| WEG | |
|---|---|
Unidade fabril WEG II, em Jaraguá do Sul | |
| Razão social | WEG S.A. |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | B3: WEGE3
OTC: WEGZY |
| Atividade | Engenharia elétrica |
| Fundação | 16 de setembro de 1961 (65 anos) |
| Fundador(es) | Werner Ricardo Voigt Eggon João da Silva Geraldo Werninghaus |
| Sede | Jaraguá do Sul, Santa Catarina, |
| Área(s) servida(s) | |
| Proprietário(s) | WPA Participações e famílias Silva, Voigt e Werninghaus |
| Presidente | Alberto Yoshikazu Kuba (desde 2024) |
| Empregados | cerca de 47 000 (2025) |
| Produtos | Motores elétricos, geradores, transformadores, aerogeradores, inversores, sistemas de armazenamento de energia, equipamentos de automação, tintas e vernizes |
| Acionistas |
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| Valor de mercado | |
| Lucro | |
| LAJIR | |
| Faturamento | |
| Significado da sigla | Werner, Eggon e Geraldo, prenomes dos fundadores |
| Website | www.weg.net |
A WEG S.A. é uma empresa multinacional brasileira fabricante de equipamentos elétricos, com sede em Jaraguá do Sul, no estado de Santa Catarina. Fundada em 1961 com o nome de Eletromotores Jaraguá pelo eletricista Werner Ricardo Voigt, pelo administrador Eggon João da Silva e pelo mecânico Geraldo Werninghaus, passou a usar a sigla formada pelas iniciais dos prenomes dos três sócios. Produz motores elétricos, geradores, transformadores, aerogeradores, inversores, sistemas de armazenamento de energia em baterias, equipamentos de automação industrial e tintas e vernizes.
A companhia começou a exportar em 1970, abriu o capital no ano seguinte e diversificou a produção na década de 1980. A partir dos anos 1990 instalou filiais e comprou fábricas no exterior; em 2025 mantinha unidades fabris em 17 países, vendia para cerca de 135 e empregava aproximadamente 47 mil pessoas, um terço delas em Jaraguá do Sul. A maior aquisição de sua história, a dos negócios de motores industriais e geradores da americana Regal Rexnord, foi concluída em 2024.
Em 2025, a receita operacional líquida superou pela primeira vez 40 bilhões de reais, com cerca de 60% vindos do mercado externo, e o lucro líquido somou 6,37 bilhões de reais. Controlada por uma holding das famílias fundadoras, a WEG integra o Ibovespa e em janeiro de 2025 tornou-se a terceira empresa de maior valor de mercado da B3. A imprensa econômica a apelidou de "fábrica de bilionários" pelo número de herdeiros dos fundadores incluídos nas listas da revista Forbes. A partir de 2025, a dependência das exportações para os Estados Unidos passou a figurar entre os principais riscos apontados por analistas, em razão das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.
A empresa foi fundada em 16 de setembro de 1961 em Jaraguá do Sul, então uma pequena cidade do norte catarinense, como Eletromotores Jaraguá. Os três sócios, descendentes de imigrantes alemães, reuniram um capital que a imprensa comparou ao preço de três automóveis Fusca. Segundo a revista Forbes, a empresa nasceu da associação de "um eletricista, um administrador de empresas e um mecânico". Werner Ricardo Voigt, que abrira uma pequena oficina em Jaraguá do Sul aos 23 anos, respondeu pela parte técnica e foi diretor técnico até 1980; atribui-se a ele a adoção, pela empresa, das normas da Comissão Eletrotécnica Internacional. Eggon João da Silva, que trabalhara num cartório e por 14 anos num banco, cuidou da administração e presidiu a companhia até 1989. Geraldo Werninghaus, mecânico, dirigiu a área fabril. O nome atual, acrônimo das iniciais dos prenomes dos fundadores, foi adotado depois.
Em 1964 a empresa comprou o terreno do seu primeiro parque fabril em Jaraguá do Sul. Como a região não oferecia ensino técnico, os sócios criaram em 1968 o Centroweg, centro de treinamento destinado a formar aprendizes para as próprias fábricas.
