Ted Kaczynski

Ted Kaczynski
Kaczynski depois de sua captura em 1996
NomeTheodore John Kaczynski
Nascimento22 de maio de 1942
Morte
10 de junho de 2023 (81 anos)

Durham, Carolina do Norte, Estados Unidos
ResidênciaEvergreen Park, Illinois
Educação
Apelido(s)
  • Unabomber
  • FC
OcupaçãoProfessor de matemática
Obras notáveisSociedade Industrial e Seu Futuro (1995)
Pena8 sentenças de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional
Condenação(ões)10 acusações de transporte, envio e uso de bombas;
3 acusações de assassinato.
Detalhes
Período em atividade1978–1995
Mortos3
Feridos23
Apreendido em3 de abril de 1996
Carreira científica
Orientador(es)(as)Allen Shields
George Piranian
Instituições
Campo(s)Análise complexa
TeseBoundary Functions (1967)
Assinatura

Theodore John Kaczynski ([kəˈzɪnski]; Chicago, 22 de maio de 1942 – Durham, 10 de junho de 2023), também conhecido como Unabomber, foi um matemático e terrorista doméstico americano. Prodígio da matemática, abandonou sua carreira acadêmica em 1969 para adotar um estilo de vida primitivo e recluso e empreender uma campanha de terrorismo de lobo solitário. Kaczynski assassinou três pessoas e feriu outras 23 entre 1978 e 1995 em uma campanha nacional de atentados com cartas-bomba contra aqueles que, em sua visão, promoviam a tecnologia moderna e a destruição do meio ambiente natural. Foi autor de um manifesto e crítica social de cerca de 35.000 palavras, Sociedade Industrial e Seu Futuro (1995), que se opõe a todas as formas de tecnologia, rejeita o esquerdismo, defende o primitivismo cultural e, em última instância, sugere uma revolução violenta.

Em 1971, Kaczynski mudou-se para uma cabana remota sem eletricidade nem água encanada, perto de Lincoln, Montana, onde viveu como eremita enquanto aprendia técnicas de sobrevivência para tornar-se autossuficiente. Depois de testemunhar a destruição da natureza selvagem ao redor de sua cabana, concluiu que viver na natureza estava se tornando impossível e decidiu combater a industrialização e sua destruição da natureza por meio do terrorismo. Em 1979, Kaczynski tornou-se objeto do que, à época de sua prisão em 1996, era a investigação mais longa e cara da história do Federal Bureau of Investigation (FBI). Antes que sua identidade fosse conhecida, o FBI utilizava o identificador de caso UNABOM (University and Airline Bombing), o que levou a mídia a chamá-lo de "Unabomber".

Em 1995, Kaczynski enviou uma carta ao The New York Times prometendo "abandonar o terrorismo" caso o Times ou o The Washington Post publicasse seu manifesto, no qual argumentava que seus atentados eram extremos, mas necessários para chamar atenção para a erosão da liberdade e da dignidade humanas pelas tecnologias modernas. O FBI e a procuradora-geral dos Estados Unidos Janet Reno pressionaram pela publicação do ensaio, que apareceu no The Washington Post em setembro de 1995. Ao lê-lo, o irmão de Kaczynski, David, reconheceu o estilo da prosa e comunicou suas suspeitas ao FBI.

Após sua prisão em 1996, Kaczynski — sustentando que era são — tentou, sem sucesso, dispensar seus advogados nomeados pelo tribunal, pois eles queriam que ele alegasse insanidade para evitar a pena de morte. Em 1998, declarou-se culpado de todas as acusações e foi condenado a várias penas consecutivas de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Em 2021, recebeu um diagnóstico de câncer e interrompeu o tratamento em março de 2023. Kaczynski se enforcou na prisão em junho de 2023.

Primeiros anos

Infância

Theodore John Kaczynski nasceu em Chicago em 22 de maio de 1942, filho de Wanda Theresa (nascida Dombek) e Theodore Richard Kaczynski, um fabricante de salsichas, ambos pertencentes à classe trabalhadora. Os dois eram americanos de ascendência polonesa, foram criados como católicos romanos e mais tarde se tornaram ateus. Eles se casaram em 11 de abril de 1939.

Da primeira à quarta série (dos seis aos nove anos), Kaczynski frequentou a Sherman Elementary School, em Chicago, onde os administradores o descreveram como saudável e bem ajustado. Em 1952, três anos após o nascimento de seu irmão David, a família mudou-se para o subúrbio de Evergreen Park, Illinois, e Ted foi transferido para a Evergreen Park Central Junior High School. Depois que um teste mediu seu QI em 167, ele pulou a sexta série. Kaczynski mais tarde descreveu isso como um acontecimento decisivo: antes, socializava com os colegas e chegou a ser visto como um líder; depois de avançar uma série, porém, sentiu que não se encaixava entre os alunos mais velhos, que praticavam bullying contra ele.

Vizinhos de Evergreen Park mais tarde descreveram a família Kaczynski como "pessoas com espírito cívico", e um deles lembrou que os pais "sacrificaram tudo o que tinham pelos filhos". Tanto Ted quanto David eram inteligentes, mas Ted era excepcionalmente brilhante. Vizinhos o descreveram como uma pessoa inteligente, porém solitária.

Ensino médio

Fotografia de Kaczynski no ensino médio com três rapazes e uma garota
Kaczynski (embaixo, à direita) com outros finalistas de bolsas por mérito de sua escola

Kaczynski frequentou a Evergreen Park Community High School, onde se destacou academicamente. Tocava trombone na banda marcial e era membro dos clubes de matemática, biologia, numismática e alemão. Em 1996, um ex-colega de escola disse: "Ele nunca era realmente visto como uma pessoa, como uma personalidade individual ... Era sempre considerado um cérebro ambulante, por assim dizer." Durante esse período, Kaczynski desenvolveu intenso interesse por matemática, passando horas estudando e resolvendo problemas avançados. Aproximou-se de um grupo de rapazes com interesses semelhantes em ciência e matemática, conhecidos como "garotos das pastas" devido ao hábito de carregar pastas executivas.

Durante todo o ensino médio, Kaczynski estava academicamente à frente de seus colegas. Colocado em uma turma de matemática mais avançada, logo dominou o conteúdo. Pulou o penúltimo ano e, frequentando aulas de verão, formou-se aos 15 anos. Kaczynski foi um dos cinco finalistas de sua escola no National Merit Scholarship Program e foi incentivado a se candidatar à Universidade Harvard. Ainda com 15 anos, foi aceito em Harvard e ingressou na universidade com uma bolsa em 1958, aos 16 anos. Um ex-colega do ensino médio disse mais tarde que Kaczynski estava emocionalmente despreparado: "Eles arrumaram as coisas dele e o mandaram para Harvard antes que estivesse pronto ... Ele nem sequer tinha carteira de motorista."

Formação e carreira docente

Universidade Harvard

Casa de três andares com pequena área construída e acabamento elaborado
8 Prescott St., residência de Kaczynski durante seu primeiro ano em Harvard

Kaczynski ingressou no Harvard College como um prodígio da matemática. Durante seu primeiro ano na universidade, viveu no número 8 da Prescott Street, uma residência concebida para oferecer um espaço pequeno e íntimo aos estudantes ingressantes mais jovens e precoces. Nos três anos seguintes, morou na Eliot House. Seus colegas de residência e outros estudantes de Harvard descreveram Kaczynski como uma pessoa muito inteligente, mas socialmente reservada. Obteve o grau de Bachelor of Arts em matemática por Harvard em 1962, concluindo o curso com GPA de 3,12.

