Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa

Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa
Defense Advanced Research Projects Agency
Logotipo da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa
Sede em Ballston, no condado de Arlington, Virgínia, em 2022
Resumo da agência
Formação7 de fevereiro de 1958, como ARPA
Predecessores
  • Agência de Projetos de Pesquisa Avançada
JurisdiçãoGoverno federal dos Estados Unidos
Sede675 North Randolph Street, Ballston, Virgínia, Estados Unidos
38° 52′ 44″ N, 77° 06′ 32″ O
EmpregadosEstimativa de 1.122 em 2026
Orçamento anualUS$ 4,322 bilhões no ano fiscal de 2026
Executivos
  • Stephen Winchell, Diretor
Agência mãeDepartamento de Defesa dos Estados Unidos
Sítio oficialwww.darpa.mil

A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa, em inglês Defense Advanced Research Projects Agency, ou DARPA, é uma agência de pesquisa e desenvolvimento do Departamento de Defesa dos Estados Unidos responsável pelo desenvolvimento de tecnologias emergentes para uso pelas Forças Armadas. Criada em 7 de fevereiro de 1958 pelo presidente Dwight D. Eisenhower, recebeu inicialmente o nome de Agência de Projetos de Pesquisa Avançada, ou ARPA. Sua criação foi uma resposta ao lançamento do Sputnik-1 pela União Soviética em 1957. Em colaboração com universidades, empresas e órgãos governamentais, a DARPA formula e executa projetos de pesquisa e desenvolvimento para ampliar as fronteiras da ciência e da tecnologia, muitas vezes além das necessidades militares imediatas dos Estados Unidos. A agência adotou o nome DARPA em março de 1972, voltou a se chamar ARPA em fevereiro de 1993 e retomou o nome DARPA em março de 1996.

A revista The Economist chamou a DARPA de "a agência que moldou o mundo moderno" e incluiu a vacina da Moderna contra a COVID-19, os satélites meteorológicos, o GPS, os drones, a tecnologia furtiva, as interfaces de voz, o computador pessoal e a Internet entre as inovações pelas quais a agência tem parte do crédito. Os resultados de seus programas levaram governos de outros países a criar agências semelhantes de pesquisa e desenvolvimento.

A DARPA trabalha de forma independente das demais organizações militares de pesquisa e desenvolvimento e responde diretamente à direção do Departamento de Defesa. A Revelio Labs estimou seu quadro em 1.122 pessoas em 2026. Em 2018, a agência informava ter quase 100 gerentes de programa, responsáveis por cerca de 250 programas de pesquisa e desenvolvimento distribuídos entre seis escritórios técnicos. Stephen Winchell assumiu a direção em maio de 2025.

História

Vídeo sobre os resultados dos primeiros 50 anos da DARPA

Primeiros anos, de 1958 a 1969

Antiga sede da DARPA no bairro de Virginia Square, no condado de Arlington, Virgínia. A agência mudou-se para um edifício na North Randolph Street, número 675.

O Comitê Consultivo Científico do Presidente propôs a criação da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada ao presidente Dwight D. Eisenhower em uma reunião convocada após o lançamento do Sputnik. Eisenhower autorizou formalmente a ARPA em 1958 para formular e executar projetos de pesquisa e desenvolvimento que ampliassem as fronteiras da ciência e da tecnologia e fossem muito além das necessidades militares imediatas. A criação teve como bases a Autorização Suplementar de Construção Militar da Força Aérea, a Lei Pública 85-325, e a Diretriz 5105.15 do Departamento de Defesa, de fevereiro de 1958. A agência ficou subordinada ao Gabinete do Secretário de Defesa e tinha cerca de 150 pessoas. Sua criação decorreu do lançamento do Sputnik e da percepção dos Estados Unidos de que a União Soviética havia adquirido a capacidade de aproveitar rapidamente os avanços da tecnologia militar. O financiamento inicial da ARPA foi de US$ 520 milhões. Roy Johnson, seu primeiro diretor, deixou um cargo de gestão na General Electric, com salário de US$ 160 mil, para assumir um posto na ARPA que pagava US$ 18 mil. Herbert York, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, foi contratado como seu assistente científico.

Johnson e York se interessavam pelos projetos espaciais, mas a criação da NASA, ainda em 1958, levou à transferência desses projetos e de grande parte dos recursos da ARPA para a nova agência. Johnson renunciou, e a ARPA passou a se dedicar à pesquisa básica "de alto risco", "de alto retorno" e de objetivos distantes das aplicações imediatas. Cientistas e universidades de pesquisa do país receberam essa orientação com entusiasmo. O segundo diretor, o brigadeiro-general Austin W. Betts, renunciou no início de 1961. Seu sucessor, Jack Ruina, permaneceu no cargo até 1963. Ruina foi o primeiro cientista a dirigir a ARPA e elevou seu orçamento anual para US$ 250 milhões. Também contratou Joseph Carl Robnett Licklider como primeiro administrador do Information Processing Techniques Office, o escritório de técnicas de processamento de informações que participou da criação da ARPANET, base da futura internet.

Nos meios políticos e de defesa, havia a percepção de que o Departamento de Defesa precisava de uma organização de alto nível capaz de formular e executar projetos de pesquisa e desenvolvimento além das exigências imediatas de cada ramo militar e de seus laboratórios. Para cumprir essa missão, a DARPA desenvolveu e transferiu programas tecnológicos de diferentes disciplinas científicas, voltados às necessidades de segurança nacional.

De 1958 a 1965, a ARPA concentrou seus esforços em questões nacionais como a exploração espacial, a defesa contra mísseis balísticos e a detecção de testes nucleares. Em 1960, todos os seus programas espaciais civis foram transferidos para a NASA, e os programas espaciais militares passaram aos respectivos ramos das Forças Armadas.

Com isso, a ARPA pôde se concentrar no projeto Defender, de defesa contra mísseis balísticos, no projeto Vela, de detecção de testes nucleares, e no projeto AGILE, de pesquisa e desenvolvimento em contrainsurgência. A agência também começou a trabalhar com processamento computacional, ciências do comportamento e ciência dos materiais. Os programas Defender e AGILE deram início às pesquisas da DARPA em sensores, vigilância e energia dirigida, sobretudo nos estudos de Radar, sensoriamento infravermelho e detecção de raios X e raios gama.

Em 1959, a ARPA participou do desenvolvimento inicial do Transit, também chamado de NavSat, antecessor do Sistema de Posicionamento Global, o GPS. Naquele ano, um trabalho conjunto da agência e do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins começou a aperfeiçoar as descobertas iniciais. Financiado pela Marinha e desenvolvido sob a direção de Richard Kirschner na Universidade Johns Hopkins, o Transit foi o primeiro sistema de posicionamento por satélite.

