| Anthropic | |
|---|---|
| Atividade | Inteligência artificial |
| Fundação | 2021 |
| Fundador(es) | Dario Amodei Daniela Amodei |
| Sede | São Francisco, Califórnia, Estados Unidos |
| Produtos | Claude |
| Website | https://www.anthropic.com/ |
A Anthropic PBC é uma empresa de benefício estadunidense de inteligência artificial (IA) com sede em São Francisco. Ela desenvolveu uma família de grandes modelos de linguagem (LLMs) chamada Claude. A Anthropic opera como uma corporação de benefício público, que pesquisa e desenvolve IA para "estudar suas propriedades de segurança na fronteira tecnológica" e usar essa pesquisa para implantar modelos seguros para o público.
A Anthropic foi fundada em 2021 por ex-membros da OpenAI, incluindo os irmãos Daniela Amodei e Dario Amodei, que são presidente e diretor executivo (CEO), respectivamente. Em maio de 2026, após uma rodada de financiamento de 65 bilhões de dólares, a empresa passou a ser avaliada em 965 bilhões de dólares, superando a OpenAI como a startup de IA mais valiosa, e no mês seguinte deu início ao processo para abrir o capital na bolsa de valores.
Desde fevereiro de 2026, a empresa trava uma disputa com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que a classificou como risco para a cadeia de suprimentos depois que ela se recusou a retirar as restrições ao uso militar do Claude para vigilância doméstica e armas totalmente autônomas.

A Anthropic foi fundada em 2021 por sete ex-funcionários da OpenAI, incluindo os irmãos Daniela Amodei e Dario Amodei, sendo que este último atuava como vice-presidente de pesquisa da OpenAI.
Em meados de 2022, a Anthropic concluiu o treinamento da primeira versão do Claude, mas não o lançou publicamente, justificando a necessidade de testes internos adicionais de segurança e o desejo de evitar o início de uma corrida potencialmente perigosa para o desenvolvimento de sistemas de IA cada vez mais poderosos.
Em 2024, a empresa atraiu diversos funcionários de destaque da OpenAI, incluindo Jan Leike, John Schulman e Durk Kingma.
Em março de 2025, a Databricks e a Anthropic anunciaram que o Claude seria integrado à Databricks Data Intelligence Platform.
Em maio de 2025, a empresa anunciou o Claude 4, apresentando o Claude Opus 4 e o Claude Sonnet 4 com capacidades aprimoradas de programação e outros novos recursos. Também introduziu novas funcionalidades de API, incluindo o conector do Model Context Protocol (MCP). Naquele mesmo mês, a companhia sediou sua conferência inaugural para desenvolvedores. Ainda em maio, a Anthropic lançou uma API de pesquisa na web que permite ao Claude acessar informações da internet em tempo real. O Claude Code, assistente de programação da Anthropic, passou da fase de prévia de pesquisa para disponibilidade geral, contando com integrações para o VS Code e ambientes da JetBrains, além de suporte para o GitHub Actions.
Em setembro de 2025, a Anthropic anunciou que deixaria de vender seus produtos para grupos controlados de forma majoritária por entidades da China, Rússia, Irã ou Coreia do Norte, citando preocupações de segurança nacional.
Em outubro de 2025, a empresa revelou uma parceria de nuvem com o Google, que lhe garantiu acesso a até um milhão de Unidades de Processamento Tensor (TPUs) personalizadas. Segundo a Anthropic, a aliança colocará mais de um gigawatt de capacidade computacional para IA em operação até 2026.
Em novembro de 2025, a Nvidia, a Microsoft e a Anthropic anunciaram um acordo. Esperava-se que a Nvidia e a Microsoft investissem até 15 bilhões de dólares na empresa, enquanto a Anthropic se comprometeu a adquirir 30 bilhões de dólares em capacidade computacional da plataforma Microsoft Azure rodando em sistemas de IA da Nvidia.
Ainda em novembro de 2025, a Anthropic relatou que hackers financiados pelo governo chinês utilizaram o Claude para realizar ataques cibernéticos automatizados contra cerca de 30 organizações globais. Os invasores enganaram a IA para que ela executasse subtarefas, fingindo se tratar de testes defensivos.
