Trio de Ferro

Escudo dos times que compõe do "Trio de Ferro"

Trio de Ferro é a denominação para a tríade de grandes clubes tradicionais de futebol paulistano formada pelo Corinthians, Palmeiras e São Paulo. Neste conjunto, a equipe do Corinthians é a mais antiga, fundada em 1910, seguida pelo Palmeiras, fundado em 1914 com o antigo nome de Palestra Itália. O São Paulo é o caçula dos três, já que foi fundado em 1930.

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Corinthians
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Palmeiras
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São Paulo

As três equipes estão entre as maiores detentoras de títulos do futebol nacional e historicamente tiveram seus atletas convocados para a Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de Futebol da FIFA.

História

Time do Paulistano em 1901.
Time do Corinthians em 1914.
Time do Palestra Itália em 1916.
Time do São Paulo em 1930.

O termo Trio de Ferro começou a ser utilizado a partir da década de 1920 do século XX, quando o Corinthians, o Palestra e o Club Athletico Paulistano, até então a maior potência da época, passaram a monopolizar a maior quantidade de títulos e torcedores do futebol paulista. Até o final daquela década, quando o futebol ainda não era um esporte profissional no país, as competições paulistas tinham o Club Athlético Paulistano como maior vencedor.

Fundado no final de dezembro de 1900, o Paulistano levantou 11 taças em 28 Campeonatos Paulistas possíveis (1905, 1908, 1913, 1916, 1917, 1918, 1919, 1921, 1926, 1927 e 1929). Contou na época com o maior jogador brasileiro da história do período amadorístico, o atacante Arthur Friedenreich.

Em 1929, com a cada mais vez maior proximidade do profissionalismo, o Paulistano, sempre fiel às raízes amadoras do esporte, fechou seu departamento de futebol. Alguns diretores do clube que não se conformaram com a atitude decidiram, porém, em conjunto com remanescentes da extinta Associação Atlética das Palmeiras, fundar o São Paulo FC, conhecido na época como São Paulo da Floresta, que conquistou o primeiro título paulista logo no segundo ano de vida, o 1931. A Federação Paulista de Futebol reconhece este título como sendo do atual tricolor.

Após um período de turbulência financeira e, sobretudo, política, que obrigou o tricolor a fechar as portas, o clube foi refundado em 1935 e passou, a partir da década de 1940, a dividir as conquistas paulistas com o Corinthians e com o Palmeiras, que eram os times com maior torcida na cidade e no Estado de São Paulo.

Ainda na década de 1930, com o surgimento do Torneio Rio-São Paulo, em 1933, como a primeira competição regional brasileira de clubes e, mais tarde, com a criação das competições nacionais, a força dos integrantes do trio foi conhecida pelo restante do País. Não sem, pouco tempo depois, ser testada com o surgimento do Santos de Pelé, que conquistou uma grande quantidade de títulos disputados entre as décadas de 50 e começo da 70 e foi considerado uma das maiores equipes da história do futebol mundial.

A primeira aparição de destaque de um clube do Trio de Ferro em um torneio internacional foi a do Palmeiras, em 1951, com a conquista da Copa Rio, competição esta que foi criada com o objetivo de ser uma Copa do Mundo de Clubes e, que foi disputada no País e é considerada a primeira competição interclubes da história a contar com equipes de mais de um continente, na ocasião da Europa e da América do Sul. Na ocasião, o alviverde obteve o título da Copa Rio depois de levar a melhor nas finais sobre a Juventus, da Itália, numa competição que ainda contava com o Vasco da Gama, do Brasil, o Nacional, do Uruguai, e o Sporting, de Portugal, entre outros. Em 2014, a FIFA reconheceu o campeonato como a primeira competição em nível mundial da história por meio do presidente da entidade, Joseph Blatter, em agosto, e por meio de documento encaminhado ao Ministério do Esporte do Brasil em novembro do mesmo ano.