No fim da década de 1960, a transferência dos programas já amadurecidos para os ramos militares levou a ARPA a concentrar seu trabalho em programas de pesquisa relativamente pequenos e de caráter exploratório. Em 1972, a agência passou a se chamar Defense Advanced Research Projects Agency. No início da década de 1970, deu prioridade à energia dirigida, ao processamento de informações e às tecnologias táticas.

Na área de processamento de informações, a DARPA apoiou inicialmente o desenvolvimento do tempo compartilhado. Os sistemas operacionais modernos empregam conceitos criados para o Multics, desenvolvido em conjunto pelos Bell Labs, pela General Electric e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT. A DARPA financiou o projeto MAC do MIT com uma verba inicial de US$ 2 milhões.

A agência apoiou o desenvolvimento da ARPANET, a primeira rede de longa distância com comutação de pacotes, da Packet Radio Network e da Packet Satellite Network, até chegar à internet. Também financiou pesquisas em inteligência artificial, nas áreas de reconhecimento de fala e processamento de sinais, incluindo partes do robô Shakey. A DARPA apoiou ainda os primeiros trabalhos em hipertexto e hipermídia. Financiou um dos dois primeiros sistemas de hipertexto, o NLS, de Douglas Engelbart, e a apresentação que ficou conhecida como "a mãe de todas as demonstrações". Depois, financiou o Aspen Movie Map, um dos primeiros sistemas de hipermídia e precursor da realidade virtual.

De 1970 a 1980

A Emenda Mansfield de 1973 limitou expressamente as verbas de pesquisa em defesa, distribuídas pela DARPA, a projetos com aplicação militar direta.

A "fuga de cérebros" resultante estimulou o desenvolvimento da nascente indústria de computadores pessoais. Jovens cientistas da computação deixaram as universidades para trabalhar em empresas recém-criadas e laboratórios privados de pesquisa, como o Xerox PARC.

Entre 1976 e 1981, os projetos da DARPA se concentraram em tecnologias aéreas, terrestres, navais e espaciais, programas de blindagem e combate a blindados, sensoriamento infravermelho para vigilância a partir do espaço, lasers de alta energia para defesa espacial contra mísseis, guerra antissubmarino, mísseis de cruzeiro avançados, aeronaves avançadas e aplicações militares da computação.

Programas que tiveram êxito foram transferidos para os ramos militares. Tecnologias de reconhecimento automático de alvos, sensoriamento espacial, propulsão e materiais passaram à organização responsável pela Iniciativa Estratégica de Defesa, a SDIO. Ela depois recebeu o nome de Organização de Defesa contra Mísseis Balísticos, a BMDO, e, mais tarde, de Agência de Defesa contra Mísseis, a MDA.

A partir de 1981

Na década de 1980, a agência concentrou sua atenção no processamento de informações e em programas aeronáuticos, incluindo o National Aerospace Plane, ou NASP, e o programa de pesquisa hipersônica. O Strategic Computing Program permitiu à DARPA explorar tecnologias avançadas de processamento e redes e retomar a colaboração com universidades após a Guerra do Vietnã. A agência também começou a desenvolver conceitos para satélites pequenos e leves no programa LIGHTSAT e lançou programas de fabricação de equipamentos de defesa, tecnologia de submarinos, blindagem e combate a blindados.

Em 1981, os engenheiros Robert McGhee e Kenneth Waldron começaram a desenvolver o Adaptive Suspension Vehicle, ou ASV, apelidado de "Walker", na Universidade Estadual de Ohio, sob contrato de pesquisa com a DARPA. O veículo media cerca de 5,2 m de comprimento, 2,4 m de largura e 3,2 m de altura. Tinha seis pernas que sustentavam uma estrutura de alumínio de aproximadamente 2,7 toneladas e foi projetado para transportar carga em terrenos difíceis. A DARPA perdeu o interesse no ASV após problemas nos testes em clima frio.

Logotipo do Information Awareness Office, programa da DARPA para reunir grandes bancos de dados com informações pessoais de estadunidenses, sem exigência de mandado judicial.

Em 2001, a DARPA criou o Information Awareness Office, ou IAO, com a missão declarada de aplicar tecnologias de vigilância contra terroristas e outras ameaças por meio do programa Total Information Awareness. O projeto previa enormes bancos de dados para reunir e armazenar informações pessoais de todas as pessoas nos Estados Unidos, incluindo e-mails, redes sociais, transações com cartões de crédito, chamadas telefônicas e prontuários médicos, sem exigir mandado de busca. Em 2003, após críticas de que isso resultaria em um sistema de vigilância em massa, o Congresso dos Estados Unidos retirou o financiamento do IAO. Parte de seus projetos prosseguiu sob outros nomes até ser exposta por Edward Snowden nas revelações de vigilância em massa de 2013.

Em 4 de fevereiro de 2004, a agência encerrou o projeto LifeLog, que pretendia "reunir em um só lugar praticamente tudo o que uma pessoa diz, vê ou faz".

Em 28 de outubro de 2009, começaram as obras de uma nova sede no condado de Arlington, Virgínia, a poucos quilômetros do Pentágono.

No outono de 2011 no hemisfério norte, a DARPA realizou o simpósio 100-Year Starship, com o objetivo de incentivar o público a pensar seriamente em viagens interestelares.

Em 5 de junho de 2016, a NASA e a DARPA anunciaram planos para construir novos aviões experimentais da série X. A NASA pretendia desenvolver uma sequência dessas aeronaves nos dez anos seguintes.

Entre 2014 e 2016, a DARPA organizou a primeira competição de segurança computacional entre sistemas automatizados, o Cyber Grand Challenge, ou CGC. Especialistas em segurança da computação desenvolveram sistemas capazes de encontrar vulnerabilidades, explorá-las e produzir correções de forma inteiramente automática. A competição integrou os concursos com prêmios da DARPA destinados a estimular inovações.

Em junho de 2018, dirigentes da agência demonstraram tecnologias desenvolvidas no programa GXV-T. O objetivo era criar um veículo de combate compacto, com blindagem leve, capaz de enfrentar sistemas de armas antitanque graças à capacidade de manobra e a outros recursos.

Em setembro de 2020, a DARPA e a Força Aérea dos Estados Unidos anunciaram que o Hypersonic Air-breathing Weapon Concept, ou HAWC, estava pronto para testes de voo livre no ano seguinte.

Victoria Coleman assumiu a direção da DARPA em setembro de 2020.

A agência também contratou empresas para executar funções de apoio. No ano fiscal de 2020, a Chenega cuidava da segurança física das instalações, a System High Corp. cuidava da segurança dos programas e a Agile Defense prestava serviços de tecnologia da informação não sigilosos. A General Dynamics prestava os serviços de TI sigilosos. A Strategic Analysis Inc. fornecia apoio em engenharia, ciência, matemática, atendimento e administração.

Organização

Escritórios de programas

Em 2023, a DARPA tinha seis escritórios técnicos responsáveis por suas pesquisas e dois escritórios adicionais para projetos especiais. Todos respondiam ao diretor da agência.