Em 1970 a WEG iniciou as exportações, com vendas para países da América Latina como Guatemala, Uruguai, Paraguai, Equador e Bolívia; em 1973 seus motores já chegavam a vinte países. Em 1971 abriu o capital na Bolsa de Valores de São Paulo, atual B3, e em setembro de 1975 atingiu a marca de um milhão de motores fabricados. O segundo parque fabril de Jaraguá do Sul, cujas obras começaram em 1973, foi inaugurado em 1977, mesmo ano em que a empresa passou a exportar para os Estados Unidos.
Até o fim da década de 1970 a WEG produzia apenas motores elétricos. Nos anos 1980 ampliou a linha com máquinas elétricas de maior porte, componentes eletroeletrônicos, transformadores de força e distribuição, produtos para automação industrial, tintas líquidas e em pó e vernizes eletroisolantes, organizados em empresas próprias, como WEG Acionamentos, WEG Transformadores, WEG Energia e WEG Química; a WEG Automação foi criada em 1988. Em 1988 foi criada também a WEG Exportadora, encarregada das vendas internacionais.
Em 1989 Eggon da Silva deixou a presidência executiva, assumida por seu filho Décio da Silva. Em 1992 a empresa inaugurou uma fundição em Guaramirim.
Em setembro de 1991 a WEG abriu a filial WEG Electric Corp. nos Estados Unidos. No ano seguinte comprou uma empresa na Bélgica para distribuir seus produtos na Europa, a atual WEG Benelux. Em 1994 instalou uma subsidiária no Japão e, em 1995, outras na Alemanha e na Austrália.
As primeiras fábricas próprias fora do Brasil surgiram no início da década de 2000, com aquisições na Argentina e no México, onde a empresa construiu em 2000 uma fábrica de transformadores; em 2005 inaugurou sua primeira fábrica na China. Em 2008 um estudo do Boston Consulting Group incluiu a WEG entre as empresas de países emergentes já estabelecidas em mercados globais; à época, ela vendia para mais de cem países, e cerca de 38% de sua receita vinha de operações no exterior. No mesmo ano Décio da Silva passou à presidência do conselho de administração, e o engenheiro Harry Schmelzer Júnior tornou-se o primeiro presidente executivo de fora das famílias fundadoras.
A partir de meados da década de 2000 a expansão passou a ocorrer sobretudo por aquisições. Em abril de 2006 a WEG comprou 30% da fabricante mexicana de transformadores Voltran, participação ampliada para 60% em maio de 2010, quando também assumiu o controle do grupo sul-africano Zest. Em março de 2007 adquiriu 48,6% da fabricante gaúcha de transformadores Trafo por 49,4 milhões de reais e, em janeiro de 2010, o restante das ações. Em agosto de 2007 comprou a catarinense Hidráulica Industrial (HISA), fabricante de turbinas hidráulicas.
Em março de 2009, durante a Grande Recessão, a empresa fechou sua fábrica de motores para eletrodomésticos em Guarulhos e demitiu 370 funcionários, alegando reestruturação dessa divisão; a unidade de Portugal foi mantida.
As compras prosseguiram nos anos seguintes. Em 2010 a WEG adquiriu a Instrutech, fabricante de sensores para automação, e a Equisul, com a qual entrou no mercado de sistemas de energia ininterrupta. Em 2011 comprou a argentina Pulverlux, de tintas em pó, e a austríaca Watt Drive, de redutores, formou um empreendimento conjunto com a Cestari Industrial para redutores e motorredutores e comprou da General Electric a Electric Machinery, antiga unidade da Converteam, que se tornou sua primeira fábrica nos Estados Unidos. Também em 2011 começou a fabricar aerogeradores, e no ano seguinte forneceu equipamentos para 90 megawatts num parque eólico do Nordeste.
