| "Blood Feud" | |||||
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| "Dívida de Sangue" (BR) | |||||
| 22.º episódio da 2.ª temporada de Os Simpsons | |||||
| Informações gerais | |||||
| Direção | David Silverman | ||||
| Escritor(es) | George Meyer | ||||
| Código(s) de produção | 7F22 | ||||
| Transmissão original | 11 de julho de 1991 | ||||
| Características | |||||
| Frase do quadro negro | "Não dormirei durante as aulas" | ||||
| Couch gag | O sofá atravessa o piso com a família sentada nele. | ||||
| Cronologia | |||||
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| Lista de episódios | |||||
"Blood Feud" (no Brasil, "Dívida de Sangue") é o vigésimo segundo e último episódio da segunda temporada da série de televisão animada norte-americana The Simpsons. Foi exibido originalmente nos Estados Unidos em 11 de julho de 1991 pela Fox Broadcasting Company. Escrito por George Meyer e dirigido por David Silverman, acompanha Homer, que convence Bart a doar sangue para salvar o Sr. Burns, na expectativa de receber uma recompensa. Ao ganhar apenas um cartão de agradecimento, escreve uma carta ofensiva ao chefe e depois tenta impedir que ela seja entregue.
A ideia surgiu após um colega da equipe precisar de uma transfusão de sangue, e o roteiro foi revisto por Al Jean e Mike Reiss. Concluído com atraso, o episódio foi exibido durante uma semana de estreias organizada pela Fox em julho. Na transmissão original, registrou 10,8 pontos de audiência e foi o segundo programa mais assistido da emissora naquela semana. A crítica elogiou sobretudo as reações de Homer e suas tentativas de recuperar a carta.
O Sr. Burns adoece gravemente e precisa de uma transfusão de sangue, mas nenhum funcionário da usina apresenta seu tipo sanguíneo raro. Ao descobrir que Bart pode fazer a doação, Homer convence o filho a ajudar, prometendo que a família receberá uma grande recompensa. Burns se recupera, mas envia apenas um cartão de agradecimento. Irritado, Homer escreve uma resposta ofensiva, até que Marge o convence a não enviá-la. Na manhã seguinte, porém, descobre que Bart já colocou a carta no correio. Depois de tentar recuperá-la sem sucesso, Homer vê o chefe ler os insultos e ordenar que seja espancado. Smithers se recusa a cumprir a ordem e recorda que a família salvou a vida de Burns. Arrependido, o empresário pede desculpas e presenteia os Simpsons com uma enorme cabeça de pedra olmeca, que agrada a Bart. Diante da escultura, a família discute o que aprendeu com a experiência, mas conclui que os acontecimentos não oferecem uma lição clara.
O roteiro foi escrito por George Meyer, e a direção ficou a cargo de David Silverman. Segundo Al Jean, ele, Mike Reiss e Sam Simon desenvolveram a ideia enquanto buscavam histórias para completar a temporada. Um colega havia precisado de uma transfusão de sangue, e os roteiristas decidiram explorar uma situação semelhante com Burns. Jean e Reiss reescreveram e aprimoraram o texto de Meyer. Como Harry Shearer, intérprete de Burns e Smithers, não pôde participar da leitura coletiva do roteiro, Dan Castellaneta leu as falas dos dois personagens.
O primeiro ato ficou mais longo do que o habitual. A equipe pretendia encerrá-lo com a recuperação de Burns, mas decidiu mostrar também as consequências da doação para os Simpsons. Jean contou que os roteiristas tiveram dificuldade para encontrar um desfecho e optaram por encerrar a história com a família discutindo a ausência de uma lição. No livro Planet Simpson, Chris Turner interpretou essa conversa como uma sátira ao costume das comédias de situação de concluir suas tramas com uma mensagem moral bem definida.
Silverman citou o episódio entre seus favoritos dos que dirigiu e destacou a introdução de elementos que se tornariam recorrentes na série, como as conversas de Homer com o próprio cérebro. Na cena em que Burns afirma ter rejuvenescido, o diretor aproximou o enquadramento de seu rosto durante a menção ao sangue de um menino, para sugerir que o empresário tentaria conseguir novas doações de Bart. A cabeça de pedra Xtapolapocetl foi baseada em esculturas olmecas, com alterações para torná-la mais grotesca e visualmente marcante. Segundo Jean, o objeto passou a aparecer no porão dos Simpsons em episódios posteriores, como parte do cenário.
A composição e o cenário da conversa entre Smithers e o Dr. Hibbert sobre a saúde de Burns foram parcialmente inspirados na cena de Citizen Kane (1941) em que Kane fala com Susan Alexander após uma tentativa de suicídio. As passagens em que Homer dita a carta ofensiva e tenta retirá-la da caixa de correio com Bart fazem referência a "Letter to the Boss", episódio de The Honeymooners. O mural da agência dos correios apresenta semelhanças com A Criação de Adão, de Michelangelo.
Otto cantarola "Iron Man", do Black Sabbath. O escritor contratado por Burns menciona ter escrito Like Hell I Can't, título que faz alusão a Yes, I Can, autobiografia de Sammy Davis Jr.. Homer também conta uma versão incorreta da história de Androcles, trocando seu nome pelo de Hércules. A sequência de palavras inventadas usada por Burns para descrever o presente que deseja comprar reproduz o estilo dos livros de Dr. Seuss.
"Blood Feud" foi produzido para a segunda temporada, mas ficou pronto depois do prazo previsto, conforme informou Guy Curtright no jornal The Atlanta Journal-Constitution. A estreia ocorreu em 11 de julho de 1991, durante uma semana em que a Fox exibiu episódios inéditos de algumas de suas principais séries, como The Simpsons e Beverly Hills, 90210. Segundo o St. Louis Post-Dispatch, a iniciativa foi criada para estender a temporada regular do horário nobre, normalmente com trinta semanas, e atrair público para a programação do outono norte-americano. O episódio foi posteriormente incluído no conjunto de DVDs The Simpsons: The Complete Second Season.
Em sua exibição original nos Estados Unidos, "Blood Feud" registrou 10,8 pontos de audiência, conforme a Nielsen Ratings, e terminou em 24.º lugar na classificação semanal de 8 a 14 de julho de 1991. Foi o segundo programa mais assistido da Fox naquela semana, atrás de Beverly Hills, 90210. Também superou uma reapresentação de The Cosby Show, exibida no mesmo horário pela NBC, que marcou 10,3 pontos.
Warren Martyn e Adrian Wood, em sua análise para o site da BBC, elogiaram a mudança de postura de Homer após conversar com Marge, sua reação ao descobrir que Bart enviou a carta e as tentativas de recuperá-la. Também destacaram a resposta de Burns ao receber os insultos. Colin Jacobson, do DVD Movie Guide, considerou a trama pouco original, por apresentar semelhanças com "Two Cars in Every Garage and Three Eyes on Every Fish" e com um episódio de The Flintstones. Ainda assim, avaliou o resultado como muito divertido, sobretudo pela maneira como Homer conta uma história e por sua visita aos correios. Em 2007, Ben Rayner, do Toronto Star, incluiu "Blood Feud" em sua lista dos dez melhores episódios da série, ressaltando que as tentativas de Homer de impedir a entrega da carta continuavam a diverti-lo anos depois da estreia.