  • O Defense Sciences Office, ou DSO, seleciona e conduz pesquisas de alto risco e alto retorno em ciência e engenharia para desenvolver tecnologias de segurança nacional. Seus temas de pesquisa abrangem novos materiais e estruturas, sensoriamento e medição, computação e processamento, apoio às operações, inteligência coletiva e mudanças globais.
  • O Information Innovation Office, ou I2O, buscava assegurar a superioridade tecnológica dos Estados Unidos nas áreas em que a informação pudesse oferecer uma vantagem militar decisiva.
  • O Microsystems Technology Office, ou MTO, tinha como missão desenvolver microssistemas inteligentes de alto desempenho e componentes de nova geração para comando, controle, comunicações, computação, inteligência, vigilância e reconhecimento, reunidos na sigla C4ISR, além de guerra eletrônica e energia dirigida. A eficácia, a capacidade de resistir a ataques e a letalidade desses sistemas dependem de seus microssistemas e componentes.
  • O Strategic Technology Office, ou STO, se dedica a tecnologias que abrangem todo o teatro de operações e envolvem mais de um ramo militar.
  • O Tactical Technology Office, ou TTO, conduz pesquisas militares avançadas de alto risco e alto retorno. Trabalha com sistemas e subsistemas aeronáuticos, espaciais e terrestres, além de processadores embarcados e sistemas de controle.
  • O Biological Technologies Office, ou BTO, apoia, demonstra e transfere pesquisas básicas, descobertas e aplicações que reúnem biologia, engenharia e ciência da computação para a segurança nacional. Foi criado em abril de 2014 pela diretora Arati Prabhakar, com programas antes administrados pelo MTO e pelo DSO.

Escritórios anteriores

  • O Adaptive Execution Office, ou AEO, foi criado em 2009 pela diretora Regina Dugan. Suas quatro áreas de trabalho eram transferência de tecnologia, avaliação, produtividade rápida e sistemas adaptativos. O escritório mantinha contato com os militares e ajudava a planejar e executar demonstrações tecnológicas e testes de campo, para facilitar a adoção de novas tecnologias pelas tropas e sua incorporação ao Departamento de Defesa.
  • O Information Awareness Office funcionou de 2002 a 2003.
  • O Advanced Technology Office, ou ATO, pesquisava, demonstrava e desenvolvia projetos em comunicações marítimas, operações especiais, comando e controle, proteção da informação e resistência dos sistemas a ataques.
  • O Special Projects Office, ou SPO, pesquisava, desenvolvia, demonstrava e transferia tecnologias para enfrentar desafios nacionais existentes e emergentes. Seus investimentos iam de tecnologias básicas à demonstração de grandes protótipos. O escritório desenvolveu meios de enfrentar instalações subterrâneas usadas para comando e controle, armazenamento e preparação de armas e fabricação de armas de destruição em massa. Também buscou reduzir o custo de combater mísseis de cruzeiro baratos e amplamente disponíveis, drones e outras plataformas de lançamento de armas, interferência eletrônica e vigilância. Investiu em tecnologias espaciais de acesso rápido, conhecimento da situação no espaço, ações contra sistemas espaciais e sensoriamento tático persistente, incluindo estruturas e aberturas espaciais de grandes dimensões.
  • A ARPA abriu um escritório de campo em Bangcoc, na Tailândia, em 1961, para pesquisas de contrainsurgência do projeto AGILE.

Uma reorganização em 1991 criou escritórios que funcionaram durante o início daquela década.

  • O Electronic Systems Technology Office reuniu áreas do Defense Sciences Office e do Defense Manufacturing Office. O novo escritório se concentrava na interface entre computadores de uso geral e o mundo físico, incluindo sensores, telas e as primeiras etapas de processamento especializado de sinais que conectam esses dispositivos às interfaces dos computadores.
  • O Software and Intelligent Systems Technology Office e o Computing Systems Office ficaram responsáveis pelas atividades da iniciativa presidencial de computação de alto desempenho. O escritório de software também cuidava de tecnologia de sistemas de software, inteligência de máquina e engenharia de software.
  • O Land Systems Office foi criado para desenvolver veículos terrestres e sistemas de combate a blindados, antes sob responsabilidade do Tactical Technology Office.
  • O Undersea Warfare Office reuniu áreas dos escritórios Advanced Vehicle Systems e Tactical Technology para desenvolver e demonstrar tecnologias de furtividade submarina, detecção de submarinos furtivos e automação.

Em 2010, o Transformational Convergence Technology Office, ou TCTO, e o Information Processing Techniques Office, ou IPTO, foram reunidos no Information Innovation Office, o I2O.

  • O TCTO tinha como missão desenvolver novas capacidades a partir de tendências tecnológicas e sociais, sobretudo em computação e em áreas das ciências da vida, ciências sociais, fabricação e comércio que dependiam de recursos computacionais.
  • O IPTO se dedicava à criação de tecnologias de sensoriamento, redes, computação e software para assegurar a superioridade militar do Departamento de Defesa.

Diretores

A DARPA teve os seguintes diretores.

N.º Imagem Diretor Início do mandato Fim do mandato Referências
1 Roy W. Johnson 1958 1959
2 Austin W. Betts 1960 1961
3 Jack Ruina 1961 1963
4 Robert Sproull 1963 1965
5 Charles Herzfeld junho de 1965 março de 1967
6 Eberhardt Rechtin 1967 1970
7 Stephen J. Lukasik 1970 1975
8 George Heilmeier 1975 1977
9 Robert R. Fossum 1977 1981
10 Robert S. Cooper 1981 1985
11 Robert C. Duncan 1985 1988
12 Ray S. Colladay 1988 1989
13 Craig I. Fields 1989 1990
14 Victor H. Reis 1990 1992
15 Gary L. Denman 1992 1995
16 Verne L. "Larry" Lynn 1995 1998
17 Fernando L. "Frank" Fernandez 1998 2001
18 Anthony J. Tether 18 de junho de 2001 20 de fevereiro de 2009
interino Robert Leheny 21 de fevereiro de 2009 19 de julho de 2009
19 Regina E. Dugan 20 de julho de 2009 março de 2012
interino Kaigham "Ken" Gabriel março de 2012 29 de julho de 2012
20 Arati Prabhakar 30 de julho de 2012 20 de janeiro de 2017
interino Steven H. Walker 20 de janeiro de 2017 8 de novembro de 2017
21 8 de novembro de 2017 10 de janeiro de 2020
interino Peter Highnam 11 de janeiro de 2020 23 de setembro de 2020
22 Victoria Coleman 24 de setembro de 2020 20 de janeiro de 2021
interino Peter Highnam 20 de janeiro de 2021 14 de março de 2021
23 Stefanie Tompkins 15 de março de 2021 20 de janeiro de 2025
interino Rob McHenry 20 de janeiro de 2025 19 de maio de 2025
24 Stephen Winchell 19 de maio de 2025 No cargo

Projetos

O site da agência mantém listas de projetos em andamento e encerrados. Os programas são abertos e encerrados conforme as necessidades do governo dos Estados Unidos. Também há dados públicos estruturados sobre parte dos contratos e projetos da DARPA.

