
A Ala Leste (em inglês: East Wing) foi uma parte do complexo da Casa Branca, em Washington, D.C., construída em 1902, significativamente ampliada em 1942 e demolida em 2025. No mês anterior à demolição, começaram os trabalhos de preparação do local para uma ala substituta maior, que incluirá o proposto Salão de Baile da Casa Branca.
Situado no lado leste da Residência Executiva, o edifício servia como espaço de escritórios para a primeira-dama e sua equipe, incluindo a secretária social da Casa Branca, a equipe de correspondência e o Gabinete de Gráficos e Caligrafia da Casa Branca, todos transferidos até que a nova Ala Leste seja concluída.
A Ala Leste era ligada à Residência Executiva pela Colunata Leste, um corredor com janelas voltadas para o Gramado Sul, que abrigava o Teatro da Família da Casa Branca e se conectava ao andar térreo da Residência Executiva.
Em 1942, o presidente Franklin D. Roosevelt supervisionou uma ampliação e remodelação da Ala Leste, que incluiu a construção do Centro Presidencial de Operações de Emergência sob o edifício.

O presidente Thomas Jefferson acrescentou colunatas e terraços aos lados leste e oeste da Casa Branca, mas não alas propriamente ditas. Sob o presidente Andrew Jackson, em 1834, água corrente foi canalizada de uma nascente e bombeada para o terraço leste por tubos metálicos. Estes atravessavam as paredes e se projetavam para dentro dos cômodos, sendo controlados por torneiras. Inicialmente, a água era usada para lavar objetos, mas logo foram criados os primeiros banheiros, na colunata leste do nível térreo. O presidente Martin Van Buren mandou instalar chuveiros no local.
O Terraço Leste foi removido em 1866. Durante muitos anos, uma estufa ocupou os terrenos a leste da Casa Branca.

A primeira e pequena Ala Leste (assim como a Ala Oeste) foi projetada por Charles Follen McKim e construída em 1902 durante as reformas de Theodore Roosevelt, como entrada para visitantes formais e do público. Ela servia principalmente como entrada de convidados durante grandes reuniões sociais, quando era necessário acomodar muitos automóveis e carruagens. Sua principal característica era o longo vestiário, com espaços para casacos e chapéus de senhoras e cavalheiros.
Uma ampliação e remodelação da Ala Leste foi iniciada em 1942, durante a presidência de Franklin D. Roosevelt. A Ala Leste de dois andares foi projetada pelo arquiteto da Casa Branca Lorenzo Winslow e acrescentada principalmente para encobrir a construção de um bunker subterrâneo, o Centro Presidencial de Operações de Emergência (PEOC). Por volta da mesma época, o vestiário de Theodore Roosevelt foi incorporado ao novo edifício e tornou-se o Teatro da Família da Casa Branca.

A Ala Leste servia como espaço de escritórios para a primeira-dama e sua equipe, incluindo a secretária social da Casa Branca, a equipe de correspondência e o Gabinete de Gráficos e Caligrafia da Casa Branca, todos transferidos até que a nova Ala Leste seja concluída.
A primeira-dama Rosalynn Carter, em 1977, foi a primeira a manter seu próprio escritório na Ala Leste. O escritório social preparava todos os convites e a correspondência escrita para cada evento realizado na Casa Branca.
Visitantes da Casa Branca para eventos sociais e visitas guiadas geralmente entravam pela Ala Leste através do Gabinete de Visitantes, seguindo pelo saguão apainelado de madeira, onde ficavam retratos de presidentes e primeiras-damas. Depois, passavam pela Sala do Jardim e pela Colunata Leste, de onde se via o Jardim Jacqueline Kennedy, seguiam pelo teatro até o Foyer dos Visitantes e então chegavam à residência, entrando pelo andar térreo.
Segundo Anita McBride, ex-chefe de gabinete da primeira-dama durante o mandato de Laura Bush, "Betty Ford tinha a melhor frase para explicar o quanto a Ala Leste é especial: 'Se a Ala Oeste é a mente da nação, então a Ala Leste é o coração.'"