Em seu segundo ano em Harvard, Kaczynski participou de um estudo conduzido pelo psicólogo de Harvard Henry Murray. Os participantes foram informados de que debateriam filosofia pessoal com outro estudante e foram convidados a escrever ensaios detalhando suas crenças e aspirações pessoais. Os ensaios eram entregues a uma pessoa anônima, que confrontava e depreciava o participante em ataques que o próprio Murray chamou de "veementes, abrangentes e pessoalmente abusivos", usando o conteúdo dos ensaios como munição. Kaczynski passou 200 horas participando do estudo.

Os advogados de Kaczynski mais tarde atribuíram sua hostilidade a técnicas de controle mental à participação no estudo de Murray. Kaczynski afirmou ressentir-se de Murray e de seus colaboradores, principalmente por causa da invasão de privacidade que, em sua percepção, resultara dos experimentos. Ainda assim, disse estar "bastante certo de que [suas] experiências com o professor Murray não tiveram efeito significativo no curso de [sua] vida".

Universidade de Michigan

Diplomas de Kaczynski da Universidade Harvard e da Universidade de Michigan

Em 1962, Kaczynski matriculou-se na Universidade de Michigan, onde obteve os graus de Master of Arts e Ph.D. em matemática em 1964 e 1967, respectivamente. Michigan não era sua primeira opção para a pós-graduação; ele havia se candidatado à Universidade da Califórnia em Berkeley e à Universidade de Chicago, que o aceitaram, mas não lhe ofereceram cargo docente nem auxílio financeiro. Michigan ofereceu-lhe uma bolsa anual de US$ 2.310 (equivalente a $25 000 em 2025) e um posto de ensino.

Em Michigan, Kaczynski especializou-se em análise complexa, especificamente em teoria geométrica das funções. O professor Peter Duren disse sobre Kaczynski: "Ele era uma pessoa incomum. Não era como os outros estudantes de pós-graduação. Era muito mais concentrado em seu trabalho. Tinha um impulso para descobrir a verdade matemática." George Piranian, outro de seus professores de matemática em Michigan, disse: "Não basta dizer que ele era inteligente." Piranian ensinou a Kaczynski teoria das funções e recordou: "ele era muito persistente em seu trabalho. Se um problema era difícil, trabalhava mais. Era facilmente o melhor aluno, ou um dos melhores". O professor Allen Shields escreveu, em uma avaliação de notas de Kaczynski, que ele era o "melhor homem que já vi". Kaczynski recebeu uma nota F, cinco B e doze A em suas dezoito disciplinas na universidade. Em 2006, disse ter lembranças desagradáveis de Michigan e considerava que a universidade tinha padrões baixos de avaliação, tendo em vista suas notas relativamente altas.

Durante um período de várias semanas em 1966, Kaczynski teve intensas fantasias sexuais de ser mulher e decidiu passar por uma transição de gênero. Marcou uma consulta com um psiquiatra, mas mudou de ideia na sala de espera e discutiu outros assuntos, sem revelar o motivo original da consulta. Depois, enfurecido, cogitou matar o psiquiatra e outras pessoas que odiava. Kaczynski descreveu esse episódio como um "grande ponto de virada" em sua vida. Ele recordou: "Senti repulsa pelo que meus desejos sexuais descontrolados quase me levaram a fazer. E me senti humilhado, e odiei violentamente o psiquiatra. Foi exatamente então que ocorreu um grande ponto de virada em minha vida. Como uma fênix, irrompi das cinzas do meu desespero rumo a uma gloriosa nova esperança."

Em 1967, a dissertação de Kaczynski, Boundary Functions, recebeu o Sumner B. Myers Prize de melhor dissertação de matemática do ano em Michigan. Shields, então seu orientador de doutorado, chamou-a de "a melhor que já orientei", e Maxwell Reade, membro de sua banca de dissertação, disse: "Eu diria que talvez dez ou doze homens no país a compreendiam ou apreciavam."

Professor assistente

Um homem de terno olha para a câmera em frente a um edifício.
Kaczynski como professor assistente na UC Berkeley em 1968

No fim de 1967, Kaczynski, então com 25 anos, tornou-se professor assistente interino na Universidade da Califórnia em Berkeley, onde ensinou matemática. Era o professor assistente mais jovem da história da universidade. Em setembro de 1968, Kaczynski foi formalmente nomeado professor assistente, sinal de que estava a caminho de obter tenure. As avaliações de suas aulas sugeriam que ele não era bem quisto pelos alunos — parecia desconfortável ao ensinar, seguia diretamente o livro didático e se recusava a responder perguntas.

Sem dar explicações, Kaczynski pediu demissão em 30 de junho de 1969. Em uma carta de 1970 escrita por John W. Addison Jr., chefe do departamento de matemática, ao orientador de doutorado de Kaczynski, Shields, Addison referiu-se à demissão como algo "completamente inesperado". Acrescentou que "Kaczynski parecia quase patologicamente tímido" e que, até onde sabia, ele não fizera amigos próximos no departamento, observando que os esforços para integrá-lo mais à "dinâmica das coisas" haviam fracassado.

Em 1996, repórteres do Los Angeles Times entrevistaram matemáticos sobre o trabalho de Kaczynski e concluíram que seu subcampo praticamente deixou de existir após a década de 1960, pois a maioria de suas conjecturas havia sido demonstrada. Segundo o matemático Donald Rung, se Kaczynski tivesse continuado trabalhando em matemática, "provavelmente teria passado para alguma outra área".

Vida em Montana

Fotografia da Bíblia de Kaczynski
Bíblia pertencente a Kaczynski, encontrada em sua cabana

Depois de se demitir de Berkeley, Kaczynski mudou-se para a casa dos pais em Lombard, Illinois. Dois anos depois, em 1971, mudou-se para uma cabana remota que havia construído nos arredores de Lincoln, Montana, onde podia levar uma vida simples com pouco dinheiro e sem eletricidade nem água encanada, realizando trabalhos esporádicos e recebendo considerável apoio financeiro da família.

Cabana de Kaczynski, fotografada em 1996

O objetivo original de Kaczynski era tornar-se autossuficiente para poder viver de maneira autônoma. Usava uma bicicleta velha para ir à cidade, e um voluntário da biblioteca local disse que ele a frequentava com regularidade para ler obras clássicas em seus idiomas originais. Outros moradores de Lincoln disseram posteriormente que esse estilo de vida era típico da região. A cabana de Kaczynski foi descrita por um recenseador no censo de 1990 como contendo uma cama, duas cadeiras, baús para armazenamento, um fogão a gás e muitos livros.

A partir de 1975, Kaczynski praticou atos de sabotagem, incluindo incêndios criminosos e a instalação de armadilhas, contra empreendimentos próximos de sua cabana. Também se dedicou à leitura sobre sociologia e filosofia política, incluindo as obras de Jacques Ellul. David, irmão de Kaczynski, mais tarde afirmou que o livro de Ellul A Sociedade Tecnológica "tornou-se a Bíblia de Ted". Kaczynski recordou em 1998: "Quando li o livro pela primeira vez, fiquei encantado, porque pensei: 'Aqui está alguém dizendo o que eu já vinha pensando.'"

