| Tom Paxton | |
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Tom Paxton | |
| Informações gerais | |
| Nome completo | Thomas Richard Paxton |
| Origem | Chicago, Illinois |
| País | Estados Unidos |
| Gênero | Folk |
| Instrumentos | Voz, guitarra |
| Período em atividade | 1960 - presente |
| Gravadoras | Elektra, Vanguard, Rhino |
| Página oficial | tompaxton.com |
Thomas Richard Paxton (Chicago, Illinois, 31 de outubro de 1937) é um cantor, compositor e guitarrista norte-americano, associado ao renascimento da música folk nos Estados Unidos e à cena musical de Greenwich Village surgida no início da década de 1960. Ao longo de uma carreira iniciada nesse período, destacou-se pela composição de canções de intervenção política e social, sátiras, baladas e canções infantis, mantendo uma atividade artística que se prolongou por mais de seis décadas.
Entre as suas composições mais conhecidas encontram-se «The Last Thing on My Mind», «Ramblin' Boy», «I Can't Help But Wonder Where I'm Bound», «Bottle of Wine», «What Did You Learn in School Today?» e «The Marvelous Toy». As suas canções foram gravadas por numerosos intérpretes, entre os quais Pete Seeger, Peter, Paul and Mary, Joan Baez, Judy Collins, Johnny Cash, Willie Nelson, Dolly Parton e Elvis Presley, contribuindo para que o seu repertório ultrapassasse o circuito folk em que iniciou a carreira.
Paxton desenvolveu paralelamente uma extensa atividade como intérprete e artista discográfico, iniciada com I'm the Man Who Built the Bridges (1962) e consolidada após a sua contratação pela Elektra Records em 1964. O álbum Ramblin' Boy, lançado nesse ano, incluiu algumas das composições que se tornariam mais duradouras do seu repertório, nomeadamente «The Last Thing on My Mind» e «I Can't Help But Wonder Where I'm Bound».
Em 2009, recebeu o Grammy Lifetime Achievement Award, distinção honorífica atribuída pela Recording Academy pelo conjunto da sua contribuição artística para a música gravada.
Tom Paxton nasceu em Chicago, Illinois, em 31 de outubro de 1937. Durante a infância, a família mudou-se para Bristow, no Oklahoma, onde Paxton passou parte dos anos de formação. O seu interesse pela música desenvolveu-se inicialmente através da música popular norte-americana e de grupos vocais da década de 1950, antes de se orientar progressivamente para a música folk.
Em 1955, ingressou na Universidade de Oklahoma, onde estudou teatro e participou em produções realizadas no Holmberg Hall. Durante esse período, aprofundou o contacto com a música folk através de intérpretes como Burl Ives e grupos como The Kingston Trio, que o conduziram à obra de Woody Guthrie, Pete Seeger e The Weavers. A audição do álbum The Weavers at Carnegie Hall, gravado ao vivo pelo grupo, teve particular importância na sua formação musical. Paxton recordaria mais tarde esse momento como decisivo para a passagem de simples apreciador de música folk a alguém determinado a interpretá-la e a compor nesse género.
Na universidade, Paxton começou também a desenvolver a atividade como intérprete, integrando o grupo folk The Travelers, parcialmente inspirado nos The Weavers. Embora a sua formação académica estivesse ligada ao teatro, a composição musical assumiu progressivamente maior importância nos seus interesses artísticos. Concluiu a licenciatura na Universidade de Oklahoma em 1959.

No início de 1960, Paxton ingressou na reserva do Exército dos Estados Unidos e foi colocado em Fort Dix, em Nova Jérsia. A relativa proximidade de Nova Iorque permitiu-lhe frequentar regularmente Greenwich Village, onde assistia e participava nas hootenannies que integravam a crescente cena folk local. Durante o período passado em Fort Dix continuou a compor, escrevendo inclusivamente canções nas máquinas de escrever do Exército e procurando apresentá-las a editores musicais em Manhattan.
Concluído o serviço militar ativo, em setembro de 1960, Paxton estabeleceu-se em Nova Iorque e passou a dedicar-se mais intensamente à música. Frequentou espaços associados ao renascimento folk de Greenwich Village, entre os quais o Gaslight Cafe, num meio em que atuavam músicos como Dave Van Ronk, Ramblin' Jack Elliott, Bob Dylan e Phil Ochs. Ao contrário de uma parte do movimento folk da época, ainda fortemente orientada para a interpretação de repertório tradicional, Paxton começou a apresentar regularmente composições próprias.