Em 2012 a divisão de tintas comprou a Stardur, de Indaiatuba, e a Tintas Paumar. Em agosto de 2013 a WEG adquiriu na África do Sul a unidade de transformadores da Hawker Siddeley Electric Africa. Em 2014 foram cinco aquisições: a alemã Württembergische Elektromotoren, de motores e motorredutores, em fevereiro; as chinesas Changzhou Sinya Electromotor, de motores para lavadoras e secadoras de roupa, e Changzhou Machine Master, de transmissões para eletrodomésticos, em março; a unidade de serviços da Efacec Energy Service em Jaboatão dos Guararapes, em setembro; e a alemã Katt Hessen, de máquinas de alta rotação, em dezembro.
Em 9 de junho de 2015 um incêndio atingiu uma das fábricas de Jaraguá do Sul, sem deixar feridos; a produção foi retomada pouco depois. Eggon da Silva morreu em 13 de setembro de 2015, e Werner Voigt em 1.º de junho de 2016; Geraldo Werninghaus havia morrido num acidente de trânsito em 1999.
Em dezembro de 2016 a WEG anunciou a compra do controle da TGM, fabricante brasileira de turbinas a vapor e transmissões. Em 2019 adquiriu a NPS e a Geremia Redutores e 51% do capital da PPI-Multitask, de software de gestão da produção industrial, e da V2COM, de Internet das coisas e telemedição para empresas de energia, aquisições ligadas à indústria 4.0; e firmou com a Embraer uma parceria de pesquisa para propulsão elétrica de aeronaves, testada num avião derivado do Ipanema. Em março de 2022, após a invasão da Ucrânia, suspendeu as atividades de sua subsidiária na Rússia, instalada desde 2008 em Nijni Novgorod e responsável por 0,3% do lucro de 2021. Em agosto do mesmo ano adquiriu a unidade de controle de movimento da italiana Gefran, de inversores e servoacionamentos, por cerca de 23 milhões de euros.
Em maio de 2023 o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou 59 milhões de reais para o desenvolvimento de um aerogerador de 7 megawatts, com rotor de 172 metros, sucessor da plataforma de 4,2 megawatts que a empresa produzia. Em setembro a WEG anunciou a compra dos negócios de motores elétricos industriais e geradores da americana Regal Rexnord por 400 milhões de dólares, a maior aquisição de sua história, que incluía dez fábricas em sete países e cerca de 2,8 mil funcionários. Segundo o executivo Alberto Kuba, então à frente da área de motores industriais, o negócio ajudaria a empresa a ganhar mercado na China e na Índia. A operação foi concluída em maio de 2024.
Em 1.º de abril de 2024 Alberto Yoshikazu Kuba, engenheiro eletricista formado pela Universidade Estadual Paulista, que entrara na empresa como estagiário e dirigira a operação chinesa de 2015 a 2019, assumiu a presidência executiva no lugar de Schmelzer. Foi o quarto presidente da história da WEG, escolhido entre doze executivos após dois anos de avaliação. Nos dezesseis anos da gestão de Schmelzer a receita líquida passou de 4,5 bilhões para mais de 32,5 bilhões de reais.

Ainda em 2024 a WEG anunciou investimentos de 670 milhões de reais na ampliação da fábrica de Atotonilco de Tula, no México, da fábrica de fios de Itajaí e de uma fundição em Guaramirim; comprou por 88 milhões de dólares a turca Volt Electric Motors, de Esmirna, com capacidade para um milhão de motores por ano, sua 25.ª aquisição fora do Brasil; anunciou uma fábrica de motores de alta tensão na China, com investimento de 62 milhões de dólares; e adquiriu a brasileira Reivax, de sistemas de controle para usinas geradoras.
Em 2025 a empresa fez cinco aquisições, entre elas os ativos da americana Heresite Protective Coatings, de revestimentos para equipamentos de climatização, 54% da Tupinambá Energia, de software e serviços para redes de recarga de veículos elétricos, e a indiana Sanelec Excitation Systems, de reguladores de tensão, concluída em janeiro de 2026. Em setembro de 2025 anunciou 1,1 bilhão de reais de investimentos em Santa Catarina, a maior parte num novo parque fabril. Em fevereiro de 2026 anunciou uma fábrica de baterias para sistemas de armazenamento de energia em Itajaí, com financiamento do BNDES e início de operação previsto para o segundo semestre de 2027; em setembro, elevou o investimento previsto para 330 milhões de reais e a capacidade para 4 gigawatts-hora por ano. No mesmo mês divulgou 165 milhões de dólares para ampliar a produção de geradores no México e nos Estados Unidos.