Em uma entrevista após sua prisão, Kaczynski recordou ter ficado chocado durante uma caminhada até um de seus lugares selvagens favoritos:

É uma região de terreno ondulado, não plano, e quando se chega à borda encontram-se essas ravinas que descem muito abruptamente, como penhascos, e havia até uma cachoeira ali. Ficava a cerca de dois dias de caminhada da minha cabana. Aquele era o melhor lugar até o verão de 1983. Naquele verão havia gente demais ao redor da minha cabana, então decidi que precisava de um pouco de paz. Voltei ao planalto e, quando cheguei lá, descobri que haviam aberto uma estrada bem no meio dele ... Você simplesmente não consegue imaginar o quanto fiquei transtornado. Foi a partir daquele momento que decidi que, em vez de tentar adquirir mais habilidades de vida selvagem, eu trabalharia para me vingar do sistema. Vingança.

Durante as décadas de 1980 e 1990, os vizinhos de Kaczynski suspeitaram que ele atacava e envenenava seus cães em diversas ocasiões. Após sua prisão, o FBI encontrou venenos em sua cabana e, em cartas posteriores, ele admitiu ter matado pelo menos um cão.

Kaczynski recebeu várias visitas do pai em Montana, e este ficou impressionado com as habilidades de Ted na vida selvagem. O pai de Kaczynski foi diagnosticado com câncer de pulmão terminal em 1990 e, mais tarde naquele ano, realizou uma reunião familiar sem Kaczynski para planejar o futuro da família. Em 2 de outubro de 1990, o pai de Kaczynski se matou com um tiro em sua casa.

Atentados a bomba

Entre 1978 e 1995, Kaczynski enviou pelo correio ou entregou pessoalmente uma série de bombas cada vez mais sofisticadas que, no total, mataram três pessoas e feriram outras 23. Dezesseis bombas foram atribuídas a Kaczynski. Embora os dispositivos variassem bastante ao longo dos anos, muitos continham as iniciais "FC", que Kaczynski posteriormente disse significarem "Freedom Club", gravadas em peças internas. Ele deixava deliberadamente pistas enganosas nos dispositivos e tomava extremo cuidado ao prepará-los para evitar deixar impressões digitais; impressões encontradas em alguns dos dispositivos não correspondiam às encontradas em cartas atribuídas a Kaczynski.

Atentados a bomba realizados por Kaczynski
Data Estado Local Detonação Vítima(s) Ocupação da(s) vítima(s) Ferimentos
25 de maio de 1978 Illinois Universidade Northwestern Sim Terry Marker Policial universitário Pequenos cortes e queimaduras
9 de maio de 1979 Sim John Harris Estudante de pós-graduação Pequenos cortes e queimaduras
15 de novembro de 1979 Voo 444 da American Airlines, de Chicago a Washington, D.C. (a explosão ocorreu durante o voo) Sim Doze passageiros Diversas Inalação de fumaça não letal
10 de junho de 1980 Lake Forest Sim Percy Wood Presidente da United Airlines Cortes e queimaduras graves na maior parte do corpo e do rosto
8 de outubro de 1981 Utah Universidade de Utah Não; bomba desarmada N/A N/A N/A
5 de maio de 1982 Tennessee Universidade Vanderbilt Sim Janet Smith Secretária universitária Queimaduras graves nas mãos; ferimentos por estilhaços no corpo
2 de julho de 1982 Califórnia Universidade da Califórnia em Berkeley Sim Diogenes Angelakos Professor de engenharia Queimaduras graves e ferimentos por estilhaços na mão e no rosto
15 de maio de 1985 Sim John Hauser Estudante de pós-graduação Perda de quatro dedos e artéria seccionada no braço direito; perda parcial da visão no olho esquerdo
13 de junho de 1985 Washington The Boeing Company, em Auburn Não; bomba desarmada N/A N/A N/A
15 de novembro de 1985 Michigan Universidade de Michigan Sim James V. McConnell Professor de psicologia Perda temporária da audição
Sim Nicklaus Suino Assistente de pesquisa Queimaduras e ferimentos por estilhaços
11 de dezembro de 1985 Califórnia Sacramento Sim Hugh Scrutton Proprietário de loja de computadores Morte
20 de fevereiro de 1987 Utah Salt Lake City Sim Gary Wright Proprietário de loja de computadores Graves danos aos nervos do braço esquerdo
22 de junho de 1993 Califórnia Tiburon Sim Charles Epstein Geneticista Graves danos a ambos os tímpanos, com perda parcial da audição; perda de três dedos
24 de junho de 1993 Connecticut Universidade Yale Sim David Gelernter Professor de ciência da computação Queimaduras graves e ferimentos por estilhaços, lesão no olho direito e perda do uso da mão direita
10 de dezembro de 1994 Nova Jérsia North Caldwell Sim Thomas J. Mosser Executivo de publicidade da Burson-Marsteller Morte
24 de abril de 1995 Califórnia Sacramento Sim Gilbert Brent Murray Presidente da California Forestry Association Morte

Primeiros atentados

A primeira carta-bomba de Kaczynski teve como alvo Buckley Crist, professor de engenharia de materiais na Universidade Northwestern. Em 25 de maio de 1978, um pacote com o endereço de remetente de Crist foi encontrado em um estacionamento da Universidade de Illinois em Chicago. O pacote foi "devolvido" a Crist, que desconfiou porque não o havia enviado e, por isso, contatou a polícia do campus. O policial Terry Marker abriu o pacote, que explodiu e causou ferimentos leves. Kaczynski havia voltado a Chicago para o atentado de maio de 1978 e permaneceu ali por algum tempo para trabalhar com o pai e o irmão em uma fábrica de espuma de borracha. Em agosto de 1978, seu irmão o demitiu por escrever limeriques ofensivos sobre uma supervisora que Ted havia cortejado brevemente. A supervisora mais tarde recordou Kaczynski como inteligente e calado, mas lembrava pouco da convivência entre eles e negou firmemente que tivessem mantido qualquer relação romântica. A segunda bomba de Kaczynski foi enviada quase um ano depois da primeira, novamente à Universidade Northwestern. A bomba, escondida dentro de uma caixa de charutos e deixada sobre uma mesa, causou ferimentos leves ao estudante de pós-graduação John Harris quando ele a abriu.

Bomba em avião e pistas

Foto da carteira de motorista de Kaczynski, de 1978, aproximadamente na época em que as primeiras bombas foram enviadas

Em 1979, uma bomba foi colocada no porão de carga do voo 444 da American Airlines, um Boeing 727 que voava de Chicago para Washington, D.C. A bomba liberou fumaça, levando os pilotos a realizar um pouso de emergência. As autoridades disseram que ela tinha potência suficiente para "obliterar o avião" caso tivesse explodido. "Kaczynski havia usado um dispositivo acionado por barômetro, e ele conseguira apenas incendiar algumas malas postais e forçar um pouso de emergência; em uma carta escrita anos depois, o Unabomber manifestou alívio por a bomba no avião ter falhado, já que seu alvo era indiscriminado demais." Kaczynski enviou sua bomba seguinte ao presidente da United Airlines, Percy Wood. Wood sofreu cortes e queimaduras na maior parte do corpo.