Antes, o alviverde também havia sido o primeiro do trio a conquistar um torneio regional, o Rio-São Paulo de 1933. Também foi o primeiro da tríade a vencer uma competição nacional, a Taça Brasil de 1960, que, assim como as edições de 1959 a 1968 e as edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata, foi reconhecida e oficializada pela CBF em 2010 também como Campeonato Brasileiro.

Se o Palmeiras foi o primeiro do Trio de Ferro a despontar em competições regionais, nacionais e internacionais, o São Paulo foi o primeiro clube paulistano a brilhar com título do maior torneio oficial da América quando conquistou as Copa Libertadores da América de 1992 e 1993. Nestes mesmos anos, o tricolor paulista obteve os títulos da Copa Intercontinental, derrotando equipes históricas do futebol internacional, como o Barcelona, da Espanha, e o Milan da Itália.

O Corinthians, por sua vez, despontou internacionalmente em 2000, quando conquistou o considerado primeiro Mundial de Clubes da FIFA. Classificado para o torneio como representante do país-sede, o Brasil, o alvinegro venceu, nos pênaltis, o Vasco da Gama na final da competição, no Estádio do Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro, após o placar no tempo normal terminar empatado em 0 a 0. Antes, na primeira fase da competição, eliminou o Real Madrid, da Espanha. Em 2012, a equipe venceu a Copa Libertadores da América, de forma invicta, depois de bater o Boca Juniors na final. No mesmo ano, depois de bater o Chelsea, da Inglaterra, por 1 a 0, na finalíssima, conquistou o bicampeonato mundial de clubes disputado no Japão, interrompendo uma sequência de cinco títulos mundiais consecutivos de equipes europeias.

O Palmeiras conquistou, em 1999, pela primeira vez a Copa Libertadores da América, a terceira competição internacional da equipe, que, um ano antes, havia vencido a Copa Mercosul. Em 2020, chegou ao bicampeonato da Copa Libertadores, ao derrotar o Santos na final única e histórica disputada no Estádio do Maracanã, fato inédito entre clubes paulistas. Em 2021, chegou ao tricampeonato da competição ao derrotar o Flamengo na final disputada em Montevidéu, no Uruguai. Com o título, a equipe se transformou no clube com melhor desempenho na história da Libertadores, com uma série de recordes à frente de clubes compatriotas.

Em 2005, o São Paulo ratificou sua imagem de maior vencedor do Trio de Ferro em torneios internacionais. O tricolor conquistou no mesmo ano a Libertadores, contra o Atlético Paranaense, e o Mundial de Clubes da FIFA, contra o Liverpool, da Inglaterra.

A equipe do Morumbi não é somente a maior vencedora internacional do Trio, mas também a equipe brasileira com a quantidade mais expressiva de títulos oficiais deste porte. São 2 Copas Intercontinentais, 1 Mundial de Clubes da FIFA, 3 Libertadores da América, 1 Supercopa Libertadores (1993), 2 Recopas Sul-Americanas (1993 e 1994), 1 Copa Conmebol (1994), 1 Copa Master da Conmebol (1996) e 1 Copa Sul-Americana (2012). Além disso, o Tricolor possui seis títulos do Campeonato Brasileiro (1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008) e um da Copa do Brasil (2023).

O Palmeiras é considerado o maior vencedor do Brasil, com o maior número de conquistas nacionais. São 18 conquistas deste porte, com destaque para 12 títulos do Campeonato Brasileiro (1960, 1967, 1967, 1969, 1972, 1973, 1993, 1994, 2016, 2018, 2022 e 2023). Além destes títulos, o time de Palestra Itália possui quatro conquistas da Copa do Brasil (1998, 2012, 2015 e 2020), um título da Supercopa do Brasil, obtido em 2023, e um título da Copa dos Campeões de 2000.

