| Yang Zhilin | |
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| 杨植麟 | |
| Conhecido(a) por | Cofundador e diretor executivo da Moonshot AI Coautor do Transformer-XL e do XLNet |
| Nascimento | novembro de 1992 Shantou, Guangdong, China |
| Nacionalidade | chinês |
| Alma mater | Universidade Tsinghua Universidade Carnegie Mellon |
| Ocupação | Empresário e cientista da computação |
Yang Zhilin (em chinês simplificado: 杨植麟; em chinês tradicional: 楊植麟; em pinyin: Yáng Zhílín; Shantou, novembro de 1992) é um empresário e cientista da computação chinês, cofundador e diretor executivo da Moonshot AI, empresa de inteligência artificial que desenvolve a família de modelos de linguagem Kimi. Antes da Moonshot, fundou a Recurrent AI, voltada a ferramentas de vendas para empresas, e foi coautor dos artigos que apresentaram o Transformer-XL e o XLNet, publicados em 2019.
Formado pela Universidade Tsinghua, doutorou-se em quatro anos pela Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, e trabalhou no Google Brain e na divisão de pesquisa em inteligência artificial da Meta Platforms. Voltou à China em 2019 e, em março de 2023, fundou a Moonshot AI com colegas de faculdade. A empresa ganhou projeção internacional em julho de 2026 com o lançamento do Kimi K3, modelo de pesos abertos com 2,8 trilhões de parâmetros, e passou a preparar uma oferta pública de ações na Bolsa de Valores de Hong Kong. Segundo registros societários citados pela revista Caixin, Yang detém cerca de 51,8% da entidade doméstica da empresa, da qual é o maior acionista.
Yang nasceu em novembro de 1992 em Shantou, cidade costeira da província de Guangdong, no sul da China. Na adolescência, chegou a sonhar em ser astro do rock ou poeta errante. Estudou na Escola Secundária Jinshan de Shantou e, sem experiência anterior em programação, conquistou após um ano de treinamento o primeiro prêmio da etapa de Guangdong da Olimpíada Nacional de Informática, resultado que lhe garantiu vaga em Tsinghua. Foi aprovado também no exame de admissão próprio da universidade e, ainda assim, prestou o gaokao, o exame nacional de acesso ao ensino superior, no qual obteve 667 pontos, a maior nota da área de ciências em Shantou.
Ingressou em Tsinghua em 2011 para cursar engenharia térmica. Depois de ler um romance de Haruki Murakami com um personagem programador, decidiu trocar de curso para ciência da computação. Na universidade, integrou o laboratório de Tang Jie, que mais tarde seria cofundador da Zhipu AI; segundo a Caixin, Tang o descreveu como o aluno mais talentoso que vira em anos, e Yang concluiu a graduação como primeiro colocado da turma.
Durante a graduação, formou a banda de rock Splay, cujo nome vem da estrutura de dados árvore splay, na qual era baterista e compositor. A canção "Bleeding", do grupo, recebeu em 2014 o prêmio de melhor canção original de Tsinghua.
Formado em 2015, mudou-se para os Estados Unidos para cursar o doutorado na Carnegie Mellon, sob orientação de Ruslan Salakhutdinov, que à época dirigia a pesquisa em inteligência artificial da Apple, e de William Cohen, cientista principal do Google. No período, fez estágios no Google Brain e na Meta AI Research.
Publicou artigos com os vencedores do Prêmio Turing Yoshua Bengio e Yann LeCun. Seus trabalhos mais conhecidos, ambos de 2019, são o Transformer-XL, arquitetura que amplia o contexto que os modelos de linguagem baseados em transformadores conseguem considerar, e o XLNet, método de pré-treinamento de modelos de linguagem; segundo a Caixin, os dois influenciaram o processamento de linguagem natural. A mesma revista informou em 2026 que Yang havia publicado mais de vinte artigos, com mais de 52 mil citações.
Concluiu o doutorado em 2019, em quatro anos, com especialização em tecnologias da linguagem e da informação. Em julho de 2026, Salakhutdinov afirmou que o antigo orientando havia feito contribuições fundamentais para o aprendizado de máquina durante o doutorado.
Em 2016, ainda doutorando, Yang fundou a Recurrent AI com Zhang Yutao, colega de Tsinghua, e Chen Qicong, ex-aluno da Carnegie Mellon, para desenvolver ferramentas de vendas para empresas baseadas em inteligência artificial, apoiadas no algoritmo do Transformer-XL. A empresa captou quase 100 milhões de dólares de investidores como HSG, ZhenFund, GSR Ventures e Boyu Capital.
Ao terminar o doutorado, Yang poderia ter seguido para o pós-doutorado na Universidade Stanford ou no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e a Apple tentou contratá-lo, inclusive com uma vaga em sua operação na China. Ele preferiu voltar ao país para se dedicar à própria empresa, por considerar que as grandes companhias de tecnologia demoravam a transformar pesquisa em produtos.
Em 2020, trabalhou com a Huawei numa versão inicial do modelo Pangu. Segundo a Caixin, a colaboração entre a Recurrent AI e a Huawei Cloud resultou no Pangu NLP, lançado em 2021 e apresentado como o primeiro modelo em língua chinesa com 100 bilhões de parâmetros. No mesmo ano, Yang liderou uma equipe no desenvolvimento do modelo de linguagem Wu Dao, da Academia de Inteligência Artificial de Pequim.
