Val Ceasa | |
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Val Ceasa em 2022 | |
| Deputado estadual do Rio de Janeiro | |
| Período | 1.º de fevereiro de 2019 até a atualidade |
| Legislaturas | 12.ª e 13.ª |
| Vereador do Rio de Janeiro | |
| Período | 1.º de janeiro de 2017 até 31 de janeiro de 2019 |
| Legislatura | 2017–2020 |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Roosevelt Barreto Barcelos |
| Nascimento | 4 de maio de 1969 (57 anos) Nanuque, Minas Gerais |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Partido | PDT (2013-2015) PSB (2015-2016) Patriota (2016-2023) PRD (2023-presente) |
| Profissão | empresário |
| Ocupação | político |
Roosevelt Barreto Barcelos (Nanuque, 4 de maio de 1969), mais conhecido como Val Ceasa, é um empresário e político brasileiro, filiado ao Partido Renovação Democrática (PRD). Está no segundo mandato como deputado estadual do Rio de Janeiro.
Nascido no interior de Minas Gerais, Val mudou-se para o Rio de Janeiro aos 18 anos para trabalhar em um negócio da família na CEASA, a central de abastecimento estadual em Irajá, na Zona Norte da cidade, que é a origem de seu apelido. Posteriormente adquiriu a empresa, comprou uma fazenda e passou a realizar ações sociais no entorno do CEASA.
Em 2014, concorreu a deputado estadual do Rio de Janeiro pelo PDT, obteve 13.604 votos e não se elegeu.
Em 2016, foi eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro pelo PEN (posteriormente Patriota) com 15 388 votos.
Em 2018, foi eleito deputado estadual com 25 259 votos.
Em 2022, foi reeleito com 69 034 votos. Na ALERJ, integra um grupo que Berenice Seara denominou "quarteto fantástico" da assembleia, junto aos deputados Doutor Deodalto, Rafael Nobre e Valdecy da Saúde. Em 2023, o Patriota fundiu-se ao PTB, formando o PRD.
Em fevereiro de 2024, votou a favor do fim do afastamento da deputada Lucinha, determinado pelo Tribunal de Justiça do estado por ela ser acusada de possuir ligações com milicianos.
Em dezembro de 2025, votou a favor da soltura de Rodrigo Bacellar, então presidente afastado da ALERJ, acusado de vazar a operação que prendeu o então deputado estadual TH Joias, associado à facção criminosa Comando Vermelho.
Uma investigação do jornal O Globo em 2025 apontou que o deputado atuou junto com o então vereador Ulisses Marins para impedir a demolição de um imóvel conhecido como "resort" erguido pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) em Parada de Lucas, na área conhecida como "Complexo de Israel", reunindo-se com o batalhão local da Polícia Militar e adiando a derrubada por 15 meses. Em junho de 2026, ele foi alvo de uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil para apurar a ligação de agentes públicos com a facção. 316 mil reais em dinheiro vivo foram encontrados em imóveis ligados ao político, e um de seus assessores foi preso em flagrante. O MP também apontou que ele teria movimentado mais de 13 milhões de reais em transações imobiliárias. Val afirmou ser vítima de perseguição política.
Devido à conexão apontada com o crime organizado, sua candidatura à reeleição em 2026 foi barrada por unanimidade pelo TRE-RJ, a pedido do Ministério Público Eleitoral, que também apontou o uso de ações sociais pelo deputado para conferir uma fachada de legalidade a imóveis atribuídos ao traficante Peixão; os vínculos de seus assessores parlamentares e parentes deles a agentes do TCP, e a concentração de votos no deputado em áreas controladas pela facção.
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