O Corinthians, que tem sete conquistas do Campeonato Brasileiro (1990, 1998, 1999, 2005 e 2011, 2015 e 2017). Tem ainda três títulos da Copa do Brasil (1995, 2002 e 2009) e é o maior detentor de títulos (31) dentro do Estado de São Paulo pelo Campeonato Paulista. Ao lado do Palmeiras e do Santos, também tem o maior número (5) de conquistas do Torneio Rio-São Paulo.

Períodos ruins

Além das glórias conquistadas ao longo dos anos, as equipes do Trio de Ferro também já passaram por períodos bastante ruins nas suas respectivas histórias. Desde os problemas financeiros que levaram o São Paulo ao fechamento até os rebaixamentos no Campeonato Brasileiro de Palmeiras e Corinthians, bem como períodos longos sem conquistas de títulos dos três clubes, estes acontecimentos muitas vezes enfraqueceram o poder do trio.

Das três equipes, o Corinthians é a que ficou mais tempo sem títulos relevantes no futebol. Após a conquista do Campeonato Paulista de 1954, o tabu alvinegro se estendeu até o título do Campeonato Paulista de 1977. Neste intervalo, a equipe até venceu o Torneio Rio-São Paulo de 1966, mas tal competição teve um inusitado fim, já que contou com um empate entre quatro equipes (Botafogo, Corinthians, Santos e Vasco) na primeira posição, por conta das proximidades da Copa do Mundo de 1966.

O Palmeiras também passou por um longo período sem títulos, entre as conquistas do Campeonato Paulista de 1976 e do Campeonato Paulista de 1993. Com um período menor de jejum que os adversários, o São Paulo também ficou sem ganhar nada entre as conquistas do Campeonato Paulista de 1957 e do Campeonato Paulista de 1970.

Outro momento ruim na história de dois dos componentes do Trio de Ferro foi o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, torneio de clubes mais importantes do País. O Palmeiras caiu para Segunda Divisão do campeonato nacional em 2002 e em 2012. O Corinthians, por sua vez, caiu em 2007. Ambos os clubes, com campanhas incontestáveis, conquistaram o título da divisão de acesso em 2003 e 2013 (Palmeiras) e 2008 (Corinthians) e retornaram à divisão de elite brasileira.

As duas equipes também chegaram a disputar, na década de 1980, a Taça de Prata, espécie de divisão de acesso do futebol brasileiro. A partir de 1981, os 40 clubes que disputavam a Primeira Divisão, denominada Taça de Ouro, eram determinados da seguinte forma: 13 Estados entravam com seus campeões, sete participavam com o campeão e o vice. O Estado de São Paulo contava com os seis melhores classificados do Paulistão e o Rio de Janeiro, com os cinco melhores do seu estadual. As outras duas vagas eram ocupadas pelos campeão e vice do ano anterior da Taça de Ouro.

A Taça de Prata era a competição destinada às equipes que não conseguiam se classificar à Taça de Ouro, mas contava com um regulamento que previa o acesso, no mesmo ano, para a Primeira Divisão, das equipes com melhor campanha. O Corinthians disputou a Taça de Prata de 1982 e conseguiu chegar à Taça de Ouro no mesmo ano. O Palmeiras disputou a Taça de Prata em 1981 e 1982, conseguindo avançar à Taça de Ouro somente em 1981.

O São Paulo nunca chegou a ser rebaixado em competições nacionais, mas disputou o Campeonato Paulista de 1991 num grupo de clubes mais fracos que fizeram, como o tricolor, campanhas ruins na competição do ano anterior. Para os torcedores dos times rivais e alguns jornalistas, a passagem do São Paulo do grupo mais forte, que continha equipes como Corinthians, Palmeiras e Santos, para o mais fraco foi considerada uma espécie de "rebaixamento". Mas, como o regulamento de 1991 previa um cruzamento entre os melhores colocados dos grupos nas semifinais, o São Paulo se classificou em primeiro lugar entre os mais fracos, batendo, nas fases seguintes, o Palmeiras, na semifinal, e o Corinthians, na final, conquistando assim o título daquela edição confusa do Paulistão.