Programas e etapas de desenvolvimento

  • AdvaNced airCraft Infrastructure-Less Launch And RecoverY, ou ANCILLARY, de 2022. Programa de desenvolvimento e demonstração de um avião de decolagem e pouso verticais capaz de operar sem infraestrutura de apoio, com baixo peso, alta capacidade de carga e longa autonomia. Em junho de 2023, a DARPA selecionou nove empresas para elaborar os conceitos iniciais dos sistemas operacional e de demonstração de uma aeronave não tripulada.
  • AI Cyber Challenge, ou AIxCC, de 2023. Competição de dois anos para encontrar e corrigir vulnerabilidades de software com inteligência artificial, em parceria com Anthropic, Google, Microsoft e OpenAI, que forneceram conhecimento técnico e acesso às suas plataformas. A semifinal e a final ocorreram na DEF CON, em Las Vegas, Nevada, em 2024 e 2025, respectivamente.
  • Air Combat Evolution, ou ACE, de 2019. O programa buscou automatizar o combate aéreo, com tempos de reação próprios de máquinas. Usou o combate aéreo colaborativo entre humanos e máquinas para aumentar a confiança na autonomia em combate. Oito equipes de universidades e empresas foram selecionadas em outubro de 2019. Em abril de 2024, a DARPA e a Força Aérea anunciaram os primeiros testes em voo de combate aéreo entre um F-16 pilotado autonomamente por algoritmos de inteligência artificial e outro F-16 pilotado por uma pessoa.
  • Air Space Total Awareness for Rapid Tactical Execution, ou ASTARTE, de 2020. Programa realizado com o Exército e a Força Aérea para trabalhar com sensores, algoritmos de inteligência artificial e ambientes virtuais de teste. Seu objetivo era construir uma visão operacional comum e compreensível quando as tropas estivessem dispersas pelo campo de batalha.
  • Biomanufacturing: Survival, Utility, and Reliability beyond Earth, ou B-SURE, de 2021. O programa buscou responder a questões científicas básicas sobre o desempenho de microrganismos usados na biofabricação industrial em condições espaciais. Em abril de 2023, o laboratório nacional da Estação Espacial Internacional anunciou que o experimento Rhodium-DARPA Biomanufacturing 01 havia sido lançado pela SpaceX. A tripulação da estação realizou o estudo dos efeitos da gravidade sobre a produção de medicamentos e nutrientes por bactérias e leveduras.
  • Big Mechanism, de 2015, voltado à pesquisa sobre o câncer. Buscava desenvolver tecnologias capazes de ler resumos e artigos científicos, extrair partes de mecanismos causais, reuni-las em modelos mais completos e formular explicações a partir desses modelos. O programa se concentrou na biologia do câncer, sobretudo nas vias de sinalização. Seu sucessor recebeu o nome de World Modelers.
  • Sistema de inferência da estrutura de binários, de 2020. Extraía propriedades de software do código binário para apoiar a engenharia reversa baseada em repositórios e a aplicação de pequenas correções, reduzindo a manutenção e os custos ao longo do ciclo de vida.
  • Blackjack, de 2017. Programa de desenvolvimento e teste de constelações de satélites militares com sensores e cargas úteis de uso militar instalados em plataformas comerciais. A proposta era demonstrar a utilidade de constelações globais em órbita terrestre baixa e redes em malha formadas por satélites menores, mais leves e mais baratos. Cargas úteis suficientemente capazes poderiam executar missões militares, complementar programas existentes e alcançar ou superar o desempenho de sistemas espaciais de alto custo. No ano fiscal de 2020, Blue Canyon Technologies, Raytheon e SA Photonics Inc. trabalhavam nas fases 2 e 3. Em 12 de junho de 2023, a DARPA lançou quatro satélites para uma demonstração tecnológica em órbita baixa no voo compartilhado Transporter-8 da SpaceX.
  • BlockADE, de 2014, uma barreira de montagem rápida.
  • Causal Exploration of Complex Operational Environments, também chamado de Causal Exploration, de 2018. Apoio informatizado ao planejamento militar.
  • Collaborative Operations in Denied Environment, ou CODE, de 2015. Arquitetura modular de software para drones compartilharem informações em ambientes contestados, localizarem e atacarem alvos com orientação limitada de operadores.
  • Control of Revolutionary Aircraft with Novel Effectors, ou CRANE, de 2019. Buscava demonstrar um projeto de aeronave experimental com controle ativo do escoamento, que acrescenta energia à camada-limite conforme a necessidade para manter, recuperar ou melhorar o desempenho aerodinâmico. O objetivo era melhorar o desempenho e a confiabilidade das aeronaves e reduzir custos. Em maio de 2023, o avião experimental não tripulado recebeu a designação X-65. Seu projeto usa conjuntos de bocais de ar comprimido para manobrar sem superfícies externas móveis de controle.
  • Computational Weapon Optic, ou CWO, de 2015. Mira computadorizada para fuzis que reúne diferentes recursos em um único dispositivo óptico.
  • DARPA Triage Challenge, ou DTC, iniciado em 2023. Competição de três anos destinada a estimular o desenvolvimento de novos indicadores fisiológicos para a triagem médica e melhorar o atendimento de emergência em incidentes civis e militares com muitas vítimas.
  • DARPA XG, de 2005. Tecnologia de acesso dinâmico ao espectro para assegurar as comunicações militares.
  • Demonstration Rocket for Agile Cislunar Operations, ou DRACO, de 2021. O programa previa demonstrar em órbita um foguete térmico nuclear até 2027, em colaboração com a NASA, responsável pelo motor, e a Força Espacial dos Estados Unidos, responsável pelo lançamento.
  • Sistema de detecção por ensaios baseados em CRISPR, as repetições palindrômicas curtas agrupadas e regularmente espaçadas, combinados com dispositivos reconfiguráveis para uso no local de atendimento e execução simultânea de muitos testes, destinados ao diagnóstico e à vigilância.
  • Electronics Resurgence Initiative, ou ERI, de 2019. A iniciativa buscava atender às necessidades de segurança nacional e à competitividade e sustentabilidade da economia, por meio de parcerias com a indústria dos Estados Unidos, a base industrial de defesa e pesquisadores universitários. Em 2023, a DARPA ampliou seu escopo com a ERI 2.0, voltada à renovação da fabricação nacional de microeletrônica.
  • Experimental Spaceplane 1, anteriormente XS-1. Em 2017, a Boeing foi selecionada para as fases 2 e 3, de fabricação e voo de um veículo espacial reutilizável e não tripulado, após concluir o projeto inicial na fase 1 como uma das três equipes participantes. Em janeiro de 2020, a empresa encerrou sua participação.
  • Fast Lightweight Autonomy, de 2014. Algoritmos que permitem a pequenos drones voar em alta velocidade em ambientes com muitos obstáculos, sem GPS nem comunicação externa.
  • Fast Network Interface Cards, ou FastNICs. Desenvolvimento e integração de subsistemas de rede projetados do zero para acelerar em até cem vezes aplicações como o treinamento distribuído de classificadores de aprendizado de máquina. A Perspecta Labs e a Raytheon BBN trabalhavam no programa no ano fiscal de 2020.
  • Force Application and Launch from Continental United States, ou FALCON, de 2008. Pesquisa para desenvolver um veículo lançador de pequenos satélites. A AirLaunch LLC trabalhava no desenvolvimento do veículo.
