluréias e meglitinidas. E devido ao retardo no esvaziamento gástrico, a tirzepatida pode afetar a absorção de medicamentos, e tem sido estudada sua interação com os anticoncepcionais orais e os resultados apontam que ela pode reduzir a efetividade do contraceptivo, desta forma, durante o uso da tirzepatida é aconselhado utilizar métodos alternativos de contracepção.
A tirzepatida é um medicamento e seu uso deve ocorrer somente sob prescrição médica, com contínuo acompanhamento profissional. Seu uso inadequado, sem orientação médica ou em superdosagem pode ocasionar em efeitos adversos graves, como náuseas intensas, desidratação severa, vômitos persistentes, hipoglicemia, pancreatite e outros riscos que podem exigir internação.
A Anvisa proíbe a comercialização irregular, bem como a venda sem a prescrição médica. A aquisição deve ocorrer em farmácias e drogarias autorizadas, e apenas profissional médico pode prescrever, mas atente-se, a venda em clínicas e consultórios é proibida.
Por ser um medicamento injetável, exige rigoroso controle de esterilidade, estabilidade, pureza e conservação térmica, qualquer falha em alguma dessas etapas, além da possibilidade de efeitos graves, o medicamento pode perder sua eficácia.