Confrontos

Derby Paulista no Estádio do Pacaembu em 2010.
Majestoso no Estádio do Morumbi em 2009.
Choque Rei no Estádio Palestra Itália em 2007.

Segundo a tradição histórica do equilíbrio nos confrontos do Trio de Ferro, o Corinthians tem menos vitórias nos clássicos contra o Palmeiras, que tem menos vitórias nos confrontos contra o São Paulo, que tem menos vitórias nas partidas contra o Corinthians. Contudo, conforme a contagem mais recente, o alvinegro, após 54 anos de desvantagem no confronto, chegou a superar em 2020 o número de vitórias do alviverde, que, voltou a igualar a contagem meses depois e voltou a ficar à frente da contagem em 2021. O Palmeiras, por sua vez, em 2019, já havia superado o São Paulo em confrontos, mas o duelo ficou empatado em 2020 e depois voltou a ficar a favor do time tricolor em 2021, voltando ao empate em 2022.

O clássico mais antigo e que envolve a maior rivalidade é o realizado entre Corinthians e Palmeiras, chamado de Derby. Depois dele, o que envolve maior rivalidade e até uma certa dose de inimizade por razões históricas é o clássico entre Palmeiras e São Paulo, chamado de Choque-Rei.

Já o confronto entre Corinthians e São Paulo, é chamado de Majestoso.

Títulos

Ao longo da história, o Trio de Ferro conquistou uma quantidade relevante da títulos. Ver Futebol de São Paulo.

O Trio de Ferro unido

Corinthians, Palmeiras e São Paulo já se uniram em um mesmo time, camisa e torcida por 2 vezes:

26 de março de 1941 - Estádio do Pacaembu - São Paulo

Combinado: King (São Paulo); Agostinho e Junqueirinha; Lola (Fiorotti), Dino e Del Nero (Palestra); Bazzoni, Remo Januzzi (São Paulo), Teleco (Corinthians) (Joane), Lima (Palestra) e Carlinhos.

Técnico: Vicente Feola (São Paulo)

Árbitros: Francisco Trindade; José Alexandrino

Público e renda: Desconhecidos

21 de janeiro de 1948 - Estádio do Pacaembu - São Paulo

Combinado: Oberdan Cattani (Palmeiras); Caieira (Renganeschi) (São Paulo) e Noronha (São Paulo) (Turcão), Zezé Procópio, Ruy (São Paulo) e Waldemar Fiúme (Palmeiras); Cláudio Christovam de Pinho (Corinthians), Ieso Amalfi (São Paulo), Servílio (Corinthians), Canhotinho e Teixeirinha (São Paulo) (Remo Januzzi (São Paulo).

Técnico: Vicente Feola (São Paulo)

Gol: Servílio

Árbitro: Artur Janeiro

Público e renda: Desconhecidos

Este jogo de 1948 foi um amistoso comemorativo pela passagem do Boca e do River Plate pelo Brasil. Durante dias, as equipes disputaram amistosos contra Corinthians, Palmeiras e São Paulo e os dirigentes dos clubes envolvidos decidiram fechar a passagem portenha pelo Brasil com o jogo entre os combinados. Um fato inusitado é que não havia um uniforme específico para a disputa. Para solucionar o problema, os brasileiros do Trio de Ferro escolheram um uniforme todo branco para a disputa. Os argentinos de Boca e River, do craque Di Stéfano, que não estavam prevenidos para a ocasião, jogaram com a camisa do Palmeiras.

Pessoas que defenderam o Trio de Ferro

Jogadores

Esta seção traz uma lista com os jogadores que defenderam profissionalmente, ao menos uma vez, o Trio de Ferro enquanto jogadores.