  • Gamma Ray Inspection Technology, ou GRIT. Pesquisa e desenvolvimento de fontes compactas e transportáveis de raios gama, com alta intensidade, frequência ajustável e faixa estreita. As aplicações previstas eram a detecção de material nuclear contrabandeado em cargas por novas técnicas de inspeção e o desenvolvimento de diagnósticos e terapias. No ano fiscal de 2020, a RadiaBeam Technologies LLC trabalhava na fase 1, com uma abordagem baseada em laser e espalhamento Compton.
  • Glide Breaker. Tecnologia para um interceptador avançado capaz de atingir veículos ou mísseis hipersônicos manobráveis na alta atmosfera. A Northrop Grumman e a Aerojet Rocketdyne trabalhavam no programa no ano fiscal de 2020.
  • Gremlins, de 2015. Drones lançados e recuperados em voo, com capacidades distribuídas, destinados a oferecer flexibilidade a baixo custo em comparação com plataformas multifunção mais caras. Em outubro de 2021, dois X-61 Gremlin foram testados no campo de provas de Dugway, do Exército, em Utah.
  • Ground X-Vehicle Technology, ou GXV-T, de 2015. Programa voltado à mobilidade, resistência a ataques, segurança e eficácia dos veículos de combate sem aumentar continuamente a blindagem.
  • High Operational Temperature Sensors, ou HOTS, de 2023. Desenvolvimento de sensores com transdutores, microeletrônica de condicionamento de sinais e integração capazes de operar com largura de banda superior a 1 MHz e faixa dinâmica superior a 90 dB, em temperaturas de pelo menos 800 °C.
  • Hierarchical Identify Verify Exploit, ou HIVE, de 2017. Projeto de arquitetura de processadores.
  • Hypersonic Air-breathing Weapon Concept, ou HAWC. Programa conjunto da DARPA e da Força Aérea para desenvolver e demonstrar tecnologias de um míssil de cruzeiro hipersônico, lançado por aeronave, eficaz e de custo acessível.
  • Insect Allies, de 2017 a 2021.
  • Intelligent Integration of Information, ou I3, desenvolvido no SISTO de 1994 a 2000. Apoiou pesquisas em bancos de dados e, com o CISTO da ARPA e a NASA, financiou o programa de bibliotecas digitais da Fundação Nacional da Ciência, a NSF, do qual surgiu, entre outros resultados, o Google.
  • Joint All-Domain Warfighting Software, ou JAWS. Conjunto de programas com automação e análise preditiva para gestão de combate, comando e controle e coordenação tática do acompanhamento e da destruição de alvos. A Systems & Technology Research, de Woburn, Massachusetts, recebeu trabalho com conclusão prevista para março de 2022. A Raytheon também participou, com conclusão prevista para abril de 2022.
  • Lasers for Universal Microscale Optical Systems, ou LUMOS. Integração de materiais diferentes para incorporar lasers e amplificadores de alto desempenho a plataformas fotônicas compatíveis com a fabricação industrial. No ano fiscal de 2020, a Research Foundation for the State University of New York trabalhava no ganho óptico integrado ao chip e na reunião das funções fotônicas em um único substrato para novos microssistemas ópticos.
  • LongShot, de 2021. Programa de demonstração de um veículo não tripulado lançado por aeronave e capaz de empregar armas ar-ar. Os trabalhos de projeto da fase 1 começaram no início de 2021. Em junho de 2023, a DARPA concedeu à General Atomics um contrato da fase 3 para fabricar um porta-mísseis aéreo, potencialmente recuperável, e realizar uma demonstração em voo prevista para 2025.
  • Manta Ray, de 2020. Programa para desenvolver veículos submarinos não tripulados autônomos de grande porte, capazes de missões longas e de transportar grandes cargas úteis. Em dezembro de 2021, a DARPA concedeu contratos da fase 2 à Northrop Grumman Systems Corporation e à Martin Defense Group para testar subsistemas, fabricar veículos completos em escala real e demonstrá-los na água.
    Em maio de 2024, Manta Ray também era o nome de um protótipo construído pela Northrop Grumman, cujos primeiros testes ocorreram no oceano Pacífico no primeiro trimestre daquele ano. O veículo foi projetado para ser desmontado, acomodado em cinco contêineres-padrão, transportado até o local de emprego e remontado no teatro de operações. A DARPA trabalhava com a Marinha dos Estados Unidos para realizar outros testes e transferir a tecnologia.
  • Media Forensics, ou MediFor, de 2018. Projeto para detectar automaticamente manipulações digitais em imagens e vídeos, incluindo deepfakes. A maior parte do programa terminou em 2020. Em 2021, a DARPA lançou seu sucessor, Semantic Forensics, ou SemaFor.
  • Millimeter-wave GaN Maturation, ou MGM. Desenvolvimento de transistores de nitreto de gálio capazes de combinar alta velocidade e grande excursão de tensão. No ano fiscal de 2020, a HRL Laboratories LLC, empresa conjunta da Boeing e da General Motors, trabalhava na fase 2.
  • Modular Optical Aperture Building Blocks, ou MOABB, de 2015. Desenvolvimento de um dispositivo que reúna componentes ópticos de espaço livre, como telescópios, lasers de volume com direcionamento mecânico do feixe, detectores e circuitos eletrônicos. A meta era criar um sistema na escala de uma pastilha semicondutora, cem vezes menor e mais leve que os sistemas existentes e capaz de direcionar o feixe muito mais rapidamente que componentes mecânicos. O programa também previa células eletrofotônicas que pudessem ser reunidas em aberturas planas de até 10 cm de diâmetro, com potência óptica de 100 W. As aplicações incluíam varredura tridimensional rápida com dispositivos menores que a câmera de um celular, comunicações por laser em alta velocidade sem direcionamento mecânico, sensoriamento de perímetros através da vegetação, medição remota do vento e mapeamento tridimensional a longa distância. No ano fiscal de 2020, a Analog Photonics LLC, de Boston, Massachusetts, trabalhava na fase 3, com término previsto para maio de 2022.
  • Multi-Azimuth Defense Fast Intercept Round Engagement System, ou MAD-FIRES. Desenvolvimento de um projétil guiado de médio calibre para defesa de navios, reunindo a orientação e a precisão de um míssil com a velocidade, a cadência de tiro e a capacidade de munição de uma arma de fogo. A Raytheon recebeu trabalhos da fase 3 para melhorar o desempenho do buscador e desenvolver um iluminador e um gerenciador de engajamento capazes de atingir um alvo representativo. A conclusão estava prevista para novembro de 2022.
  • Near Zero Power RF and Sensor Operations, ou N-ZERO, de 2015. Redução ou eliminação do consumo de energia em espera de sensores terrestres sem operadores presentes.
  • Implantes neurais para soldados, de 2014.
  • No Manning Required Ship, ou NOMARS. O USX-1 Defiant, embarcação de superfície não tripulada de porte médio, foi visto em público pela primeira vez em março de 2025.
  • Interface cérebro-computador bidirecional não cirúrgica, com alta resolução espacial e temporal e baixa latência, para possível uso humano.
  • Open, Programmable, Secure 5G, ou OPS-5G, de 2020. Programa para enfrentar os riscos de segurança das redes 5G, por meio de uma pilha de protocolos portátil, de código aberto, compatível com os padrões e projetada com segurança desde o início. O objetivo era criar software e sistemas abertos para redes móveis 5G seguras e gerações posteriores, como a 6G.