Em dezembro de 2025, a Anthropic adquiriu o Bun para melhorar a velocidade e a estabilidade do Claude Code. No mesmo mês, a empresa assinou uma parceria de longo prazo, avaliada em 200 milhões de dólares, com a Snowflake Inc. para disponibilizar os modelos Claude na plataforma da Snowflake, como parte da expansão da implementação corporativa de agentes e ferramentas de IA.
Em fevereiro de 2026, a Anthropic exibiu dois comerciais durante o Super Bowl LX como parte de uma campanha de marketing mais ampla chamada A Time and a Place, que contou com quatro anúncios criados pela agência Mother. Cada peça mostrava assistentes de IA mudando de assunto repentinamente no meio de uma conversa para promover produtos fictícios. A Anthropic reforçou que o Claude permanecerá sem anúncios, contrastando com sua concorrente OpenAI, que passou a exibir anúncios na versão gratuita do ChatGPT.
Em abril de 2026, a empresa anunciou o Project Glasswing, iniciativa pela qual disponibilizou o Claude Mythos Preview, primeiro modelo da categoria Mythos, situada acima da linha Opus em capacidade, apenas a um grupo restrito de organizações de defesa cibernética e de fornecedores de infraestrutura crítica de software, em razão dos riscos associados às suas capacidades em segurança cibernética. Em 9 de junho de 2026, lançou o Claude Fable 5, versão do mesmo modelo com salvaguardas adicionais destinada ao público em geral, e o Claude Mythos 5, com parte dessas salvaguardas removida e reservado aos parceiros do Glasswing. Três dias depois, o governo estadunidense emitiu uma diretiva de controle de exportação que suspendia o acesso de qualquer cidadão estrangeiro, dentro ou fora dos Estados Unidos, aos dois modelos. Para cumpri-la, a Anthropic desativou o Fable 5 e o Mythos 5 para todos os seus clientes, ao mesmo tempo em que declarou discordar da medida. O acesso aos modelos foi restabelecido em 1.º de julho de 2026.
Em 1.º de junho de 2026, a Anthropic informou ter submetido de forma confidencial à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, um rascunho de registro para uma oferta pública inicial de ações, ainda sem definir o número de ações nem o preço. Em março, a Bloomberg havia noticiado que a empresa considerava abrir o capital já a partir de outubro daquele ano.
Em setembro de 2026, Dario Amodei publicou um ensaio defendendo que o avanço da IA fosse cadenciado, de modo que as práticas de segurança se mantivessem à frente das capacidades dos modelos. O Claude Opus 5.5 foi o primeiro modelo lançado pela empresa depois dessa manifestação e passou por avaliações externas antes do lançamento, incluindo as da organização METR.
Em outubro de 2026, a Anthropic anunciou um investimento de 100 milhões de dólares para formar 10 mil engenheiros em IA corporativa, lançou a Anthropic Cyber Mission, apresentada como um compromisso de longo prazo com a segurança dos sistemas dos quais a sociedade depende, e destinou 150 milhões de dólares, ao longo de três anos, à Genesis Mission, iniciativa federal estadunidense para acelerar a descoberta científica e tecnológica por meio da IA.

De acordo com a Anthropic, seu objetivo é pesquisar a segurança e a confiabilidade dos sistemas de IA. Os irmãos Amodei estavam entre os que deixaram a OpenAI devido a divergências de direção.
O Long-Term Benefit Trust (Fundo de Benefício a Longo Prazo) da Anthropic é um fundo com o propósito de garantir "o desenvolvimento e a manutenção responsáveis de IA avançada para o benefício de longo prazo da humanidade". Ele detém ações da Classe T na corporação de benefício público, que lhe conferem o direito de eleger diretores para o conselho da Anthropic. Em outubro de 2025, os membros do Fundo eram Neil Buddy Shah, Kanika Bahl, Zach Robinson e Richard Fontaine.
Em janeiro de 2026, a Anthropic criou uma divisão chamada Labs, que contou com a adesão de Mike Krieger, até então diretor de produtos da empresa.

A principal linha de produtos da Anthropic é a série Claude de grandes modelos de linguagem, que alguns funcionários consideram uma referência ao matemático Claude Shannon. Uma das técnicas usadas para realizar o ajuste fino dos modelos Claude é a IA constitucional, na qual a IA é treinada para aderir a um conjunto de princípios chamado de constituição. A empresa disponibiliza os modelos por meio de uma interface web, uma API, do Amazon Bedrock, um aplicativo para iOS e aplicativos de desktop para Mac e Windows.