#JogadorPosiçãoAnos no CorinthiansAnos no PalmeirasAnos no São Paulo
01ElyseoAtacante1936 1935–1936 / 1940 1938–1940
02CláudioAtacante1945–1957 1942 1959–1960
03LanzoninhoPonta1960–1961 / 1963 1962 1953–1958
04Dino SaniVolante1965–1968 1949–1950 1954–1961
05Édson CegonhaVolante1964–1969 1973–1975 1969–1973
06DenysLateral-esquerdo1989 (19 de julho)1983–1987 / 1987–1989 1987
07NetoMeia1989 (23 de julho)–1993 / 1996–1997 1989 1987
08EliveltonPonta1995 1996 1989–1993
09Antônio CarlosZagueiro1997 1993–1995 1989–1992
10MüllerAtacante2000–2001 1995–1996 1984–1988 / 1990–1994 / 1996
11Leandro AmaralAtacante2003 2003 2002
12Marcelo RamosAtacante2004 (fevereiro)2000 2000
13César SampaioVolante2001 1991–1994 / 1999–2000 2004 (julho)
14LuizãoAtacante1999–2002 1996–1997 2005
15ChristianAtacante2007 2002 2005
16RivaldoMeia-atacante1993–1994 1994–1996 2011
17RogerAtacante2018–2019 2006 2005 / 2010

Dentre eles, seis defenderam também o Santos, clube que completa o quarteto paulista principal: Cláudio (santista entre 1940–1941 e 1943–1944), César Sampaio (1986–1991), Neto (1994), Müller (1997–1998), Antônio Carlos (2004–2005 e 2007) e Luizão (2005).

Müller esteve também na Portuguesa (em 2003), tradicionalmente o principal clube paulista abaixo dos quatro; assim como Leandro Amaral, atleta rubroverde entre 1997 e 2000 e com novos ciclos em 2004 e entre 2005 e 2006.

Treinadores

Nove dos nomes abaixo treinaram também o Santos, casos de Aymoré, Brandão, Carlos Alberto Silva, Cuca, Dorival, Leão, Minelli, Nelsinho e Oswaldo de Oliveira; Oliveira, inclusive, é o único a ter treinado tanto os quatro principais clubes paulistas como também os quatro grandes do Rio de Janeiro.

Dos nomes abaixo, Amílcar foi considerado técnico no Palmeiras (então Palestra Italia) por até o final da década de 1920 o cargo decorrer do posto de capitão. Ele já havia conciliado esse papel de jogador-treinador no primeiro ciclo com o Corinthians, onde jogara entre 1913 e 1923; nesse período, foi considerado treinador corintiano entre 1915 e 1920. Como palestrino, exerceu capitania entre 1924 e 1929, ainda mantendo-se como jogador alviverde em 1930.

Além de Amílcar, outros técnicos em comum no trio já haviam defendido ainda como futebolistas um ou mais integrantes dele, casos também de Aymoré, Brandão, Cuca, Del Debbio, Dorival (que era conhecido apenas como "Júnior" enquanto jogador), Leão, Nelsinho e o argentino Renganeschi. Na lista abaixo, o negrito destaca o ano em que eles entraram para a lista apenas enquanto treinadores em todo o trio:

#TreinadorAnos no CorinthiansAnos no PalmeirasAnos no São Paulo
01Amílcar Barbuy1915–1920 / 1934–1935 / 1943 1924–1929 1931 / 1939–1940
02Armando Del Debbio1939–1942 / 1947–1948 1942–1944 / 1945 1936 / 1937
03Argentina Jim López1961 1950 1953–1954 / 1965
04Oswaldo Brandão1954–1958 / 1964–1965 / 1977–1978 / 1980–1981 1945–1946 / 1947–1948 / 1958–1960 / 1971–1975 / 1980 1962–1964 / 1971
05Aymoré Moreira1968 / 1971 1954–1955 / 1956–1957 / 1967 1962 / 1966
06Sylvio Pirillo1974 1963–1964 1967–1968
07Argentina Armando Renganeschi1978 1961 1958–1959
08Mário Travaglini1981–1983 / 1985 1964 / 1965–1966 / 1967–1968 / 1971 / 1984–1985 1983-1984
09Rubens Minelli1985–1986 1969–1971 / 1982–1983 / 1987–1988 1977–1979
10Carlos Alberto Silva1991 / 1994 1984 / 1995 1980–1981 / 1989–1990
11Nelsinho Baptista1990–1991 / 1992–1993 / 1996–1997 / 2007 1991–1992 1998 / 2001–2002
12Emerson Leão2006–2007 1989 / 2005–2006 2004–2005 / 2011–2012
13Paulo César Carpegiani2007 1991 1999 / 2010–2011
14Oswaldo de Oliveira1999–2000 / 2004 / 2016 2015 2002–2003
15Cuca2023 2016 / 2017 2004 / 2019
16Dorival Júnior2025–2026 2014 2017–2018 / 2023