Uma das primeiras oportunidades surgiu através de uma audição para integrar o Chad Mitchell Trio. Paxton não foi escolhido como membro do grupo, mas a interpretação de uma das suas composições, «The Marvelous Toy», despertou o interesse de Chad Mitchell e do editor e produtor Milt Okun, que lhe proporcionou um contrato editorial. Paxton começou então a publicar canções de intervenção em revistas ligadas ao movimento folk, como Sing Out! e Broadside, enquanto «Come Along Home (Tom's Song)» foi gravada pelo Chad Mitchell Trio no álbum At the Bitter End, lançado em 1962.
No outono de 1962, Paxton gravou ao vivo no Gaslight Cafe, em Greenwich Village, I'm the Man Who Built the Bridges, o seu primeiro álbum de longa duração. O disco incluía composições próprias como «Every Time», «The Marvelous Toy» e «Goin' to the Zoo».
A projeção de Paxton como compositor aumentou durante o ano seguinte, em particular através de Pete Seeger. Depois de ouvir Paxton interpretar «Ramblin' Boy», Seeger incluiu a canção no concerto de reunião dos Weavers realizado no Carnegie Hall, em maio de 1963, cuja gravação seria editada em disco.[ref Washington Post] No mês seguinte, a 8 de junho, Seeger regressou ao Carnegie Hall para um concerto a solo, no qual interpretou «What Did You Learn in School Today?».
Ainda em 1963, Paxton participou no Newport Folk Festival, realizado entre 26 e 28 de julho. Duas das suas interpretações, «Ramblin' Boy» e «The Willing Conscript», foram incluídas em Newport Broadside (Topical Songs at the Newport Folk Festival 1963), álbum editado pela Vanguard Records que reuniu gravações de vários compositores e intérpretes ligados à canção de intervenção.
O reconhecimento alcançado no circuito folk levou Paxton a uma nova etapa profissional. O seu manager, Harold Leventhal, que também representava Pete Seeger e os Weavers, conseguiu-lhe uma audição com Jac Holzman, fundador da Elektra Records. Holzman concedeu-lhe uma audição de três horas, durante a qual Paxton gravou várias das suas composições. As gravações foram posteriormente aceites pela Elektra.
Em dezembro de 1964, Paxton lançou pela Elektra Ramblin' Boy, produzido por Paul Rothchild. O álbum combinava canções de intervenção e comentário social com temas de carácter mais pessoal e introspectivo, vertente particularmente presente em «The Last Thing on My Mind», «Ramblin' Boy» e «I Can't Help But Wonder Where I'm Bound».
No ano seguinte, Paxton lançou Ain't That News!, álbum no qual acentuou a vertente de comentário político e social, abordando temas como a Guerra do Vietname, o recrutamento militar e o movimento dos direitos civis. Entre as canções do disco encontrava-se «Lyndon Johnson Told the Nation», uma das suas mais destacadas composições anti-guerra. O álbum incluía também «Bottle of Wine», gravada anteriormente por Judy Collins, em 1964, e posteriormente adaptada pelos Fireballs a uma orientação rock que atingiu o 9.º lugar da Billboard Hot 100 em 1968.
Em Outward Bound (1966), Paxton manteve-se ligado à instrumentação predominantemente acústica, numa época em que numerosos músicos provenientes do folk norte-americano começavam a adotar sonoridades elétricas. Dois anos depois, Morning Again assinalou uma primeira expansão dessa fórmula, com a utilização pontual de acompanhamento de banda e orquestração e uma maior diversidade temática. A transformação tornou-se mais acentuada em The Things I Notice Now (1969), o seu trabalho musicalmente mais ambicioso da década, no qual explorou arranjos de folk rock e elementos de folk barroco e sinfónico. O álbum contou com músicos como David Bromberg, Richard Davis e Hubert Laws e incluiu «The Iron Man», uma composição com cerca de quinze minutos, particularmente invulgar no repertório de Paxton.