Kaczynski deixou pistas falsas na maioria das bombas, tornando-as deliberadamente difíceis de encontrar para que parecessem mais legítimas. Entre as pistas havia placas metálicas estampadas com as iniciais "FC" escondidas em algum ponto dos dispositivos (geralmente na tampa da extremidade do tubo), um bilhete deixado em uma bomba que não detonou com a frase "Wu—It works! I told you it would—RV" e selos de um dólar de Eugene O'Neill frequentemente usados como postagem em suas caixas. Ele enviou uma bomba embutida em um exemplar do romance Ice Brothers, de Sloan Wilson. O FBI teorizou que os crimes de Kaczynski envolviam um tema ligado à natureza, a árvores e à madeira. Ele frequentemente incluía pedaços de galhos e casca de árvore em suas bombas; entre os alvos escolhidos estavam Percy Wood e LeRoy Wood. O escritor de true crime Robert Graysmith observou que sua "obsessão por madeira" era "um fator importante" nos atentados.

Atentados posteriores

Uma bomba com fios dentro de uma caixa de madeira
Reprodução do FBI de uma das bombas de Kaczynski, que esteve exposta no extinto Newseum, em Washington, D.C.

Em 1981, um pacote com o endereço de remetente de LeRoy Wood Bearnson, professor de engenharia elétrica da Universidade Brigham Young, foi descoberto em um corredor da Universidade de Utah. Foi levado à polícia do campus e desarmado por um esquadrão antibombas. Em maio do ano seguinte, uma bomba foi enviada a Patrick C. Fischer, professor de ciência da computação na Universidade Vanderbilt. O pacote explodiu quando a secretária de Fischer, Janet Smith, o abriu, e Smith sofreu ferimentos no rosto e nos braços.

As duas bombas seguintes de Kaczynski tiveram como alvo pessoas da Universidade da Califórnia em Berkeley. A primeira, em julho de 1982, causou ferimentos graves ao professor de engenharia Diogenes Angelakos. Quase três anos depois, em maio de 1985, John Hauser, estudante de pós-graduação e capitão da Força Aérea dos Estados Unidos, perdeu quatro dedos e a visão de um olho. Kaczynski fabricou artesanalmente a bomba com peças de madeira. Uma bomba enviada à Boeing em Auburn, Washington, foi desarmada por um esquadrão antibombas no mês seguinte. Em novembro de 1985, o professor de biologia e psicologia animal James V. McConnell e o assistente de pesquisa Nicklaus Suino ficaram gravemente feridos depois que Suino abriu uma carta-bomba endereçada a McConnell.

No fim de 1985, uma bomba carregada com pregos e lascas, colocada no estacionamento de uma loja de computadores em Sacramento, matou o proprietário da loja, Hugh Scrutton, de 38 anos. Em 20 de fevereiro de 1987, uma bomba disfarçada de pedaço de madeira feriu Gary Wright no estacionamento de uma loja de computadores em Salt Lake City, Utah; nervos do braço esquerdo de Wright foram seccionados e pelo menos 200 fragmentos penetraram seu corpo. Kaczynski foi visto enquanto colocava a bomba de Salt Lake City. Isso levou à ampla distribuição de um retrato falado do suspeito como um homem encapuzado, de bigode e óculos aviador.

Em 1993, após uma pausa de seis anos, Kaczynski enviou uma bomba à casa de Charles Epstein, da Universidade da Califórnia em São Francisco. Epstein perdeu vários dedos ao abrir o pacote. No mesmo fim de semana, Kaczynski enviou uma bomba a David Gelernter, professor de ciência da computação na Universidade Yale. Gelernter perdeu a visão de um olho, a audição de um ouvido e parte da mão direita.

Em 1994, o executivo Thomas J. Mosser, da Burson-Marsteller, foi morto após abrir uma carta-bomba enviada à sua casa em Nova Jérsia. Em uma carta ao The New York Times, Kaczynski escreveu que havia enviado a bomba por causa do trabalho de Mosser na recuperação da imagem pública da Exxon após o derramamento de óleo do Exxon Valdez. Em seguida, em 1995, Gilbert Brent Murray, presidente da California Forestry Association, grupo de lobby da indústria madeireira, foi assassinado por uma carta-bomba endereçada ao presidente anterior, William Dennison, que já havia se aposentado. O geneticista Phillip Sharp, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, recebeu uma carta de ameaça pouco depois.

Manifesto

Fotografia de um rascunho manuscrito de Sociedade Industrial e Seu Futuro
Rascunho manuscrito de Sociedade Industrial e Seu Futuro

Em 1995, Kaczynski enviou várias cartas pelo correio a veículos de comunicação expondo seus objetivos e exigindo que um grande jornal publicasse na íntegra seu ensaio de 35.000 palavras, Sociedade Industrial e Seu Futuro (chamado pelo FBI de "manifesto do Unabomber"). Declarou que "abandonaria o terrorismo" caso a exigência fosse atendida. Houve controvérsia sobre se o ensaio deveria ser publicado, mas a procuradora-geral Janet Reno e o diretor do FBI Louis Freeh recomendaram sua publicação por preocupação com a segurança pública e na esperança de que algum leitor pudesse identificar o autor. Bob Guccione, da Penthouse, ofereceu-se para publicá-lo. Kaczynski respondeu que a Penthouse era menos "respeitável" que o The New York Times e o The Washington Post e disse que, "para aumentar nossas chances de conseguir que nosso material seja publicado em algum periódico 'respeitável'", ele "se reservaria o direito de colocar uma (e somente uma) bomba destinada a matar, depois que nosso manuscrito fosse publicado" caso a Penthouse publicasse o documento em vez do Times ou do Post. O The Washington Post publicou o ensaio em 19 de setembro de 1995.

Kaczynski usou uma máquina de escrever para redigir o manuscrito, colocando palavras inteiras em letras maiúsculas para dar ênfase, em vez de usar itálico. Sempre se referia a si mesmo como "nós" ou "FC" ("Freedom Club"), embora não haja evidências de que tenha trabalhado com outras pessoas. Donald Wayne Foster analisou o texto a pedido da equipe de defesa de Kaczynski em 1996 e observou que ele continha ortografia e hifenização irregulares, além de outras idiossincrasias linguísticas. Isso o levou a concluir que Kaczynski era seu autor.

Resumo

Sociedade Industrial e Seu Futuro começa com a afirmação: "A Revolução Industrial e suas consequências foram um desastre para a raça humana." Kaczynski escreveu que a tecnologia teve um efeito desestabilizador sobre a sociedade, tornou a vida insatisfatória e causou sofrimento psicológico generalizado. Em seguida, defendeu uma revolução para forçar o colapso do sistema tecnológico mundial, e apresentou uma vida próxima à natureza, em particular os estilos de vida primitivistas, como ideal máximo.