  • Operational Fires, ou OpFires. Desenvolvimento de um propulsor móvel lançado do solo para permitir que armas hipersônicas de planeio impulsionado atravessem as defesas aéreas inimigas. Em 17 de julho de 2020, a Lockheed Martin trabalhava na fase 3, que previa componentes de propulsão para o segundo estágio do míssil, com conclusão em janeiro de 2022. O sistema foi testado com êxito em julho de 2022.
  • Persistent Close Air Support, ou PCAS, criado em 2010. O programa buscava melhorar a eficácia do apoio aéreo aproximado, permitindo que controladores de ataque aéreo em terra e tripulações de combate compartilhassem em tempo real informações sobre a situação e os sistemas de armas.
  • Robotic Servicing of Geosynchronous Satellites, ou RSGS, concebido em 2017. Projeto de manutenção de satélites por robôs com operação remota e autônoma. Em 2020, a DARPA selecionou a SpaceLogistics, da Northrop Grumman, como parceira. O Laboratório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos projetou e desenvolveu o braço robótico com financiamento da agência. O início da manutenção de satélites no espaço estava previsto para 2025.
  • Robotic Autonomy in Complex Environments with Resiliency, ou RACER, de 2020. Programa de quatro anos destinado a impedir que os algoritmos limitassem o desempenho dos sistemas e a permitir que veículos de combate autônomos igualassem ou superassem a habilidade dos soldados ao volante. O terceiro experimento para avaliar o desempenho dos veículos fora de estrada ocorreu de 12 a 27 de março de 2023.
  • Safe Genes, de 2016. Projeto de biologia sintética para programar mecanismos capazes de desfazer alterações em sistemas de edição genética.
  • Sea Train, de 2019. Programa para ampliar o alcance de embarcações de superfície não tripuladas de porte médio, reduzindo a resistência causada pela formação de ondas. A Applied Physical Sciences Corp., de Groton, Connecticut, recebeu trabalhos da fase 1, com conclusão prevista para março de 2022. Sea Train, NOMARS e Manta Ray buscavam ampliar o alcance e as cargas úteis de veículos não tripulados na superfície e debaixo d'água, com possíveis aplicações nas operações navais.
  • Secure Advanced Framework for Simulation & Modeling, ou SAFE-SiM. Desenvolvimento de um ambiente de modelagem e simulação que permitisse análises rápidas para apoiar decisões de alto nível. No ano fiscal de 2020, Radiance Technologies e L3Harris trabalhavam em partes do programa, com conclusão prevista para agosto e setembro de 2021, respectivamente.
  • Securing Information for Encrypted Verification and Evaluation, ou SIEVE. Uso de provas de conhecimento zero para verificar capacidades militares sem divulgar detalhes sigilosos sobre elas. A Galois Inc., de Portland, Oregon, e a Stealth Software Technologies, de Los Angeles, Califórnia, receberam trabalhos com conclusão prevista para maio de 2024.
  • Semantic Forensics, ou SemaFor. Desenvolvimento de tecnologias para detectar automaticamente mídias falsificadas, determinar sua origem e caracterizá-las, abrangendo texto, áudio, imagens e vídeos, para combater a desinformação automatizada. A SRI International, de Menlo Park, Califórnia, e a Kitware Inc., de Clifton Park, Nova York, receberam trabalhos com término previsto para julho de 2024.
  • Plantas sensoras, de 2017. O programa Advanced Plant Technologies, ou APT, buscava utilizar plantas na coleta de informações de inteligência, controlando sua fisiologia para detectar ameaças químicas, biológicas, radiológicas e nucleares.
  • Synthetic Hemo-technologIEs to Locate and Disinfect, ou SHIELD, de 2023. Desenvolvimento de medidas preventivas contra infecções da corrente sanguínea causadas por bactérias e fungos, que ameaçam populações militares e civis.
  • SIGMA, de 2016. Rede de detectores de radiação do tamanho de smartphones, capazes de detectar pequenas quantidades de materiais radioativos, combinados com detectores maiores instalados em vias e pontes.
  • SIGMA+, de 2018. Programa que partiu dos conceitos do SIGMA para desenvolver sensores e métodos de análise capazes de detectar pequenos vestígios de explosivos e armas químicas e biológicas em grandes áreas metropolitanas. Em outubro de 2021, o programa concluiu, com o Departamento de Polícia Metropolitana de Indianápolis, um estudo-piloto de três meses com novos sensores para detecção e interceptação precoce de ameaças com armas de destruição em massa.
  • System of Systems Integration Technology and Experimentation, ou SoSITE, de 2015. Combinações de aeronaves, armas, sensores e sistemas de missão para distribuir capacidades de guerra aérea entre plataformas tripuladas e não tripuladas interoperáveis.
  • System Security Integrated Through Hardware and Firmware, ou SSITH, de 2017. Plataforma de hardware seguro que deu base a um projeto de sistema de votação de código aberto resistente a ataques e a um contrato de protótipo em 2019.
  • Squad X Core Technologies, ou SXCT, de 2015. Tecnologias digitais integradas para melhorar a percepção da situação, a precisão e a capacidade de ação dos grupos de combate de infantaria.
  • Tactical Boost Glide, ou TBG, de 2016. Míssil hipersônico de planeio impulsionado lançado por aeronave.
  • Tactically Exploited Reconnaissance Node, ou Tern, de 2014. Desenvolvimento de sistemas e tecnologias de aeronaves não tripuladas embarcadas, capazes de oferecer inteligência, vigilância, reconhecimento e ataque persistentes, além dos limites de alcance e autonomia dos helicópteros existentes.
  • Urban Leader Tactical Response, Awareness and Visualization, ou ULTRA-Vis, de 2014. Visor de informações no campo de visão para uso individual por soldados.
  • Rede submarina heterogênea. Desenvolvimento de conceitos e de uma arquitetura reconfigurável que aproveitasse avanços nas comunicações submarinas e nos sistemas oceânicos autônomos para demonstração no mar. A Raytheon BBN recebeu trabalhos previstos até 4 de maio de 2021. O contrato permitia estendê-los até 4 de fevereiro de 2024 caso o governo exercesse todas as opções.
  • Upward Falling Payloads, de 2014. Cargas úteis armazenadas no fundo do mar, que podem ser ativadas e recuperadas quando necessárias.
  • Urban Reconnaissance through Supervised Autonomy, ou URSA. Desenvolvimento de sistemas autônomos para que a infantaria e as forças terrestres detectem e reconheçam inimigos em cidades antes de encontrá-los. O programa combinava algoritmos, sensores e conhecimento científico sobre o comportamento humano para distinguir combatentes hostis de civis. A Soar Technology Inc., de Ann Arbor, Michigan, recebeu trabalhos de autonomia de veículos com conclusão prevista para março de 2022.
  • Warrior Web, de 2014. Exoesqueleto flexível para reduzir a sobrecarga musculoesquelética de soldados que transportam cargas pesadas.
  • Waste Upcycling for Defense, ou WUD, de 2023. Conversão de resíduos de madeira, papelão, papel e outros materiais derivados de celulose em materiais reutilizáveis, inclusive para construção.
  • MINC, de 2023. Rede integrada para manter o fluxo de dados essenciais em ambientes contestados.