Em julho de 2025, a Casa Branca divulgou representações do planejado Salão de Baile da Casa Branca. Inicialmente, previa-se que o local pudesse receber até 650 pessoas em eventos, mas a capacidade foi posteriormente revisada para 999 pessoas. A Clark Construction recebeu o contrato de 200 milhões de dólares, com o início das obras planejado para setembro de 2025.
Em 31 de julho, o presidente Donald Trump havia dito que o novo salão de baile "não interferirá no edifício atual", que "não o tocará" e que demonstraria "total respeito pelo edifício existente, do qual sou o maior admirador." No ano seguinte, em uma coletiva de imprensa, ele afirmou que a Casa Branca havia sido "uma casa de merda" em mau estado, mas que, devido às melhorias promovidas por ele, estava "no auge agora."
A curadora da Casa Branca e sua equipe removeram, catalogaram e armazenaram as obras de arte e os móveis da Ala Leste e trabalharam com a White House Historical Association para documentar a demolição e usar tecnologia de digitalização 3D para registrar a Ala Leste em detalhes antes de sua derrubada.
A demolição da Ala Leste começou em 20 de outubro, sem análise da Comissão Nacional de Planejamento da Capital, que supervisiona construções federais. Em 21 de outubro, quando a demolição não anunciada já estava em andamento, o National Trust for Historic Preservation contestou que um salão de baile de 90.000 pés quadrados (cerca de 8.400 m²) "dominaria" a Casa Branca, de 55.000 pés quadrados (cerca de 5.100 m²), e "romperia permanentemente o projeto clássico cuidadosamente equilibrado da Casa Branca com suas duas alas menores e mais baixas, Leste e Oeste."
Em 22 de outubro, um funcionário da Casa Branca disse à NBC que a "totalidade" da Ala Leste acabaria sendo "modernizada e reconstruída". O funcionário alegou que o plano de construção nunca havia sido definitivo: "O escopo e o tamanho do projeto do salão de baile sempre estiveram sujeitos a mudanças à medida que o processo se desenvolve."
Mais tarde, em 22 de outubro, Trump disse a repórteres durante um evento no Salão Oval: "Determinamos que, depois de realmente uma enorme quantidade de estudos com alguns dos melhores arquitetos do mundo, concluímos que realmente derrubá-la, tentar usar uma pequena seção, sabe, a Ala Leste não era muita coisa. Não havia muita coisa restante da original" e "Para fazer isso adequadamente, tivemos de derrubar a estrutura existente."
No dia seguinte, 23 de outubro, fotografias da Associated Press mostraram que toda a Ala Leste, incluindo a Colunata Leste e o Teatro da Família da Casa Branca, havia sido demolida.
As visitas públicas à Casa Branca, cujos visitantes normalmente entravam pela Ala Leste, foram interrompidas em agosto e retomadas em escala limitada em dezembro, com os visitantes entrando pelo Pórtico Norte da Residência Executiva.
Em 10 de novembro, Trump disse à Fox News que "Eu poderia ter construído o salão de baile ao redor dela [a Ala Leste], mas ele não teria sido—". Ele não concluiu a frase e depois retomou: "Eu não queria sacrificar um grande salão de baile por um salão apenas razoável deixando-a [a Ala Leste] bem no meio."
Em janeiro de 2026, um porta-voz da Casa Branca disse que "uma colunata instável, infiltração de água, contaminação por mofo e outros problemas" faziam da demolição e construção de uma nova estrutura "a estratégia de menor custo total de propriedade e mais eficaz a longo prazo". Os contribuintes pagariam um bilhão de dólares, segundo uma proposta de maio de 2026 da Comissão Judiciária do Senado, para cobrir "recursos de segurança acima e abaixo do solo". Outros 400 milhões de dólares em doações privadas seriam usados, segundo Trump, para o salão de baile acima do solo.
A demolição da Ala Leste recebeu críticas de políticos, historiadores e ex-funcionários da Casa Branca. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, chamou a demolição de "projeto de vaidade", o governador da Califórnia, Gavin Newsom, comparou a demolição à percepção de que as políticas de Trump estavam "despedaçando a Constituição", enquanto a senadora Elizabeth Warren criticou Trump por ignorar o aumento do custo de vida. A ex-funcionária da Casa Branca Elaine Kamarck condenou a demolição como "uma abominação".
A ACECO, empresa encarregada da demolição, recebeu muitas avaliações negativas. Ela retirou do ar seu site e sua página no Instagram.
Em uma entrevista à Fox News em 21 de outubro, a porta-voz Karoline Leavitt caracterizou as críticas à demolição como "indignação falsa". Por sugestão de Jesse Watters, ela atribuiu a atitude dos democratas a "ciúme". Observou que visitas de Estado à Casa Branca exigiam instalações temporárias ao ar livre, que considerava indignas. Ela observou que o presidente Obama, por exemplo, realizou ali jantares de Estado para a Índia, em 2009, e para a Itália, em 2016.
Uma pesquisa do YouGov divulgada em 22 de outubro mostrou que a maioria dos americanos entrevistados desaprovava a decisão de demolir a Ala Leste, com 53% de desaprovação e apenas 24% de aprovação. Pelo menos uma ação judicial tentou impedir a demolição, com o National Trust for Historic Preservation processando o governo Trump por demolição ilegal. O National Trust recebeu comentários públicos sobre o salão de baile proposto por meio da United States Commission of Fine Arts (CFA) até 18 de fevereiro e da National Capital Planning Commission (NCPC) até 4 de março. Em sua ação, o National Trust argumentou que a Casa Branca não obteve as autorizações necessárias antes da demolição da Ala Leste e deveria ter apresentado os planos à NCPC antes do início das obras.
A decisão do juiz distrital federal Richard J. Leon afirmou que o Trust apresentou os argumentos jurídicos errados contra o presidente ao invocar a Administrative Procedure Act como fundamento da ação. A decisão de Leon também afirmou que, caso o grupo apresentasse uma nova ação, haveria uma resolução rápida da questão. O National Trust apresentou uma segunda ação, argumentando que "o governo está violando a separação de poderes ao prosseguir com o projeto sem autorização do Congresso", e pediu uma ordem para suspender as obras até que as aprovações fossem obtidas e o Congresso endossasse os planos. Em 31 de março de 2026, o juiz Leon determinou a interrupção da construção do salão de baile, decidindo que o governo Trump não tinha autoridade para financiar o projeto por meio de doações privadas e exigindo que o governo identificasse uma lei que lhe permitisse demolir a Ala Leste sem aprovação do Congresso. Ele emitiu outra decisão em 16 de abril para esclarecer isso. Contudo, a Corte de Apelações permitiu que a construção fosse retomada até 5 de junho.
Photos taken on Thursday appeared to show that the Trump administration has not only torn down the East Wing, but the East Colonnade, which included a movie theater that has hosted screenings for decades.
An AP photo showed demolition equipment right up to the main White House, known as the Executive Mansion.
The most recently reported cost estimate for the ballroom stands at $400m.
The sight of bulldozers smashing into the White House's East Wing — almost three weeks into a federal shutdown — is sending shockwaves among certain circles in Washington, with some wondering: Is this even allowed?
Obama once joked about what a gaudy Trump White House would look like – the president seems bent on proving him right[.] (...) The image of broken masonry, rubble and steel wires at America's most famous address was reminiscent of a disaster movie and struck a chord even among people who have become accustomed to shrugging off Trump's outrageous antics. White House alumni and presidential historians led the chorus of disgust. (...)
[Total running time: 9:28 min.]
Photos of the demolition of the East Wing at the White House have reportedly gone viral on social media. The company involved in the demolition, ACECO, has had to take down its website after receiving backlash.
The demolition of the East Wing has sparked widespread criticism on social media, with many people directly attacking ACECO for being involved in the project. Yelp.com—a site which rates businesses—temporarily blocked people from giving reviews of ACECO.