Kaczynski atribuiu os problemas psicológicos e sociais da sociedade ao sistema tecnológico porque, em suas palavras, o sistema "exige que as pessoas vivam em condições radicalmente diferentes daquelas sob as quais a raça humana evoluiu". Argumentou que a maioria das pessoas passa seu tempo envolvida em atividades que, em última instância, não trazem satisfação, como forma de lidar com essas condições anormais; chamou-as de "atividades substitutivas", nas quais as pessoas perseguem objetivos artificiais, incluindo trabalho científico, consumo de entretenimento, ativismo político e acompanhamento de equipes esportivas. Kaczynski afirma que as pessoas praticam "atividades substitutivas" para satisfazer o "processo de poder", no qual buscam ser independentes e alcançar poder sobre si mesmas. Previu que os avanços tecnológicos levariam a formas amplas e, por fim, opressivas de controle humano, incluindo engenharia genética, e que os seres humanos seriam ajustados para atender às necessidades dos sistemas sociais, e não vice-versa. Por fim, Kaczynski previu que, com o surgimento da superinteligência artificial, a maior parte da população se tornaria um "fardo inútil para o sistema", e a elite ou a manteria em um estado de subserviência geneticamente manipulado ou a eliminaria por completo.

Kaczynski argumentou que a erosão da liberdade humana é um produto natural de uma sociedade industrial porque "o sistema precisa regular de perto o comportamento humano para funcionar" e que reformar o sistema é impossível. Disse que o sistema ainda não havia alcançado controle total sobre todo o comportamento humano e estava no meio de uma luta para obter esse controle. Kaczynski previu que o sistema entraria em colapso caso não conseguisse obter controle significativo e que provavelmente essa questão seria resolvida nos 40 a 100 anos seguintes. Argumentou que o progresso tecnológico pode ser interrompido, em contraste com a visão de pessoas que, segundo ele, compreendem os efeitos negativos da tecnologia, mas a aceitam passivamente como inevitável. Kaczynski afirmou que a tarefa dos que se opõem à sociedade industrial é promover tensão dentro da sociedade e sobre ela e propagar uma ideologia antitecnológica que ofereça o ideal oposto da natureza. Acrescentou que uma revolução somente seria possível quando a sociedade industrial estivesse suficientemente instável.

Uma parte significativa do documento é dedicada à discussão do esquerdismo político, e Kaczynski atribui a prevalência e a intensidade do esquerdismo na sociedade tanto a um sintoma negativo das pressões psicológicas induzidas pelas condições tecnológicas quanto a um obstáculo à formação de uma revolução antitecnológica eficaz. Ele definiu os esquerdistas como "principalmente socialistas, coletivistas, tipos 'politicamente corretos', feministas, ativistas gays, dos direitos das pessoas com deficiência, dos direitos dos animais e semelhantes". Acreditava que a socialização excessiva e os sentimentos de inferioridade eram motores primários do esquerdismo, e o ridicularizou como "uma das manifestações mais difundidas da loucura do nosso mundo". Kaczynski acrescentou que o tipo de movimento que imaginava precisava ser antiesquerdista e abster-se de colaborar com esquerdistas, pois, em sua visão, "o esquerdismo é, a longo prazo, incompatível com a natureza selvagem, com a liberdade humana e com a eliminação da tecnologia moderna". Também criticou os conservadores, descrevendo-os como "tolos" que "lamentam a decadência dos valores tradicionais, mas apoiam entusiasticamente o progresso tecnológico e o crescimento econômico".

Recepção contemporânea

James Q. Wilson, em um artigo de opinião de 1998 no The New York Times, escreveu: "Se isso é obra de um louco, então os escritos de muitos filósofos políticos — Jean-Jacques Rousseau, Thomas Paine, Karl Marx — dificilmente são mais sãos." Acrescentou: "O Unabomber não gosta de socialização, tecnologia, causas políticas de esquerda ou atitudes conservadoras. Fora seu apelo por uma revolução (não especificada), seu texto se parece com algo que um ótimo estudante de pós-graduação poderia ter escrito."

Alston Chase, também ex-aluno da Universidade Harvard, escreveu em 2000 para The Atlantic que "é verdade que muitos acreditavam que Kaczynski era insano porque precisavam acreditar nisso. Mas o aspecto verdadeiramente perturbador de Kaczynski e de suas ideias não é que sejam tão estranhos, mas que sejam tão familiares". Argumentou: "Precisamos ver Kaczynski como excepcional — louco ou gênio — porque a alternativa é muito mais assustadora."

Outras obras

O professor de filosofia David Skrbina, da Universidade de Michigan–Dearborn, escreveu a introdução da antologia de Kaczynski de 2010, Technological Slavery, que inclui o manifesto original, cartas de Kaczynski a Skrbina e outros ensaios. Duas novas edições foram publicadas desde 2010, uma em 2019 e outra em 2022. Kaczynski também escreveu, em 2016, um segundo livro intitulado Anti-Tech Revolution: Why and How, que não inclui o manifesto, mas se aprofunda em uma análise de por que a sociedade tecnológica não pode ser reformada e da dinâmica dos movimentos revolucionários. As críticas de Kaczynski à civilização apresentavam algumas semelhanças com o anarcoprimitivismo, mas ele rejeitou e criticou concepções anarcoprimitivistas. Embora Kaczynski e seu manifesto tenham sido adotados por ecofascistas, ele rejeitou o fascismo, inclusive aqueles a quem se referiu como "os 'ecofascistas'", descrevendo o ecofascismo como "um ramo aberrante do esquerdismo". Escreveu que o "verdadeiro movimento antitecnológico rejeita toda forma de racismo ou etnocentrismo", acrescentando que a divisão racial prejudicaria esses esforços ao fomentar conflitos e competição, o que, por sua vez, impulsionaria o crescimento tecnológico.

Investigação

Cartaz do FBI oferecendo recompensa de um milhão de dólares por informações que levassem à captura do Unabomber
Cartaz do FBI oferecendo recompensa de US$ 1 milhão (equivalente a aproximadamente US$ 2.23 milhões em 2025) por informações que levassem à captura do Unabomber

Devido ao material usado para fabricar as cartas-bomba, os inspetores postais dos Estados Unidos, inicialmente responsáveis pelo caso, apelidaram o suspeito de "Junkyard Bomber". O inspetor do FBI Terry D. Turchie foi nomeado para dirigir a investigação UNABOM (University and Airline Bombing). Em 1979, foi criada uma força-tarefa liderada pelo FBI, composta por 125 agentes do FBI, do Bureau of Alcohol, Tobacco and Firearms (ATF) e do Serviço de Inspeção Postal dos Estados Unidos. A força-tarefa cresceu para mais de 150 integrantes em tempo integral, mas a análise minuciosa dos componentes recuperados das bombas e a investigação da vida das vítimas mostraram-se de pouca utilidade para identificar o suspeito, que construía as bombas principalmente com materiais de sucata disponíveis em quase qualquer lugar. Os investigadores posteriormente descobriram que as vítimas eram escolhidas de maneira indiscriminada por meio de pesquisas em bibliotecas.