Outros programas

  • Atmospheric Water Extraction, ou AWE, para extração de água da atmosfera.
  • Captive Air Amphibious Transporter, ou CAAT, veículo anfíbio de transporte com flutuadores de ar.
  • Sistema receptor de amplo espectro eletromagnético, com construção e demonstração de um protótipo.
  • Clean-Slate Design of Resilient, Adaptive, Secure Hosts, ou CRASH, iniciativa do Transformational Convergence Technology Office para projetar computadores resistentes a ataques e capazes de se adaptar e se recuperar.
  • High Productivity Computing Systems, para sistemas computacionais de alta produtividade.
  • Hypersonic Air-breathing Weapon Concept, ou HAWC.
  • Hypersonic Boost Glide Systems Research, pesquisa de sistemas hipersônicos de planeio impulsionado.
  • Integrated Sensor is Structure, ou ISIS. Programa conjunto da DARPA e da Força Aérea para desenvolver um sensor de dimensões até então inéditas, integrado à estrutura de um dirigível estratosférico.
  • MEMS Exchange, ambiente de implementação de sistemas microeletromecânicos, ou MEMS.
  • PREventing EMerging Pathogenic Threats, ou PREEMPT, para prevenção de ameaças patogênicas emergentes.
  • Quantum-Assisted Sensing and Readout, ou QuASAR, programa de sensoriamento e leitura assistidos por efeitos quânticos, de 2010 a 2018.
  • Quantum Effects in Biological Environments, ou QuBE, em andamento em 2014, para estudo de efeitos quânticos em ambientes biológicos.
  • Quantum Entanglement Science and Technology, ou QuEST, para ciência e tecnologia do emaranhamento quântico.
  • Quiness, para comunicações quânticas macroscópicas.
  • Quantum Information Science and Technology, ou QuIST, programa de ciência e tecnologia da informação quântica lançado em 2001, com duração de cinco anos.
  • Rapid Attack Detection, Isolation and Characterization Systems, ou RADICS, para detecção, isolamento e caracterização rápidos de ataques.
  • Rational Integrated Design of Energetics, ou RIDE. Desenvolvimento de ferramentas para acelerar e facilitar pesquisas em materiais energéticos.
  • Insetos controlados remotamente.
  • Systems of Neuromorphic Adaptive Plastic Scalable Electronics, ou SyNAPSE, voltado à eletrônica neuromórfica adaptativa, plástica e escalável.
  • Transformative Applications, ou TransApps. Desenvolvimento e implantação rápidos de aplicativos móveis seguros no campo de batalha.