Em Tom Paxton 6 (1970), a diversidade temática tornou-se ainda mais evidente, abrangendo a sátira, as relações pessoais, a guerra, questões sociais e preocupações ambientais, estas últimas representadas por «Whose Garden Was This». Os arranjos, realizados com a colaboração do teclista David Horowitz, refletiam igualmente a expansão musical dos trabalhos anteriores, variando entre sonoridades próximas do chamber pop e da jug band.
A amplitude alcançada pelo repertório de Paxton nesta fase ficou documentada em The Compleat Tom Paxton: Recorded Live, álbum duplo gravado no Bitter End, em Nova Iorque, em junho de 1970. O repertório abrangia sátira e comentário social, canções românticas e temas infantis, como «Jennifer's Rabbit», antecipando uma vertente a que Paxton se dedicaria mais extensamente nos anos seguintes. Embora predominassem as interpretações acústicas a solo, algumas faixas incluíam acompanhamento de uma pequena formação semi-elétrica.

No início da década de 1970, Paxton mudou-se com a família para Inglaterra, onde a sua carreira vinha encontrando maior acolhimento do que nos Estados Unidos. A ligação ao público britânico remontava à sua primeira digressão pelo Reino Unido, em 1965, e Tom Paxton 6 alcançara entretanto o Top 25 britânico. Após concluir a fase inicial da sua carreira discográfica na Elektra, assinou com a divisão britânica da Warner Bros. Records, que editou How Come the Sun pela Reprise em 1971. O álbum atingiu o 120.º lugar nos Estados Unidos, a melhor posição alcançada por um álbum de Paxton nas tabelas norte-americanas.
No ano seguinte lançou Peace Will Come (1972), o seu segundo álbum pela Reprise, produzido por Tony Visconti e com uma instrumentação mais diversificada. O disco manteve a combinação entre comentário social, sátira e composições de carácter mais pessoal que vinha marcando a sua obra. Em 1973, Paxton encerrou a sua ligação à Reprise com New Songs for Old Friends, gravado ao vivo no Marquee Club, em Londres. O álbum, novamente produzido por Visconti, contou com a participação das suas filhas Katy e Jennifer e de Ralph McTell. Após o lançamento, Paxton regressou com a família aos Estados Unidos, estabelecendo-se em Long Island.
Em 1974, Paxton gravou para a editora britânica Bradley's Tom Paxton's Children's Songbook, o seu primeiro álbum inteiramente dedicado ao público infantil. A gravação reuniu uma vertente da sua composição que remontava aos primeiros anos da carreira, quando escrevera canções como «The Marvelous Toy» e «Going to the Zoo», e à qual continuaria a dedicar-se nas décadas seguintes.
A ligação à Vanguard Records, iniciada em 1977, marcou uma nova fase discográfica com o lançamento de New Songs from the Briarpatch, gravado ao vivo nos estúdios da editora. O álbum assinalou uma renovada ênfase na canção de comentário político e social, abordando temas como a Guerra do Vietname, a pena de morte, a política externa norte-americana e as preocupações ambientais, sem abandonar composições de carácter mais pessoal. A crítica contemporânea destacou esta recuperação da vertente de intervenção que marcara o início da sua carreira.
O álbum contou ainda com a participação do cantor e compositor Steve Goodman, que acompanhou Paxton na guitarra acústica e em vozes de apoio. Entre as composições encontrava-se «Did You Hear John Hurt?», uma homenagem ao músico de blues Mississippi John Hurt, que Paxton conhecera durante os anos em Greenwich Village.
A orientação para temas contemporâneos prosseguiu em Heroes (1978), o terceiro e último álbum de Paxton para a Vanguard Records. O disco manteve a combinação entre composições de carácter sério e sátira, apresentando simultaneamente arranjos mais elaborados. Entre as canções encontravam-se «The Death of Stephen Biko», sobre o ativista sul-africano Steve Biko, e «Phil», dedicada à memória de Phil Ochs, amigo de Paxton desde os anos de Greenwich Village.
No ano seguinte, Paxton passou para a Mountain Railroad Records, lançando Up & Up (1979), produzido por Bob Gibson. Entre as composições do álbum encontrava-se «Feed the Children», canção sobre a fome e a especulação nos mercados de cereais, tema que o próprio Paxton relacionou com a contradição entre a abundância de alimentos e a persistência da fome.