Em 1980, o agente-chefe John E. Douglas, trabalhando com agentes da Unidade de Ciências Comportamentais do FBI, elaborou um perfil criminal psicológico do autor desconhecido dos atentados. O perfil descrevia o criminoso como um homem de inteligência acima da média e com vínculos com o meio acadêmico. Mais tarde, esse perfil foi refinado para caracterizá-lo como um neoludita com formação acadêmica em ciências exatas, mas esse perfil de base psicológica foi abandonado em 1983. Analistas do FBI desenvolveram uma teoria alternativa concentrada nas provas físicas dos fragmentos de bombas recuperados. Nesse perfil concorrente, o suspeito foi caracterizado como um mecânico de aviões de classe trabalhadora. A Força-Tarefa UNABOM criou uma linha direta telefônica gratuita para receber chamadas relacionadas à investigação, com uma recompensa de US$ 1 milhão (equivalente a aproximadamente US$ 2.23 milhões em 2025) para quem fornecesse informações que levassem à captura do Unabomber.

Antes da publicação de Sociedade Industrial e Seu Futuro, David, irmão de Kaczynski, foi incentivado pela esposa a investigar suas suspeitas de que Ted fosse o Unabomber. David inicialmente descartou a ideia, mas passou a considerar a possibilidade com mais seriedade depois de ler o manifesto, uma semana após sua publicação em setembro de 1995. Vasculhou antigos papéis da família e encontrou cartas da década de 1970 que Ted havia enviado a jornais para protestar contra os abusos da tecnologia, usando formulações semelhantes às do manifesto.

Antes da publicação do manifesto, o FBI realizou muitas coletivas de imprensa pedindo ajuda do público para identificar o Unabomber. Os investigadores estavam convencidos de que o autor dos atentados era da região de Chicago, onde começara os ataques, havia trabalhado ou tinha alguma ligação com Salt Lake City e, na década de 1990, mantinha alguma associação com a Área da Baía de São Francisco. Essas informações geográficas e a redação de trechos do manifesto divulgados antes da publicação de seu texto integral convenceram a esposa de David a insistir para que ele o lesse.

Após a publicação

Retrato falado rudimentar em preto e branco do rosto de um homem ocultado por um moletom com capuz e óculos escuros
Este retrato falado do Unabomber, de 1987, foi produzido após o atentado de Salt Lake City que feriu Gary Wright. Ele foi substituído por um retrato mais icônico feito por Jeanne Boylan em 1994, mas foi o primeiro a mostrá-lo com moletom com capuz e óculos escuros

Depois que o manifesto foi publicado, o FBI recebeu milhares de pistas. Enquanto o FBI analisava novas informações, David, irmão de Kaczynski, contratou a detetive particular Susan Swanson, em Chicago, para investigar discretamente as atividades de Ted. David depois contratou o advogado Tony Bisceglie, de Washington, D.C., para organizar as provas obtidas por Swanson e contatar o FBI, tendo em vista a suposta dificuldade de atrair a atenção da agência. A família Kaczynski queria protegê-lo do perigo de uma operação do FBI, como as de Ruby Ridge ou Waco, pois temia um desfecho violento em qualquer tentativa do FBI de entrar em contato com Kaczynski.

No início de 1996, um investigador que trabalhava com Bisceglie contatou Clinton R. Van Zandt, ex-negociador de reféns e analista de perfis criminais do FBI. Bisceglie pediu que ele comparasse o manifesto com cópias datilografadas de cartas manuscritas que David recebera do irmão. A análise inicial de Van Zandt concluiu que havia mais de 60% de chance de que a mesma pessoa tivesse escrito o manifesto, que estava em circulação pública havia meio ano. A segunda equipe de análise de Van Zandt determinou uma probabilidade ainda maior. Ele recomendou que o cliente de Bisceglie contatasse o FBI imediatamente.

Em fevereiro de 1996, Bisceglie entregou a Molly Flynn, do FBI, uma cópia de um ensaio escrito por Kaczynski em 1971. Ela encaminhou o ensaio à força-tarefa sediada em São Francisco. O analista de perfis do FBI James R. Fitzgerald reconheceu semelhanças entre os textos usando análise linguística e concluiu que o autor dos ensaios e do manifesto era quase certamente a mesma pessoa. Combinada a fatos obtidos a partir dos atentados e da vida de Kaczynski, a análise serviu de base para uma declaração juramentada assinada por Terry Turchie, chefe de toda a investigação, em apoio ao pedido de um mandado de busca.

David, irmão de Kaczynski, havia tentado permanecer anônimo, mas logo foi identificado. Em poucos dias, uma equipe de agentes do FBI foi enviada para entrevistar David e sua esposa, acompanhados do advogado, em Washington, D.C. Nessa e em reuniões posteriores, David forneceu cartas escritas pelo irmão em seus envelopes originais, permitindo que a força-tarefa do FBI usasse as datas dos carimbos postais para acrescentar mais detalhes à cronologia das atividades de Ted.

David havia admirado e imitado o irmão mais velho, mas desde então abandonara o estilo de vida sobrevivencialista. Ele havia recebido garantias do FBI de que permaneceria anônimo e de que seu irmão não saberia quem o denunciara, mas sua identidade vazou para a CBS News no início de abril de 1996. O apresentador da CBS Dan Rather telefonou ao diretor do FBI Louis Freeh, que pediu 24 horas antes de a CBS divulgar a notícia no CBS Evening News. O FBI correu para concluir o mandado de busca e fazer com que ele fosse emitido por um juiz federal em Montana; depois, o FBI conduziu uma investigação interna sobre o vazamento, mas a origem nunca foi identificada.

Os funcionários do FBI não eram unânimes em identificar Ted como autor do manifesto. O mandado de busca registrava que vários especialistas acreditavam que o manifesto havia sido escrito por outra pessoa.

Prisão

Fotografia de Kaczynski algemado sendo conduzido para fora de uma cabana por um homem
Prisão de Kaczynski

Agentes do FBI prenderam um Kaczynski de aparência descuidada em sua cabana em 3 de abril de 1996. A busca revelou um estoque de componentes de bombas, 40.000 páginas manuscritas de diários que incluíam experimentos de fabricação de bombas, descrições dos crimes do Unabomber, armas de fogo improvisadas e uma bomba ativa. Também encontraram o que parecia ser o manuscrito datilografado original de Sociedade Industrial e Seu Futuro. Naquele momento, o Unabomber já havia sido alvo da investigação mais cara da história do FBI. Um relatório de 2000 da United States Commission on the Advancement of Federal Law Enforcement afirmou que a força-tarefa havia gasto mais de US$ 50 milhões (equivalentes a aproximadamente US$ 93.5 milhões em 2025) na investigação.

Após sua captura, surgiram teorias que apontavam Kaczynski como o Assassino do Zodíaco, que assassinou cinco pessoas no Norte da Califórnia entre 1968 e 1969. Entre as ligações que despertaram suspeitas estavam o fato de Kaczynski ter vivido na Área da Baía de São Francisco entre 1967 e 1969, de ambos os indivíduos serem altamente inteligentes e terem interesse por bombas e códigos e de ambos terem escrito cartas a jornais exigindo a publicação de seus textos, sob ameaça de continuação da violência caso a exigência não fosse atendida. Não foi possível verificar o paradeiro de Kaczynski em todos os homicídios. Como os assassinatos com arma de fogo e faca cometidos pelo Assassino do Zodíaco diferiam dos atentados a bomba de Kaczynski, as autoridades não o investigaram como suspeito. Robert Graysmith, autor do livro Zodiac, de 1986, disse que as semelhanças eram "fascinantes", mas puramente coincidentes.