Com cerca de um quarto das vendas destinadas aos Estados Unidos, segundo estimativa do UBS BB, a WEG foi apontada por analistas como uma das empresas catarinenses mais expostas ao aumento das tarifas de importação americanas anunciado em julho de 2025. Em maio daquele ano, Kuba havia classificado as tarifas como um erro e afirmado que a empresa já atendia cerca de um terço de sua demanda americana com produção local e podia transferir encomendas entre fábricas. Em outubro, o diretor financeiro André Rodrigues informou que o efeito se concentraria no quarto trimestre e seria atenuado por reajustes de preço e pela transferência de produção. Em julho de 2026, com a entrada em vigor de nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, a companhia reconheceu pressão sobre as margens e informou que redistribuía a produção entre Brasil, México e Estados Unidos; o México já respondia por 41% de seus embarques para o mercado americano, e cerca de 25% da produção das fábricas brasileiras seguia para os Estados Unidos.

A empresa oferece mais de 1,5 mil produtos, e cerca de 60% de suas vendas vêm de itens lançados nos cinco anos anteriores. Seus resultados são divulgados em quatro áreas. No quarto trimestre de 2025, a de equipamentos eletroeletrônicos industriais, que reúne motores de baixa e alta tensão, inversores de frequência, redutores e produtos de automação, respondeu por cerca de metade da receita; a de geração, transmissão e distribuição de energia (GTD), com geradores, turbinas, aerogeradores, transformadores, subestações, inversores solares e sistemas de armazenamento em baterias, por pouco mais de um terço; a de motores para uso comercial e em eletrodomésticos, por 7%; e a de tintas e vernizes, por 4%.
Os motores elétricos são o produto de origem da empresa, e em 2025 a WEG foi reconhecida como líder mundial em motores industriais de baixa tensão. A empresa desenvolve sistemas de energia solar desde 2012. Na área de energia, a expansão recente concentrou-se em projetos de transmissão e distribuição e de energia solar fotovoltaica centralizada, cuja demanda menor no Brasil reduziu a receita da área no fim de 2025. A linha de armazenamento de energia em baterias deve ganhar fábrica própria em Itajaí a partir de 2027.
A sede e as principais fábricas ficam em Jaraguá do Sul, onde trabalha cerca de um terço dos funcionários do grupo. As demais unidades fabris brasileiras estão no Amazonas (Manaus), no Espírito Santo (Linhares), em Minas Gerais (Betim), no Rio Grande do Sul (Bento Gonçalves e Gravataí), em Santa Catarina (Blumenau, Guaramirim e Itajaí) e em São Paulo (São Paulo, São Bernardo do Campo, Sertãozinho, Mauá e Monte Alto).
Em 2014 a WEG tinha 48 unidades fabris fora do Brasil, e em 2025 mantinha fábricas em 17 países e clientes em cerca de 135. As principais estão na África do Sul, Alemanha, Argentina, Áustria, China, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Índia, Itália, México, Portugal e Turquia; a compra dos ativos da Regal Rexnord acrescentou fábricas também no Canadá e nos Países Baixos. Em 2024 a empresa possuía filiais comerciais em 37 países.
Na América do Norte, que representou 28,9% da receita de 2025, a empresa planejava em 2026 multiplicar por cinco a produção de geradores até 2030.