A entrada na década de 1980 ficou marcada pela continuidade da atividade internacional de Paxton. Em julho desse ano, atuou em Portugal na Festa do Avante!, realizada no Alto da Ajuda, em Lisboa. A sua atuação incluiu «Ramblin' Boy», cuja interpretação seria posteriormente incluída numa seleção de gravações realizadas em diferentes edições do evento.
Ainda em 1980, lançou The Paxton Report, álbum marcado por uma presença particularmente acentuada de sátira política e humor. Entre as composições encontrava-se «I Am Changing My Name to Chrysler», destacada pela crítica como um dos exemplos mais incisivos dessa vertente satírica.
Entre 1984 e 1985, Paxton integrou o trio Best of Friends com Bob Gibson e Anne Hills, realizando durante cerca de 18 meses digressões pelos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá. Embora o grupo não tenha realizado gravações de estúdio, uma atuação transmitida pela rádio em fevereiro de 1985 seria posteriormente editada pela Appleseed Records como Best of Friends (2004).
Em 1986, Paxton criou a sua própria editora, Pax Records, através da qual passou a editar parte do seu trabalho, incluindo novas gravações de composições anteriores e repertório destinado ao público infantil. Paralelamente, manteve a ligação à Flying Fish Records, pela qual continuou a lançar discos até ao início da década de 1990.
No início da década de 1990, Paxton manteve a atenção a temas sociais no álbum It Ain't Easy (1991), o seu último trabalho para a Flying Fish Records. As composições abordavam questões como a situação dos sem-abrigo, a dependência de drogas, a doença e o suicídio, frequentemente através de personagens individuais e de uma abordagem narrativa que a crítica destacou pela empatia e ausência de tom moralizador.
Paralelamente à sua produção dirigida ao público adulto, Paxton reforçou no início da década de 1990 a vertente da sua obra destinada ao público infantil. Em 1992, a Sony Kids' Music editou Suzy Is a Rocker, Peanut Butter Pie e A Child's Christmas, seguindo-se outros lançamentos destinados ao público infantil ao longo da década.
Em 1994, Paxton regressou ao repertório dirigido ao público adulto com Wearing the Time, o seu primeiro álbum desta natureza desde It Ain't Easy (1991). Editado pela Sugar Hill Records e produzido em Nashville por Jim Rooney, o disco abordava temas como o envelhecimento, as relações pessoais e as recordações do movimento folk e dos direitos civis, mantendo igualmente a vertente de comentário social. A crítica Jim Esch considerou o álbum um regresso à forma e destacou a maturidade da composição de Paxton.
Essa atenção ao envelhecimento e à experiência pessoal prosseguiu em Live: For the Record (1996), álbum gravado ao vivo no ano anterior que combinava composições antigas e recentes. A par de canções sobre acontecimentos políticos e sociais da atualidade, Paxton abordava temas como o envelhecimento, a doença de Alzheimer e a morte de amigos, refletindo uma crescente presença de assuntos ligados à passagem do tempo na sua escrita.

Em 2001, Paxton voltou a colaborar com Anne Hills, sua antiga companheira no trio Best of Friends, no álbum Under American Skies. Centrado na tradição do folk de intervenção, o trabalho reuniu interpretações de canções de diferentes autores e épocas, abordando temas como o racismo, a discriminação e a pena de morte. A faixa-título, dedicada a esta última questão, foi a única composição escrita conjuntamente por Paxton e Hills para o álbum.
Looking for the Moon, editado em 2002, marcou o regresso de Paxton aos álbuns de estúdio a solo dirigidos ao público adulto, oito anos depois de Wearing the Time (1994). Produzido por Jim Rooney e editado pela Appleseed Recordings, o trabalho combinou reflexões sobre a passagem do tempo, as relações pessoais e as dificuldades das comunidades rurais norte-americanas. Entre as composições destacou-se «The Bravest», uma homenagem aos bombeiros que morreram nos atentados de 11 de setembro de 2001, cuja circulação entre outros intérpretes folk antecedeu a gravação de Paxton. O álbum incluiu ainda «Homebound Train», uma narrativa sobre uma criança confrontada com a morte do pai.