Em determinado momento de 1993, os investigadores procuraram alguém cujo primeiro nome fosse "Nathan", pois o nome aparecia impresso no envelope de uma carta enviada à imprensa.

Diário e cifra

Theodore Kaczynski manteve extensos diários pessoais por mais de 25 anos, aproximadamente de 1969 até sua prisão em 1996. Esses diários, que totalizavam mais de 40.000 páginas manuscritas, documentavam sua vida cotidiana, suas crenças filosóficas, seu estado emocional e relatos detalhados de suas atividades criminosas, incluindo experimentos de fabricação de bombas e os ataques do Unabomber. Algumas entradas foram escritas em texto simples, enquanto outras foram criptografadas por meio de dois sistemas personalizados de cifra desenvolvidos por Kaczynski para ocultar informações sensíveis. Os diários foram descobertos durante a operação do FBI em sua cabana em Montana, em 3 de abril de 1996. Os diários de Kaczynski frequentemente misturavam texto simples com trechos cifrados, particularmente em cadernos nos quais registrava seus crimes. Por exemplo, uma entrada de 1979 escrita em texto simples vangloriava-se de atos iniciais de vandalismo e sabotagem, como colocar açúcar em tanques de combustível, quebrar janelas e preparar armadilhas para motociclistas, como parte de seus esforços para perturbar a sociedade tecnológica. Em entradas cifradas, detalhou seus atentados, expressando frustração com resultados não letais e satisfação quando os dispositivos causavam mortes. Numerou seus experimentos de fabricação de bombas, como o "Experimento 97", que matou Hugh Scrutton em 1985, e o "Experimento 244", que matou Thomas Mosser em 1994, registrando detalhes técnicos como misturas químicas, pesos e modificações destinadas a aumentar a letalidade. Kaczynski escreveu sobre seus motivos como vingança pessoal contra a sociedade tecnológica, sem remorso, afirmando em uma entrada de 1971: "Meu motivo para fazer o que vou fazer é simplesmente vingança pessoal."

Kaczynski criou dois sistemas elaborados de cifra, denominados Código nº I e Código nº II, para criptografar partes de seus diários. Esses sistemas usavam sequências de números como texto cifrado, combinadas com uma "Lista de Significados" que associava números a letras, palavras ou pontuação, e incorporavam despistes como erros intencionais, palavras estrangeiras (por exemplo, em alemão), grafias incorretas e pontuação aleatória para dificultar a decifração. O Código nº I, o sistema mais complexo, foi documentado no "Notebook X" e envolvia uma matriz em grade de 54 × 42 para gerar uma longa sequência de chave por meio de quatro fases de leitura (horizontal, vertical e diagonal). A decifração exigia somar, em módulo 90, os números do texto cifrado à chave, seguida de substituição com a Lista de Significados e correções manuais dos despistes. O Código nº II funcionava como uma cifra de uso único, um tipo de criptografia potencialmente indecifrável se a chave nunca for comprometida, usando dois cadernos (A para o texto cifrado e B para os números da chave) com subtração em módulo 100 antes da substituição. Ambos os sistemas foram concebidos para uso pessoal, o que os tornava altamente complexos, mas impráticos para comunicação. As cifras foram quebradas pelo FBI depois que as chaves, grades, cadernos e instruções foram encontrados na cabana de Kaczynski. O criptoanalista do FBI Michael Birch decifrou os diários, que serviram como prova fundamental no caso. Sem esses materiais, as cifras teriam sido quase impossíveis de quebrar por causa de sua extensão e aleatoriedade.

Declaração de culpa

Foto policial de Ted Kaczynski em 1996
Foto policial de Kaczynski feita pelo United States Marshals Service, 1996

Um grande júri federal indiciou Kaczynski em junho de 1996 por dez acusações de transporte, envio e uso ilegais de bombas. Os advogados de Kaczynski, liderados pelos defensores públicos federais de Montana Michael Donahoe e Judy Clarke, tentaram apresentar uma defesa por insanidade para evitar a pena de morte, mas Kaczynski rejeitou essa estratégia. Em 8 de janeiro de 1998, pediu para dispensar seus advogados e contratar Tony Serra como seu defensor; Serra concordara em não usar uma defesa por insanidade e prometera, em vez disso, fundamentar a defesa nas ideias antitecnológicas de Kaczynski. Depois que o pedido fracassou, Kaczynski tentou se matar em 9 de janeiro. Sally Johnson, a psiquiatra que examinou Kaczynski, concluiu que ele sofria de esquizofrenia "paranoide", embora a validade desse diagnóstico tenha sido criticada.

O psiquiatra forense Park Dietz disse que Kaczynski não era psicótico, mas tinha personalidade esquizoide ou transtorno de personalidade esquizotípica. Em seu livro de 2010 Technological Slavery, Kaczynski disse que dois psicólogos da prisão que o visitaram com frequência durante quatro anos lhe disseram não ver indício algum de que ele sofresse de esquizofrenia paranoide e que o diagnóstico era "ridículo" e um "diagnóstico político". Alguns autores contemporâneos sugerem que pessoas — em especial o irmão e a mãe de Kaczynski — difundiram deliberadamente a imagem de Kaczynski como doente mental com a intenção de salvar sua vida.

Em 21 de janeiro de 1998, Kaczynski foi considerado apto a ser julgado pela psiquiatra da prisão federal Johnson, "apesar dos diagnósticos psiquiátricos", e os promotores buscaram a pena de morte. Kaczynski declarou-se culpado de todas as acusações em 22 de janeiro de 1998, aceitando prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Mais tarde, tentou retirar a declaração, alegando que o juiz o havia coagido, mas o juiz Garland Ellis Burrell Jr. negou seu pedido e o Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Nono Circuito confirmou a decisão.

Em 2006, Burrell ordenou que itens da cabana de Kaczynski fossem vendidos em um "leilão pela Internet razoavelmente divulgado". Itens considerados materiais para fabricação de bombas, como diagramas e "receitas" de bombas, foram excluídos. A receita líquida foi destinada aos US$ 15 milhões (equivalentes a aproximadamente US$ 23.96 milhões em 2025) em reparações que Burrell havia concedido às vítimas de Kaczynski. A correspondência e outros papéis pessoais de Kaczynski também foram leiloados. Burrell determinou que, antes da venda, fossem removidas desses documentos as referências às vítimas de Kaczynski; Kaczynski contestou sem sucesso essas supressões, alegando violação de sua liberdade de expressão. O leilão durou duas semanas em 2011 e arrecadou mais de US$ 232.000 (equivalentes a aproximadamente US$ 332 000 em 2025). Depois de ser condenado à prisão perpétua sem liberdade condicional, Kaczynski deu sua cabana a Scharlette Holdman, ativista contrária à pena de morte e especialista em mitigação que teve papel em impedir que ele recebesse a pena capital. O governo dos Estados Unidos recusou-se a permitir que Holdman ficasse com a cabana.