O controle pertence às famílias dos três fundadores, reunidas desde a década de 1970 num sistema de governança que tem como veículo a WPA Participações, dona de 50,1% das ações. Em abril de 2026 os controladores detinham 64,36% do capital, somadas as participações da WPA (50,09%) e das famílias (14,27%). Segundo Décio da Silva, presidente do conselho de administração, os filhos dos fundadores já não são acionistas diretos, e a terceira geração, com 92 herdeiros, atua como "guardiã das ações"; o conselho foi criado cerca de vinte anos após a fundação. Em toda a sua história a empresa teve quatro presidentes executivos: Eggon da Silva, Décio da Silva, Harry Schmelzer Júnior e Alberto Kuba.
As ações ordinárias são negociadas na B3 sob o código WEGE3 e fazem parte do Ibovespa; nos Estados Unidos, são negociados no mercado de balcão recibos de depósito de nível I com o código WEGZY, cada um equivalente a uma ação ordinária. A valorização das ações levou dezenas de herdeiros dos fundadores às listas de bilionários da Forbes: em 2024 e 2025 a imprensa contava 29 acionistas com fortuna superior a um bilhão de reais, cujo patrimônio conjunto a revista estimou em 95,57 bilhões de reais. Em 14 de janeiro de 2025 a WEG ultrapassou a Vale e tornou-se a terceira empresa mais valiosa da bolsa brasileira, com 223,4 bilhões de reais. Em 2012 a empresa já fazia parte da carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3.
A receita líquida da WEG cresceu de 9,52 bilhões de reais em 2017 para 40,8 bilhões em 2025, ano em que o mercado externo somou 24,3 bilhões e o interno 16,5 bilhões. No mesmo ano a empresa investiu 2,7 bilhões de reais em capacidade produtiva e 1,4 bilhão, equivalentes a 3,4% da receita, em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Nos nove primeiros meses de 2026, sob o efeito das tarifas americanas e do câmbio, a receita ficou estável em 30,47 bilhões de reais e o lucro recuou 2,2%, para 4,68 bilhões; no terceiro trimestre, o mercado externo chegou a 62,5% da receita, segundo a imprensa o maior nível da história da companhia.
| Ano | Receita líquida | EBITDA | Lucro líquido | Fontes |
|---|---|---|---|---|
| 2017 | 9,52 | – | – | |
| 2018 | 11,97 | – | 1,33 | |
| 2019 | 13,34 | – | 1,61 | |
| 2020 | 17,4 | – | 2,34 | |
| 2021 | 23,5 | – | 3,58 | |
| 2022 | 29,9 | 5,6 | 4,2 | |
| 2023 | 32,5 | 7,09 | 5,73 | |
| 2024 | 37,97 | 8,50 | 6,04 | |
| 2025 | 40,8 | 9,0 | 6,37 |
O Centroweg, mantido desde 1968, oferece cursos de aprendizagem para jovens a partir de 16 anos; segundo a empresa, mais de 4 mil alunos formados foram contratados por ela. Uma dissertação de mestrado defendida em 2023 na Universidade Estadual do Oeste do Paraná concluiu que a formação oferecida pela escola atende sobretudo às necessidades da própria companhia e a descreveu como "um braço do capital". Em maio de 2023 a WEG alcançou 40 mil empregos diretos e recebeu uma moção de aplausos proposta na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
No mesmo mês, num processo movido pelo Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina, que apontou o descumprimento da Lei de Cotas para pessoas com deficiência, a empresa firmou acordo na Justiça do Trabalho de Jaraguá do Sul. Comprometeu-se a contratar pouco mais de duzentas pessoas com deficiência ou reabilitadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social em dezoito meses e a pagar 2 milhões de reais por dano moral coletivo; em resposta, informou ter criado um comitê de inclusão e organizado mutirões de contratação.

Jaraguá do Sul, cidade de cerca de 180 mil habitantes, tem a economia fortemente ligada à WEG. Segundo a Bloomberg Línea, os dividendos e o programa de participação nos lucros da empresa ajudavam a sustentar cerca de 20% dos moradores, entre funcionários, familiares e aposentados, em 2025. A indústria, com empresas como a WEG e a Malwee, respondia por 36,6% do produto interno bruto do município, contra 22,4% da média catarinense. A empresa mantém na cidade o Museu WEG.