Yang afirmou que o lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, o levou a apostar na inteligência artificial generativa, e um mês depois viajou aos Estados Unidos para conhecer melhor a tecnologia. Segundo a Caixin, ele via aquele momento como uma virada histórica, em que dados de qualidade na internet, infraestrutura computacional madura e o treinamento eficaz de transformadores finalmente haviam convergido.
Em março de 2023, fundou em Pequim a Moonshot AI com Zhou Xinyu, guitarrista da Splay, e Wu Yuxin, ambos colegas de Tsinghua; Zhang Yutao, seu sócio na Recurrent AI, tornou-se cofundador e diretor de tecnologia. O nome chinês da empresa, Yuè zhī Ànmiàn (月之暗面, "o lado escuro da Lua"), homenageia o álbum The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, o preferido de Yang, e a empresa foi lançada no 50.º aniversário do disco.
A estratégia inicial da empresa apostou no contexto longo como nova forma de memória computacional. O assistente Kimi foi lançado em outubro de 2023, capaz de processar 200 mil caracteres chineses, limite ampliado para 2 milhões no início de 2024. Em novembro de 2024, o Kimi tinha 36 milhões de usuários ativos mensais, e a Moonshot captou naquele ano mais de 1,3 bilhão de dólares, com aportes de Tencent, Alibaba, Monolith e Xiaohongshu.
A saída de Yang e Zhang da Recurrent AI, que recebeu uma participação na nova empresa, deu origem a uma disputa societária. Em dezembro de 2024, o South China Morning Post noticiou que cinco investidores da Recurrent AI, entre eles a GSR Ventures, haviam levado o caso a arbitragem em Hong Kong. Segundo a Caixin, o grupo, que incluía também a 5Y Capital e a Boyu Capital, alegava que os dois começaram a captar recursos para a Moonshot antes de obter as dispensas exigidas. Em julho de 2026, o The Telegraph informou que um acordo havia sido alcançado no Centro Internacional de Arbitragem de Hong Kong; em setembro, a Caixin relatava que as negociações sobre a participação acionária ainda prosseguiam.
Em janeiro de 2025, a Moonshot lançou seu modelo fechado K1.5 no mesmo dia em que a DeepSeek apresentou o R1, que redefiniu o mercado chinês de inteligência artificial e provocou a migração de usuários do Kimi para a rival. Logo após o Ano Novo Lunar, Yang convocou uma reunião de emergência e decidiu abrir os pesos do modelo seguinte, suspender a publicidade do Kimi, na qual a empresa havia gastado dezenas de milhões de dólares, e voltar-se para clientes corporativos e programadores.
Enquanto concorrentes como MiniMax e StepFun optavam por modelos menores, adequados às restrições de acesso a chips impostas pelos Estados Unidos, Yang descartou o plano de um K2 com 200 bilhões de parâmetros e elevou o modelo para 1 trilhão, por julgar essa escala necessária ao desempenho de longo prazo. Segundo pessoas próximas, disse a colegas que o nome evocava o K2, segunda montanha mais alta do mundo, como reconhecimento do caminho difícil que o Kimi ainda tinha até o topo. Lançado em julho de 2025, o Kimi K2 era então o maior modelo de pesos abertos do mundo e foi adotado por empresas como Cursor e Perplexity AI. No fim de 2025, a Moonshot concluiu uma rodada de investimento série C de 500 milhões de dólares. Em memorando de fim de ano, Yang disse aos funcionários que a inteligência artificial geral era uma maratona que mal havia começado.
Em 17 de julho de 2026, às vésperas da Conferência Mundial de Inteligência Artificial, em Xangai, a Moonshot lançou o Kimi K3, modelo de pesos abertos com 2,8 trilhões de parâmetros, o maior já desenvolvido na China e recorde mundial de tamanho para um modelo desse tipo à época. Segundo a consultoria Artificial Analysis, o modelo superava todos os concorrentes, exceto o Claude Fable 5, da Anthropic, e o GPT-5.6, da OpenAI. O lançamento foi comparado à estreia da DeepSeek em 2025 e recebeu elogios de Elon Musk; as vendas diárias da empresa cresceram ao menos seis vezes, e a Moonshot precisou suspender temporariamente novas assinaturas por falta de capacidade computacional. O Telegraph destacou o abalo provocado pelo modelo nos mercados financeiros globais.
O episódio recolocou Yang, descrito pela Bloomberg como recluso, no centro da indústria chinesa de inteligência artificial. Com cerca de 300 funcionários, a Moonshot passou a captar recursos com avaliação superior a 30 bilhões de dólares e a preparar a abertura de capital em Hong Kong. Em setembro de 2026, a Caixin informou que a avaliação da empresa havia subido de cerca de 8 bilhões para 50 bilhões de dólares, antes do novo aporte, em cerca de seis meses.
Yang é apreciador de rock e de música clássica, e seus gostos aparecem na empresa: uma versão anterior do agente do Kimi recebeu o nome de OK Computer, em homenagem ao álbum do Radiohead, as salas de reunião levam nomes de bandas como Led Zeppelin, Queen e Nirvana, há um piano branco na entrada do escritório e os planos de assinatura do Kimi se chamam Adagio, Andante e Moderato, em referência a andamentos musicais. Em 2014, escreveu para a Splay a letra de "Daydream", na qual imaginava sua empresa abrindo o capital. Mantém perfil público discreto, raramente concede entrevistas e não tem contas públicas em redes sociais.