Encarceramento e morte

Fotografia de Kaczynski na prisão
Kaczynski na prisão (1999)

Quase imediatamente após ser condenado, Kaczynski começou a cumprir suas penas de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional na ADX Florence, uma prisão de segurança máxima em Florence, Colorado. No início de seu encarceramento, Kaczynski tornou-se amigo de Ramzi Yousef e Timothy McVeigh, autores, respectivamente, do atentado ao World Trade Center de 1993 e do atentado de Oklahoma City de 1995; eles discutiam religião e política e formaram uma amizade que durou até a execução de McVeigh em 2001. Kaczynski declarou sobre McVeigh: "Em nível pessoal, gosto de McVeigh e imagino que a maioria das pessoas gostaria dele", mas também afirmou: "supondo que o atentado de Oklahoma City tenha sido concebido como um protesto contra o governo dos Estados Unidos em geral e contra as ações do governo em Waco em particular, direi que considero o atentado uma ação ruim porque foi desnecessariamente desumana".

Em outubro de 2005, Kaczynski ofereceu-se para doar dois livros raros à Biblioteca de Estudos Africanos Melville J. Herskovits, no campus da Universidade Northwestern em Evanston, Illinois, local de seus dois primeiros ataques. A biblioteca rejeitou a oferta porque já possuía exemplares das obras. A Coleção Labadie, parte da Biblioteca de Coleções Especiais da Universidade de Michigan, abriga a correspondência de Kaczynski com mais de 400 pessoas desde sua prisão, incluindo respostas, documentos jurídicos, publicações e recortes, em uma subcoleção própria intitulada "Ted Kaczynski Papers, 1996–2014 (majority within 1996–2005)". Seus escritos estão entre as seleções mais populares das coleções especiais da Universidade de Michigan. A identidade da maioria dos correspondentes permanecerá sob sigilo até 2049. Em 2012, Kaczynski respondeu à consulta do diretório da Associação de Ex-Alunos de Harvard para a reunião de cinquenta anos da turma de 1962; listou sua ocupação como "prisioneiro" e oito penas de prisão perpétua como "prêmios".

Em 2011, Kaczynski foi considerado pessoa de interesse nos assassinatos por Tylenol em Chicago. Kaczynski estava disposto a fornecer uma amostra de DNA ao FBI, mas posteriormente a reteve como moeda de troca em seus esforços jurídicos contra o leilão privado, pelo FBI, de seus bens confiscados. O governo dos Estados Unidos apreendeu a cabana de Kaczynski e a colocou em exposição no Newseum, em Washington, D.C. Ela permaneceu no Newseum até o fim de 2019, quando foi transferida para um museu próximo do FBI.

Em março de 2021, Kaczynski queixou-se de sangramento retal e foi diagnosticado com câncer retal. Em 14 de dezembro de 2021, foi transferido para o Federal Medical Center, Butner, na Carolina do Norte. Kaczynski recebia quimioterapia a cada duas semanas até março de 2023, quando começou a recusar todo o tratamento devido aos efeitos colaterais desagradáveis e ao prognóstico desfavorável. Em maio de 2023, um oncologista da prisão registrou que Kaczynski estava "deprimido" e o encaminhou para avaliação psiquiátrica.

Às 0h23 de 10 de junho de 2023, Kaczynski foi encontrado inconsciente em sua cela, sem pulso, depois de se enforcar numa barra para pessoas com deficiência usando um cadarço. Funcionários da prisão iniciaram imediatamente medidas de ressuscitação, incluindo compressões torácicas. Ele foi levado ao Duke University Hospital, em Durham, Carolina do Norte, onde sua pressão arterial permaneceu baixa até que sua morte fosse declarada às 8h07, no horário de verão do leste dos Estados Unidos.

Legado

Kaczynski inspirou e foi retratado em muitas obras artísticas da cultura popular. Entre elas estão o telefilme de 1996 Unabomber: The True Story, a peça de 2011 P.O. Box Unabomber, o documentário de 2012 Stemple Pass, Manhunt: Unabomber, temporada de 2017 da série de televisão Manhunt, a minissérie de 2020 Unabomber: In His Own Words, o filme de 2021 Ted K e o filme da Netflix de 2026 Unabomber. O apelido "Unabomber" também foi aplicado ao Unabomber italiano, um terrorista que realizou ataques semelhantes aos de Kaczynski na Itália entre 1994 e 2006, e ao Unabomber austríaco, Franz Fuchs, que matou quatro pessoas e feriu 15 com três dispositivos explosivos improvisados e 24 bombas postais entre 1993 e 1997. Antes da eleição presidencial dos Estados Unidos de 1996, foi lançada uma campanha chamada "Unabomber for President", com o objetivo de eleger Kaczynski presidente por meio de votos por escrito.

Em seu livro The Age of Spiritual Machines (1999), o futurista Ray Kurzweil citou um trecho do manifesto de Kaczynski, Sociedade Industrial e Seu Futuro. Kaczynski foi citado por Bill Joy, cofundador da Sun Microsystems, no artigo de 2000 da revista Wired, "Why the Future Doesn't Need Us". Joy afirmou que Kaczynski "é claramente um ludita, mas simplesmente dizer isso não refuta seu argumento". O professor Jean-Marie Apostolidès levantou questões sobre a ética da divulgação das ideias de Kaczynski. Diversos movimentos radicais e extremistas foram influenciados por Kaczynski. Entre as pessoas inspiradas pelas ideias de Kaczynski estão integrantes de movimentos niilistas, anarquistas e ecoextremistas, além de intelectuais conservadores. Anders Behring Breivik, autor de extrema-direita dos atentados de 2011 na Noruega, publicou um manifesto que plagiou grandes trechos de Sociedade Industrial e Seu Futuro, com certos termos substituídos (por exemplo, trocando "esquerdistas" por "marxistas culturais" e "multiculturalistas").

Mais de vinte anos após a prisão de Kaczynski, suas ideias haviam inspirado uma comunidade virtual de primitivistas e neoluditas. Uma explicação para a renovação do interesse por suas ideias é a série de televisão Manhunt: Unabomber, exibida em 2017. Outra explicação é que uma nova geração adotou a filosofia antitecnologia de Kaczynski porque acredita que seu raciocínio é sólido e que suas "observações sobre tecnologia e meio ambiente mostraram-se prescientes". Kaczynski também é frequentemente citado por ecofascistas na internet. Embora alguns grupos militantes fascistas e neonazistas o idolatrem, Kaczynski descreveu o fascismo em seu manifesto como uma "ideologia excêntrica" e o nazismo como "maligno". Merrick Garland, que posteriormente serviria como procurador-geral dos Estados Unidos, citou o caso Unabomber entre os casos mais importantes em que trabalhou.

Obras publicadas

Matemática

Filosofia

Ver também

Notas e referências

Notas

  1. 1 2 3 Kaczynski recebeu quatro penas de prisão perpétua, além de trinta anos de prisão. No entanto, outros (assim como o próprio Kaczynski) afirmam que ele recebeu oito penas de prisão perpétua.
  2. ↑ Conforme declarado na seção "Additional Findings" do depoimento juramentado do FBI, onde também aparecia uma relação equilibrada de outras provas sem correlação e conclusões contrárias: "203. Impressões digitais latentes atribuíveis a dispositivos enviados e/ou colocados pelo sujeito UNABOM foram comparadas às encontradas nas cartas atribuídas a Theodore Kaczynski. Segundo o Laboratório do FBI, não existe correlação forense entre essas amostras."

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