O Claude Code é um agente de IA de linha de comando frequentemente utilizado para programação. O Cowork é um equivalente com interface gráfica de usuário, projetado para ser mais simples de usar. A empresa oferece ainda o Claude Security, voltado à identificação e correção de vulnerabilidades em código, que dá acesso ao Claude Mythos 5.1.
As duas primeiras versões do Claude, Claude e Claude Instant, foram lançadas em março de 2023, mas apenas usuários aprovados pela Anthropic podiam utilizá-las. A iteração seguinte, o Claude 2, foi lançada ao público em julho de 2023.
Em março de 2024, a Anthropic lançou três modelos de linguagem: Claude 3 Opus, Claude 3 Sonnet e Claude 3 Haiku, em ordem decrescente de desempenho. Em junho de 2024, a empresa lançou o Claude 3.5 Sonnet. Em outubro de 2024, com uma versão atualizada desse modelo, a empresa lançou o recurso de uso do computador (computer use), que permite ao Claude mover o cursor, clicar e digitar para executar tarefas no computador do usuário.
Em maio de 2025, a Anthropic lançou o Claude Opus 4 e o Claude Sonnet 4. Em fevereiro de 2026, lançou o Claude Opus 4.6, seguido pelo Sonnet 4.6. Em 16 de abril de 2026, chegou o Claude Opus 4.7, primeiro modelo distribuído com salvaguardas que detectam e bloqueiam automaticamente pedidos ligados a usos cibernéticos proibidos ou de alto risco, e, em 28 de maio, o Claude Opus 4.8.
A geração Claude 5 começou com o Fable 5 e o Mythos 5, em junho de 2026. O Claude Sonnet 5 foi lançado em 30 de junho e tornou-se o modelo padrão dos planos gratuito e Pro. Em 24 de julho, a empresa apresentou o Claude Opus 5, que segundo ela se aproximava do desempenho do Fable 5 pela metade do preço. Em 1.º de setembro, lançou o Fable 5.1 e o Mythos 5.1, que compartilham o mesmo modelo de base: o primeiro ficou disponível ao público, enquanto o segundo permaneceu restrito a um programa de acesso controlado.
A família Claude 5.5 estreou com o Opus 5.5, em 22 de setembro de 2026, que segundo a empresa tem desempenho equivalente ao do Fable 5.1 na maior parte das tarefas e custa 40% menos para operar do que o Opus 5. Seguiram-se o Sonnet 5.5, em 28 de setembro, e o Haiku 5.5, em 7 de outubro.
Em abril de 2022, a Anthropic anunciou que havia recebido 580 milhões de dólares em financiamento, incluindo um investimento de 500 milhões de dólares da FTX sob a liderança de Sam Bankman-Fried. Em setembro de 2023, a Amazon anunciou uma parceria com a Anthropic. A Amazon tornou-se uma acionista minoritária ao investir inicialmente 1,25 bilhão de dólares e planejar um investimento total de 4 bilhões. Os 2,75 bilhões de dólares restantes foram investidos em março de 2024. Em novembro de 2024, a Amazon investiu mais 4 bilhões de dólares, dobrando seu investimento total. Como parte do acordo, a Anthropic usa a Amazon Web Services (AWS) como sua principal provedora de nuvem e disponibiliza seus modelos de IA para os clientes da AWS.
Em outubro de 2023, o Google investiu 500 milhões de dólares na Anthropic e se comprometeu com um valor adicional de 1,5 bilhão de dólares ao longo do tempo. Em janeiro de 2025, o Google concordou em investir mais 1 bilhão de dólares na Anthropic.
A Anthropic arrecadou 3,5 bilhões de dólares em uma rodada de financiamento da Série E em março de 2025, alcançando uma avaliação pós-dinheiro de 61,5 bilhões de dólares, liderada pela Lightspeed Venture Partners com a participação de vários grandes investidores.