Projetos anteriores ou transferidos

  • Active Social Engineering Defense. Pesquisa para combater automaticamente ataques de engenharia social.
  • 4MM. Dispositivo de propulsão vestível para permitir que soldados corram mais depressa. A meta expressa no nome era percorrer cerca de 1,6 km em quatro minutos.
  • Air Dominance Initiative, de 2015. Programa para desenvolver tecnologias de caças de sexta geração. O estudo levou à iniciativa de superioridade aérea de sexta geração da Força Aérea, a Next Generation Air Dominance.
  • Anti-submarine warfare Continuous Trail Unmanned Vessel, ou ACTUV, de 2010. Projeto de embarcação não tripulada para guerra antissubmarino.
  • AGM-158C LRASM, míssil de cruzeiro antinavio.
  • Adaptive Vehicle Make. Novas abordagens para projetar, verificar e fabricar sistemas e veículos de defesa.
  • ARPA Midcourse Optical Station, ou AMOS, instalação de pesquisa que passou a integrar o Observatório de Haleakalā.
  • ArcLight. Sistema de armas embarcado baseado no RIM-161 Standard Missile 3, concebido para atingir alvos em quase qualquer parte do mundo.
  • ARPANET, uma das primeiras redes que deram origem à internet.
  • Assault Breaker. Integração de tecnologias para deter ataques de blindados.
  • ASTOVL, precursor do programa Joint Strike Fighter.
  • Aspen Movie Map. Desenvolvido em 1978, permitia percorrer virtualmente as ruas de Aspen, Colorado. Foi um precursor de produtos como o Google Street View.
  • Atlas, um robô humanoide.
  • Battlefield Illusion.
  • BigDog e Legged Squad Support System, de 2012, robôs com pernas.
  • Boeing Pelican.
  • Boeing X-37. O programa foi transferido da NASA para a DARPA em setembro de 2004.
  • Boeing X-45, demonstrador de aeronave militar de combate não tripulada e autônoma, desenvolvido em meados da década de 2000.
  • Boomerang. Sistema acústico desenvolvido pela BBN Technologies para localizar disparos de atiradores de elite, instalado em veículos militares.
  • CALO, sigla de Cognitive Assistant that Learns and Organizes, software de assistência cognitiva capaz de aprender e organizar informações.
  • Combat Zones That See, ou CTS. Projeto para "rastrear tudo o que se move" em uma cidade por meio de uma extensa rede de câmeras de vigilância interligadas.
  • Cognitive Technology Threat Warning System, ou CT2WS, de 2011.
  • Consortium for Execution of Rendezvous and Servicing Operations, ou CONFERS, de 2017.
  • Command Post of the Future, ou CPOF. Sistema de informações em rede para comando e controle.
  • DARPA Agent Markup Language, ou DAML.
  • Airborne Launch Assist Space Access, ou ALASA. Foguete projetado para colocar um satélite de cerca de 45 kg em órbita terrestre baixa por menos de US$ 1 milhão.
  • FALCON.
  • DARPA Grand Challenge, competições de carros autônomos.
  • Ground X-Vehicle Technologies, ou GXV-T, com demonstrações em 2018.
  • Hydra, de 2013. Rede submarina de sensores móveis não tripulados.
  • DARPA Network Challenge, realizado antes de 2010.
  • DARPA Shredder Challenge, de 2011, para reconstrução de documentos triturados.
  • Silent Talk. Programa proposto para reconhecer padrões de eletroencefalograma correspondentes a palavras e transmiti-los em comunicações discretas.
  • DARPA Spectrum Challenge, de 2014.
  • Defender.
  • Defense Simulation Internet, rede de longa distância que dava suporte à simulação interativa distribuída.
  • Discoverer II, constelação de satélites de radar.
  • Energetically Autonomous Tactical Robot, ou EATR.
  • EXACTO, fuzil de precisão que dispara projéteis guiados.
  • Global Autonomous Language Exploitation, ou GALE, para processamento autônomo de idiomas.
  • High Frequency Active Auroral Research Program, ou HAARP. Programa de pesquisa ionosférica financiado pela DARPA, pelo Laboratório de Pesquisa da Força Aérea e pelo Laboratório de Pesquisa Naval. Uma de suas instalações centrais era o transmissor de radiofrequência de alta potência usado nos testes do Ionospheric Research Instrument, ou IRI.
  • High Energy Liquid Laser Area Defense System, ou HELLADS. O programa buscava desenvolver uma arma laser de 150 kW. Em 2015, a General Atomics demonstrou um protótipo com potência e qualidade de feixe suficientes para avançar aos testes de campo. Em 2020, a General Atomics e a Boeing anunciaram o desenvolvimento de um laser líquido de 100 kW, com planos de ampliar a potência para 250 kW.
  • High Performance Knowledge Bases.
  • HISSS.
  • Human Universal Load Carrier, exoesqueleto alimentado por bateria.
  • Hypersonic Research Program.
  • Luke Arm, braço protético criado pela DEKA no programa Revolutionizing Prosthetics.
  • MAHEM, munição que emprega metal fundido para penetrar o alvo.
  • MEMEX, de 2014 a 2017. Ferramenta de busca na internet para combater o tráfico de pessoas na dark web. Em 2016, o programa recebeu o prêmio presidencial dos Estados Unidos por esforços extraordinários de combate ao tráfico de pessoas, pelo desenvolvimento dessa ferramenta. Seu nome veio do Memex, dispositivo hipotético proposto por Vannevar Bush em um artigo de 1945.
  • MeshWorm, robô semelhante a uma minhoca.
  • Mind's Eye. Sistema de inteligência visual capaz de detectar e analisar atividades em transmissões de vídeo.
  • MOSIS.
  • General Atomics MQ-1 Predator.
  • Multics.
  • Next Generation Tactical Wearable Night Vision. Dispositivos de visão noturna menores e mais leves, do tamanho de óculos escuros, capazes de alternar entre faixas de observação.
  • NLS/Augment, que deu origem a elementos da interface de usuário dos computadores modernos.
  • Northrop Grumman Switchblade. Aeronave não tripulada de asa oblíqua, concebida para alta velocidade, longo alcance e grande autonomia.
  • One Shot. Mira para atiradores de elite que mede automaticamente o vento lateral e a distância para assegurar a precisão em campo.
  • Roteamento cebola, técnica desenvolvida em meados da década de 1990 e depois empregada pelo Tor para anonimizar comunicações em redes de computadores.
  • Radar passivo, estudado em programas como Defense Applications of Innovative Remote Sensing, ou DAIRS.
  • Phoenix, iniciado em 2012 e já encerrado. Projeto de reaproveitamento de peças de satélites desativados para criar novos equipamentos em órbita. Começou em julho de 2012, com lançamentos previstos apenas a partir de 2016. Os testes de pequenos módulos chamados satlets em órbita terrestre baixa eram previstos para começar em 2015.
  • Policy Analysis Market. Projeto para avaliar a negociação de contratos de previsão sobre possíveis acontecimentos políticos em países do Oriente Médio, como aplicação de mercados de previsão.
  • POSSE.
  • Projeto AGILE. Pesquisa da época da Guerra do Vietnã sobre métodos de guerra assimétrica a distância, para uso em conflitos contra insurgentes comunistas.
  • Projeto MAC.
  • Proto 2, braço protético controlado pelo pensamento.
  • Rapid Knowledge Formation, de 1999 a 2003.
  • Sea Shadow (IX-529).
  • SIMNET. Rede de longa distância com simuladores de veículos e telas para simulações distribuídas de combate em tempo real, com tanques, helicópteros e aviões em um campo de batalha virtual.
  • System F6, sigla de Future, Fast, Flexible, Fractionated Free-flying Spacecraft United by Information Exchange. Demonstrador tecnológico de veículos espaciais fracionados e interligados por troca de informações, desenvolvido a partir de 2006. O programa custou US$ 226 milhões e foi cancelado em 2013, antes do lançamento previsto para 2015.
  • Intelligent Integration of Information, ou I3, que apoiou a pesquisa em bibliotecas digitais por meio da NSF.
  • Strategic Computing Program.
  • Synthetic Aperture Ladar for Tactical Applications, ou SALTI, para aplicações táticas de radar laser de abertura sintética.
  • XOS, exoesqueleto militar motorizado.
  • SURAN, de 1983 a 1987.
  • Projeto Vela, de 1963.
  • UAVForge, de 2011.
  • Vertical Take-Off and Landing Experimental Aircraft, ou VTOL X-Plane, de 2013, aeronave experimental de decolagem e pouso verticais.
  • Viet Cong Motivation and Morale Project, de 1964 a 1968.
  • Vulture, aeronave não tripulada de grande autonomia para voo em alta altitude.
  • Projeto VLSI, de 1978. Seus resultados abrangeram o BSD Unix, o conceito de processador RISC e ferramentas de projeto auxiliado por computador.
  • Walrus HULA, dirigível de carga de grande capacidade e longo alcance.
  • Wireless Network after Next, ou WNaN, rede tática móvel ad hoc avançada.
  • WolfPack, de 2010.
  • XDATA, de 2012, para processamento e análise de grandes volumes de informações.
  • Rockwell-MBB X-31.
  • Grumman X-29.

Na ficção

A DARPA aparece em obras de ficção como uma agência governamental de alta tecnologia. Em Tom Swift and the Visitor from Planet X, é chamada de ARPA e presta consultoria sobre uma ameaça tecnológica. Episódios de The West Wing abordam a distinção entre os nomes ARPA e DARPA. A agência também é mencionada em Numb3rs e no filme Spectral, da Netflix.

Ver também

Referências

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Bibliografia complementar

Ligações externas

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