A publicação de Best of Friends, em 2004, recuperou uma gravação ao vivo realizada em fevereiro de 1985, no clube Holstein's, em Chicago, pelo trio formado por Paxton, Anne Hills e Bob Gibson. Editado pela Appleseed Recordings, o álbum documentou uma colaboração que se prolongara por cerca de dezoito meses, mas que não chegara a produzir qualquer gravação de estúdio. O repertório reuniu composições dos três músicos, incluindo algumas das canções mais conhecidas de Paxton, apresentadas em arranjos vocais a três vozes.
O reconhecimento da carreira de Paxton intensificou-se em meados da década de 2000. Em 2005, recebeu o prémio de carreira na área da composição nos BBC Radio 2 Folk Awards, em Londres. No ano seguinte, foi distinguido pela North American Folk Music and Dance Alliance com um prémio de carreira, em reconhecimento pelo seu contributo para a música folk. Em janeiro de 2007, por ocasião de uma nova digressão pelo Reino Unido, foi homenageado no Parlamento britânico, numa cerimónia que destacou a importância da sua obra e a sua longa ligação ao público daquele país.
Em fevereiro de 2008, Paxton editou Comedians & Angels, produzido por Jim Rooney e gravado em Nashville. O álbum apresentou uma vertente predominantemente autobiográfica, com canções dedicadas à mulher, às filhas e aos netos, bem como recordações dos músicos e das figuras que marcaram os seus primeiros anos em Greenwich Village. Mantendo elementos de humor e comentário social característicos da sua obra, o trabalho privilegiou a memória, os afetos familiares e a passagem do tempo, numa abordagem que a crítica associou à maturidade artística do compositor.
Em fevereiro de 2009, Paxton recebeu o Grammy Lifetime Achievement Award, atribuído pela Recording Academy em reconhecimento pelo seu contributo artístico para a indústria discográfica. A distinção foi entregue numa cerimónia realizada em Los Angeles, a 7 de fevereiro, na véspera da 51.ª edição dos Grammy Awards. Nesse mesmo ano, Comedians & Angels esteve nomeado para o prémio de Melhor Álbum de Folk Tradicional, categoria vencida por Pete Seeger com At 89. O prémio honorário constituiu um dos principais reconhecimentos institucionais da carreira de Paxton, após várias décadas de atividade como cantor e compositor.
Em março de 2015, Paxton editou Redemption Road, o seu primeiro álbum de estúdio a solo desde Comedians & Angels (2008). Produzido por Jim Rooney e lançado pela Pax Records, o trabalho reuniu catorze faixas, combinando reflexões sobre o envelhecimento, a memória e a passagem do tempo com canções de comentário social e momentos de humor. Entre as composições destacaram-se «Time to Spare» e «The Losing Part», dedicadas à consciência da passagem do tempo, «If the Poor Don't Matter», centrada na desigualdade social, e «The Mayor of MacDougal Street», uma homenagem ao músico Dave Van Ronk. O álbum contou ainda com participações de Janis Ian e John Prine.
O lançamento coincidiu com o anúncio de que 2015 seria o último ano de digressões regulares de Paxton. Aos 77 anos, o músico justificou a decisão com o cansaço provocado pelas constantes deslocações, esclarecendo, contudo, que não pretendia abandonar a composição nem as atuações ao vivo. A despedida das digressões representou, assim, uma mudança no ritmo da sua atividade profissional, e não o encerramento da carreira artística.
Tom Paxton é amplamente reconhecido como um dos compositores mais prolíficos e influentes do renascimento folk da década de 1960. Ao contrário de muitos dos seus contemporâneos que se focavam na interpretação de repertório tradicional, Paxton foi um dos pioneiros na introdução de canções totalmente originais e de comentário social direto no circuito de Greenwich Village.
O seu impacto na música popular ocidental reflete-se na vasta lista de intérpretes de renome que gravaram as suas composições (como «The Last Thing on My Mind» e «Ramblin' Boy»), abrangendo géneros que vão do country à pop rock, incluindo nomes como Pete Seeger, Joan Baez, Johnny Cash, Dolly Parton e Elvis Presley. O seu contributo para a indústria discográfica e para a preservação da canção de intervenção foi formalmente consagrado em 2009 com a atribuição do Grammy Lifetime Achievement Award.