Em setembro de 2025, a Anthropic concluiu uma rodada de financiamento da Série F, arrecadando 13 bilhões de dólares com uma avaliação pós-dinheiro de 183 bilhões de dólares. A rodada foi coliderada pela Iconiq Capital, Fidelity Management & Research e Lightspeed Venture Partners, com a participação da Qatar Investment Authority e de outros investidores.
Em janeiro de 2026, foi noticiado que a Anthropic havia assinado uma carta de intenções (term sheet) para uma rodada de financiamento de 10 bilhões de dólares liderada pela Coatue e pelo GIC, com uma avaliação de 350 bilhões de dólares.
Em 12 de fevereiro de 2026, a Anthropic anunciou que havia arrecadado 30 bilhões de dólares em uma rodada de financiamento da Série G, elevando sua avaliação pós-dinheiro para 380 bilhões de dólares.
Em 28 de maio de 2026, a empresa anunciou uma rodada da Série H de 65 bilhões de dólares, liderada pela Altimeter Capital, Dragoneer, Greenoaks e Sequoia Capital, com avaliação pós-dinheiro de 965 bilhões de dólares. O valor incluía 15 bilhões de dólares em investimentos já comprometidos por grandes provedores de nuvem, dos quais 5 bilhões vinham da Amazon. Na ocasião, a Anthropic informou que sua receita anualizada havia ultrapassado 47 bilhões de dólares. Com a rodada, a empresa superou pela primeira vez o valor de mercado privado da OpenAI.
Em novembro de 2024, a Anthropic fez parceria com a Palantir e a Amazon Web Services para fornecer o modelo Claude a agências de inteligência e defesa dos EUA. Em junho de 2025, a Anthropic anunciou um modelo chamado Claude Gov. A Ars Technica relatou que, a partir de junho de 2025, o modelo estava em uso em várias agências de segurança nacional dos EUA. A partir de fevereiro de 2026, a parceria da Anthropic com a Palantir tornou o Claude o único modelo de IA usado em missões confidenciais.
Em julho de 2025, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) anunciou que a Anthropic havia recebido um contrato de 200 milhões de dólares para IA nas forças armadas, juntamente com o Google, a OpenAI e a xAI.
De acordo com o The Wall Street Journal, as forças armadas dos EUA usaram o Claude em sua incursão de 2026 na Venezuela para capturar o presidente Nicolás Maduro. Não se sabe exatamente como o Claude foi usado. A intervenção resultou na morte de 83 pessoas.
A política de uso da Anthropic proíbe a utilização direta do Claude para vigilância doméstica ou em armas totalmente autônomas. Funcionários da Casa Branca disseram que essas restrições impediram que empresas terceirizadas federais que trabalham com o FBI e o Serviço Secreto o utilizassem. Surgiram tensões em relação a essa política com O Pentágono e com a administração Trump.
Em 24 de fevereiro de 2026, o secretário de Defesa Pete Hegseth ameaçou retirar a Anthropic da cadeia de suprimentos do DoD até 27 de fevereiro se a empresa não permitisse o uso irrestrito do Claude, ou invocar a Lei de Produção de Defesa para garantir esse uso sem um acordo. Em 26 de fevereiro, a Anthropic rejeitou as exigências do Pentágono para abandonar as salvaguardas de IA. Em 27 de fevereiro, após o fim do prazo, o presidente Donald Trump ordenou que as agências governamentais dos EUA parassem de usar modelos desenvolvidos pela Anthropic. Dois dias depois, foi relatado que os militares dos EUA haviam usado o Claude durante seus ataques ao Irã no início da Guerra do Irã de 2026.
Em 11 de março de 2026, um memorando do Pentágono revelou a decisão de que as ferramentas de IA da Anthropic podem ser usadas além do período de eliminação gradual de seis meses anunciado anteriormente, desde que seja considerado necessário para a segurança nacional.
Ainda em março, a Anthropic processou o Pentágono, acusando-o de conduzir uma campanha ilegal de retaliação pela recusa da empresa em permitir o uso militar irrestrito de sua tecnologia. Em 27 de agosto de 2026, a juíza federal Rita Lin, do Distrito Norte da Califórnia, decidiu que a designação da empresa como risco para a cadeia de suprimentos era ilegal, ao concluir que nem a Constituição nem a lei invocada pelo governo permitiam impor penalidades amplas com base principalmente nas críticas da Anthropic à administração. Em 25 de setembro, porém, o Tribunal de Apelações do Circuito do Distrito de Colúmbia rejeitou, por dois votos a um, a contestação da empresa em um processo separado, que tratava de outro dispositivo legal usado pelo Pentágono para a mesma designação. A decisão permitiu ao Departamento de Defesa continuar retirando os modelos Claude de seus sistemas e vetando o uso dos produtos da empresa em trabalhos para o órgão, embora não os proíba no restante do governo federal.