Aymoré, Brandão e López, que era outro argentino, também foram treinadores na Portuguesa (inclusive participando os três do período áureo dela entre 1951 e 1955), assim como Carlos Alberto Silva, Leão, Minelli (campeão paulista de 1973 com a Lusa) e Nelsinho; ao passo que Cuca foi jogador neste clube, defendido por Travaglini nas duas funções.

Outros

Chico Formiga foi jogador no Palmeiras e técnico no São Paulo e no Corinthians. Em ambas as carreiras, defendeu também o Santos, sendo ainda técnico na Portuguesa.

Mário Sérgio foi jogador de São Paulo e Palmeiras e técnico no Corinthians.

Fernando Diniz foi jogador no Corinthians e no Palmeiras. Veio a ser técnico do São Paulo, função na qual tornou a trabalhar no Corinthians. Diniz esteve em ambas as funçãoes também no Santos.

Valdir Joaquim de Moraes foi jogador no Palmeiras e trabalhou no trio como preparador de goleiros, profissão cuja disseminação no Brasil é atribuída a ele. Além de preparador, exerceu interinamente o cargo de técnico ao menos no Palmeiras, em diferentes momentos entre 1973 e 1980, e no São Paulo.

Moraci Sant'Anna foi preparador físico nos três, assim como Hélio Maffia, que também foi técnico interino no Palmeiras (por quatorze vezes entre 1972 e 1986) e no Corinthians (por três vezes entre 1984 e 1985).

Torcidas

Torcida do Palmeiras no Estádio Palestra Itália em 2007.
Torcida do Corinthians em clássico contra o Palmeiras em 2009.
Torcida do São Paulo no Estádio do Morumbi na final da Libertadores de 2005.

Os componentes do Trio de Ferro possuem três das quatro maiores torcidas do País, segundo os institutos de pesquisas.

O Corinthians tem a segunda maior torcida brasileira com cerca de 30 milhões de pessoas, atrás apenas do Flamengo, do Rio de Janeiro. Em São Paulo, na capital e no Estado, o alvinegro mantém a tradição de contar com o maior número de simpatizantes.

São Paulo e Palmeiras vêm logo depois do Corinthians na preferência popular do país. Historicamente, o alviverde disputou por vários anos a terceira colocação entre as maiores torcidas do país com o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro. Mas, a partir do início da década de 1990, com o auge do tabu palmeirense de títulos e com o início das conquistas internacionais do São Paulo, a torcida tricolor cresceu de maneira relevante e ultrapassou as torcidas do Palmeiras e do Vasco, apesar de a margem de erro de alguns levantamentos ainda garantir um empate técnico entre tricolores e alviverdes.

Em número de sócio-torcedores, o Corinthians leva vantagem em relação ao Palmeiras e ao São Paulo e está na vice-liderança em todo o País entre os demais programas deste tipo. Em outubro de 2015, o alvinegro contava com mais de 128 mil sócios. Em terceiro lugar em todo o Brasil, o Palmeiras perdeu uma posição para o maior rival e agora conta com 126 mil sócios. O São Paulo está em quinto lugar, com cerca de 40 mil.

Ver também

Bibliografia

Referências

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