BR-364 | |
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| Acre, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, São Paulo, Minas Gerais, Brasil | |
| Nomes populares | Rodovia Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira (oficial) Rodovia Washington Luís Rodovia Brigadeiro Faria Lima |
| Identificador | BR-364 |
| Tipo | Rodovia diagonal |
| Inauguração | 1960 |
| Extensão | 4 324,6 quilómetro3264,6 km (2028,528 mi) |
| Extremos • leste: • oeste: |
SP-330, Cordeirópolis, São Paulo Rua José de Abreu, Mâncio Lima, Acre |
| Anel em torno | da Região Metropolitana de Cuiabá, Porto Velho e Rio Branco |
| Cruzamentos | BR-317 BR-174 |
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| Rodovias Federais do Brasil | |
A BR-364, oficialmente denominada Rodovia Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira , é uma rodovia diagonal do Brasil que se inicia em Cordeirópolis-SP, no km 153 da Via Anhanguera (SP-330), estendendo-se até Mâncio Lima, no extremo oeste do Acre, cortando os Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Rondônia. Constitui-se, assim, em uma rodovia de fundamental importância para o escoamento da produção das regiões Norte e Centro-Oeste do país. É uma das principais rodovias do interior do Brasil, juntamente com a BR-153, BR-158 e BR-163.
Antes da construção da BR-364, só se chegava a Porto Velho pela Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, a partir de Guajará-Mirim, por meio de balsa a partir de Manaus ou de avião. O transporte rodoviário era inexistente.
Em 2 de fevereiro de 1960, em meio a uma reunião com os governadores dos estados do norte, o então presidente Juscelino Kubitschek decidiu construir a rodovia, ligando Cuiabá a Porto Velho e Rio Branco, trecho que só foi asfaltado em 1983, abrindo o oeste brasileiro.
O trecho da BR-364 em São Paulo, encontra-se sobreposto pela Rodovia Washington Luís (SP-310), entre a rodovia Anhanguera (SP-330) até o km 293 e, a partir daí, pela Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326) até a divisa com Minas Gerais, sendo que os últimos 63 km dessa rodovia, ainda não foram duplicados. Nesse percurso, atravessam-se os municípios de Rio Claro, Corumbataí, Itirapina, São Carlos, Ibaté, Araraquara, Matão (entroncamento da SP-310 com a SP-326), Dobrada, Santa Ernestina, Guariba, Jaboticabal, Bebedouro, Colina, Barretos e Colômbia, já na divisa com o Triângulo Mineiro.
No Centro-Oeste, a BR-364 passa por cidades como São Simão, Jataí e Mineiros, em Goiás, e Alto Araguaia, Rondonópolis e a capital Cuiabá, no Mato Grosso. Nesse Estado, o traçado da rodovia coincide com o da BR-174, entre o km 1.258,6 até a divisa com Rondônia. A sobreposição permanece até o km 13,2, já neste último Estado da região Norte. Daí, até o km 27,6, coincide com a BR-435; do km 305,3 ao km 346,3 coincide com a BR-429; e do km 910,8 até o km 929,3 coincide com a BR-425.
O segmento entre a cidade de Candeias do Jamari e o campus da Universidade Federal de Rondônia, no Município de Porto Velho, passou a ser denominado Rodovia Chiquilito Erse, de acordo com Lei Federal nº 12.454 de 26 de julho de 2011 (
Vide a Lei no Wikisource.). Já o trecho compreendido entre a capital rondoniense e Rio Branco é chamado de Rodovia Governador Edmundo Pinto, conforme a Lei Federal n°11.676 de 19 de maio de 2008 (
Vide a Lei no Wikisource.).
No Acre, essa rodovia corta os municípios de Rio Branco, Bujari, Sena Madureira, Manoel Urbano, Feijó, Tarauacá, Rodrigues Alves, Mâncio Lima e por fim, Cruzeiro do Sul. Atualmente, a BR-364 está asfaltada até o município de Manoel Urbano, assim como o trecho entre Feijó e Cruzeiro do Sul. O segmento entre Manoel Urbano e Feijó, no entanto, é o mais complicado, com pavimentação apenas parcial, mas já liberado para o tráfego permanente.
A conclusão da BR-364 e a consequente interligação rodoviária dos municípios do extremo oeste do Acre com o restante do país envolve vários fatores, que vão desde questões climáticas - haja vista que as obras só podem ser iniciadas no verão amazônico (de julho ao fim de outubro) - além de questões socioambientais, por atravessar unidades de conservação e terras indígenas.
Em 1980, como relatou o Jornal de Brasília, uma comissão especial de estudos formada por Dom Tomás Balduino, bispo de Goiás, e ainda pela secretaria do Conselho Indigenista Missionário, pela Comissão Pró-Indio de Cuiabá, além de antropólogos e indigenistas, reuniu-se para avaliar os males da construção da BR-364 (Cuiabá-Porto Velho) sobre indígenas Nambiquara do Vale do Guaporé. Ao final do encontro, a comissão enviou uma carta ao Banco Mundial, entidade que financiava a pavimentação da estrada.
Em 2009, o Mapa dos Conflitos envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde, da FioCruz detalhou os efeitos da obra para o povo Yawanawa, localizado no município de Tarauacá (AC). Segundo o Mapa, entre as atividades geradoras do conflito estão: hidrovias, rodovias, ferrovias, complexos/terminais portuários e aeroportos, minerodutos, oleodutos e gasodutos. Entre os impactos socioambientais estão: invasão/dano a área protegida ou unidade de conservação e danos à saúde, como doenças não transmissíveis ou crônicas, doenças transmissíveis e falta de atendimento médico.
O projeto denominado Rota Agro Norte, marcou a primeira concessão de uma rodovia federal na região Norte do país e prevê investimentos da ordem de R$ 10,23 bilhões ao longo dos 30 anos de contrato. Desse montante, R$ 6,35 bilhões correspondem a melhorias de infraestrutura e R$ 3,88 bilhões serão destinados a despesas operacionais. O leilão, realizado em fevereiro de 2025, teve como único concorrente e vencedor o consórcio formado pela 4UM Investimentos e pela Opportunity, levando à constituição da concessionária Nova 364 (o consórcio também controla a Nova 381, que administra o trecho da BR-381/MG, entre Belo Horizonte e Governador Valadares).
Entretanto, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Rondônia (CREA-RO) apresentou denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando o cancelamento do certame.
Segundo o CREA, o projeto inicial previa a duplicação integral da rodovia, mas a versão atual contempla apenas 114 quilômetros, concentrados principalmente no trecho entre Presidente Médici e Jaru. Segundo o órgão, o impacto da mudança é significativo, pois a concessionária irá instalar pedágios de Porto Velho a Vilhena, o que significa que a população terá que pagar ao longo dessa extensão, antes mesmo de iniciar a duplicação da BR.
A bancada federal de Rondônia também manifestou preocupação, solicitando ao Ministério dos Transportes a suspensão ou adiamento do leilão. Para os parlamentares, o valor do pedágio previsto poderá estar entre os mais elevados do país, sem a devida contrapartida em melhorias para os usuários.
Outro ponto de controvérsia envolve as comunidades indígenas afetadas pelo projeto. A Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga e outras entidades acionaram a Justiça Federal denunciando supostas irregularidades no processo licitatório, especialmente a ausência de estudos ambientais prévios e a falta de consulta obrigatória aos povos tradicionais.
Segundo o líder indígena Gilmar Cinta Larga, os povos da região não foram consultados, fato que viola a convenção nº169 da Organização Internacional do Trabalho e que ignora os impactos sociais e ambientais que a obra terá nos povos indígenas..
Em protesto, grupos indígenas chegaram a bloquear temporariamente a BR-364 na região de Cacoal, alertando para a possibilidade de bloqueios totais caso suas demandas não sejam atendidas. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou, em nota, que as comunidades indígenas serão ouvidas durante a fase de licenciamento ambiental, que antecede as obras a serem realizadas pela concessionária.
As ações judiciais movidas pelos povos Cinta Larga e Zoró, junto a organizações ambientais, destacam que a Rota Agro Norte está localizada em uma área de alto risco por atravessar zonas de influência de diversas terras indígenas. Um pedido de liminar para suspensão do leilão foi negado pela Justiça Federal, sob o argumento de que não haveria dano concreto e imediato, uma vez que o certame é apenas uma das fases de um processo mais amplo.

O Ministério dos Transportes investiu, em 2004, na duplicação da BR-364, entre Candeias do Jamari a Campus da Universidade Federal de Rondônia, aproximadamente 30 quilômetros. Também incluíram-se, no projeto, a nova ponte sobre o Rio Candeias do Jamari, na saída da capital de Rondônia para o interior, as passarelas e a rotatória da BR com a rua Jatuarana, além de um viaduto no entroncamento BR-364/319, no centro da cidade.
A Prefeitura de Ji-Paraná, junto ao Governo Federal, investiu nas obras da duplicação da ponte sobre o Rio Machado, e agora também em toda a travessia urbana do município.
No estado do Mato Grosso, a concessionária Nova Rota do Oeste vem duplicando a BR-364, entre as cidades de Cuiabá e Rondonópolis, num trecho de 191 km. No final de 2018, foi inaugurada a duplicação no trecho entre a capital mato-grossense e Jaciara (cerca de 100 km). Em março de 2019, já havia 151 km duplicados. Em agosto de 2021, a duplicação entre Cuiabá e Rondonópolis foi completamente concluída.
Porto Velho / Jací Paraná / Nova Mutum Paraná / Jirau / Abunã / Vista Alegre do Abunã / Extrema / São Luís



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