A Anthropic desenvolve pesquisas em alinhamento de modelos de linguagem, incluindo a técnica chamada IA constitucional (constitutional AI). Nesse método, o modelo é treinado para seguir um conjunto de princípios, denominado "constituição", com o objetivo de torná-lo mais útil, inofensivo e honesto. Segundo a Anthropic, versões da constituição do Claude incorporam princípios inspirados em documentos como a Declaração Universal dos Direitos Humanos e políticas de serviço de outras plataformas.
A empresa também publica pesquisas sobre a interpretabilidade de sistemas de aprendizado de máquina. Em 2024, a Anthropic divulgou resultados sobre a identificação de milhões de características internas (features) em modelos da família Claude, em um esforço para compreender como esses sistemas representam conceitos e produzem respostas. Como demonstração pública dessa linha de pesquisa, a empresa apresentou o experimento Golden Gate Claude, uma variação do modelo com forte ativação de uma característica associada à Ponte Golden Gate.
Em 18 de outubro de 2023, a Anthropic foi processada pela Concord, Universal, ABKCO e outras editoras musicais por, de acordo com a denúncia, "violação sistemática e generalizada de suas letras de músicas protegidas por direitos autorais". Os autores da ação alegaram que a empresa usou material protegido por direitos autorais sem permissão, na forma de letras de músicas. As editoras pediram até 150 mil dólares por cada obra infringida pela Anthropic, citando violação das leis de direitos autorais. No processo, os autores fundamentam suas alegações citando vários exemplos do modelo Claude gerando cópias de letras de músicas como "Roar", de Katy Perry, e "I Will Survive", de Gloria Gaynor. Além disso, alegaram que, mesmo diante de alguns comandos (prompts) que não indicavam diretamente o nome de uma música, o modelo respondia com letras modificadas com base na obra original.
Em 16 de janeiro de 2024, a Anthropic argumentou que as editoras musicais não foram prejudicadas de forma injustificada e que os exemplos apontados pelos autores eram meramente erros do sistema (bugs).
Em agosto de 2024, uma ação coletiva foi movida contra a Anthropic na Califórnia por suposta violação de direitos autorais. O processo alega que a Anthropic alimentou seus LLMs com cópias piratas do trabalho dos autores, incluindo os participantes Kirk Wallace Johnson, Andrea Bartz e Charles Graeber. Em 23 de junho de 2025, o Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia concedeu um julgamento sumário a favor da Anthropic, decidindo que o uso de cópias digitais das obras dos autores (entre outras) para o propósito de treinar os LLMs da Anthropic configurava uso aceitável (fair use). No entanto, o tribunal concluiu que a Anthropic havia usado milhões de cópias piratas de bibliotecas e que o uso dessas cópias não poderia ser considerado uso aceitável. Portanto, o caso foi encaminhado a julgamento em relação às cópias piratas usadas para criar a biblioteca central da Anthropic e aos danos resultantes. Em setembro de 2025, a Anthropic concordou em pagar aos autores 1,5 bilhão de dólares para encerrar o caso, o equivalente a 3 mil dólares por livro, mais juros. O acordo proposto, sujeito à aprovação do juiz, representa a maior resolução judicial sobre direitos autorais da história dos EUA.
Em junho de 2025, o Reddit processou a Anthropic por "atos comerciais ilegais e injustos", alegando que a Anthropic estava violando o acordo de usuário do Reddit ao treinar seus modelos com dados pessoais dos usuários sem o consentimento deles.
A Anthropic foi a primeira desenvolvedora de IA conhecida a ser usada em uma operação confidencial pelo departamento de defesa dos EUA. Não ficou claro como a ferramenta, que possui capacidades que vão desde o processamento de PDFs até a pilotagem de drones autônomos, foi implantada.
O Claude foi usado na operação militar dos EUA para capturar o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro