| Anu | |
|---|---|
| Senhor das constelações Rei dos espíritos e dos demônios | |
"An" escrito em cuneiforme sumério. | |
| Planeta | Nibiru |
| Morada | Pólo Norte, Draco. |
| Símbolo | Dingir |
| Genealogia | |
| Cônjuge(s) | Uras (Mitologia suméria), Qui (Mitologia suméria), Antu (Mitologia babilônica), Namu (Mitologia suméria) |
| Pais | Apsu e Namu (Mitologia suméria) Ansar e Quisar (Mitologia semita) Alalu (Mitologia hitita) |
| Filho(s) | Enlil, Enqui, Niquicurga, Nidaba, Nintinuga Em outras versões: Inana, Cumarbi, Anameleque |
| Equivalentes | |
| Romano | Júpiter |
| Grego | Zeus |
| Cananeu | El |
Anu ou Am era o deus acádio do céu, mais tarde também cultuado por assírios e babilônios, sendo o correspondente semita do deus Am da mitologia suméria.
Na mitologia
Anu era o "senhor das constelações, rei dos espíritos e dos demônios". Anu habitava as mais altas regiões celestiais. Era tido também como juiz dos homens e dos deuses, tendo criado as estrelas do céu para o servirem como seus soldados, encarregadas de perseguir e punir os criminosos. Anu era o pai dos Anunáqui (também chamados de Anunacu).
Iconograficamente, Anu surge por vezes representado como um chacal. No entanto, o seu traço distintivo mais frequente é a tiara divina, engalanada com dois pares de cornos (a importância dos deuses acádicos era medida pelo número de pares de cornos que ornamentavam as suas tiaras). O mais importante de todos os deuses era Anu.
Ele era o pai dos deuses da Suméria (Nefilim-Anunáqui), é o governante de Nibiru (ou Marduque), o 12º planeta do sistema solar, portanto, governante do sistema solar.
Na cultura moderna
Na franquia Diablo, Anu é o ser primordial da criação, contendo em si toda a natureza. Ao se auto-determinar bom, ele acaba criando o Tathamet, o que origina uma batalha cósmica entre o bem supremo (representado pelo próprio Anu) contra o mal supremo (representado por Tathamet). Eles lutaram dentro de uma pérola, uma luta que durou eras até que Anu desferiu um golpe final em Tathamet causando a destruição de ambos, o que serviu de matéria-prima para a criação. A consciência de Anu, porém, sobreviveu e migrou para uma existência mais elevada além. No entanto, a lore do Diablo não estabeleça essa história como um mito de criação fixo, e alguns grupos humanos mais sofisticados do universo de Diablo dizem que esse conto é uma metáfora e que Anu é o nome antropomórfico de um Deus Criador, mas que o restante do mito é só uma alegoria para explicar a questão do bem e do mal.
Nota-se também que, na história de Diablo, Anu também contém características inspiradas no Deus Abraâmico na qualidade de criador e pai dos anjos. Na lore, cada anjo representa uma das cinco virtudes de Anu.
A principal fonte de informação sobre o mito da criação suméria é o prólogo do poema épico Gilgamés, Enquidu e o Submundo, que descreve brevemente o processo de criação:
A princípio, existe apenas Namu, o mar primitivo [...] Então, Namu dá à luz Am (o nome sumério de Anu), o céu, e Qui, a terra. Am e Qui se acasalam, fazendo com que Qui dê à luz Enlil, o deus do vento. Enlil separa Am de Qui e carrega a terra como seu domínio, enquanto Am carrega o céu.
Em sumério, a designação "An" era usada alternadamente com "os céus", de modo que, em alguns casos, é duvidoso que, sob o termo, o deus Am ou os céus esteja sendo indicado. Na cosmogonia suméria, o céu era visto como uma série de três cúpulas cobrindo a terra plana. Acreditava-se que cada uma dessas cúpulas do céu era feita de uma pedra preciosa diferente. Acreditava-se também que Am era a mais alta e externa dessas cúpulas, que se pensava ser feita de pedra avermelhada. Fora desta cúpula era o corpo primordial de água conhecido como Namu. O sucal (assistente) de Am era o deus Ilabrate.
O Inana e Ebí, também conhecida como Deusa dos Temíveis Poderes Divinos, é um poema de 184 linhas escrito em sumério pela poetisa acádia Enheduana. Descreve o confronto da neta Inana com o Monte Ebí, conhecida como a cordilheira de Zagros. Aparece brevemente em uma cena do poema em que Inana pede que ele destrua o Monte Ebí. Um alerta indica para Inana para não atacar a montanha, mas ela ignora o aviso e passa a atacar e destruir o Monte Ebí independentemente.
O poema que Inana assume o comando do céu é um relato extremamente fragmentário, mas importante, da conquista de Inana pelo templo de Eana em Uruque. Começa com uma conversa entre Inana e seu irmão Utu, na qual Inana lamenta que o templo de Eana não esteja dentro de seu domínio e resolve reivindicá-lo como seu. O texto se torna cada vez mais fragmentário neste ponto da narrativa, mas parece descrever sua difícil passagem por um pântano para chegar ao templo, enquanto um pescador a instrui sobre qual caminho é o melhor a seguir. Por fim, Inana chega a Anu, que está chocado com sua arrogância, mas mesmo assim admite que conseguiu e que o templo agora é seu domínio. O texto termina com um hino que expõe a grandeza de Inana. Este mito pode representar um eclipse na autoridade dos sacerdotes de Anu em Uruque e uma transferência de poder para os sacerdotes de Inana.
Na mitologia hitita, Anu derruba seu pai Alalu e se proclama governante do universo. Ele próprio é mais tarde derrubado por seu próprio filho Cumarbi. Anu tenta fugir, mas Cumarbi morde os órgãos genitais de Anu e os engole. Cumarbi bane Anu para o submundo, junto com seus aliados, os deuses antigos, quem os hititas sincretizavam com os Anunáqui. Como consequência de banir seu pai, Cumarbi fica impregnado com o filho de Anu, Tessube, e outros quatro filhos. Depois dele amadurecer, Tessube derruba seu pai Cumarbi, vingando a derrota e a mutilação de seu avô Anu.